Beber chá com infusão de maconha aumenta a felicidade e melhora a qualidade do sono, mostra estudo

Beber chá com infusão de maconha aumenta a felicidade e melhora a qualidade do sono, mostra estudo

Segundo um novo estudo, beber uma xícara de chá com infusão de maconha antes de dormir pode proporcionar uma noite de sono melhor e uma sensação geral de bem-estar.

“Os resultados demonstraram um aumento estatisticamente significativo nos níveis de felicidade entre os grupos pré e pós-experimentais, indicando que o chá com infusão de cannabis teve um efeito positivo no bem-estar dos participantes”, concluiu o estudo, publicado este mês no Journal of Health Science and Medical Research.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia Rajamangala Isan, na Tailândia, dividiram 30 voluntários em três grupos que receberam chá coado com infusão de maconha a 3%, 5% ou 7%, em peso.

Os participantes foram instruídos a deixar folhas de maconha em infusão em água quente e, em seguida, beber o chá 30 minutos antes de dormir, todos os dias, durante uma semana. Seus níveis de felicidade foram avaliados por meio de um questionário de 15 itens e uma entrevista telefônica de acompanhamento ao final do estudo.

“Os resultados deste estudo apoiam a aplicação potencial do chá com infusão de cannabis na melhoria dos níveis de felicidade”.

Os grupos que receberam infusões de chá de maconha com 5 e 7% de teor de maconha relataram melhora na qualidade do sono.

Os autores escreveram que o grupo de 7% apresentou o “nível mais alto de felicidade”, e que essa preparação foi considerada “a fórmula mais adequada para aumentar a felicidade”.

“Contribuiu para melhorias na satisfação com a vida, na autoestima, na capacidade de enfrentar e aceitar problemas, na capacidade de regular as emoções, na sensação de confiança, na empatia pelos outros e numa maior sensação de segurança familiar”, afirma o estudo.

“O chá com infusão de cannabis aumentou a sensação de felicidade sem relatos de efeitos colaterais”, conclui o artigo. “Portanto, este protótipo de chá poderia ser consumido na dose ideal para manter a saúde e o bem-estar”.

“Os chás à base de cannabis podem ser uma via promissora para a pesquisa na área da saúde e para aplicações terapêuticas no tratamento de doenças neurodegenerativas”.

Os pesquisadores alertaram, no entanto, que é possível que os efeitos de substâncias herbais presentes no próprio chá, como hortelã-pimenta e estévia, possam ter contribuído para as alterações nos níveis de felicidade dos participantes — e também afirmaram que estudos futuros devem examinar a eficácia e a segurança a longo prazo do consumo de chá com infusão de maconha.

A nova pesquisa soma-se a um conjunto de estudos anteriores que constataram benefícios do consumo de maconha para o humor e o bem-estar.

Referência de texto: Marijuana Moment

Mulheres frequentemente substituem medicamentos prescritos por maconha para controlar ansiedade e depressão, mostra pesquisa

Mulheres frequentemente substituem medicamentos prescritos por maconha para controlar ansiedade e depressão, mostra pesquisa

Mulheres de meia-idade que moram em San Diego, Califórnia (EUA), frequentemente admitem usar maconha em vez de medicamentos prescritos para controlar a ansiedade e/ou a depressão, de acordo com dados de pesquisa publicados na revista Health Science Reports.

Pesquisadores afiliados à Universidade da Califórnia em San Diego e à Universidade da Flórida Central entrevistaram 412 mulheres com histórico de uso de maconha no último ano. A idade média das participantes foi de 52 anos.

42% das entrevistadas disseram que substituíram ansiolíticos ou antidepressivos prescritos por maconha. As mulheres que relataram dificuldade para dormir foram as que mais relataram substituir medicamentos tradicionais por cannabis.

Os resultados são consistentes com pesquisas anteriores que constataram que os consumidores frequentemente reconhecem o uso de maconha para atenuar os sintomas de ansiedade e depressão.

