por DaBoa Brasil | ago 5, 2023 | Cultivo
Ao iniciar um novo cultivo, fazer clones de suas variedades favoritas é sempre uma boa alternativa para manter a qualidade desejada e economizar tempo.
Em breve começará a temporada de cultivo ao ar livre. E é muito comum que com o passar das semanas pense que poderia aproveitar o espaço disponível e cultivar mais um pouco.
Nesse sentido, a opção mais econômica é selecionar uma das plantas e aproveitar um de seus galhos para fazer um clone. Essa é uma técnica muito simples, rápida e em pouco mais de uma semana terá uma plantinha crescendo em um vaso.
Um corte, estaca ou clone é uma cópia idêntica de sua mãe. Terá todas as suas virtudes, mas também os seus defeitos. Ela terá o mesmo período de floração, sabor e potência de sua mãe. Para o bem ou para o mal. Em princípio, quando se aposta em sementes de banco, o resultado deve ser bom.
Porém, quando se joga com sementes de origem desconhecida, isso torna-se um fator surpresa e decepções podem ocorrer.
Hidrate as plantas antes de fazer os clones
Em muitos guias costuma-se ler que após cortar os galhos da planta, eles devem ser colocados em um recipiente com água. O motivo é mantê-los hidratados. Mas um conselho é que, em vez disso, você regue a planta abundantemente algumas horas antes de cortar os galhos. Ou aproveite qualquer momento em que a planta esteja bem hidratada.
Num copo de água, os ramos absorvem apenas a água e alguns nutrientes que possa conter. Já as raízes, além da água, vão transportar os nutrientes para todos e cada um dos ramos.
Ferramenta
Para evitar o risco de algum patógeno afetar tanto a planta quanto o clone, toda a ferramenta deve ser desinfetada.
Não custa nada limpá-la previamente com um pouco de álcool. Além disso, deve estar muito bem afiada. Os clones devem estar limpos.
Uma tesoura de poda e uma lâmina são as duas ferramentas mais usadas e nunca devem faltar na gaveta de qualquer cultivador de maconha.
O substrato
Você pode usar um vaso com substrato, turfa, fibra de coco, blocos de lã de rocha, etc. É possível ter sucesso com qualquer um deles. No caso do substrato, deve conter grande quantidade de nutrientes.
No caso dos jiffys, basta hidratá-los previamente em água com o pH corrigido. Os blocos de lã de rocha devem ser sempre lavados para remover qualquer sujeira que possam trazer.
O lugar para descanso
O ideal é ter um propagador de clones. Mas se você não tiver um, é possível fabricar modelos caseiros. Um clone que está em processo de enraizamento requer umidade muito alta no ambiente.
Um propagador de clones é um recipiente com tampa para manter a umidade sempre alta. É possível improvisar um com um galão ou garrafa de água. Também requer iluminação, mas não muito intensa. Portanto, qualquer local com sombra ao ar livre ou iluminado, mas longe da luz solar direta, será aceitável.
Passos a seguir
Comece regando a planta, como já dissemos. A melhor hora é a primeira hora da manhã ou a última hora do dia. Em qualquer caso, as horas de calor máximo devem sempre ser evitadas.
Enquanto estiver dando tempo à planta para absorver a água da rega, prepare o substrato que escolheu e limpe a ferramenta.
Depois de algumas horas, escolha quais galhos cortar. Podem ser os ramos mais baixos, geralmente de pouca produção, pois ficam à sombra de toda a planta.
Corte e prepare galho por galho em vez de cortar várias juntas, sempre com cortes limpos para minimizar lesões. Cada ramificação, que possui pelo menos 4 nós bem definidos.
Sem perder muito tempo, use a lâmina para fazer um corte limpo em um ângulo de 45º sobre o último nó. Quanto mais superfície de contato a parte interna do caule tiver com o substrato, mais cedo o clone enraizará.
Além disso, risque o clone com a lâmina, fazendo uma única linha de cima para baixo até chegar à área branca do caule.
Se você vai usar enraizadores, agora é a hora de aplicá-los. Eles reduzem o tempo de enraizamento e a perda de clones devido a infecções por patógenos.
Faça um furo no substrato e insira o clone. Aperte levemente o substrato para que a estaca fique bem apoiada e não se mova. Corte as folhas maiores ao meio. Isso evita a transpiração excessiva.
Por fim, introduza os clones no propagador. Em áreas de umidade muito alta, isso é até dispensável. Nos primeiros dias, mantenha-o fechado para manter a alta umidade no interior. Após 3-4 dias, você pode começar a abri-lo um pouco.
Após cerca de 7 a 10 dias, os clones provavelmente já terão algumas raízes visíveis. Essa será a hora de movê-los para um vaso com um bom substrato.
