por DaBoa Brasil | jul 4, 2017 | Cultivo, Dicas do Primata
Você sabia que para otimizar sua colheita você pode utilizar de técnicas como a poda, que nada mais é que o corte de algumas gemas, folhas ou plantas. A forma que a planta irá se desenvolver dependerá da forma que a podarmos.
Para manter as plantas baixas e compactas alguns cultivadores podam as gemas aumentando assim suas ramificações.
Eles também podam as ramas mais baixas para que a planta possa concentrar sua energia nos top buds.
‘ATENÇÃO’ cultivadores iniciantes pensam que se podarem os ramos de folhas maiores, a planta poderá concentrar a sua energia nos topos. Vamos desmistificar ou abrir a polêmica.
Na realidade, as folhas são importantes nesse processo bioquímico, pois produzem alimentos nutritivos que distribuem para toda a planta.
Se nos desfizermos delas, a planta ficará com falta de aporte nutritivo e não florescerá, pois influenciará na condução da seiva elaborada e floema (sistema vascular vegetal).
Observando o ramo central e/ou principal da planta, identificamos as folhas mais recentes e entre elas uma nova gema.
Cortando esta nova gema, a planta produzirá duas ramas a partir do primeiro nó inferior à poda.
Os nós são os pontos onde as ramas e as folhas se unem ao talo principal. Por isso que o espaço entre os nós é denominado entrenó.
Repetindo esta técnica nascerá quatro ramas principais em vez de duas.
As gemas são estruturas onde se desenvolvem as plantas e onde estas medem a duração da exposição luminosa (Já falamos sobre elas).
É preciso ficar atento, pois se a poda for tardia é muito provável que a floração também seja, pois a planta não conseguirá definir corretamente a duração da luz.
A DICA para uma poda segura para os iniciantes é podar a gema central quando a planta tiver quatro pares de folhas.
Não conte os cotilédones (folhas embrionárias) espere-os secar e cair.
A planta produzirá então duas novas ramas laterais e quando tiver novamente quatro pares de folhas você pode cortar as gemas.
Desta maneira, obteremos 4 pares de ramos e a planta será mais compacta e volumosa.
As pequenas ramas que não se desenvolvem podem-nas para que a planta concentre a sua energia nas ramas maiores. As ramas que recebem pouca luz podem ser cortadas, pois tendem a se atrofiar e não desenvolver.
Alguns cultivadores guardam inclusive somente as 4 ou 5 ramas mais fortes e se desfazem das restantes. As suas plantas produzem então 4 ou 5 top buds ocupando desta maneira menos espaço e sendo fácil de amarrar.
Embora o rendimento da planta seja um pouco menor, há espaço para mais plantas, e a colheita é similar.
Um dos maiores equívocos a respeito da planta é que as folhas grandes fazem sombra e ao cortá-las beneficiam-se os buds. Isto não só é errado como também prejudica a saúde da sua planta.
As folhas maiores são em primeiro lugar uma fábrica de alimento fotossintético e quando morrem são uma reserva de clorofila.
Durante a sua vida a folha produz açúcares que servem para alimentar a planta e ajudam a fabricar os seus tecidos.
No momento da floração estas mesmas folhas amarelam e secam, sinalizando que o nitrogênio foi embora e enviam a sua clorofila para outras partes da planta.
Se cortar essas folhas acabarão com o conjunto celular, os estômatos importantíssimos nos processos metabólicos da planta.
Então melhor é deixar as folhas secarem e caírem por si mesmas. Mas levando em consideração que se a folha está consumindo mais energia que produzindo e fornecendo, você pode retirar, assim como as acometidas por insetos e ou agentes patológicos.
Por Grow Bia Primata Haze
por DaBoa Brasil | jul 4, 2017 | Saúde
Em um novo relatório publicado pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA, que analisou mais de 10.000 pesquisas científicas sobre a eficácia da maconha medicinal, os resultados indicam sem dúvidas que a maconha é um medicamento eficaz.
Embora o relatório não estivesse claro no que diz respeito a certas doenças, descobriu-se que a maconha é eficaz no tratamento da dor crônica em adultos, náuseas e vômitos causados pela quimioterapia e a esclerose múltipla.
“Este relatório é uma prova para muitos pesquisadores e pacientes que conhecem há muito tempo os benefícios da maconha medicinal”, disse Michael Collins, diretor adjunto da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina.
“Fazendo uma análise tão abrangente das evidências sugere que existem benefícios do uso da maconha medicinal”.
“A Academia Nacional de Ciências chega à conclusão de que a maconha tem propriedades terapêuticas para alguns pacientes e tem um perfil de segurança aceitável em comparação com outros medicamentos.” Disse Paul Armentano, vice-diretor da NORML.
