Dicas de cultivo: 7 mitos sobre o cultivo da maconha

Dicas de cultivo: 7 mitos sobre o cultivo da maconha

Existem muitos rumores sobre o cultivo de maconha. Você está pensando em começar o seu cultivo? Nesse post, desmentiremos 7 mitos comuns para ajudá-lo a entender o que é cultivar maconha de qualidade.

#1 – CULTIVAR MACONHA É CARO

Cultivar maconha pode ser caro. Mas não precisa.

É verdade que muitos cultivadores gostam de ter muito controle sobre o crescimento de suas plantas. Para isso, investem em materiais profissionais, como lâmpadas, exaustores, ventiladores, fertilizantes, sistemas automatizados de irrigação/iluminação, etc. Mas, para cultivar maconha, você não precisa de tudo isso.

Ao ar livre, tudo que você precisa para obter uma erva de qualidade é um lugar ensolarado, um vaso com bom solo, um pouco de adubo e paciência. Dentro de casa você terá que investir em uma lâmpada de cultivo decente, mas existem muitas opções acessíveis. Se for possível fazê-lo no outdoor, você pode cultivar algumas plantas por menos de R$ 50, ou até mesmo sem nenhum custo. No indoor, você pode criar um espaço simples de cultivo de custo reduzido também.

#2 – CULTIVAR MACONHA É DIFÍCIL

Assim como o cultivo de maconha pode ser caro, também pode ser complicado. Mas não precisa ser assim.

Novamente, se você quer ser muito detalhista e controlar todos os aspectos do crescimento de suas plantas, você terá que ler e estudar muito. Você deve pesquisar aspectos como LST e HST, macronutrientes e micronutrientes, etc… para entender suas plantas e saber como manipulá-las para produzir as melhores flores possíveis.

Mas cultivar a erva também pode ser muito simples. Mesmo assim, é aconselhável ler alguns dados básicos para entender melhor os aspectos fundamentais da planta, mas não precisa ser um especialista em jardinagem para cultivar maconha. De fato, muitos iniciantes começam simplesmente colocando sementes no solo. Uma vez que a fase de plântula termina, lidar com uma planta de cannabis pode ser tão simples quanto regar, alimentar e fazer uma leve poda.

Para obter as informações que você precisa para cultivar, confira os artigos sobre cultivo em nosso blog.

#3 – QUANTO MAIS FERTILIZANTE, MELHOR!

Muitos cultivadores novatos cometem o erro de encher suas plantas com fertilizantes, e não percebem que estão prejudicando-as até que seja tarde demais.

A maconha precisa de três macronutrientes essenciais para sobreviver: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Os fertilizantes vendidos em lojas de cultivo carregam diferentes concentrações de nutrientes, dependendo do estágio vegetativo ou do florescimento. Estes fertilizantes fornecem nutrientes diretamente às raízes das plantas, para que os absorvam rapidamente. Se você não for cuidadoso, você pode acabar superalimentando suas plantas e causar queimaduras por excesso de fertilização. Isso irá estressá-las, retardar seu crescimento e acabar matando-as se não for resolvido a tempo.

Para os iniciantes, pode ser uma boa ideia usar fertilizantes orgânicos, como guano de morcego. Esses tipos de fertilizantes contêm todos os nutrientes de que as plantas de maconha precisam, mas os liberam mais gradualmente, reduzindo o risco de queimaduras por nutrientes.

Uma alternativa é cultivar em um solo enriquecido com adubo, húmus de minhoca e outros nutrientes orgânicos.

#4 – REGAR AS PLANTAS COM SUCO REFORÇAM SEU SABOR

Sim, esse mito é muito popular. Infelizmente, produzir buds aromáticos não é tão simples quanto regar suas plantas com suco de frutas.

A maconha recebe seu aroma característico de compostos conhecidos como terpenos. Estes terpenos compõem os óleos essenciais da planta, e são encontrados em grandes concentrações nos tricomas que cobrem os buds, as folhas e, em menor escala, os caules das plantas femininas. Alguns dos terpenos da cannabis são o mirceno, o linalol, o limoneno, o pineno e o cariofileno.