Referência de texto: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jul 29, 2023 | Cultivo
A estabilização de uma variedade de maconha é um papel fundamental na obtenção de plantas homogêneas e com comportamento previsível.
No post de hoje, falaremos sobre os principais conceitos da estabilização de variedades (cultivares) de cannabis. Você aprenderá como a genética, a seleção dos pais e o retrocruzamento são elementos essenciais para o sucesso da criação de sementes e plantas estabilizadas.
Com paciência e conhecimento, é possível criar cultivares excepcionais e consistentes, garantindo colheitas satisfatórias e experiências únicas.
Importância da estabilidade para obter descendentes homogêneos e previsíveis
A estabilidade de uma variedade de maconha é o principal objetivo no processo de melhoramento. Qualquer criador busca alcançar uma descendência homogênea, onde cada planta compartilhe características comuns e se desenvolva de maneira previsível.
Isso facilita o cultivo e garante que os esforços e recursos investidos no processo sejam recompensados com colheitas de qualidade e melhores resultados.
Uma variedade instável pode causar problemas no cultivo, desde fenótipos de maior crescimento, até a baixa produção ou mudanças imprevisíveis no efeito e aromas da planta.
Fatores que influenciam a estabilidade de uma variedade
A estabilidade de uma variedade de maconha é influenciada por vários fatores genéticos e de reprodução. A variabilidade genética é essencial para a evolução das espécies, permitindo que os genótipos se diferenciem e deem origem a uma variedade de fenótipos na prole.
Além disso, o fluxo gênico, que ocorre quando os genes se movem de uma população para outra, introduz novos genes no pool gênico, aumentando a diversidade e a variabilidade das espécies.
A seleção de pais estáveis e puros também é uma das chaves para melhorar a estabilidade da prole.
Ao escolher indivíduos com características desejáveis e estáveis, reduzimos a variabilidade genética na progênie, o que leva a uma descendência mais previsível e uniforme.
Genética e hereditariedade no cultivo de maconha
A genética e a hereditariedade desempenham um papel central no cultivo de maconha. Genes dominantes, recessivos e codominantes determinam as características fenotípicas que observamos em nossas plantas.
Através de situações estressantes, podemos revelar características fenotípicas ocultas e selecionar os espécimes que melhor atendem aos nossos objetivos de criação.
Esta seleção rigorosa dos pais nos permitirá direcionar a prole para as características desejadas, limitando a variabilidade genética e melhorando a estabilidade.
Retrocruzamento e seu papel na fixação de características de interesse
Os retrocruzamentos são uma técnica amplamente utilizada no melhoramento da maconha para fixar características específicas em seus descendentes.
Ao cruzar um espécime com outro de uma linhagem anterior, limitamos o pool genético às combinações que nos interessam, reduzindo a variabilidade e aumentando a previsibilidade da progênie.
No entanto, é importante observar que um único retrocruzamento não garante a estabilidade completa da variedade, sendo necessários vários retrocruzamentos ao longo de várias gerações para atingir esse objetivo.
Variedades puras versus variedades estáveis
A distinção entre variedades puras e variedades estáveis é crucial para o sucesso da reprodução.
Variedades puras têm sido tradicionalmente cultivadas e selecionadas ao longo do tempo, dando origem a descendentes homozigotos, ou seja, com características muito uniformes.
Por outro lado, variedades estáveis, obtidas pelo cruzamento de dois genitores estáveis, produzem descendentes mais previsíveis do que aquelas de genitores instáveis, mas ainda com certo grau de variabilidade.
É fundamental escolher linhagens puras para obter uma descendência mais uniforme e focada nas características desejadas.
Combatendo a depressão endogâmica e mantendo a variabilidade
A depressão por endogamia é um risco inerente ao cultivo de maconha, especialmente quando se procura variedades muito estáveis.
Para evitá-la, é fundamental a introdução de novos genitores por meio da exogamia, o que aumentará a variabilidade genética da espécie.
A endogamia permitirá que certos traços recessivos que não nos interessam comecem a aparecer, o que nos ajudará a manter a saúde e o vigor da variedade ao longo do tempo.
Processo para estabilizar uma variedade de maconha
Ao estabilizar uma variedade de maconha, é crucial definir características desejáveis e estabelecer metas claras para a descendência.
Através de retrocruzamentos e da rigorosa seleção de espécimes que possuam essas características, poderemos limitar a variabilidade genética e direcionar a prole para a estabilidade desejada.
Este processo exigirá avaliação e acompanhamento ao longo de várias gerações, garantindo que a descendência seja homogênea e com as características que escolhemos.
Criação de cultivares de maconha estabilizadas em casa: paciência e perseverança
A criação caseira de maconha é um caminho que exige tempo e dedicação. Reconhecer o esforço necessário no processo de estabilização é essencial para alcançar os objetivos desejados.
