por DaBoa Brasil | jan 23, 2020 | Culinária, Cultivo, Saúde
Anteriormente, acreditava-se que os terpenos eram responsáveis apenas pelo sabor da maconha. Agora, pesquisas mostram que os terpenos também têm um grande potencial medicinal. O canfeno, um terpeno em menor quantidade na planta, demonstra características impressionantes que podem ser eficazes na prevenção de doenças cardíacas.
Os terpenos são compostos orgânicos encontrados na cannabis e em muitas outras plantas. São elementos fundamentais da resina vegetal e desempenham uma função importante na diversidade de aromas das linhagens de maconha. Embora anteriormente fosse acreditado que eram responsáveis apenas pelo sabor da cannabis, pesquisas modernas indicam que os terpenos têm um potencial medicinal significativo, que se soma ao dos canabinoides como THC e CBD, entre muitos outros. Além disso, os terpenos oferecem benefícios à saúde sem causar efeitos colaterais.
OS TERPENOS VÃO MUITO ALÉM DO SABOR
Entre os terpenos principais mais conhecidos, estão o mirceno, o pineno, o limoneno e o linalol; compostos altamente voláteis com aromas muito fortes. Acredita-se que as plantas produzem terpenos para espantar insetos e outros predadores. Foi demonstrado que quase todos os terpenos principais têm valor terapêutico e que possuem propriedades anti-inflamatórias, fungicidas e antibacterianas.
CANFENO: UM TERPENO “MENOR” COM GRANDE POTENCIAL MEDICINAL
O canfeno pertence a um grupo de mais de 150 terpenos menos abundantes na maconha. O canfeno emana um cheiro picante de almíscar, agulhas de abeto e terra úmida, mas seu cheiro não é percebido como um aroma agradável. Às vezes, esse terpeno é confundido com o mirceno, que tem um aroma semelhante, mas é mais abundante.
Como os outros terpenos da cannabis, o canfeno tem várias propriedades medicinais e se destaca como um antioxidante muito potente. Na medicina tradicional, o canfeno foi usado para tratar infecções bacterianas e fúngicas e é considerado um remédio natural eficaz contra eczema, psoríase e outras condições da pele.
O canfeno também pode ser encontrado em vários alimentos, fragrâncias, pomadas e cremes tópicos, onde é usado como aditivo e intensificador de sabor.
As pesquisas mais recentes sugerem que o canfeno é particularmente significativo devido à sua capacidade de reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e, portanto, reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas. Em um estudo publicado em 2011, foi possível demonstrar a capacidade do canfeno em reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos, as duas principais causas de doenças cardíacas, como acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.
Para o estudo, os pesquisadores também examinaram outros terpenos, incluindo vários do grupo dos principais terpenos (linalol, mirceno, pineno e beta-cariofileno), mas descobriram que eles eram muito menos eficazes na redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Os pesquisadores concluíram que o canfeno poderia ser eficaz como um “agente redutor de lipídios alternativo que merece mais investigação”.
O CANFENO FORNECE BENEFÍCIOS À SAÚDE SEM EFEITOS SECUNDÁRIOS
A medicina finalmente começa a aceitar que os compostos encontrados na cannabis, incluindo canabinoides e terpenos, demonstraram um potencial medicinal significativo e que podem substituir ou aprimorar os medicamentos farmacêuticos tradicionais. Além disso, os terpenos fornecem valor terapêutico sem produzir efeitos colaterais negativos.
Atualmente, alguns dos tratamentos convencionais mais comuns para reduzir a glicose no sangue são as estatinas, que pertencem a um grupo de medicamentos para baixar os lipídios. Embora geralmente sejam eficazes na redução do colesterol, esses medicamentos geralmente produzem efeitos colaterais negativos que podem variar de dores musculares, cãibras e dores de cabeça a insuficiência renal ou hepática. O canfeno, que fornece um benefício semelhante, não demonstrou causar efeitos colaterais adversos. O fato de os terpenos não apresentarem características viciantes, como os de opiáceos e outros medicamentos comumente prescritos, é outra grande vantagem que deve ser levada em consideração.