Alguns nutrientes são projetados para que as plantas produzam mais resina e um perfil terpenoide complexo. De forma alternativa, você pode alimentar suas plantas com pequenas quantidades de melaço nas últimas semanas de floração. Usar fertilizantes de forma restrita e expor suas plantas a longos períodos de escuridão durante os últimos dias de floração também ajuda a aumentar a produção de tricomas antes da colheita. Mas, infelizmente, regar com suco de frutas não tem efeito.

#5 – A MACONHA PRECISA DE GRANDES VASOS E MUITO ESPAÇO

As plantas de maconha podem crescer muito, e geralmente é aconselhável usar vasos de pelo menos 20 litros para obter colheitas decentes. Mas isso não significa que é impossível cultivá-las em pequenos vasos.

A cannabis pode crescer em vasos de 7 litros. Tenha em mente que suas plantas produzirão colheitas menos abundantes, mas ainda assim você pode obter uma boa quantidade de flores. Você também pode usar várias técnicas de poda e treinamento para controlar e minimizar o crescimento de suas plantas em pequenos vasos.

#6 – A QUALIDADE DA ERVA DEPENDE APENAS DAS SUAS HABILIDADES DE CULTIVO

Esse mito é parcialmente verdadeiro. Naturalmente, suas habilidades como cultivador influenciarão muito a qualidade do cultivo, mas os genes que você cultiva são igualmente importantes.

Existem inúmeras variedades de cannabis, cada uma com suas próprias características. Se você está pensando em cultivar maconha, independentemente de suas habilidades, é importante investir em sementes de qualidade a partir de um banco de sementes profissional. É uma boa maneira de se certificar de que terá um bud de qualidade. Porém, as sementes encontradas na erva que vem do mercado ilegal também pode ser cultivada e é uma excelente alternativa para quem não tem condições de fazer um investimento maior logo de início.

#7 – A HIDROPONIA É A MELHOR FORMA DE CULTIVAR MACONHA

A hidroponia é um tipo de cultivo no qual as plantas de cannabis são colocadas num ambiente inerte (tal como a perlita) e recebe todos os nutrientes por um sistema de alimentação por água. Pode ser usada para cultivar todos os tipos de plantas, e é muito popular entre os cultivadores de cannabis. A hidroponia não é apenas uma técnica muito avançada, mas também pode ser muito cara. E, embora consiga uma maconha excelente, não é adequada para iniciantes.

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Pesquisa: Royal Queen
Adaptação: DaBoa Brasil

Dicas de cultivo: o que fazer com plantas de maconha macho?

Dicas de cultivo: o que fazer com plantas de maconha macho?

Quando são cultivadas sementes de cannabis regulares é comum encontrar um macho. A reação lógica é cortá-lo imediatamente, mesmo que seja a única planta que temos. O pólen de uma planta de cannabis masculina pode viajar vários milhares de quilômetros com condições favoráveis, polinizando qualquer planta de cannabis fêmea em seu caminho. O resultado é que muitos possíveis cultivadores sofrem pela ignorância de uma única pessoa.

Quando detectamos uma planta macho, temos outra opção que é fazer uma polinização controlada em algum bud de uma planta fêmea e obter algumas sementes para a próxima temporada. Se bem feita, não haverá risco e apenas as flores selecionadas serão polinizadas. Para isso, daremos algumas dicas com as quais nada ou praticamente nada falhará.

A primeira coisa logicamente, é que é preciso que algumas das plantas que estamos cultivando sejam masculinas. Diferenciar uma fêmea de um macho é muito simples e quanto mais cedo fizermos isso, mais segurança teremos no cultivo. Então, uma vez que o macho foi detectado com suas primeiras pré-flores, é quando se deve ter uma maior atenção. As flores dos machos vão mostrar sinais que vão dizer quando atingiram a maturidade.