Paciência e perseverança são virtudes necessárias nesta arte de criar variedades únicas e consistentes.
Com conselhos práticos e conhecimento adequado, é possível realizar uma reprodução bem-sucedida e obter variedades muito estáveis que proporcionam rendimentos excepcionais.
Conclusão
A estabilidade genética é essencial no cultivo da maconha para obter descendentes homogêneos e previsíveis. Variabilidade genética, fluxo gênico, seleção de pais estáveis e retrocruzamento são elementos-chave no processo de estabilização.
Ao combinar a paixão pelo cultivo com o conhecimento técnico, conseguimos obter variedades estáveis e desfrutar de colheitas consistentes e de qualidade.
Referência de texto: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jul 15, 2023 | Cultivo
Suas sementes são claras ou escuras? São duras ou se desfazem quando você as pressiona entre os dedos? Estas são apenas algumas das maneiras de saber se uma semente é saudável e vale a pena cultivar. No post de hoje você terá mais informações sobre como identificar a qualidade de suas sementes.
Para ter plantas saudáveis e boas colheitas, a qualidade das sementes é essencial. Embora seja óbvio que uma fertilização/rega correta e uma boa iluminação também afetam a saúde e o potencial produtivo de suas plantas, iniciar um cultivo com boas genéticas é importante (mas lembrando sempre que isso não deve ser um empecilho, inclusive sementes vindas do prensado – mais acessíveis no Brasil -podem trazer boas plantas). Mas como exatamente as sementes de cannabis de qualidade se destacam das demais? Entenda exatamente como identificar sementes de maconha de qualidade, evitar as que não são viáveis e como começar seu cultivo com o pé direito.
Aparência e sensação: verifique a cor, tamanho e forma de suas sementes
Ao contrário de outras culturas agrícolas (como vegetais, frutas ou grãos), a maconha não foi submetida a técnicas rigorosas de cultivo para garantir rendimentos estáveis. Isso significa que, às vezes, um pacote de sementes que é rotulado tecnicamente como a mesma “variedade” pode produzir plantas de aparência muito diferentes. Isso também significa que as sementes individuais que você compra de um banco de sementes podem variar na aparência.
O fato de as sementes de maconha parecer diferentes levou alguns cultivadores a acreditar que o tamanho, a forma ou a cor de uma semente ditam sua qualidade.
Não consideramos o tamanho ou a forma de uma semente como sinal de sua qualidade. Algumas variedades simplesmente produzem sementes menores do que outras e, às vezes, a mesma planta pode produzir sementes de tamanhos e formas diferentes. Por isso, nunca descarte uma semente só porque ela é menor ou diferente da outra.
Por outro lado, a cor e a textura de uma semente podem dizer mais sobre sua maturidade e potencial para germinar ou se transformar em uma muda saudável.
As sementes de maconha maduras geralmente têm uma casca externa dura que pode variar em cor de muito escura (ou quase preta) a um cinza muito claro e pode até ser listradas. Você também deve ser capaz de pressionar firmemente essas sementes entre os dedos sem quebrá-las.
As sementes de maconha que não estão maduras, por outro lado, geralmente são verdes e têm uma casca externa lisa que se quebra quando aplicamos qualquer tipo de pressão.
Lembre-se de que o simples processo de embalagem e armazenamento das sementes também pode afetar sua aparência. Mudanças repentinas de umidade, temperatura ou exposição à luz podem fazer com que algumas sementes pareçam mais escuras ou mais claras do que outras, mas isso não afeta realmente sua qualidade.
Lembre-se, assim como os animais e outros seres vivos, as sementes de maconha são biologicamente diferentes umas das outras (mesmo que sejam tecnicamente da mesma variedade) e, portanto, apresentam características físicas diferentes. Não deixe que essas diferenças naturais o levem a pensar que uma semente maior, redonda e escura, por exemplo, é de melhor qualidade do que uma mais clara, menor e oval.
Aparência de sementes de maconha híbrida F1
As sementes híbridas F1 podem parecer diferentes das variedades tradicionais. Quando você recebe um pacote de sementes híbridas F1, elas podem parecer pequenas ou podem estar ligeiramente abertas ou rachadas. Não se preocupe, isso é normal.
Híbridos F1 são obtidos de duas linhagens endogâmicas descendentes de várias gerações autopolinizadas. Portanto, essas linhagens às vezes sofrem de depressão endogâmica, o que resulta em menor produção de sementes e, ocasionalmente, em sementes pequenas e abertas. Ainda assim, quando germinadas, essas sementes apresentam taxas excepcionais de germinação e dão origem a plantas robustas e produtivas.
Você pode dizer o sexo das sementes de maconha por sua aparência?