“A evidência já estava disponível há algum tempo, mas durante décadas as políticas relacionadas com a maconha têm sido baseadas em emoções, não na ciência e nas evidências”.
“A busca na PubMed de todo o trabalho científico que se encontra pelo conceito de ‘marijuana’ conta com mais de 24.000 publicações científicas relacionadas com a planta ou seus princípios ativos – trata-se de uma literatura muito maior do que de qualquer fármaco utilizado tradicionalmente, como o ibuprofeno. Além disso, em contraste com os produtos farmacêuticos modernos, a maconha tem uma ampla história de seu uso, que remonta milhares de anos, oferecendo ao público uma ampla evidência empírica sobre as razões de sua eficácia e segurança”.
Todos os dias, milhões de pessoas usam maconha para tratar várias doenças e afirmam que é eficaz. Mas muitos legisladores, que nunca usaram a erva argumentam que “são necessárias pesquisas científicas”. Trata-se simplesmente da ignorância e falta de vontade de acessar mais de 20.000 estudos sobre a maconha.
Mesmo tendo um imenso relatório não é fácil de convencer os opositores da maconha, que identificam os problemas onde é menos eficaz. Claro, são necessários mais estudos, mas os estudos até agora indicam claramente que a maconha tem muitas aplicações médicas.
Fonte: Fakty Konopne
por DaBoa Brasil | jul 3, 2017 | Política
A legalização da maconha é uma ferramenta que reduz a violência gerada pelo tráfico de drogas mexicano.
As novas leis que legalizaram a maconha permitiram e favoreceram uma baixa de 12,5% dos casos de violência, e 40,6% de mortes relacionadas ao longo da fronteira com os EUA, diz um estudo publicado pelo The Economic Journal.
Faz vinte anos que começou a ser implementada as leis de maconha medicinal nos Estados Unidos, diz o estudo, a violência gerada tem diminuído nos municípios ao sul da fronteira.
Existe uma relação entre a aplicação da legalização da maconha medicinal e recreativa e a clara redução na violência que não é por acaso, dizem os autores do estudo, os economistas Evelina Gavrilova e Floris Zoutman, e o sociólogo Takuma Kamada.
“A descriminalização da produção e distribuição de maconha leva a uma redução de crimes violentos nos mercados que são tradicionalmente controladas por organizações mexicanas”, destaca o estudo.
O estudo utilizou dados do FBI onde existem exemplos ilustrativos da introdução das leis que legalizam o consumo de maconha.
Fonte: El Siglo de Torreón
por DaBoa Brasil | jul 3, 2017 | Contos Canábicos, Entretenimento
Era um sábado de céu aberto, com um sol de lascar. Saí de Curitiba pela manhã para chegar em Florianópolis pouco antes do meio dia. E não deu outra, mal botei os pés para fora da rodoviária e a primeira coisa que fiz foi bolar um baseado. Unir a minha brisa com a brisa que sopra do mar para dentro da ilha catarinense.
Enquanto queimava o baseado, eu caminhava pela região central de Florianópolis planejando mentalmente qual seria o programa para o dia. Mas o sol chegou à posição do meio dia, e em pouco tempo ficou insuportável ficar fora de um lugar sem sombra. A língua começou a secar, e o estômago a roncar. Precisava urgentemente de uma cerveja para molhar a garganta, e de um rango para matar a larica.
Consegui a cerveja e fui me sentar em um banco na sombra de uma árvore. Comecei a pensar onde iria comer. Eis que, poucos metros à minha frente, uma forte fumaça de cheiro familiar me chamou atenção. Em meio à maresia, um grupo de cinco hippies conversava e fumava maconha tranquilamente. Logo pensei “porra, esses caras devem estar com fome também, e eles devem saber onde tem um rango do bom”.
Cheguei na maior humildade no grupo e comecei a trocar ideia. “Opa, licença. Eu sou de Curitiba e cheguei agora em Floripa. Tava fumando um e bateu uma larica, aí vi vocês sentados aqui fumando um também e pensei que vocês deveriam saber de um lugar de boa para comer um rango”. Após me explicar a situação, um dos hippies, que usava brinco de penas, sorriu para mim e acabou respondendo pelo grupo. “Pô maluco, tu veio de Curitiba hein? Ó, a gente sabe de um lugar com um feijão bom e barato. Cola aqui com a gente que depois vamos todos lá encher o bucho”.
Assim que me juntei ao grupo, um outro hippie tira da mala uma murruga. Consigo sentir o cheiro cítrico da outra extremidade da pequena roda. Ele pica a flor com a tesoura de um canivete e faz um baseado, que logo começa a passar de mão em mão, deixando todos chapados.
Ao fim do baseado, nos levantamos e começamos andar pelas ruas centrais de Florianópolis. Eu não tinha a mínima ideia para onde estava indo, mas o hippie dos brincos de penas falava que eu estava prestes a comer o melhor feijão da cidade em um local pouco conhecido pelas pessoas.
