Um novo estudo publicado pelo Journal of Cannabis Research descobriu que muitas mulheres em idade fértil consideram a maconha relativamente segura para uso durante a gravidez, principalmente para o controle de sintomas como náuseas, ansiedade, problemas de sono e dor.
Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Connecticut (EUA) recrutaram uma coorte nacional de 622 mulheres estadunidenses, com idades entre 18 e 42 anos, para responder a um questionário online anônimo sobre o uso de maconha, álcool e tabaco durante a gravidez. As participantes foram questionadas sobre seu próprio uso, bem como sobre suas percepções de segurança e potenciais riscos para o feto, o parto e o desenvolvimento infantil.
Entre as participantes que já haviam engravidado, 25,9% relataram o uso de maconha durante a gravidez. Esse percentual foi ligeiramente superior aos 23,6% que relataram o uso de tabaco e muito maior do que os 8,2% que relataram o uso de álcool.
Os pesquisadores afirmaram que a frequência média do uso de maconha durante a gravidez foi de duas vezes por semana, sendo os cigarros de maconha e os charutos de maconha os métodos de consumo mais comuns. As participantes que usaram maconha durante a gravidez relataram com mais frequência o alívio de sintomas, incluindo náuseas, ansiedade, distúrbios do sono e dor.
O estudo constatou que as participantes consideravam a maconha relativamente mais segura durante a gravidez do que o álcool ou o tabaco. Os pesquisadores afirmaram que essas percepções podem ser influenciadas pelo uso da maconha para aliviar sintomas relacionados à gravidez, bem como por mudanças sociais e culturais mais amplas em torno da maconha.
“Os resultados indicam que as mulheres em idade fértil consideram a cannabis relativamente segura durante a gravidez, particularmente para o controle dos sintomas”, concluíram os pesquisadores.
Os pesquisadores afirmaram que as descobertas destacam a necessidade de educação direcionada e mensagens precisas sobre o uso de maconha durante a gravidez, levando em consideração também os fatores sociais, culturais e emocionais que podem influenciar o uso de substâncias durante a gestação.
Referência de texto: The Marijuana Herald
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