Essa pergunta é uma constante entre iniciantes no cultivo, e a resposta é simples: NÃO. Simplesmente não há como saber o sexo de uma semente de maconha apenas olhando para ela.
Se você fizer uma pesquisa rápida na internet, descobrirá todos os tipos de mitos sobre como distinguir as sementes femininas das masculinas. Um dos mais difundidos é um gráfico que mostra 5 sementes diferentes, afirmando que as sementes femininas têm “uma depressão vulcânica perfeitamente redonda na parte inferior (de onde a semente está presa à planta)”.
Isso é absolutamente falso. Como explicamos antes, as sementes de maconha são diferentes por natureza, e não há nenhuma característica física que possa dizer se sua genética é masculina ou feminina. A única maneira de diferenciar uma planta de maconha feminina de uma masculina é olhando para seus pistilos (fêmeas) e estames (machos) quando o sexo começa a aparecer. Não se deixe enganar por um gráfico da internet e acabe jogando fora sementes perfeitamente saudáveis.
Sementes que vem em flores compradas
Alguns usuários ficam muito felizes quando encontram sementes no fundo do saco de maconha e pensam que tiveram muita sorte. No entanto, encontrar sementes em um bud pode ser negativo por vários motivos (mas nem sempre!). Por um lado, significa que o cultivador errou e permitiu que suas plantas fossem polinizadas por um macho invasor. Quando as flores são polinizadas, elas param de produzir resina contendo THC e desviam sua energia para produzir sementes. E por outro lado, essas sementes foram incluídas no peso da flor, o que significa que deram menos maconha do que você pagou. Finalmente, quando essa semente germinar, existe a possibilidade de produzir uma planta macho devido à origem incerta do pólen, que pode vir de uma planta masculina ou de uma planta feminina estressada (produtora de pólen).
Dito isto, também pode ser que você realmente tenha tido sorte e a variedade da erva pode ser de primeira qualidade. Nesse caso, você pode fazer o seguinte teste para ver se vale a pena plantar ou não.
Germine todas as sementes igualmente
O método que realmente revelará o potencial genético de uma semente é simplesmente plantá-la. Não vai demorar muito para descobrir. Se você cultiva em casa e tem tempo e espaço de sobra, essa é a melhor opção para um projeto arriscado. Os cultivadores comerciais provavelmente não terão tanto tempo para se dedicar.
Obtenha sementes de fontes confiáveis
A melhor coisa que você pode fazer para garantir que está obtendo sementes de qualidade é ir a um banco de sementes conhecido. Essas empresas podem se gabar de suas habilidades de criação e garantir que seus clientes recebam exatamente o que anunciaram. Eles têm a reputação de cobrir todos os tipos de necessidades, então sua imagem seria prejudicada se eles não atendessem às suas expectativas.
A alternativa que você tem é arriscar e adquirir sementes de um aficionado. Isso não significa que os amadores não possam produzir uma genética fantástica, mas se você não conhece a experiência ou as habilidades deles, ninguém pode garantir que essas sementes serão de qualidade ou crescerão.
O teste de flutuação
Se depois de analisar a aparência e a dureza das sementes você ainda não tem certeza da qualidade delas, é hora de testar. O teste de flutuação é extremamente simples e tem apenas dois resultados possíveis. Encha um copo ou jarra com água (de preferência destilada ou de uma boa fonte) e coloque as sementes na superfície da água.
Este método simples e de baixo custo é uma ótima maneira de diferenciar a genética boa da ruim; as sementes irão literalmente afundar ou flutuar. As sementes que flutuam na superfície provavelmente são de má qualidade e devem ser descartadas. As sementes que afundam como uma bala de canhão botânica, provavelmente são saudáveis e germinarão.
No entanto, realizar o teste de flutuação requer um pouco de paciência, pois os resultados não são visíveis imediatamente. Você terá que esperar aproximadamente 1-2 horas (até 24h, em alguns casos) antes de poder confirmar os resultados. Algumas sementes de boa qualidade demoram a absorver água suficiente para afundar. Aproveite este tempo para cuidar de suas outras plantas ou fazer umas podas. Quando você voltar, todas as sementes que flutuarem na superfície provavelmente não serão viáveis, então não valem o tempo e o esforço extra.
É importante realizar este teste apenas se pretender germinar as sementes imediatamente a seguir. As sementes viáveis que afundaram terão absorvido água; a água atravessará a membrana da semente indicando que é hora de ganhar vida – desencadeando a germinação.
Qualidade de sementes de maconha: conclusão
A qualidade das sementes afeta diretamente a qualidade da colheita. Pensando nisso, não se esqueça de aplicar as dicas acima para testar a qualidade das sementes que você adquiriu. Dito isso, lembre-se de que cada planta de maconha é diferente e, portanto, produzirá sementes ligeiramente diferentes.