Como em quase todas as questões relacionadas à maconha, é necessário desenvolver mais pesquisas antes de entender completamente o potencial do canfeno. No entanto, mais e mais estudos sugerem que esse terpeno menor pode ser muito promissor.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | jan 15, 2020 | Cultivo
Criar um ambiente ideal para as plantas só é viável se entendermos os princípios da natureza, não podemos ignorar o espectro de luz.
A maioria dos cultivadores tem vários objetivos em mente ao planejar um cultivo em ambiente fechado. Obter rendimentos mais altos, aumentar o nível de THC ou simplesmente melhorar a saúde das plantas. Esse planejamento estratégico implica ter conhecimento em vários campos científicos e vincular a teoria a soluções técnicas que contribuem para alcançar os objetivos propostos. Além da dedicação e paixão, o que diferencia um bom cultivador de um especialista é o desejo de aprender, por isso, vamos informá-lo sobre o que é necessário para cultivar maconha de qualidade excepcional. Vamos discutir os fundamentos da física e entender como o espectro da luz afeta o crescimento de uma planta de cannabis.
O que é o espectro luminoso?
O sol emite energia na forma de radiação solar que inclui raios gama, raios-x, luz ultravioleta, luz visível e até ondas de rádio. A vida na Terra só é possível porque a camada de ozônio bloqueia essa radiação. Essa filtragem permite atingir apenas comprimentos de onda entre 300 e 1100nm em nossas plantas, e apenas uma parte dessa luz é visível. É geralmente chamado de espectro luminoso, espectro de cores ou espectro visível, e varia entre 380nm e 750nm.
- 180-280nm – UVC: extremamente prejudicial, embora felizmente seja quase completamente absorvido pela camada de ozônio.
- 280-315nm – UVB: provoca queimaduras na pele e acredita-se que aumenta o nível de THC (!).
- 315-400nm – UVA: não é absorvido pela atmosfera, comumente conhecido como luz negra.
- 380-750nm – Espectro de luz visível: as bandas de cada comprimento de onda representam as cores visíveis.
- 700nm-1mm – Luz infravermelha: invisível acima de 750nm, mas aparece como calor na pele.

A TEMPERATURA DA COR (KELVIN) E COMO AFETA SUAS PLANTAS
Ao procurar uma luz de cultivo, é provável que encontre o termo “temperatura da cor”. Basicamente, é uma maneira de descrever a aparência da luz que uma lâmpada fornece e é medida em graus Kelvin (K).
A temperatura da cor não se refere à temperatura física da luz, mas ao grau de calor ou frio de uma fonte de luz, ou seja, a “temperatura visual”. Quando uma luz possui mais graus Kelvin, fica mais azulada. Portanto, chamamos isso de luz “fria”. Por outro lado, uma lâmpada com um grau mais baixo de Kelvin emite uma luz “mais quente” e mais vermelha.
É A MESMA TEMPERATURA DE COR QUE O ESPECTRO DA LUZ?
Em um sentido estritamente científico, não. A temperatura da cor é normalmente usada como uma maneira de descrever como a luz produzida por uma lâmpada é percebida pelo olho humano. Para alguns tipos de luzes, como LED ou lâmpadas fluorescentes, não descreve a distribuição espectral ou o comprimento de onda de uma luz.
Sem se aprofundar na física, a luz de uma lâmpada incandescente irradia luz que abrange todo o espectro da luz visível. A luz branca da lâmpada é o resultado de uma mistura de comprimentos de onda (cores no espectro) “contidos” na luz.
Outras luzes, como LED ou fluorescentes, podem emitir luz de uma série de comprimentos de onda estreitas, com intervalos ou picos dentro do espectro. Em outras palavras, embora a luz pareça a mesma à vista, pode não ter certos comprimentos de onda (cores) que as plantas precisam para um crescimento saudável.
Como os LEDs geralmente emitem luz em um espectro de cores muito pequeno, as luzes de LED são geralmente configuradas como lâmpadas de “espectro completo”. Consistem em uma série de LEDs de cores diferentes que juntos cobrem a maior parte do espectro necessário para as plantas de maconha. Esses LEDs de espectro completo são compostos de diferentes tons de vermelho e azul, geralmente misturados com outros LEDs brancos. Outros LEDs mais recentes, como as lâmpadas COB, emitem um espectro de luz que se aproxima da luz solar mais ou menos natural, onde não há “vazio” no espectro de cores.