No início, essas flores estaminadas são redondas e em forma apical. Primeiro aparecem nos nós, e depois nas apicais formando aglomerados. Desde que aparece a primeira flor masculina (estame) até atingir a maturidade, que é quando o pólen é aberto e liberado, vão passar vários dias. Normalmente, quando isso acontece, as plantas femininas já têm pequenos brotos que podem receber esse pólen e fecundar as futuras sementes.

Como temos vários dias à frente desde a detecção dessas primeiras flores até a maturidade, o que podemos fazer é focar a vigilância em um único ramo, de modo que possamos podar todos os outros e parar a produção de flores. Tenhamos em mente que uma única flor contém pólen suficiente para polinizar toda uma planta grande. Por outro lado, há a teoria de que um cultivo com plantas fêmea e macho, a fêmea produz mais e maiores cálices. Isso poderia acontecer em uma tentativa das fêmeas de receber o pólen dos machos presentes. Se traduz em buds maiores.

Quando vemos que as flores do macho estão inchadas, estará perto que comecem a se abrir. Este é o momento mais delicado e não podemos ter descuido. Como precaução, devemos remover a planta macho para um lugar um pouco mais afastado, mesmo dentro de casa. Se tivermos podado para preservar um único ramo, não será complicado. Outra opção é cortar o ramo com as flores prestes a abrir e colocá-lo em um copo de água. Desta forma, vai durar o suficiente até que as flores acabem de amadurecer e comecem a abrir.

Para coletar o pólen, você pode usar um saco zip lock, uma garrafa de vidro ou plástico… Qualquer recipiente onde possamos coletá-lo de maneira segura será válido. Com as flores já abertas, só precisa tocá-las para que o pólen dourado caia. Existem várias maneiras de realizar uma polinização controlada, sugerimos que use água mineral ou destilada e uma pequena seringa. No recipiente que contém o pólen, adicione água, misture bem e encha a seringa com ela.

Lave bem as mãos e até troque de roupa depois de manusear o pólen de um macho. É realmente muito fácil polinizar involuntariamente uma planta fêmea. Escolha um bud da planta que vai polinizar e identifique-o com uma etiqueta, fio ou barbante. Com um saco ou qualquer outro plástico, será bastante simples isolar esse broto de todos os outros. Alguns bons buds das áreas médias ou inferiores são os melhores, também pode flexionar o ramo para facilitar.

E finalmente e sempre com cuidado, pulverize-o com o conteúdo da seringa. Deve agitar para remover o excesso de água e pólen, sempre tendo muito cuidado para que esta água não caia sobre outros botões. O ideal é coletar tudo em um recipiente como um balde ou similar. Só teremos que esperar que as sementes amadureçam para poder colhê-las, geralmente quando a planta inteira é colhida, e guardá-las até a próxima estação.

Você também pode fecundar a planta fêmea de uma forma muito mais simples, utilize um pequeno pincel para passar o pólen com cuidado na área desejada e assim garanta seu próximo ciclo cultivando suas próprias sementes.

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Pesquisa: La Marihuana
Adaptação: DaBoa Brasil

Dicas de cultivo: o que é cannabis ruderalis?

Dicas de cultivo: o que é cannabis ruderalis?

Com certeza você sabe a diferença entre cannabis Indica e Sativa, correto? Mas o que é cannabis ruderalis?

A Cannabis Ruderalis é nativa da Rússia, bem como da Europa Central e Oriental. É uma planta bem menor que suas parentes indicas e sativas.

Naturalmente, a cannabis ruderalis produz alto CBD e baixo teor de THC. Embora a diferença entre sativa e indica tenha sido discutida há anos (existem realmente muitas diferenças a serem consideradas como variedades diferentes), a ruderalis é colocada em sua própria categoria.

Os cultivadores gostam da ruderalis não por causa de seu tamanho, que às vezes é um ponto contra, mas por causa de sua capacidade de serem auto-florescentes. Esta habilidade, em geral, você não encontrará naturalmente em sativas ou indica.

