por DaBoa Brasil | fev 15, 2018 | Cultivo
Main-Lining é uma técnica de cultivo de alto rendimento. Embora muito antiga, o cultivador Nugbuckets a adaptou aos seus cultivos e deu o nome dele. Hoje em dia é uma das técnicas mais espetaculares. Embora não seja menos verdade que comparando com outras técnicas, como SOG ou SCROG, é mais complicada. Nesta publicação, tentaremos dar-lhe algumas dicas que o ajudarão a entender melhor.
Basicamente, é uma técnica semelhante a um SCROG virtual, com um mínimo de 8 ramificações homogêneas. Para isso, teremos que fazer uma série de podas e amarras. Embora possa ser feita com estacas (ou clones), é sempre mais fácil começar com sementes. Também são mais interessantes as variedades sativas e híbridas, ou qualquer outra variedade que sabemos ser de ramificação forte.
Assim, com nossa pequena planta, quando atinge 5 ou 6 nós, realizamos a primeira poda, deixando 3 nós da base da planta. Os dois nós inferiores não são interessantes, então, quando brotar pequenos galhos, também os suprimiremos. Este é o primeiro passo para obter um “eixo” de um único nó. Desta forma, alcançaremos um desenvolvimento homogêneo dos dois primeiros ramos que surgirão do terceiro nó.
Esses dois ramos permitiremos que eles se desenvolvam. Assim que tiverem outros 5 ou 6 nós, repetimos a operação anterior em cada um deles. Poderemos deixar 3 nós e eliminaremos as folhas e os ramos dos 2 nós mais baixos assim que eles saírem. Com um fio ou cordão, vamos forçá-los e deixa-los horizontalmente e na mesma altura que o “eixo” principal.
De cada um desses dois ramos, em breve crescerá mais 2 ramos. Então, temos 4 apicais crescendo de forma homogênea. É muito importante que, ao guiar os ramos, fazemos isso de tal forma que conseguimos uma simetria máxima para que os resultados sejam sempre os melhores. Quando estas 4 apicais atingem 5 ou 6 nós, repetimos o passo anterior. Podemos deixar 3 nós e orientá-los horizontalmente, deixando-os na mesma altura que o “eixo” principal.
Agora temos 8 apicais e já podemos concluir a fase de orientação. Se quisermos, podemos repetir os passos anteriores com o que teremos 16 apicais, embora devemos ter em mente que quanto maior o número de ramos, mais fracos serão e é provável que, em floração, eles precisem de apoio para que não cedam com o peso dos buds (flores).
De qualquer forma, é aconselhável usar algum sistema rígido para treinar os apicais e que cresçam simetricamente em torno do “eixo”. Assim que os apicais atingirem uma altura adequada, é hora de passar as plantas à floração. O resultado, como dissemos, será 8 apicais gordas na mesma altura e do mesmo tamanho. Ideal em cultivos interiores, mas também ao ar livre.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | out 13, 2017 | Cultivo
Muitos iniciantes que se dedicam o auto sustento, em busca de medicina ou qualidade recreativa, acabam esbarrando em erros comuns.
Porém, sem fins lucrativos, estou disposto a auxilia-lo e evitar que algo dê errado! Vai por mim, não tem mistério! Afinal estamos falando de uma planta.
Nas dicas anteriores abordamos os nutrientes necessários para que ocorra todo o processo bioquímico.
Hoje é a vez da água! Ela que fornece o hidrogênio necessário para o crescimento do vegetal e também transporta estes nutrientes em toda a planta.
Pensando em ajuda-lo com o manuseio de suas ervas e evitar que você cometa equívocos como excesso de água ou com a falta dela.
Logo após semear e regar deve-se esperar para dar água novamente. A quantidade e a frequência dependerão de fatores como:
1º – Tamanho do vaso e tamanho da planta, uma vez que, quanto maior a raiz, maior deve ser o recipiente.
2° – Fonte luminosa e umidade relativa do ar, quanto maior o calor e o fluxo luminoso a tendência da umidade relativa do ar é cair.