EM QUE O KELVIN AFETA AO ESCOLHER UMA LUZ DE CULTIVO?
Para vegetar suas plantas, escolha uma luz fria, que emita uma cor de “luz do dia” com um Kelvin alto de 6.000 a 6.500. Para a floração, seria ideal uma luz quente com um tom avermelhado, em torno de 2.800K. Também pode encontrar luzes para cultivo com uma temperatura de cor em média de cerca de 3.500K, que pode usar para vegetação e floração.
COMO O ESPECTRO DE LUZ AFETA O CRESCIMENTO
Todo organismo vivo precisa de informações sobre o que está acontecendo ao seu redor para reagir às mudanças ambientais e, em teoria, obter uma pequena vantagem sobre outros membros de sua espécie. As plantas de maconha recebem muitas dessas informações à luz a que estão expostas e reagem quase imediatamente às diferentes faixas de um comprimento de onda, um assunto muito complexo que ocuparia vários livros, mas vamos nos concentrar no básico.

- Fase vegetativa – luz “azul” para folhas saudáveis (faixa: 400-500nm; ideal: 460nm).
Durante a fase vegetativa, recomenda-se concentrar a luz nas folhas o máximo possível e garantir que as plantas sejam compactas, que não se estiquem demais e que desenvolvam caules fortes. Para atingir esses objetivos, os cultivadores indoor costumam usar lâmpadas de iodetos metálicos, tubos fluorescentes ou lâmpadas economizadoras de energia (CFL) e luzes T5/T8 de faixa azul durante as primeiras semanas. Quando a cannabis cresce selvagem, o ângulo do sol na primavera permite que mais ondas “azuis” passem para a atmosfera, um sinal para as plantas desenvolverem folhas grandes, fortes e saudáveis.
- Fase de floração – luz “vermelha” para buds enormes (faixa: 620-780nm; ideal: 660nm).
Quando as plantas de maconha começam o período de floração, é possível obter maiores rendimentos, expondo-as a um espectro de luz com muitas ondas “vermelhas”, que estimulam o desenvolvimento dos buds. A taxa de fotossíntese atinge seu pico quando as plantas são submetidas a comprimentos de ondas “vermelhas” de 660nm, embora uma descoberta da NASA indique que ondas “verdes”, que não estão intimamente relacionadas à fotossíntese, também podem afetar o crescimento das plantas. Ver uma planta de cannabis como uma simples fábrica de fotossíntese é, portanto, um pouco apressado. Mas, por enquanto, a melhor maneira de imitar o ângulo do sol no final do verão/início do outono é escolher uma luz com um alto grau de “vermelho” em seu espectro.
AUMENTO DO THC COM LUZES ULTRAVIOLETAS – MITO OU VERDADE
Já se perguntou por que as variedades mais potentes geralmente vêm de plantas nativas em áreas de grande altitude? Muitos especialistas acreditam que a luz ultravioleta, especialmente a alta exposição a comprimentos de onda ultravioleta (280-315nm), é responsável pelo aumento da produção de THC. Essa teoria baseia-se no fato de que quanto maior a elevação, menor a atmosfera entre a cannabis e o sol, o que significa maior exposição aos raios UV. Esses raios ultravioletas danificam nossa pele e o corpo humano reage produzindo melanina, a planta da cannabis deve fazer algo semelhante, produz mais resina e THC como uma espécie de filtro solar. É muito cedo para dizer se estamos diante de uma teoria ou método mais rentável para cultivar uma erva melhor, mas o conceito parece plausível o suficiente para realizar nossos próprios experimentos. As luzes UVB de répteis são baratas; deveríamos tentar.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | jan 5, 2020 | Ativismo, Cultivo, Curiosidades
Há muitas razões pelas quais você deveria pensar em cultivar sua própria erva. Neste artigo, escolhemos alguns. Mas entre eles você não encontrará “ficar chapado ou brisado”! Leia atentamente e descubra por que todos deveríamos tentar cultivar nossa própria planta de maconha pelo menos uma vez na vida.
