O novo filme da franquia Todo Mundo em Pânico (Scary Movie) está explorando a cultura da maconha com um dos itens colecionáveis de cinema mais estranhos até agora: um balde de pipoca projetado para se parecer com um bong de vidro para dab.
A conta oficial do filme no Instagram publicou um vídeo do item colecionável na última quarta-feira, mostrando várias peças de vidro cheias de pipoca e com o logotipo de “Scary Movie”. O vídeo declara: “Os baldes de pipoca para os quais os cinemas nunca estiveram preparados”, antes de mostrar diferentes versões do design inspirado na estrutura de segurança. A legenda da publicação era: “Vocês não estavam preparados”.
O design se encaixa na longa relação da franquia com o humor relacionado à maconha, com o retorno de Marlon Wayans como Shorty Meeks, um dos personagens maconheiros mais reconhecíveis dos filmes originais.
O filme Todo Mundo em Pânico tem estreia prevista para 5 de junho, distribuída pela Paramount Pictures. O longa reúne Marlon Wayans como Shorty, Shawn Wayans como Ray, Anna Faris como Cindy e Regina Hall como Brenda. Segundo a Paramount, a história se passa 26 anos após o primeiro encontro do grupo com o Ghostface.
O novo filme marca o retorno da família Wayans à franquia após mais de duas décadas. Marlon, Shawn e Keenen Ivory Wayans estão envolvidos no novo longa, que promete satirizar filmes de terror modernos, reboots, sequências de clássicos e outras tendências do gênero.
A publicação no Instagram não incluiu preço nem a lista completa dos cinemas participantes. No entanto, a revelação acontece em um momento em que estúdios e redes de cinema continuam usando baldes de pipoca inusitados como parte de grandes campanhas de marketing de filmes, especialmente para lançamentos de terror e franquias.
A história da relação da China com a maconha na agricultura é mais profunda do que se acreditava anteriormente. Um novo estudo coloca essa cultura básica entre os “cinco grãos” (juntamente com o arroz e a cevada, por exemplo) que foram fundamentais para a antiga economia da Eurásia e “profundamente integrados ao cotidiano de seus habitantes”.
Para o estudo, publicado no Journal of Archaeological Science, pesquisadores da Universidade de Shandong realizaram a extração e análise de fitólitos em 132 amostras encontradas nos assentamentos de Beitaishang e Qianzhongzitou, datados do Neolítico Final. Os resultados mostraram que, nessa época, a cannabis havia se tornado uma “cultura essencial no norte da China, usada principalmente para alimentação ou fibras”.
Os autores do estudo — que também mencionaram vínculos com o Ministério da Educação da China, o Instituto de Relíquias Culturais e Arqueologia da Província de Shandong e outras instituições na China — afirmaram que as amostras analisadas “sugerem que a cannabis foi sistematicamente integrada à economia agrícola local, tornando-se um componente-chave do conjunto de culturas essenciais no norte da China, pelo menos desde o Neolítico Final”.
“No final do Neolítico, a cannabis tornou-se uma cultura fundamental no norte da China, usada principalmente para alimentação ou produção de fibras”.
Parte da razão pela qual a descoberta parece refletir uma integração agrícola mais ampla da cultura reside no fato de que as amostras foram coletadas em estruturas arqueológicas, como fossas de cinzas, pisos e fundações em assentamentos de pequeno a médio porte na região de Shandong, o que proporciona “informações valiosas sobre o papel da maconha na economia agrícola local”.
O estudo afirma que a descoberta de maconha nesses tipos específicos de estruturas antigas reflete “atividades diárias de processamento e consumo de sementes em nível doméstico”.
“No sítio arqueológico de Beitaishang, fitólitos de cannabis foram encontrados em 22 das 32 amostras (68,8%) do período Longshan. No sítio arqueológico de Qianzhongzitou, fitólitos de cannabis foram identificados em 47 das 65 amostras (72,3%) do período Longshan e em 16 das 31 amostras (51,6%) do período Yueshi”, afirma o texto.
“Nosso estudo demonstra que a cannabis já havia se tornado um dos ‘cinco grãos’ (arroz, painço, cevada, soja e cannabis) desde o período Longshan em Shandong, como evidenciado pela análise sistemática de fitólitos. A análise do contexto arqueológico revela ainda que o processamento e o consumo de cannabis estavam profundamente integrados ao cotidiano dos habitantes, tornando-a um componente indispensável de sua subsistência agrícola. Essa descoberta desafia fundamentalmente a subestimação anterior do status da cannabis com base em limitados vestígios orgânicos e reafirma seu papel significativo na economia agrícola do norte da China pré-histórica”.