Referência de texto: Royal Queen
por DaBoa Brasil | jul 1, 2023 | Cultivo
A aloe vera, popularmente conhecida como babosa, tem um lugar especial em todos os cultivos de maconha. Esta planta suculenta fascinante produz um gel viscoso repleto de nutrientes e compostos protetores.
Muitas pessoas que cultivam maconha estão recorrendo a métodos orgânicos para melhorar a saúde do solo, aumentar a biodiversidade dos cultivos, melhorar os rendimentos e curar o meio ambiente em vez de prejudicá-lo. O cultivo orgânico inclui o uso de várias espécies de plantas para fertilizar plantações, criar composto, clonar variedades, prevenir pragas e atrair organismos benéficos. Uma dessas plantas aliadas é a aloe vera, uma espécie que beneficia e ajuda a planta de cannabis de muitas maneiras únicas.
O QUE É ALOE VERA?
A maioria das pessoas sabe que a aloe vera, ou babosa, é um ingrediente em muitos suplementos alimentares e produtos cosméticos. Como uma espécie de planta suculenta, a aloe vera é uma planta perene nativa da Arábia e agora cresce selvagem em climas tropicais ao redor do mundo. As pessoas usam aloe vera há milhares de anos, com evidências de seu uso datando do século XVI A.E.C. no antigo Egito.
A planta apresenta folhas grandes, grossas e afiladas que contêm uma substância semelhante a um gel. O gel, a casca das folhas e das flores proporcionam inúmeros benefícios à saúde. A babosa é tão útil para os humanos quanto para as plantas de maconha.
COMO A ALOE VERA PODE BENEFICIAR OS HUMANOS?
Pesquisas mostraram que os extratos obtidos das cascas e flores da folha da babosa têm propriedades antioxidantes e a capacidade de combater bactérias conhecidas como Mycoplasma, que são imunes aos antibióticos comuns.
Outra pesquisa indica que extratos de brotos de aloe podem proteger a pele da radiação ultravioleta.
Foi demonstrado que cremes tópicos contendo babosa protegem a pele dos danos da radioterapia. O gel também é usado em queimaduras e, quando usado como curativo, a dor pode ser aliviada.
Pesquisas usando camundongos descobriram que a aloe vera reduz a depressão e melhora o aprendizado e a memória. Muita pesquisa e mais ensaios clínicos são necessários para confirmar se esses efeitos são aplicáveis aos seres humanos.
O suco de babosa também contém uma grande variedade de nutrientes benéficos, incluindo vitaminas como B, C, E e ácido fólico, juntamente com os minerais cálcio, cobre, cromo, sódio, selênio, magnésio, potássio, manganês e zinco.
COMO A ALOE VERA PODE BENEFICIAR A MACONHA?
Mas a aloe vera não é apenas um suplemento natural para as pessoas. Esta planta suculenta pode trazer grandes benefícios às plantas de maconha através de uma ampla gama de nutrientes, ajudando-as a se defender contra pragas e doenças e melhorando o desenvolvimento das raízes.
USANDO A BABOSA COMO UM SPRAY FOLIAR
Os jardineiros orgânicos usam aloe vera em pulverizações foliares para fornecer micronutrientes suplementares às suas plantações, como magnésio, cálcio, zinco e manganês. A pulverização foliar é uma maneira eficaz de aplicar esses nutrientes às plantas, pois são rapidamente absorvidos pela superfície foliar. Quando os primeiros sinais de deficiência são detectados, a pulverização foliar é muito útil, pois é uma forma de administração muito rápida. Aloe vera também pode ser usado para fornecer aminoácidos como lisina e glutamina e enzimas como celulase e amilase.
A pulverização foliar também aumenta a relação da planta com a vida ao seu redor, melhorando a biodiversidade do solo. A absorção de nutrientes pelas folhas faz com que as plantas liberem exsudatos açucarados na rizosfera. Essas moléculas de carboidratos atraem microrganismos benéficos, como fungos micorrízicos, que ajudam as plantas a absorver nutrientes.
Para fazer um spray foliar de aloe vera, misture duas colheres de chá de gel de aloe vera fresca em 4,5 litros de água e aplique o spray imediatamente usando seu sistema “nebulizador”.
ALOE VERA AJUDA A PROTEGER CONTRA DOENÇAS E ESTRESSE AMBIENTAL
A babosa contém muitos compostos que podem ajudar a proteger as plantas de doenças. Esta planta suculenta contém altos níveis de acemanana, um polissacarídeo com efeitos antivirais, antibacterianos e antifúngicos.