Independentemente de ser ou não permitido no país em que vive, hoje, o cultivo de cannabis é cada vez mais aceito pela sociedade. Há muitas razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria planta. Neste artigo, descobrirá algumas!
A MACONHA É MAIS ACESSÍVEL DO QUE NUNCA
Deve-se dizer que, em geral, o modo como a questão da maconha é abordada é mais tranquila do que antes. Independentemente das restrições atuais ao cultivo de cannabis em casa, fizemos grandes progressos desde a época da proibição categórica. Além disso, há cada vez mais material educacional na internet e em outros formatos. Isso não se aplica apenas às informações sobre a própria maconha, mas também como cultivá-la bem em casa! Portanto, chegou a hora de você pensar em cultivar sua própria erva. Mas é claro que a primeira decisão-chave é qual semente de boa qualidade cultivará.
POR QUE DEVERIA PENSAR EM CULTIVAR SUA PRÓPRIA PLANTA
Além da acessibilidade, há outras razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria maconha. No final dessa lista, se perguntará por que não fez isso antes!
CONTROLE TOTAL
É sempre bom saber exatamente o que fuma e como produziram. Ainda é difícil saber de onde vem a maconha que é comprada na rua (para não mencionar como é tratada e/ou adulterada), então a questão é mais importante do que nunca.
Sem dúvida, cultivar sua própria planta de maconha fornece controle total sobre todo o processo, desde a germinação das sementes até a colheita, secagem, cura e, finalmente, consumo. Saberá exatamente como suas plantas cresceram, incluindo coisas fundamentais, como o tipo de fertilizantes/nutrientes usados (se usados). Dessa forma, terá todo o poder para estabelecer os padrões de qualidade do seu cultivo.
PODE EXPERIMENTAR
Se decidir cultivar sua própria maconha, poderá experimentar a quantidade de métodos de cultivo e técnicas de treinamento existentes. Obviamente, isso dependerá do que estiver disposto a investir economicamente. Afinal, cada tipo de cultivo requer cuidados e custos diferentes. Dito isto, se você sempre quis experimentar hidroponia como a que viu na internet, ou aplicar uma técnica de treinamento especial como a poda topping ou super cropping, cultivando em casa, terá a oportunidade de testar todas!
Por outro lado, também pode experimentar diferentes partes da planta. Cultivar uma planta inteira, não apenas pelas flores, fornece muito material vegetal extra para consumir. As folhas de açúcar, por exemplo, são carregadas com tricomas e podem ser usadas para fazer um pouco de haxixe ou comestíveis. As demais folhas, que têm menos canabinoides, podem ser usadas para fazer sucos muito saudáveis ou saladas. Então, é claro, se tiver tempo e energia, poderá usar sementes regulares para cultivar suas próprias variedades de maconha. Em outras palavras, cultivar maconha permite que seja criativo durante todo o processo.
ECONOMIZE DINHEIRO
Se você fuma regularmente, para fins recreativos ou medicinais (vale lembrar que todo uso é terapêutico), cultivar sua própria maconha significa, em última análise, economizar muito dinheiro. Inclusive uma ou duas colheitas podem devolver o investimento inicial em material e energia. Sem mencionar que terá uma ótima colheita sem ter que pegar uma erva de procedência duvidosa na rua.
Obviamente, tudo dependerá da quantidade que consome em média, mas mesmo cultivando uma ou duas plantas a cada vez pode fornecer um fluxo constante de erva que reduzirá significativamente o que costuma gastar com maconha. Cultivar sua própria cannabis também significa que gradualmente se conscientizará dos custos envolvidos no processo, como energia, água, etc. Na maioria dos casos, isso o tornará mais cuidadoso em seus hábitos de consumo, uma vez que entende o esforço necessário.
É DIVERTIDO!
Esta pode ser a razão mais importante de todas. O cultivo lhe dá o gosto de fazer algo novo e traz grande satisfação, além de começar a ver as dificuldades como oportunidades para melhorar. De muitas maneiras, cultivar cannabis é como cultivar qualquer outra planta: pode ser uma forma de passar o seu tempo livre de uma maneira agradável e relaxante. Ao longo do caminho, aprenderá muitas coisas diferentes, desde a criação de um sistema completo de cultivo até um pouco de carpintaria e algumas habilidades hidráulicas e elétricas.