No primeiro estágio (fase dos cotilédones e primeiros pares de folhas) elas transpiram pouco, não necessitando de regas frequentes, porém exigem regularidade, e é claro que de modo obvio, quanto maior a planta maior a transpiração.
Nesta primeira fase aconselha-se utilizar borrifadores ou algo que supra a necessidade de água no solo sem movimentá-lo e muito menos encharcá-lo. Muitos cultivadores colocam somente com o regador em volta do recipiente, outros usam substratos inertes na parte superior do solo para atenuar o impacto e reduzir a exposição da raiz à luz.
Escolha entre o início da manhã e o final da tarde para efetuar as regas. Um detalhe importante é observar quando a planta necessita de água e não rega-las à toa. Converse com ela, treine seu olho, e em quanto isso não ocorre, você pode verificar a umidade existente no solo introduzindo, um palito de madeira (embora tenha equipamento no mercado para quantificar essa questão).
É importante buscar o canto do vazo para execução da técnica em uma profundidade média de 5 cm. Fique atento como esse palito sairá do solo, se ele sair seco é hora de regar, caso ao contrário, o palito se apresentar sujo de terra (embarrado) e úmido, você deve esperar um pouco mais para a próxima rega.
BOM CULTIVO!
Por Grow Bia Primata Haze
por DaBoa Brasil | set 22, 2017 | Cultivo, Dicas do Primata
O potássio é um macronutriente móvel representado na tabela periódica pela letra K.
O potássio está presente em quase toda a fase vital da planta, pois ele é essencial para regulação osmótica vegetal, assim trabalhando na produção e mobilidade dos carboidratos dispostos.
A falta do K pode apresentar como sintomatologia, folhas sem brilho e estruturas frágeis podendo ocorrer oxidação nas bordas das folhas.
A farinha de osso é um rico substrato de potássio com aproximadamente 12,2% de sua composição.
Farinha de peixe também é um rico fornecedor de potássio com 2,6%de sua composição química.
Muitos cultivadores que adotam a linha orgânica acrescentam uma dieta da planta o famoso chá de banana.
Associo também ao chá de cinzas, como já falamos este requer um pouco mais de cautela. O padrão de hidrogênio (ph) deve permanecer entre 5,5 e 6,5 durante alguns dias para favorecer absorção dos nutrientes.
Por Grower Bia Primata Haze
Fontes de pesquisa: Ceplac.gov.br/ CERVANTES, 2007.pag 162-163/ VIDAL, 2010. pág 56 e 65
por DaBoa Brasil | set 22, 2017 | Cultivo, Dicas do Primata
O fósforo é um macronutriente móvel, representado na tabela periódica pela sigla P.
Esse componente proporciona as flores mais resina e sementes, por isso muitos cultivadores não deixam a planta produzir sementes, concentrando toda sua força energia na produção de resina.
Podemos falar que o fósforo é um dos principais nutrientes responsáveis pelo metabolismo basal, a fotossíntese.
A falta do fósforo pode fazer com que as folhas fiquem verdes azuladas e com manchas escuras em seus contornos, além de apresentar um crescimento atrofiado.
Podemos encontrar o fósforo nos seguintes substratos:
– Esterco de cabra 2,4%
– Esterco de ovelha 2,1%
– Esterco de morcego fresco 1%
Porém é preciso cautela, pois esses três substratos citados acima contém grande quantidade de nitrogênio no seu composto químico, O que pra fase final da planta não é muito aconselhável.
A dica é preparar um solo rico em NPK, desta forma a planta vai utilizar o nutriente adequado para fase que ela está passando, deixando assim nutrientes como o P para uma fase mais avançada.
Outra solução orgânica e barata é utilizar cinzas de madeira ou papel diluída em água. Embora chá de cinza seja uma solução orgânica é necessário cautela, pois o excesso pode oscilar o PH, fazendo com que a planta não trabalhe bem com os nutrientes oferecidas na dieta.