Também contém altas doses de saponinas, descobertas para proteger contra ameaças como micróbios nocivos, fungos e mofo. Além de prevenir doenças, as saponinas ajudam a revitalizar o solo e permitem que a água penetre nas raízes. As saponinas também são tóxicas para insetos e ajudam a prevenir invasões de pragas.
O ácido salicílico é outra substância benéfica encontrada na aloe vera, que desencadeia uma resposta nas plantas chamada resistência sistêmica adquirida (RSA). Essa resposta se assemelha à resposta imune que ocorre em animais quando expostos a um patógeno. A RSA pode ser ativada por uma ampla gama de patógenos e atua como proteção por um longo período. As plantas precisam de ácido salicílico porque atua como uma molécula de sinalização durante a RSA.
ALOE VERA FAVORECE A CLONAGEM E A SAÚDE DA RAIZ
O imenso perfil de nutrientes da babosa a torna um excelente suplemento para a saúde, desenvolvimento e clonagem das raízes. Estimula o crescimento das raízes, acelera a divisão celular e aumenta a absorção de nutrientes e água. Ao melhorar a saúde das raízes, o resultado são sistemas radiculares mais fortes, permitindo que as plantas sejam mais resistentes a fatores ambientais, como seca e ventos fortes.
A babosa também pode ser usada em cultivos orgânicos como hormônio de enraizamento durante a propagação e clonagem. O ácido salicílico é usado regularmente como agente de enraizamento para mudas e estimula a formação de raízes em estacas. Isso pode ajudar a acelerar o processo de clonagem e aumentar o número de estacas que produzem raízes.
Para preparar sua própria fórmula natural de enraizamento, misture 55gr de babosa fresca em 4,5 litros de água e adicione uma colher de chá de silicato de potássio. Mergulhe a ponta cortada das estacas frescas na solução e coloque-as nos blocos de enraizamento.
CULTIVAR SEU PRÓPRIO SUPRIMENTO DE ALOE VERA
A babosa é um recurso barato, potencialmente gratuito se você tiver espaço para cultivá-la. A planta também produz brotos regularmente, desde sua base, e pode ser plantada para incrementar ainda mais o cultivo. É uma espécie que perdoa erros, sendo fácil de cultivar tanto em interior como em exterior, em climas amenos e quentes. A Aloe vera é sensível à geada e, se você mora em uma área com invernos rigorosos, terá que transplantá-la para dentro de casa. As plantas preferem o sol da manhã e do meio-dia e a sombra da tarde, então procure um local que receba essa luz periódica em seu cultivo. As plantas precisam de água regularmente, mas requerem solo bem drenado para evitar o apodrecimento das raízes.
Referência de texto: Royal Queen
por DaBoa Brasil | jun 24, 2023 | Cultivo
A maconha é uma planta que adora ficar no sol, claro, mas isso não significa que você não possa cultivá-la em outros climas. Com um pouco de preparação, informações básicas e um pouco de conhecimento técnico, você pode cultivar plantas de maconha saudáveis mesmo em climas frios.
Todos sabemos que a maconha cresce melhor em áreas com verões quentes e muito sol. Mas sendo uma planta tão versátil e resistente, você pode estar se perguntando se é possível cultivar sua erva em climas mais frios. Felizmente é, mas existem algumas dicas e truques importantes que você precisa saber.
No post de hoje, mostramos tudo o que você precisa saber sobre o cultivo de maconha durante os meses frios do inverno.
Comece com o pé direito: escolha a genética perfeita
Qualquer cultivo de maconha é regido pela genética. Além disso, se você vai cultivar no inverno ou em climas frios, a melhor coisa que você pode fazer para obter uma boa colheita é investir na genética certa desde o início.
O ideal é procurar variedades com genética ligada às zonas mais frias do mundo. Cultivares dominantes de índica e variedades locais de áreas montanhosas na Ásia, por exemplo, tendem a ser muito mais adequadas ao frio do que as sativas.
As variedades autoflorescentes (automáticas) são outra ótima opção para cultivar em regiões frias. A Cannabis ruderalis, a variedade de maconha que é cruzada com indicas e sativas para dotar os descendentes de suas propriedades autoflorescentes, é originária da Europa Central/Oriental e da Rússia e é conhecida por ser particularmente resistente. Além disso, o fato de as autoflorescentes levarem apenas 8 semanas desde a semente até a colheita as torna ideais para obter uma colheita extra.
Como o frio afeta as plantas de maconha
Existem 2 preocupações principais ao cultivar maconha em climas frios ou no inverno. O primeiro é o impacto no sistema radicular da planta.
A essência de uma planta de maconha saudável é um sistema radicular saudável, e o clima frio pode afetar diretamente a saúde das raízes de uma planta.