A coisa boa desse hobby é que pode começar com pouco, só precisa de boas sementes e bom solo. Somente se perceber que sua paixão pelo cultivo aumenta com o tempo, obtenha um bom kit de ferramentas. Além disso, o cultivo de maconha é bom para sua saúde: é uma terapia meditativa e ativa que faz bem ao corpo e à mente, especialmente se fizer ao ar livre. Sem mencionar que pode praticar esse hobby quase em qualquer idade e em praticamente qualquer condição.
É MAIS FÁCIL E DISCRETO DO QUE PENSA
Não é por acaso que a maconha também é conhecida como “erva daninha”: essa espécie de planta é realmente mais fácil de cultivar do que pensa. É bastante forte e resistente e pode suportar até mudanças bruscas nas condições meteorológicas sem jogar a toalha. Obviamente, as coisas variam muito de uma variedade para outra. Por exemplo, cultivar a North Thunderfuck é completamente diferente de ter que cuidar de uma Amnesia Haze. Portanto, faça uma pesquisa antes de comprar uma semente específica e verifique se a variedade desejada é adequada ao clima em que vive e quanto tempo e energia está disposto a dedicar.
Como sempre, é melhor começar com pouco e ir aumentando com o tempo e experiências, visando mais e mais a cada vez. Outro aspecto a ter em mente é que, embora a maconha seja uma planta forte e resistente, o resultado final varia muito, dependendo de quão bom pai/mãe você é. Se quiser que sua planta de cannabis sobreviva ao ciclo de crescimento, mas também deseja que ela se desenvolva da melhor forma possível e produza muitas flores resinadas e incríveis, vai depender do seu cuidado.
CONEXÃO COM A NATUREZA
Cuidar de sua própria erva significa ter a oportunidade de observar um processo de maturação bonito, mas lento. Se dedicar o tempo necessário para observar atentamente a planta em cada fase do crescimento, aprenderá a ver como ela se desenvolve e a saber o que precisa em cada fase.
Mas observar é apenas um elemento do processo de aprendizagem. Deve responder ao estágio de comportamento e crescimento da sua planta, o que às vezes significa não fazer nada. Outras vezes, significa ter confiança para agir contra ameaças como deficiências de nutrientes e doenças. Em geral, quando cultiva, investe muito no ciclo de vida da sua planta. Ao experimentar o produto final, saberá que esses buds também têm um pedaço seu. É hora de se orgulhar do que criou!
E ISSO É APENAS O COMEÇO
Como há tanta informação disponível hoje, pode estudar muitos aspectos diferentes do cultivo de cannabis, seguindo seus interesses e curiosidade. Desde a fisiologia e taxonomia das plantas até o treinamento e a hidroponia, tem muitos assuntos para estudar antes de ficar sem repertório.
Mesmo se não quiser estudar seriamente, aprenderá muito apenas fazendo. Ao escolher diferentes tipos de maconha ou alterar as condições ambientais do seu cultivo, verá que essa fascinante espécie de planta se comporta de maneira diferente. Tente acompanhar o que descobre e observa anotando em um caderno, como o diário de um jardineiro, e documente o processo tirando algumas fotos também. Ter acesso a tudo isso posteriormente não será apenas satisfatório, mas será muito útil para todo o processo de aprendizado.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | dez 28, 2019 | Culinária, Cultivo, Saúde
O cineol é um terpeno aromático presente em diversas variedades de cannabis, ao qual traz alguns aromas maravilhosos. Esta substância foi estudada em profundidade e demonstrou oferecer propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias e antibacterianas.
Quase todos os consumidores de maconha estão cientes dos diferentes canabinoides presentes na planta e como eles agem produzindo diferentes efeitos e propriedades medicinais. Mas e se dissermos que a maconha vai além dos canabinoides? Existem outras famílias moleculares que contribuem para a diversidade de experiências produzidas por cada variedade.