Por Grower Bia Primata Haze
Fontes de pesquisa: Ceplac.gov.br/ CERVANTES, 2007.pag 162-163/ VIDAL, 2010. pág 56 e 65
por DaBoa Brasil | set 21, 2017 | Cultivo, Dicas do Primata
O nitrogênio é um macronutriente móvel, encontrado na tabela periódica pela sigla N.
É um componente indispensável na produção de protoplasma enzimas, este que por sua vez responsável pelo crescimento, pela tonalidade Verde das folhas e vigor da planta.
Na sua ausência a sintomatologia é o amarelamento de folhas mais antigas e a queda do rendimento de crescimento.
Se tratando de produtos orgânicos para otimizar a produção, podemos contar esses como as maiores fontes de nitrogênio:
Esterco de morcego (fresco) 8%
– Farinha de sangue, aproximadamente 12%
– Farinha de peixe, aproximadamente 9,5%
– Torta de amendoim, aproximadamente 7,2%
– Torta de algodão, aproximadamente 6,6%
– Torta de Mamona, aproximadamente 6%
A dica é sempre preparar o solo rico com todos os macro e micronutrientes, assim fornecendo uma dieta rica e balanceada para planta.
Porém na carência de nitrogênio, basta aplicar fertilizantes com o maior composto da matéria e aguardar aproximadamente 4 a 5 dias para ter resposta.
Por Grower Bia Primata Haze
Fontes de pesquisa: Ceplac.gov.br / CERVANTES, 2007.pag 162-163 / VIDAL, 2010. pág 56 e 65
por DaBoa Brasil | set 16, 2017 | Cultivo, Dicas do Primata
O horário de verão chega para economizar energia, certo? Errado, ou pelo menos não só pra isto…
Aproveitando a época do ano em que os dias são maiores que as noites, você pode dar início a um cultivo de outdoor.
Se você gosta da leitura e um conteúdo embasado e voltado à cultura canábica, embarque nesta espaçonave que hoje vai levar você para dar uma volta ao SOL.
Mas antes de tudo é crucial observar alguns detalhes da vida, como a variável solar nos 365 dias do ano.
Você já se perguntou ou observou por que existe essa diferença na extensão dos dias?
Antes de mais nada, precisamos compreender os conceitos de solstício e equinócio.
Termos técnicos são chatos, porém ajuda a firmar o saber, e prometo que até o final da leitura você vai acha tudo muito simples.
No hemisfério sul, o dia mais curto do ano marca o início do inverno e é conhecido como solstício de inverno — ocorre no final de junho.
Quando me refiro ao “dia”, é uma porção do período de 24 horas em que uma região da Terra recebe iluminação Solar.
Período este em que a planta se desenvolve, utilizando o sol como fonte luminosa para desenvolver os processos bioquímicos e fotossintéticos.
O dia mais longo marca o início do verão e acontece no fim de dezembro, quando se dá o solstício de verão.
Nesta época a planta permanece em estado vegetativo em pleno vigor.
Solstício vem do latim, das palavras sol (Sol) e sistere (que não se move).
Quando o dia e a noite tem a mesma duração, damos o nome de equinócio, já esta fase marca o início da floração a maturação das flores.
Esse evento ocorre duas vezes ao ano, quando começa a primavera (equinócio de primavera) e quando começa o outono (equinócio de outono).
Equinócio vem das palavras latinas aequus (igual) e nox (noite).
Esses fenômenos ocorrem porque o eixo de rotação da Terra é inclinado em relação à trajetória que ela faz em torno do sol.
Devido a essa inclinação, durante o verão do hemisfério sul, o polo sul fica mais voltado para o sol do que o polo norte.
Por isso a distinção de cultivos de norte ao sul do país, desta forma observamos o cultivo outdoor de uma maneira mais ampla, firmando a tese que “cultivo não é como fazer bolo”.
Eu gosto de germinar no início da primavera, respeitando o calendário lunar, perto do dia 22 de setembro (hemisfério sul), lembrando que a primavera vai até 21 de dezembro.
E você quando vai semear?
Por Grower Bia Primata Haze
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