O estudo — financiado pela Fundação Nacional de Ciências Sociais da China, que faz parte do Ministério da Ciência e Tecnologia do país — sugere que “o processamento e o consumo de maconha estavam profundamente integrados à vida cotidiana”, disseram os pesquisadores.
Ao contrário de outros registros arqueológicos que indicam que a maconha psicoativa era “tipicamente associada a contextos funerários e rituais em toda a Eurásia”, incluindo “brotos, infrutescências e flores de cannabis psicoativas encontradas em túmulos da Idade do Bronze em Xinjiang”, essas descobertas mais recentes “refletem diferenças claras tanto nos contextos desenterrados quanto nas partes da planta, enfatizando o uso mais cotidiano e voltado para a subsistência da cannabis em Shandong”.
Após 32 anos de estrada, entre censuras, prisões e hiatos, os maconheiros mais famosos do Brasil anunciaram a despedida da banda com uma turnê pelo país.
“A Última Ponta” é o nome da turnê que marca o final do ciclo da banda Planet Hemp, que foi criada em 1993 por Skunk e Marcelo D2. De lá pra cá, a ex-quadrilha da fumaça se tornou um símbolo de luta e resistência. Utilizando da música como instrumento de luta social, o Planet é, sem nenhuma dúvida, a maior referência de ativismo canábico e um dos principais semeadores da conscientização política sobre a planta no Brasil.
Em 2001 a banda parou pela primeira vez, retornando aos palcos novamente em 2003, 2010 e de 2012 até 2016. Em 2018 voltaram às atividades, lançaram os álbuns de estúdio “Jardineiros” (2022) e “Jardineiros: A Colheita” (2023), além do álbum ao vivo “Baseado em Fatos Reais: 30 Anos de Fumaça” em 2024.
A banda, que fez sua estreia no Garage, reduto underground do Rio de Janeiro, e que foi, como o próprio BNegão citou, “idealizada para ser do underground”, se tornou “uma banda que vence Grammy”, ganhando em duas categorias do Grammy Latino 2023.
A turnê “A Última Ponta” contará com a formação atual da banda, com BNegão e Marcelo D2 nos vocais, Formigão no baixo, Pedro Garcia na bateria, Nobru na guitarra, Renato Venom nas pickups e Daniel Ganjaman nos teclados e guitarra, além de convidados que serão divulgados em breve.
Assim como todo bom baseado, tudo tem o seu fim, por isso aproveite o momento… até a última ponta!
Confira a lista completa das datas e locais dos shows:
13/09 – Salvador – Concha Acústica
20/09 – Recife – Classic Hall
03/10 – Curitiba – Live Curitiba
04/10 – Porto Alegre – KTO Arena
12/10 – Florianópolis – P12
17/10 – Goiânia – Goiânia Arena
18/10 – Brasília – Arena BRB
31/10 – Belo Horizonte – Befly Hall
08/11 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena
15/11 – São Paulo – Allianz Parque
Que o 420 é o número da erva você já sabe, mas você sabe o motivo disso? O número 420 se tornou tão popular entre os maconheiros em todo o mundo, tanto é que, inclusive, celebram no dia 20 de abril (20/4 ou 4/20) o Dia Internacional da Maconha.
Existem diversas teorias, mas a verdadeira história do 420 vem da década de 1970, e os principais protagonistas foram alguns alunos da San Rafael High School, no condado de Marian, na Califórnia (EUA). Os jovens se encontravam todos os dias fora das aulas por volta das 4:20 da tarde para fumar maconha.
Como fumar (seja o que for) na escola é estritamente proibido, então os alunos esperavam até o fim da aula para se encontrar e fumar um pouco de erva. Eles se encontravam todos os dias em frente a uma parede (wall, em inglês) da escola e, por isso, foram carinhosamente apelidados de “Waldos”.
Quando os Waldos se cruzavam nos corredores da escola, usavam o código 420 para perguntar a outros maconheiros se eles tinham erva. Então, se encontravam por volta desse horário.
Embora tenha começado como uma brincadeira, o termo 420 pegou um significado para todas as coisas sobre maconha em grupo. O costume se repetiu: todos os dias, por volta das 4h20 da tarde, os Waldos se reuniam e recebiam novos maconheiros no círculo.
Às vezes se reuniam em frente à estátua do cientista francês do século 19 Louis Pasteur, outras vezes sob as arquibancadas, mas sempre se esforçavam para consumir juntos naquela hora: 4h20 da tarde. Agora mundialmente conhecida como a hora da maconha!
Como já foi citado, o número 420 se tornou tão popular entre os maconheiros em todo o mundo, que inclusive celebram no dia 20 de abril (20/4 ou 4/20) o Dia Internacional da Maconha.