Quando a temperatura do solo cai abaixo de 12°C, o metabolismo de uma planta de maconha começa a desacelerar consideravelmente. Se isso acontecer, a planta terá dificuldade em absorver água, nutrientes e oxigênio do solo, e muitos dos processos enzimáticos necessários para alimentar seu crescimento serão interrompidos. Com o tempo, a planta provavelmente vai atrofiar ou até começar a murchar.
Em algumas variedades, o clima frio também pode levar ao hermafroditismo. Isso significa que a planta produz sacos de pólen e flores, levando à autopolinização e, por sua vez, a uma diminuição drástica no rendimento.
O mofo é a segunda maior preocupação ao cultivar maconha em climas frios, especialmente se o ambiente for úmido.
A umidade da chuva e geada (ou até mesmo a neve) pode se acumular e ficar presa nas folhas ou flores de uma planta, causando problemas de mofo que podem ser extremamente difíceis de remover. Isso, por sua vez, pode fazer com que as flores das plantas apodreçam muito antes de estarem prontas para a colheita.
Quão frio a maconha pode aguentar?
Isso nos leva a outra questão: qual temperatura as plantas de maconha podem aguentar antes que surjam problemas? Bem, para responder a essa pergunta, primeiro temos que considerar a temperatura ideal para as plantas de maconha.
A maioria das plantas de maconha prefere uma temperatura entre 20 e 25°C, dependendo do estágio do ciclo de vida em que se encontram. As plantas na fase vegetativa, por exemplo, gostam de calor, pois é normal que estejam no ponto mais quente do verão nessa época. Da mesma forma, as plantas com flores tendem a preferir temperaturas ligeiramente mais baixas, pois normalmente estão nessa fase no início do outono. Por outro lado, a temperatura ideal do solo para um crescimento radicular saudável e estável é de 15-20°C.
No entanto, sair um pouco dessas temperaturas ideais não matará suas plantas. Afinal, quando a maconha cresce naturalmente nem sempre ela fica exposta a essa faixa ideal. Mas se você cultiva dentro de casa e tem a oportunidade de controlar detalhadamente todos os aspectos de sua colheita, é melhor ficar dentro dessas temperaturas para que suas plantas cresçam da melhor maneira possível.
Obtenha uma colheita extra no início ou no final da estação de crescimento
Uma das razões pelas quais você pode estar pensando em cultivar maconha durante os meses mais frios do ano é obter uma colheita extra, antes ou depois da estação de cultivo. Nesse caso, recomendamos cultivar plantas automáticas e germiná-las no outono ou, de preferência, no final do verão.
Dependendo do tempo de floração da variedade específica que você está cultivando, suas plantas podem estar prontas para colheita no meio do inverno (se você estiver germinando no outono) ou no meio do outono (se você estiver germinando no verão).
Tenha em mente que esta técnica só funciona em áreas com invernos amenos ou primaveras quentes. Não tente esta técnica se você mora em uma área com invernos frios e rigorosos e temperaturas de primavera instáveis. Nesses tipos de áreas, você precisará cultivar em uma estufa para proteger suas plantas dos elementos da natureza.
Que efeitos o frio tem nas plantas de maconha em floração?
Muitos cultivadores indoor optam por baixar a temperatura em sua área de cultivo durante a fase de floração. Isso ajuda a imitar a queda natural de temperatura a que estariam expostas se cultivadas ao ar livre e também pode ajudar a promover o desenvolvimento dos buds à medida que a planta se prepara para o inverno e se concentra na reprodução. Muitos cultivadores também acham que diminuir gradualmente a temperatura em sua sala de cultivo pode ajudar suas plantas a produzir buds em tons de roxo.
Você pode cultivar maconha ao ar livre no inverno?
A resposta é: não. A menos que você viva em uma área com invernos muito amenos e pouca chuva, não recomendamos o cultivo de maconha outdoor durante o inverno, pois você provavelmente acabará com plantas doentes e/ou colheitas ruins.
Se você pretende cultivar ao ar livre no inverno, siga estas dicas para manter suas plantas saudáveis e obter os melhores resultados possíveis:
– Mantenha as raízes das plantas aquecidas. Ao usar tapetes de aquecimento ou cobertura morta, você pode manter a temperatura do solo acima de 12°C e ajudar a minimizar o estresse na zona radicular da planta, promovendo assim o crescimento vegetativo e a floração saudáveis.
– Proteja suas plantas da chuva ou de geadas. Lembre-se de que a umidade retida nas folhas ou buds da planta pode causar sérios problemas de mofo.
– Seja claro sobre as datas. Se você cultivar ao ar livre, certifique-se de trazer as plantas para dentro de casa antes que as temperaturas externas caiam muito.