Entre os principais elementos da maconha estão os terpenos, compostos aromáticos voláteis presentes em todo o reino vegetal. Os terpenos são responsáveis pelos cheiros e aromas impressionantes que as flores emitem. O conteúdo dos terpenos pode variar muito entre as variedades, de modo que diferentes linhagens oferecem experiências sensoriais totalmente diferentes.
Variedades com aroma de manga contêm mais mirceno, enquanto aromas cítricos são mais ricos em limoneno. Esses compostos não apenas têm um bom cheiro, mas também podem alterar os efeitos psicoativos e medicinais dos canabinoides através do efeito comitiva.
Outro terpeno frequentemente encontrado na maconha é o cineol, também chamado eucaliptol. Este terpeno é responsável pelos aromas agradáveis e refrescantes que emanam do eucalipto, hortelã, alecrim, melaleuca, artemisia, louro, manjericão, sálvia e certas variedades de maconha. Este composto orgânico foi identificado em 1870 por François Stanislas Cloez.
Seu aroma poderoso e refrescante, mas ainda picante, tem sido usado em diferentes indústrias e geralmente são encontrados em produtos cosméticos, loções, misturas de óleos essenciais e bálsamos. Além do seu perfil aromático, o eucaliptol foi estudado minuciosamente e demonstrou oferecer várias aplicações potenciais no campo da medicina.
A ciência demonstrou que o cineol é eficaz em vários problemas de saúde e, portanto, variedades com alto conteúdo desse terpeno podem ajudar os pacientes que sofrem desses problemas.
DOENÇA DE ALZHEIMER
O cineol pode ter um efeito positivo na doença de Alzheimer, devido ao seu potencial de estimular a memória e o aprendizado. Os terpenos são tão pequenos que podem atravessar facilmente a barreira hematoencefálica, o que significa que podem ter efeitos diretos no cérebro.
Alguns estudos administraram o cineol durante os testes de memória, para ver quais efeitos poderia catalisar. Em 2012, foi realizado um estudo com 22 participantes para analisar o efeito do cineol na memória e no humor. Os participantes selecionados foram expostos ao óleo essencial de alecrim, que contém cineol. Enquanto os participantes receberam tarefas matemáticas, a sala onde eles realizaram o teste foi aromatizada com óleo de alecrim em quantidades variadas.
Foi observada uma correlação positiva entre o número de respostas corretas e os níveis mais altos de cineol no sangue. Portanto, esse terpeno poderia contribuir para a melhoria cognitiva e possivelmente aliviar alguns dos sintomas experimentados durante o aparecimento da doença de Alzheimer.
O cineol também pode ajudar com outro aspecto da doença de Alzheimer. Durante esta doença, as proteínas beta-amiloides começam a acumular-se no cérebro, formando placas, bloqueando assim os sinais entre as células sinapse. Essas proteínas também podem causar inflamação. Foi apontado que o cineol pode reduzir a inflamação causada pelas placas beta-amiloides.
ANTIBACTERIANO
As pesquisas sobre o cineol têm demonstrado que esta molécula é eficaz contra certas variedades de bactérias, incluindo Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Serratia marcescens e Staphylococcus aureus, mostrando o seu potencial antibacteriano.
A staphylococcus aureus é um tipo de bactéria resistente a certos medicamentos antibióticos convencionais. Esta bactéria está associada a vários problemas de saúde, como impetigo, abscessos na pele, infecções de feridas e foliculite. O potencial antibacteriano do cineol pode significar que um dia será usado como uma forma de medicamento para combater e prevenir essas infecções no organismo.
ANTIOXIDANTE
Os compostos antioxidantes tornaram-se muito populares no setor de saúde e bem-estar. Os antioxidantes agem para neutralizar os radicais livres no corpo, impedindo-os de causar danos no DNA por oxidação.
Existe uma teoria que sugere que um aumento no consumo de antioxidantes poderia proteger contra o desenvolvimento de câncer. Os antioxidantes também estão associados ao abrandamento do processo de envelhecimento e à prevenção de doenças cardíacas e derrames.
Está provado que o cineol atua como antioxidante e, portanto, pode trazer esses benefícios. Um estudo de 2011 publicado na revista “Toxicology and Industrial Health” administrou cineol em ratos, que foram expostos a um poluente ambiental persistente. Os pesquisadores concluíram que esse terpeno apresentou atividade antioxidante e eliminou o estresse oxidativo em ratos, de maneira variável de acordo com o tempo de exposição.
