por DaBoa Brasil | jun 17, 2017 | Curiosidades
No campo Inglês, descobriu-se uma enorme plantação de maconha localizada em um bunker nuclear subterrâneo construído na década de oitenta, durante a Guerra Fria. O cultivo ilegal foi avaliado no valor de dois milhões de libras.
A grande plantação localizada pela polícia tinha milhares de plantas de cannabis, cerca de 4.500. O edifício subterrâneo, que foi construído para abrigar e proteger funcionários do governo tinha dois andares onde eles tinham vinte quartos e todos eles eram utilizados para o cultivo. O gasto de luz pode ter excedido £ 140.000 ou 250 mil dólares com instalações clandestinas.
Seis pessoas foram presas e a polícia de Wiltshire disse que é o maior e mais sofisticado cultivo já descoberto no município. O bunker nuclear era impenetrável, era propriedade do Ministério da Defesa e ainda tinha as portas para suportar uma explosão nuclear.
A polícia teve que esperar fora da instalação para deter os cultivadores já que era inacessível a partir do exterior. O inspetor Paul Franklin, do grupo de delitos disse: “Há cerca de 20 quartos no edifício, divididos em dois andares, cada um com 200 pés de comprimento e 70 pés de largura”.
“Quase todos os quartos estavam preparados para a produção de plantas de maconha, e havia uma grande evidência de cultivos anteriores.”
Fonte: The Guardian
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Ativismo, Política, Turismo
Era meu segundo dia em Lisboa, e após passar a manhã e a tarde conhecendo a cidade histórica fui à noite me embriagar na boêmia lisboense do Bairro Alto. Por coincidência, em um dos vários bares do bairro, haveria um show do Boogarins. Não deu outra, logo estava dentro de um clube que mais parecia uma caverna: estreito e comprido com paredes de pedra.
Eu tinha algumas moedas de euro no bolso, e que, após contar com certa dificuldade, cheguei à conclusão que dava para beber quatro cervejas de pressão (como é chamado o chopp em Portugal). Durante a primeira cerveja, enquanto o show não começava, fiquei apenas observando os jovens portugueses se divertindo ao som de Novos Baianos. Pois é, Portugal gosta mesmo é do violão de nylon brasileiro.
Antes do Boogarins subir ao palco, fui pegar minha segunda cerveja no bar, e perto dele fiquei por motivos estratégicos. Eis que então, minhas narinas começaram a sentir um cheiro de maconha em meio à fumaça de tabaco. Quando menos percebi, meus olhos já estavam procurando a origem da marofa.
Comecei a perguntar às pessoas perto de mim se alguém tinha maconha. Recebi uma resposta negativa várias vezes. Quando eu estava quase desistindo, vi dois cabeludos com cerveja em mãos em transe com as guitarras do Boogarins. Logo, lancei a pergunta. “Ei companheiros, vocês têm um baseado?”. Eles me olharam sem entender direito o que eu queria. “Oi? Não entendemos”. Refiz a pergunta, desta vez gesticulando com as mãos… “Vocês tem um beck? Maconha?”. “Aaaah, tu queres haxixe? Sim, nós temos!”, respondeu o cabeludo.
A felicidade tomou conta de mim. “Pô, muito obrigado! Já estava ficando desesperado.”. Como bons portugueses, foram extremamente polidos. “Imagina! Tens tabaco?”. Não, eu não tinha tabaco, mas pedi um pouco para um cara em minha frente que estava apertando um cigarro. “Pronto, tenho tabaco aqui. Precisa que eu bole?”, me ofereci para fazer o trabalho. “Não precisa não, mas se você tiver piteira seria bom”.
Comecei a perceber que não é apenas no português que os brasileiros se diferenciam dos portugueses, mas também no modo de fumar maconha. “Piteira? Lá no Brasil nós não temos muito o costume de usar piteira”. Os portugueses ficaram surpresos. “Ora pois, vocês não usam piteira?”. Respondi que não. “Lá no Brasil fumamos cigarro de maconha, sem tabaco, e usamos a ponta da seda como piteira mesmo”. “Que estranho”, comentou o cabeludo.
O haxixe começou a ser passado entre nós três. “Como é lá no Brasil com maconha?”, perguntou o outro cabeludo. “Lá maconheiro recebe tapa no ouvido de policial se fumar em público. Se plantar então… vai é pro xilindró!”. Ficaram assustados os portugueses. “Pesado. Aqui podemos fumar tranquilamente, e podemos plantar em casa”.
Fui tomado pelo haxixe. Sentia meus pés tocando o chão, mas minha mente parecia estar na mesma frequência do som dos instrumentos que saia dos amplificadores. A terceira cerveja molhava minha garganta do mesmo jeito como a água molha a terra seca. Meu espírito estava livre.