“Este estudo enfatiza a crescente tendência de substituição de medicamentos prescritos por cannabis entre mulheres que apresentam níveis moderados de ansiedade e depressão”, concluíram os autores do estudo. “Esses achados ressaltam a necessidade de mais pesquisas para esclarecer a relação entre o uso de cannabis, os desfechos de saúde mental e o uso concomitante de outras substâncias. Uma compreensão mais profunda desses fatores inter-relacionados será essencial para orientar intervenções clínicas e estratégias de saúde pública voltadas para o apoio a mulheres com ansiedade e depressão que recorrem à cannabis como tratamento alternativo”.

Dados publicados em 2023 na revista Health Economics relataram que a promulgação de leis estaduais de legalização do uso adulto de maconha está associada a uma “diminuição clara, imediata e estatisticamente significativa” nas internações para tratamento de saúde mental.

Referência de texto: NORML

Maconha e música podem atuar em conjunto para melhorar o humor e o bem-estar emocional, revela estudo

Maconha e música podem atuar em conjunto para melhorar o humor e o bem-estar emocional, revela estudo

Um novo estudo publicado na revista Cannabis & Cannabinoid Research sugere que a combinação de maconha com música pode melhorar o relaxamento, o humor e a conexão emocional, oferecendo potencialmente benefícios complementares para o bem-estar emocional.

Pesquisadores da Universidade Dalhousie, do Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Música, Mídia e Tecnologia, da Universidade Laval e da Universidade da Colúmbia Britânica entrevistaram 122 usuários de maconha por meio de um questionário online com 176 perguntas. Os participantes responderam a perguntas sobre dados demográficos, padrões de uso de cannabis, hábitos de audição musical, respostas emocionais, regulação do humor e como a maconha pode alterar a experiência de ouvir música.

De acordo com o resumo do estudo, “a maioria dos participantes avaliou positivamente a combinação de cannabis e música”, com muitos relatando maior relaxamento, melhora do humor e sentimentos mais fortes de conexão. Os participantes também relataram que a maconha alterou a forma como respondiam à música em diferentes ambientes, incluindo músicas que não haviam escolhido, e os tornou mais propensos a ouvir música durante atividades rotineiras do dia a dia.

O estudo também revelou que muitos participantes relataram usar maconha como substituto para tratamentos farmacêuticos para condições como dor, ansiedade e distúrbios do sono. Nesses casos, a música foi frequentemente descrita como um fator que amplificava os efeitos terapêuticos percebidos da maconha.

No entanto, os pesquisadores observaram que as descobertas não foram totalmente conclusivas. O estudo não encontrou diferenças significativas nas experiências gerais de recompensa musical com ou sem cannabis, sugerindo que a relação entre maconha e música é “complexa e dependente do contexto”.

Em sua conclusão, os pesquisadores afirmaram que as descobertas oferecem “novas perspectivas sobre o potencial da cannabis e da música como ferramentas complementares para o bem-estar emocional”. Eles disseram que o estudo estabelece as bases para futuras pesquisas sobre se a música poderia ser usada como um complemento de apoio a intervenções baseadas em canabinoides voltadas para a saúde emocional e psicológica.

Os autores enfatizaram que são necessárias mais pesquisas para melhor compreender os mecanismos por trás dos efeitos combinados da maconha e da música, incluindo como diferentes tipos de cannabis, doses, gêneros musicais e hábitos individuais de audição podem influenciar os resultados.

Referência de texto: The Marijuana Herald

Mulheres em idade fértil consideram a maconha relativamente segura durante a gravidez, mostra estudo

Mulheres em idade fértil consideram a maconha relativamente segura durante a gravidez, mostra estudo

Um novo estudo publicado pelo Journal of Cannabis Research descobriu que muitas mulheres em idade fértil consideram a maconha relativamente segura para uso durante a gravidez, principalmente para o controle de sintomas como náuseas, ansiedade, problemas de sono e dor.

Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Connecticut (EUA) recrutaram uma coorte nacional de 622 mulheres estadunidenses, com idades entre 18 e 42 anos, para responder a um questionário online anônimo sobre o uso de maconha, álcool e tabaco durante a gravidez. As participantes foram questionadas sobre seu próprio uso, bem como sobre suas percepções de segurança e potenciais riscos para o feto, o parto e o desenvolvimento infantil.

Entre as participantes que já haviam engravidado, 25,9% relataram o uso de maconha durante a gravidez. Esse percentual foi ligeiramente superior aos 23,6% que relataram o uso de tabaco e muito maior do que os 8,2% que relataram o uso de álcool.

Os pesquisadores afirmaram que a frequência média do uso de maconha durante a gravidez foi de duas vezes por semana, sendo os cigarros de maconha e os charutos de maconha os métodos de consumo mais comuns. As participantes que usaram maconha durante a gravidez relataram com mais frequência o alívio de sintomas, incluindo náuseas, ansiedade, distúrbios do sono e dor.

O estudo constatou que as participantes consideravam a maconha relativamente mais segura durante a gravidez do que o álcool ou o tabaco. Os pesquisadores afirmaram que essas percepções podem ser influenciadas pelo uso da maconha para aliviar sintomas relacionados à gravidez, bem como por mudanças sociais e culturais mais amplas em torno da maconha.

“Os resultados indicam que as mulheres em idade fértil consideram a cannabis relativamente segura durante a gravidez, particularmente para o controle dos sintomas”, concluíram os pesquisadores.

Os pesquisadores afirmaram que as descobertas destacam a necessidade de educação direcionada e mensagens precisas sobre o uso de maconha durante a gravidez, levando em consideração também os fatores sociais, culturais e emocionais que podem influenciar o uso de substâncias durante a gestação.

Referência de texto: The Marijuana Herald

O uso inalado de maconha está associado ao alívio da dor e à redução significativa do uso de opioides em pacientes com dor lombar crônica, mostra estudo

O uso inalado de maconha está associado ao alívio da dor e à redução significativa do uso de opioides em pacientes com dor lombar crônica, mostra estudo

Um estudo publicado recentemente na revista Biomedicines descobriu que a inalação de maconha foi associada a melhorias sustentadas na dor e na incapacidade ao longo de cinco anos em pacientes com dor lombar crônica resistente ao tratamento.

Pesquisadores analisaram dados de 241 adultos com dor lombar crônica que não obtiveram sucesso com pelo menos um ano de tratamentos convencionais, incluindo opioides, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), fisioterapia e, em muitos casos, antidepressivos e anticonvulsivantes. Os pacientes foram então tratados com cannabis inalada, principalmente cannabis fumada, com níveis de THC variando de 4% a 22% e níveis de CBD variando de 2% a 22%.

Após cinco anos, 238 dos 241 pacientes forneceram dados de acompanhamento e 224 permaneceram em tratamento ativo com maconha.

Os pesquisadores constataram melhorias significativas e sustentadas em diversas medidas de dor e incapacidade. A pontuação média da dor caiu de 8,08 antes do tratamento com maconha para 2,72 após cinco anos. Os pacientes também apresentaram melhorias na incapacidade, na intensidade da dor e na interferência da dor na vida das pessoas.

Após cinco anos, 89,2% dos pacientes alcançaram uma redução de pelo menos 30% na dor, enquanto 77,2% alcançaram uma redução de pelo menos 50%. Além disso, 93,4% atingiram a diferença mínima clinicamente importante para a redução da dor.

O estudo também constatou uma queda acentuada no uso de outros medicamentos. O uso de opioides caiu de 100% dos pacientes no início do estudo para 4,6% após cinco anos. O uso de AINEs caiu de 100% para 7,1%, o uso de ISRS/IRSN diminuiu de 80,5% para 5,4% e o uso de gabapentinoides caiu de 38,6% para 2,5%.

Os pesquisadores relataram que apenas cinco pacientes, ou 2,1%, interromperam o uso de cannabis devido a eventos adversos ou falta de eficácia. Ao longo de 1.205 pacientes-ano de exposição à maconha, os eventos adversos foram predominantemente leves, sendo os efeitos oculares, cognitivos e gastrointestinais os mais comuns.