ANTICANCERÍGENO
Possivelmente, um dos aspectos mais profundos do cineol é a ação anticancerígena desta molécula. Um artigo de 2002 publicado no “Oncology Reports” detalha um estudo em que o cineol foi administrado às cadeias celulares de leucemia humana. Os pesquisadores descobriram que o cineol suprimiu o crescimento de linhas celulares leucêmicas ao induzir apoptose.
A apoptose é descrita como a morte celular programada e é necessária em nosso organismo para manter a renovação celular normal, bem como para o bom funcionamento do sistema imunológico. Se ocorrer muita apoptose, ou muito pouco, poderá causar vários problemas de saúde, incluindo muitos tipos de câncer, resultantes da mutação celular. A capacidade do cineol de suprimir o crescimento de linhas celulares de câncer e induzir a apoptose fornece um potencial terapêutico futuro em tratamentos contra o câncer.
ASMA
O cineol também pode produzir um efeito terapêutico eficaz no caso da asma. A asma é uma doença inflamatória comum, que afeta as vias aéreas dos pulmões. Os sintomas incluem tosse, pressão no peito, falta de ar e chiado no peito. A asma pode ser ativada por alérgenos, irritantes, exercícios e infecções respiratórias.
Um relatório publicado em 2012 no “Journal of Asthma” mostrou que o cineol pode causar uma melhoria na função pulmonar e na saúde, e pode reduzir a dispneia em pacientes asmáticos.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | dez 26, 2019 | Cultivo
Controle biológico é um método agrícola de controle de pragas para tratar insetos, fungos, doenças e até ervas daninhas. Difere do controle natural, pois o biológico é induzido enquanto o natural ocorre esporadicamente. Um exemplo claro seria uma joaninha que encontramos em nossas plantas ao ar livre, alimentando-se de pulgões, ou joaninhas jovens que introduzimos em uma estufa para controlar uma praga de pulgão.
As grandes vantagens do controle biológico no cultivo de cannabis são diversas. Por um lado, não há impacto ambiental. Por outro lado, e quando se trata de cultivos relativamente grandes, o custo/benefício é alto. E também vale notar que não há pragas, fungos ou doenças que encontrem resistência ao seu uso. Mas, por outro lado, seus inimigos naturais são muito seletivos e raramente combatem mais de um ou dois. Isso levará a um conhecimento mínimo para identificar a praga e usar o inimigo conveniente em alguns casos, ou possuir amplo conhecimento em outros.
Embora ao falar sobre controle biológico imediatamente as pessoas pensem em predadores, também inclui outros métodos, como aqueles em que as plantas são usadas para repelir pragas ou outras plantas, óleos essenciais e/ou feromônios vegetais contra fungos e pragas, bactérias como o Bacillus thuringiensis amplamente usado para combater lagartas, fungos, como algumas variedades de tricoderma, vírus, etc. No post de hoje vamos nos dedicar aos predadores mais comuns que podem ser encontrados em lojas especializadas e também comuns contra pragas com as quais lidaremos normalmente.
CONTRA AS PRAGAS
A joaninha (foto) é o mais famoso dos predadores contra pragas, e especialmente contra o pulgão. Ela os devora sem compaixão, tanto adultos quanto seus ovos. As joaninhas adultas são complicadas de permanecer em um cultivo, pois uma vez saciadas saem voando para outro lugar. O mais interessante são suas larvas, capazes de comer até 100 pulgões por dia e permanecerão na planta até que se tornem adultos e sigam seu caminho. Também comem cochonilhas e, às vezes, aranha vermelha.

Phytoseiulus Persimilis é um ácaro que se alimenta de aranha vermelha. Parece muito semelhante a mesma, além de ter um tamanho mais ou menos semelhante. Em um dia, podem devorar cerca de 20 ovos ou larvas, 10 protoninfas ou 5 adultos de aranha vermelha. Sendo mais rápido do que podem se reproduzir, uma grande praga pode desaparecer em poucos dias.