Quando se cruza uma ruderalis com uma sativa ou indica, esta última captura o melhor da primeira, sua capacidade de autofloração e crescimento rápido e, no entanto, mantém suas altas propriedades de THC (ao contrário da ruderalis). Por não depender dos ciclos de luz, estas plantas podem ser cultivadas em qualquer época do ano.

A coisa ruim sobre a ruderalis é que se você quer uma colheita grande e bonita, com muitas flores, esta não é a sua planta. Se estiver procurando um cultivo de perfil baixo que passa despercebido aos olhos dos curiosos, bem, talvez então você deva pensar sobre este tipo de semente para o seu jardim.

Fonte: Revista Cáñamo

Dicas de cultivo: as chaves para o sucesso de um cultivo em Main-Lining

Dicas de cultivo: as chaves para o sucesso de um cultivo em Main-Lining

Nosso post hoje será dedicado ao cultivo em Main-Lining, uma técnica talvez muito menos conhecida em comparação com o SOG ou SCROG, mas que pouco a pouco está deixando sua marca graças aos seus impressionantes resultados. Seu criador, conhecido como Nugbuckets, diz que tudo o que ele fez foi denominar uma técnica usada há muitos anos no cultivo de árvores frutíferas ou arbustos decorativos. Como todas as técnicas, tem suas vantagens e desvantagens, além de alguns truques que facilitam muito o sucesso.

TUDO GIRA EM TORNO DE UM EIXO

Um Main Lining pode ser definido como um SCROG sem malha. E todo o trabalho de guias será feito com base na poda e orientação. Pode ser feito tanto de clones como de sementes, embora, devido à simetria das plantas nascidas em sementes, seja mais fácil com elas. Com clones, embora também seja simples, ter seus nós assimétricos requer mais trabalho.

E é essa simetria a coisa mais importante para fazer um Main-Lining. Assim, quando a nossa planta tem um tamanho mínimo de cerca de 5 ou 6 nós, a primeira poda apical é realizada na terceira contagem de nós a partir de baixo, que será o eixo principal. A partir desse momento, conseguiremos que a energia seja transmitida igualmente por cada um dos dois primeiros brotos que obteremos.

O primeiro e o segundo nó devem ser podados para evitar que a planta perca energia residual e se concentre no desenvolvimento do par de ramos do terceiro nó, que se desenvolverá na mesma velocidade. Devemos deixá-los crescer até atingirem uma altura de 5 ou 6 nós cada. Para melhorar o seu desenvolvimento, vamos limpar os dois nós inferiores de folhas e brotos, para realizar uma poda apical em cada ramo sobre o terceiro nó.

De dois ramos, nos mudamos para quatro ramos. Com a ajuda de alguns fios, devemos guiar os dois ramos principais de tal forma que eles estejam na mesma altura do nosso eixo central que criamos na primeira poda. É importante durante o guiado conservar a simetria, isto é que nenhum dos galhos esteja em altura diferente, já que isso poderia afetar um crescimento maior ou menor de alguns.

REPETINDO A ROTINA

Então, deve-se de repetir a mesma operação uma ou duas vezes mais. Deixamos cada um dos 4 ramos ganhar altura, e podamos no terceiro nó, guiando cada uma ao lado com fios e os colocando na mesma altura do eixo. Onde antes tínhamos 4 apicais, agora teremos 8. Se repetirmos novamente, teremos 16 apicais, embora os melhores e mais produtivos sejam 8.

Finalmente, vamos deixar que cada uma dessas 8 apicais se desenvolvam para o alto. Se fizermos tudo corretamente, todas crescerão nas mesmas proporções. E na fase de floração teremos 8 excelentes top buds quase idênticos. Vale lembrar que para esta técnica as melhores variedades são sativa e híbridas indica/sativa por seu maior crescimento e facilidade de ramificação.

