O uso de maconha não contribuiu para o surgimento de certas anormalidades na substância branca cerebral em pessoas vivendo com HIV e pode estar potencialmente associado a uma menor carga da doença, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of NeuroVirology.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest (EUA) examinaram 296 adultos, dividindo-os em quatro grupos aproximadamente iguais: 74 pessoas sem HIV que não usavam maconha, 73 consumidores de maconha sem HIV, 76 pessoas com HIV que não usavam cannabis e 73 pessoas com HIV que usavam maconha. Todos os participantes com HIV apresentavam supressão viral sustentada.

Os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética para medir hiperintensidades da substância branca, anormalidades na substância branca do cérebro que têm sido associadas a doenças vasculares e declínio cognitivo. Os pesquisadores também aplicaram uma bateria de testes cognitivos.

As anormalidades na substância branca periventricular estavam elevadas tanto no grupo com HIV quanto no grupo que usava maconha, em comparação com o grupo controle. No entanto, os indivíduos com HIV que também usavam cannabis apresentaram níveis semelhantes aos do grupo controle. Essa interação persistiu mesmo após os pesquisadores considerarem fatores como idade, sexo e risco de doença cardiovascular.

Níveis mais elevados dessas anormalidades também foram associados a um desempenho cognitivo geral pior, incluindo função executiva, memória, aprendizagem e memória de trabalho.

Os pesquisadores concluem afirmando: “Nossos resultados sugerem que o uso de cannabis não contribui de forma aditiva para a carga de hiperintensidades da substância branca em pessoas vivendo com HIV e pode potencialmente estar associado a uma redução dessa carga”.

Referência de texto: The Marijuana Herald

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