Os autores do estudo enfatizaram que as conclusões são observacionais e não comprovam que a maconha causou as melhorias. Como não havia um grupo de controle randomizado, afirmaram que os resultados podem ter sido influenciados por fatores como regressão à média, expectativas dos pacientes, autoseleção e outras mudanças ao longo do tempo.

Ainda assim, os pesquisadores concluíram que as descobertas apoiam a consideração da maconha inalada como uma opção potencialmente significativa para reduzir o uso de opioides em pacientes com dor lombar crônica que não obtiveram sucesso com a terapia multimodal convencional, ao mesmo tempo que solicitaram a realização de ensaios comparativos randomizados para confirmar os resultados.

Referência de texto: The Marijuana Herald

Tratamento com THC e CBD reduziu a gravidade da síndrome das pernas inquietas, mostra estudo

Tratamento com THC e CBD reduziu a gravidade da síndrome das pernas inquietas, mostra estudo

Um novo estudo publicado no Journal of Neurology descobriu que um tratamento de THC e CBD foi associado a reduções significativas na gravidade da síndrome das pernas inquietas, com melhorias mantidas por até um ano entre os pacientes que permaneceram em terapia.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Europeia de Madrid e do Hospital Universitário de Getafe.

A síndrome das pernas inquietas (SPI) é uma condição neurológica que causa sensações desconfortáveis ​​nas pernas e uma necessidade irresistível de movê-las, frequentemente piorando à noite e interrompendo o sono. Os agonistas da dopamina já foram considerados o tratamento de primeira linha, mas as recomendações mais recentes têm se voltado para os ligantes α2δ para ajudar a prevenir a síndrome de aumento, uma condição na qual os sintomas pioram com o tempo durante o tratamento.

Os pesquisadores observaram que os canabinoides podem representar uma potencial opção terapêutica, pois podem inibir a liberação de glutamato no estriado, uma região do cérebro envolvida na regulação do movimento.

Para o estudo prospectivo exploratório, 18 pacientes com síndrome das pernas inquietas (SPI) foram incluídos, sendo 16 com esclerose múltipla. Os participantes foram submetidos a exames de sangue, poligrafia respiratória e 14 dias de actigrafia antes do início do tratamento. Os pesquisadores avaliaram a gravidade da SPI, sonolência, incapacidade, tônus ​​muscular e qualidade de vida no início do estudo, após um mês e após três meses, com repetição da actigrafia após três meses.

No início do estudo, os participantes apresentavam síndrome das pernas inquietas grave, com uma pontuação média de 22,44 na Escala Internacional de Avaliação da Síndrome das Pernas Inquietas (IRLS). Após um e três meses de tratamento com a formulação de THC-CBD, as pontuações da IRLS melhoraram significativamente.

Os pesquisadores também descobriram que o tempo acordado após o início do sono, uma medida do tempo gasto acordado após adormecer inicialmente, foi significativamente reduzido. No entanto, a latência do sono e a eficiência do sono não sofreram alterações significativas.

Após um ano, 66,66% dos participantes permaneceram em tratamento e continuaram a apresentar melhora sustentada na gravidade da síndrome das pernas inquietas.

Os autores concluíram que o tratamento com 2,7 mg de THC/2,5 mg de CBD foi eficaz na redução da gravidade da síndrome das pernas inquietas neste pequeno estudo aberto, incluindo pacientes com síndrome das pernas inquietas associada à esclerose múltipla e síndrome das pernas inquietas idiopática.

As conclusões do estudo são limitadas pelo tamanho reduzido da amostra, pela ausência de um grupo controle com placebo e pelo desenho aberto, o que significa que tanto os participantes quanto os pesquisadores tinham conhecimento do tratamento utilizado. Os pesquisadores afirmaram que são necessários estudos controlados adicionais para avaliar melhor a eficácia e a segurança da terapia.

Referência de texto: The Marijuana Herald

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