Fonte: La Marihuana

Dicas de cultivo: as chaves para o sucesso de um cultivo em SOG

Dicas de cultivo: as chaves para o sucesso de um cultivo em SOG

Entre todas as técnicas de cultivo, uma das mais usadas no indoor é o SOG. As vantagens são muitas, embora também tenha suas desvantagens. Vamos analisar em nosso post de hoje. Começamos a falar sobre o SOG, acrônimo para Sea of Green, ou “mar verde”. Consiste em florescer pequenos clones em pequenos vasos. E cada um deles nos oferecerá uma grande apical. Como qualquer tipo de iluminação no indoor tem poder de penetração limitado, são desconsiderados caules longos e ramos pouco produtivos em troca de muitas apicais onde a luz tem um alcance ótimo.

Para cultivar em SOG, é necessária uma grande quantidade de mudas, então a solução envolve ter uma, duas ou várias mães que nos fornecem as reservas que precisaremos a cada dois meses. Isso obriga a ter um segundo espaço de cultivo dedicado à manutenção de plantas mãe, que poderia ser o mesmo que para a manutenção das estacas. Se por motivos de espaço não for possível, teríamos que ter uma terceira área exclusivamente dedicada ao enraizamento de estacas e seu crescimento inicial.

Vantagens do cultivo de SOG

Falamos em cerca de dois meses para dizer o período médio de floração. As vantagens de cultivar em SOG são que, se planejarmos bem, cada cultivo durará o tempo de floração da variedade. Por essa razão, o interessante é ter uma nova leva de clones prontos de uns 20 a 30 cm, para passar para a floração assim que as outras forem colhidas. Desta forma, é possível fazer até 6 colheitas por ano, algo impensável com qualquer outra técnica de cultivo.

Quando se cultiva em SOG, é sempre aconselhável conhecer a variedade que vamos cultivar. E especialmente o alongamento típico que ocorre na fase de pré-floração ou desde que o fotoperíodo seja alterado para 12/12 e começam a florescer. Durante este curto período de tempo, que dura cerca de 10 dias, algumas genéticas pode multiplicar 4 ou 5 vezes em tamanho. Um clone de 20 cm de um híbrido de sativa, ou apenas sativa, pode facilmente ultrapassar os 80 cm, por isso não seria uma variedade muito apropriada para o SOG.

Crescimento colunar

Acima de tudo, o interessante são ​​ variedades de crescimento colunar e que tendem a concentrar a produção em sua apical. As indicas, híbridos indica e indica/sativa são por facilidade e comportamento as variedades que mostram melhor resultado quando cultivadas em SOG. Outro detalhe a ter em mente é que preferimos usar a mesma variedade e o mesmo fenótipo para evitar que algumas plantas cresçam mais que outras. O que se pretende sempre é que todas as apicais estejam na mesma altura, referindo-se ao seu nome de mar verde, onde as cristas das ondas seriam as apicais de um mar calmo.

Se diferentes variedades forem escolhidas, deve-se ter cuidado para mostrarem um comportamento similar, incluindo o mesmo período de floração. Por exemplo, duas variedades que combinam bem em um SOG são Black Domina e Hash Plant. Ou Critical e White Widow. Se alguma delas for maior, vamos colocá-la nos lados da tenda. Mas como dizemos já que o melhor é apostar em uma única variedade, é apostar em uma variedade que já cultivamos e é do nosso agrado.

Quanto aos vasos, quanto mais plantas consigamos colocar no espaço de cultivo, melhor. Então, podem ser de 1 litro, melhor que 3 litros. Muito maior seria desnecessário, tenha em mente que as raízes não crescerão muito, uma vez que são pequenos clones quase que recém-enraizados passados ​​à floração. A desvantagem de, por exemplo, cultivar 100 clones em potes de 1 litro em um espaço de 100x100cm, chega na hora de regar. Por isso, é interessante ou um sistema de irrigação automático, ou uma bandeja de irrigação por absorção.

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Pesquisa: La Marihuana

A importância dos flavonoides na maconha

A importância dos flavonoides na maconha

Quase todo mundo sabe sobre os canabinoides, terpenos e terpenoides que a maconha tem, mas a planta tem outros compostos orgânicos que sabemos menos e que os pesquisadores da maconha trabalham em todo o mundo: os flavonoides.