Stratiolaelaps scimitus é um ácaro predador de vários organismos do solo, nativo dos Estados Unidos. Habita o solo e inicialmente se desenvolveu comercialmente para o controle de moscas sciaridae (mosca do substrato). Mais tarde, porém, verificou-se que também mostra bom comportamento em apoio aos predadores Amblyseius cucumeris e Orius laevigatus no controle de outros insetos, como tripes.

Amblyseius californicus é outro ácaro que se alimenta da aranha vermelha, menor que o Phytoseiulus Persimili. Também não são tão vorazes. Embora a seu favor tenham tolerância em uma ampla faixa de temperaturas, baixa umidade e, o mais importante, seu ciclo reprodutivo é mais curto. Em pouco tempo, esses ácaros superam a aranha vermelha. Também é eficaz contra micro ácaros.

Steinernema feltiae são larvas de nematoides quase imperceptíveis ao olho humano. São usadas como controle biológico para combater as larvas de moscas sciaridae (mosca do substrato) e as pupas de tripes. Quando aplicados no substrato ou nas folhas, os nematoides procuram sua presa e penetram na mesma. Alimentam-se de seu conteúdo, enquanto secretam bactérias do trato digestivo que transformam os tecidos da presa em produtos que os nematoides podem assimilar com facilidade.

A crisopa é um inseto voador com grandes asas transparentes e inofensivo contra as pragas. Em vez disso, suas larvas têm um grande apetite. São capazes de comer cada um até 50 pulgões por dia. Também é eficaz contra tripes, aranha vermelha, mosca branca, cochonilha e até pequenas lagartas. Os ovos de crisopa são muito característicos, já que os adultos não colocam nas folhas, mas deixam em suspensão por meio de um longo filamento.

Orius laevigatus ou também chamado de “bug pirata” é eficaz contra pragas de tripes. Suas ninfas se alimentam quase exclusivamente de larvas de tripes, mas os adultos comem tripes adultos, suas larvas e também seus ovos. Também são eficazes contra outras pragas, como pulgão, mosca branca, aranha vermelha e minadoras. O curioso sobre esse predador é que também se alimenta de pólen de plantas de jardim, por isso podem ser vistos em colônias se não tiverem presas. Também não apenas mata pragas para se alimentar, mas por puro instinto assassino.
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por DaBoa Brasil | dez 12, 2019 | Cultivo, Curiosidades
Se você gosta de conhecer a cultura canábica, é bem provável que tenha encontrado variedades do tipo “Kush”. Mas o que exatamente isso significa?
Existe uma maneira científica de classificar a cannabis e outra mais “vulgar”. Na científica, temos cannabis sativa, indica ou híbrida. Essa classificação responde à morfologia da planta ou aos efeitos que ela produz. No vernáculo, ou popular, encontramos outras três: Kush, Haze e Purple. Essa diferença é menos precisa e tem a ver com a origem, sabor ou cheiro de uma variedade.
O Kush é originário da cannabis que cresce nas montanhas Kush, localizadas entre o Paquistão e o Afeganistão. Quando se diz que uma planta é “Kush”, ela deve ter algumas destas propriedades:
Folhas e caules de cor verde escuro com um toque púrpura. Os pistilos são geralmente alaranjados (bronze ou ferrugem). Os buds geralmente são densos e arrochados e provêm de plantas grossas.
A questão do aroma não é tão clara, porque a variedade é ampla, desde o cheiro de terra ao incenso, passando pelo cheiro de flores mais convencionais ou de pinheiro. Seu nariz deve estar muito bem treinado para conseguir diferenciar.
O sabor é geralmente terroso e cítrico. Seus efeitos geralmente são sedativos. Uma das variedades mais conhecidas (e menos provável que quando adquire uma seja realmente ela) é a OG Kush.
O grande problema de uma diferenciação baseada no conhecimento popular é que é difícil saber se um kush é realmente Kush: o cruzamento genético entre plantas que ocorre constantemente causa aromas, sabores ou efeitos muito diferentes se apenas olharmos para as aparências.
Algumas das plantas “Kush” mais populares, além da OG Kush, são: Bubba Kush, Purple Kush, Skywalker OG e Master Kush.
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Fonte: Leafly/Cáñamo
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