Na foto: “Os Waldos” Mark Gravitch (frente direita), Larry Schwartz (meio) e Dave Reddix no Dominican College em San Rafael, fumando maconha e jogando Frisbee, por volta de 1972-73.
Usuário é o álbum de estreia da banda Planet Hemp e foi lançado em 25 março de 1995 pela gravadora Sony Music.
O álbum conta com hits como “Mantenha o Respeito” e “Legalize Já”, que, na época, teve seu videoclipe censurado. “Usuário” teve mais de 140 mil cópias vendidas e ganhou Disco de Ouro.
FAIXAS:
1. “Não Compre, Plante!”
2. “Porcos Fardados”
3. “Legalize Já”
4. “Deisdazseis”
5. “Phunky Buddha”
6. “Mary Jane”
7. “Planet Hemp”
8. “Fazendo a Cabeça”
9. “Futuro do País”
10. “Mantenha o Respeito”
11. “Puta Disfarçada”
12. “Speed Funk”
13. “Muthafuckin’ Racists”
14. “Dig Dig Dig (Hempa)”
15. “Skunk”
16. “A Culpa é de Quem?”
17. “Bala Perdida”
18. “Sem título” (faixa oculta no final do álbum)
Créditos:
Planet Hemp
Marcelo D2: vocal
BNegão: vocal; guitarra (faixa 17)
Black Alien: vocal (faixas 4 e 13); vocal de apoio (faixas 7 e 10)
Rafael Crespo: guitarra; bateria (faixa 17)
Formigão: baixo
Bacalhau: bateria
DJ Rodrigues: turntables
Músicos adicionais
Speed Freaks: baixo (faixas 12 e 15)
Marcos Suzano: percussão (faixas 1, 3 e 12)
Marcelo Lobato: teclados (faixas 1, 14 e 15)
Chico Neves: programação (faixas 2, 9 e 16)
Cheech And Chong’s Last Movie (O Último Filme de Cheech e Chong), um documentário sobre a dupla mais icônica da comédia canábica, estreará nos cinemas dos EUA este ano.
A distribuidora Keep Smokin’ lançará o filme dirigido por David Bushell em todo o país norte-americano em 25 de abril, com pré-estreia em 20 de abril – Dia Internacional da Maconha. O filme apresenta a dupla titular, Cheech Marin e Tommy Chong, que se tornaram uma sensação da comédia a partir dos anos 1970. Lou Adler também aparece no filme, o produtor do primeiro filme de Cheech e Chong – o sucesso inesperado de 1978, Up in Smoke (no Brasil, Queimando Tudo). Adler também produziu o filme de comédia muito mais recente Cheech & Chong’s Animated Movie, lançado em 2013.
“O Último Filme de Cheech & Chong desafia as expectativas do documentário”, observa uma sinopse, “oferecendo uma visão extremamente imaginativa da convenção do gênero; um conto da vida real contado por meio de uma mistura de animação e loucura de arquivos, tudo ressaltado por uma comédia clássica de viagem cinematográfica. Traçando o legado duradouro dos comediantes pioneiros Cheech Marin e Tommy Chong, o filme apresenta entrevistas, esquetes e filmagens nunca antes vistas abrangendo a carreira de cinco décadas da dupla. O resultado é uma história improvável de amizade e fama, turbulência e desafio, rebelião e, finalmente, redenção”.
Os créditos de produção de Bushell incluem Sling Blade (1996), Drop Dead Rock (1995), Deception (2008) e Get Him to the Greek (2010). Ele foi o produtor executivo de Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004), Dallas Buyers Club (2013) e The Banger Sisters (2002), entre outros filmes. Em 2017, ele dirigiu o curta de não ficção Jim Carrey: I Needed Color.
“Last Movie nasceu do fracasso em fazer uma comédia roteirizada de Cheech & Chong que eu estava pronto para produzir há quase 20 anos”, Bushell explicou em uma declaração. “Cosmicamente, isso não era para ser, então eu peguei minha paixão e ambição de dirigir, juntei isso ao meu amor por documentários e convenci esses dois cães de estrada a me deixarem contar sua história épica. Estamos animados para trazer essa viagem de uma vida para o público em todo o país para a retrospectiva definitiva das vidas e carreiras dessa dupla icônica”.
O Último Filme de Cheech e Chong teve sua estreia mundial no SXSW ano passado e foi exibido no Mill Valley Film Festival e no AFI Fest.
O filme é dirigido por David Bushell e produzido por Bushe e Robbi Chong. Os produtores executivos incluem John Paul DeJoria, Gary Haseley, Cleo Segura Sherrel e Christian Selleron.
Comentários