Evite estresse leve ou revegetação (ao mover plantas para dentro de casa)
Se você precisar colocar suas plantas de cannabis dentro de casa para protegê-las do inverno rigoroso, faça-a com muito cuidado. Preste muita atenção às horas e temperaturas do dia e faça o possível para fornecer essas condições dentro de casa.
Se as plantas começaram a florescer, você terá que ter ainda mais cuidado. Se você der a elas mais luz dentro de casa do que fora, elas podem voltar ao ciclo vegetativo. Este processo é conhecido como revegetação e causa estresse extremo à planta.
Forçar a floração ao ar livre
Se você não pode mover suas plantas para dentro de casa a tempo e precisa salvá-las do frio, prepare-se com antecedência e considere forçar suas plantas a florescer ao ar livre. A maneira mais fácil de fazer isso é cobrir as plantas com uma estrutura ou tecido opaco (como uma lona) durante as novas horas de escuridão. Dessa forma, elas terão a impressão de que as estações estão começando a mudar e, com isso, passarão para a fase de floração.
Coloque as plantas em uma estufa
As estufas oferecem a liberdade de cultivar maconha o ano todo, desde que você mantenha o controle adequado sobre a iluminação, a temperatura e a umidade interna. Se você está pensando em cultivar sua própria erva em uma estufa, há algumas coisas a serem consideradas.
– Os custos iniciais de construir e montar uma estufa podem aumentar rapidamente e muitas vezes excedem o investimento de montar uma sala/tenda de cultivo indoor.
– As estufas permitem que você aproveite a energia do sol durante todo o ano (desde que você viva em uma área com muita luz solar).
– Cultivar em uma estufa ajuda a esconder suas plantas.
Por que o cultivador interno prefere um clima fresco
Os sistemas HID emitem uma grande quantidade de calor, bem como luz. Manter as plantas de maconha no estágio vegetativo com uma lâmpada MH sob um ciclo de luz de 18 horas é realmente mais fácil em baixas temperaturas, além de ser uma maneira fácil de preservar as plantas-mãe e/ou mudas durante os meses de frio.
O uso de iluminação HPS para floração e lâmpadas MH para crescimento geralmente requer sistemas de ar condicionado bastante potentes. O cultivador da velha escola pode usar as baixas temperaturas a seu favor para economizar gastos com ar condicionado nas contas. Alguns até decidem adicionar mais luzes para aumentar suas colheitas quando o tempo esfria.
Por que a nova geração de cultivadores terá que aumentar o calor no inverno
Os sistemas de iluminação LED estão superando rapidamente as lâmpadas HID como uma alternativa de cultivo para os cultivadores de maconha, mas essa tecnologia ainda precisa ser aperfeiçoada. As luzes de LED são legais em operação, pois emitem quase 75% da energia que consomem na forma de luz. Isso geralmente é fantástico e geralmente torna o controle ambiental na tenda de cultivo muito mais fácil.
No entanto, as luzes LED podem ser muito frias para o inverno. A solução mais fácil é ligar o aquecimento. Infelizmente, isso poderia eliminar a economia gerada pelo menor consumo das lâmpadas LED.
A alta umidade relativa também pode ser um problema para os sistemas de LED em climas frios, portanto, um desumidificador pode precisar ser adicionado ao ambiente de cultivo, pelo menos durante a fase de floração.
As fluorescentes também são ineficazes durante períodos prolongados de baixas temperaturas, mesmo as lâmpadas de maior potência do mercado serão incapazes de gerar calor suficiente para compensar um inverno gelado.
A podridão dos buds é uma séria ameaça para os cultivadores que plantam em ambientes fechados com iluminação moderna, como LEDs e lâmpadas fluorescentes compactas. Sistemas hidropônicos e LEDs são uma combinação condenada em climas frios, porque tanto a podridão das raízes quanto o mofo nos buds podem representar um grande risco se regados com água abaixo da temperatura ambiente e umidade relativa superior a 60% durante a floração.
Manter o controle ambiental ao longo do ano é a única solução de longo prazo. Fique de olho nos termômetros e faça os ajustes que julgar necessários. É muito mais fácil aquecer uma sala de cultivo no inverno do que resfriar uma plantação sufocante com HID no auge do verão.
Os cultivadores de HID da velha escola podem evitar ter que aquecer durante os períodos de escuridão, acendendo as luzes nas noites frias de inverno. As temperaturas diurnas são geralmente um pouco mais altas, então pode ser possível.
Os fãs de LEDs correm o risco de ter que programar o aquecimento sem interrupção. Talvez uma combinação de HID e LED seja o equilíbrio mais inteligente para o moderno cultivador indoor em condições de frio extremo.
É importante mencionar que cultivar maconha em épocas de baixas temperaturas tem a grande vantagem de aumentar as chances de certas variedades exibirem os tons lilases e roxos que tanto gostamos.
Referência de texto: Royal Queen
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