Chegamos a uma casa antiga de fechada laranja. Sem sofisticação, com mesas de madeira e toalhas de plástico. Nos ajeitamos em uma mesa grande e pedimos um feijão e cerveja. Estava todo mundo visivelmente chapado, com olhos vermelhos e movimentos lentos. Assim que a panela de feijão chegou, não deu outra, ela foi atacada imediatamente.
Panela vazia, mas a larica ainda roncava. Pedimos mais um feijão e mais uma cerveja. Assim que a garçonete levou nosso pedido para cozinha, um caminhão parou em frente ao restaurante, e dele desceram cinco indivíduos muito estranhos. Estavam todos muito elétricos, e assim que se ajeitaram em uma mesa, começaram a gritar para a garçonete: “FEIJÃO, FEIJÃO, FEIJÃO!”. A moça claramente ouviu o pedido e logo o levou para a cozinha.
Minutos depois, os cinco indivíduos começaram a gritar da mesa em que estavam para garçonete que saia da cozinha trazendo uma panela de feijão. “UH UH UH FEIJÃO! UH UH UH FEIJÃO!”. Mas ao invés de ir para a mesa deles, o feijão veio para a nossa mesa. Então, começou uma revolta no restaurante.
“Ei, que porra é essa?!” gritou um dos indivíduos. “Os caras pegaram o nosso feijão!”. Então, nossa mesa logo foi cercada pelos cinco caras, que agora mais de perto, percebi que estavam com os olhos arregalados e com as narinas vermelhas. “Ô seus maconheiros, cês estão com o nosso feijão.”. O hippie dos brincos de penas então, de forma muito calma, respondeu “bicho, calma ae, cês chegaram depois, nós pedimos o feijão antes de vocês”. Mas parece que a explicação não acalmou a situação.
“Que que você tá falando meu, você tá chapado, tá doidão! Esse feijão é nosso!”. Não houve confronto. Ainda estávamos chapados pela murruga, o que nos impossibilitava de brigar com os caras. Então, o japonês do grupo do caminhão tirou a panela do centro da nossa mesa e levou até a deles. Felicidade para os indivíduos, tristeza para os maconheiros.
Mas para a nossa felicidade, veio a garçonete trazendo uma panela de feijão. Ela viu que os indivíduos tinham pegado o nosso feijão, então a panela que era para ser deles, ela trouxe para a nossa mesa. A tristeza que tomava conta dos hippies, logo foi substituída pela alegria de ver a panela cheia de feijão na mesa.
Comemos o feijão na maior felicidade, como se nada tivesse acontecido. Depois de algum tempo os indivíduos, gritando e batendo os pés, foram embora no caminhão. Confesso que fiquei com uma certa raiva daqueles caras, mas sabia que era irrelevante cultivar um sentimento negativo por pessoas que eu nunca mais veria na vida.
Meses mais tarde vi na televisão que um avião havia caído com cinco caras dentro. Vi a foto dos envolvidos no acidente e juro que achei que eram os caras do feijão. Mas sou maconheiro, e confesso que às vezes não sei a diferenciar a memória do delírio.
Por Francisco Mateus
por DaBoa Brasil | jul 2, 2017 | Política, Saúde
Em uma declaração pública esta semana pela Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas (OMS) pediu a descriminalização mundial da posse e uso de drogas.
“Entidades das Nações Unidas recordam que um princípio central da Agenda para o desenvolvimento sustentável de 2030 é ‘garantir que ninguém seja deixado para trás’ e ‘alcançar o mais atrasado em primeiro lugar’,” afirma o comunicado conjunto da Organização das Nações Unidas sobre a eliminação da discriminação nos cuidados de saúde, que foi lançado ontem (1). “Reconhecendo que a discriminação nos locais de cuidados de saúde é um obstáculo importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entidades das Nações Unidas se comprometem a trabalhar juntas para apoiar os Estados membros a tomar a ação multissetorial coordenada para eliminar a discriminação nos centros de saúde”.
Com isto em mente, a OMS está chamando a “revisar e revogar as leis punitivas que estão mostrando ter consequências negativas para a saúde e estabelecem provas contra a saúde pública”, incluindo “o consumo de drogas ou posse para uso pessoal”.
O chamado para a descriminalização das drogas em todo o mundo vem cerca de sete meses após a Comissão Global sobre Política de Drogas anunciarem o seu apoio para a mesma abordagem.
Em Portugal, a posse pessoal de drogas foi descriminalizada em 2001 e os resultados têm sido um grande sucesso. De acordo com um relatório pelo Instituto Cato, as taxas de uso de drogas caíram, assim como as taxas de dependência, as mortes por overdose e doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte: The Joint Blog
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