Assim que o show acabou, andei chapado pelas ruas de Lisboa pensando em como a liberdade de se fumar maconha tranquilamente se torna um prazer. Sem problemas, sem violência, sem mortes. Portugal descobriu o Brasil com velas de cânhamo. Quando é que o Brasil vai descobrir Portugal como exemplo de política de drogas?
Por Francisco Mateus
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Política
No Parlamento do Paraguai existe a confiança em obter a maioria dos votos necessários para a aprovação preliminar do projeto de lei sobre a descriminalização da maconha para consumo terapêutico que será estudado e analisado em algumas semanas. Assim afirmou o deputado Ricardo González do Partido Encuentro (PEN).
“Foi solicitado que o projeto seja tratado em 15 dias para a aprovação preliminar, creio que existem condições para que se dê a aprovação”, segundo González.
Disse também que havia um grupo de familiares muito preocupados e precisavam cultivar maconha em suas casas para que os pacientes que foram diagnosticados com epilepsia refratária pudessem usá-la como medicamento. Ele também disse que esses pacientes que sofrem desta doença não podem ser tratados com o sistema farmacológico tradicional e esses pacientes são principalmente crianças e adolescentes, e já não têm outra maneira de reagir.
Além destes resultados benéficos para estes jovens pacientes, o Ministério paraguaio de Saúde Pública (MSPyBS) já autorizou a importação de extrato ou óleo de maconha medicinal, destinado a pessoas com epilepsia refratária.
A importação deste óleo será feita pela empresa Laboratorios Lasca, e logo se encarrega de fornecê-lo aos pacientes com os mesmos custos que adquiriram no exterior e a diferença de garantir os procedimentos.
Fonte: La Nación
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Política, Saúde
A promulgação de leis de maconha medicinal não está associada com maiores taxas de problemas relacionados ao uso da planta, de acordo com dados publicados na revista Addiction.
Pesquisadores da Columbia University avaliaram as tendências do consumo de maconha nos anos seguintes a aprovação do uso medicinal em alguns estados. Não foi relatada “nenhuma mudança significativa na prevalência do mês anterior do consumo de maconha entre os adolescentes ou adultos jovens (com idades entre 18 a 25)” e depois de legalização. Também não se encontrou nenhuma evidência de aumento do consumo de maconha ou de dependência por qualquer um dos jovens ou adultos. Os estados com programas médicos em grande medida não regulados se associaram com um maior uso auto-relatado dos adultos com mais de 26 anos, mas não em estados com programas rigorosos.
Os resultados do estudo são consistentes com vários outros estudos que informaram não haver nenhuma repercussão no consumo ou abuso de maconha entre os jovens posteriormente a regulação da maconha medicinal, incluindo estes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Os resultados contradizem uma recente informação, amplamente divulgada em papel pela JAMA Archives of General Psychiatry, que especularam que as leis de maconha medicinal poderiam aumentar a prevalência de transtornos pelo uso de maconha entre os adultos.
Um resumo do estudo “A livre regulação dos programas de maconha medicinal associados com maiores taxas de consumo de maconha em adultos, mas não há transtornos pelo uso da cannabis” pode ser encontrado aqui.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 14, 2017 | Culinária, Curiosidades, Saúde, Turismo
Um dispensário de maconha medicinal em Massachusetts criou uma pizza “canábica” para os pacientes que não querem a fumar ou vaporizar a erva, mas querem consumir os canabinóides em forma de alimentos.
A Ermont Company Inc. com sede em Quincy está a três semanas recebendo comentários de sua pizza com maconha.
O diretor de operações Seth Yaffe disse que a empresa tem uma seção completa de produtos alimentícios que contêm canabinóides, mas queria oferecer uma refeição que o paciente seja capaz de consumir sem muito açúcar.
Com uma dimensão de 30 centímetros a pizza tem um custo de 38 dólares. O segredo da pizza é o molho de tomate, que contém 125 miligramas de tetrahidrocanabinol (THC) – ingrediente psicoativo da maconha. A empresa já vendeu cerca de 200 pizzas, na qual podem ser adicionados mais produtos a seu critério.
A pizza com a maconha é um prato saboroso para os usuários recreativos, e a fome pode fazer com que se coma rapidamente o que iria fazer comprar outra, que por sua vez levaria a outro ataque de fome e assim sucessivamente.
No entanto, usuários recreativos não podem comprar este produto, que só pode ser adquirido por pacientes que tenham licenças para a compra de maconha medicinal.
Fonte: Fakty Konopne
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