Os flavonoides são importantes porque demonstraram ter efeitos benéficos, tais como: atividade anti-inflamatória, antioxidante, antifúngica, antibacteriana, anticancerígena e antialérgica.

Durante muitos anos a grande maioria das propriedades medicinais da cannabis foi atribuída ao THC. Atualmente e após múltiplas investigações, a importância dos benefícios medicinais é atribuída aos canabinoides em geral e ao chamado “efeito entourage ou comitiva” da cannabis.

Além dos mais de 100 canabinoides que a cannabis possui, também tem muitos outros compostos orgânicos, como os “terpenos“, responsáveis ​​por aromas e sabores. Agora conhecemos outro grupo de compostos presentes na planta que também afetam o paladar, o cheiro, a cor e, têm vários benefícios para a saúde, os flavonoides.

Quase 6.000 flavonoides foram identificados na natureza

Os flavonoides são um grupo de compostos sintetizados por diferentes plantas e a cada ano são descobertos mais. Como os terpenos, os flavonoides também são considerados “metabólitos secundários” e são compostos polifenólicos de plantas que são parte integral das funções naturais da vida orgânica, incluindo a atração de insetos polinizadores e a manutenção do crescimento das células. A planta não precisa deles de forma vital, mas cobrem uma ampla gama de funções importantes. Seu nome flavonoide vem do latim “Flavus” e também pode aparecer como pigmentos azulados e roxos que ajudam a planta a absorver certos comprimentos de onda de luz e permitindo reagir no fotoperíodo. Alguns flavonoides contribuem para que os raios UV não danifiquem a planta.

Existem mais de 5.000 flavonoides que a ciência reconheceu em uma grande variedade de plantas, incluindo várias comestíveis, como vegetais, frutas e ervas. Estes compostos orgânicos estão presentes em praticamente todas as plantas e na cannabis existem alguns exclusivos, como a canflavina A e B, a apigenina e a vitexina, entre outros.

Cada variedade de cannabis é única e tem seu próprio sabor; E parte disso é devido à prevalência de flavonoides na planta. Os flavonoides não afetam apenas o sabor, mas também a aparência e o aroma. Assim como o CBD afeta o equilíbrio do THC, os flavonoides também interagem com vários receptores no corpo, dando aromas e sabores únicos. Estima-se que à medida que avancem as pesquisas sobre a maconha, serão descobertos muitos flavonoides que ainda sequer foram identificados.

Moldando a beleza e seus aromas

A concentração total de flavonoides nas folhas e na inflorescência da cannabis pode atingir até 2,5% do seu peso seco e estes compostos não são encontrados nas raízes nem nas sementes da planta.

“Há um flavonoide, por exemplo, que dá à planta a cor púrpura, mas geralmente os flavonoides são mais associados ao paladar e ao olfato”, disse Reggie Guadino, vice-presidente da Steep Hill Laboratories, uma empresa estadunidense dedicada à pesquisa e análise da cannabis.

“O importante sobre os flavonoides é que muitos deles têm alguma função curativa, sim, uma cura, além de ser um escudo”, diz Gaudino. “Sabe-se que muitos flavonoides são antifúngicos ou antibacterianos, por isso ajudam a planta em seu ciclo de vida e, se consumidos pelos seres humanos, também podem servir como um antibiótico natural”.

Os flavonoides são proeminentes e com muitas virtudes

A pesquisa sobre flavonoides na cannabis está em estágios relativamente iniciais. No entanto, estima-se que nos próximos anos esse campo se desenvolva e que as variedades de cannabis também possam ser caracterizadas de acordo com o conteúdo de seus flavonoides, e não apenas pela composição de canabinoides ou terpenos.

De uma série de flavonoides que seriam encontrados na cannabis, estes seriam os mais importantes e aqueles que são atribuídos traços e influências únicas:

Vitexina e Isovitexina

Estes flavonoides são encontrados na natureza em plantas como maracujá e bagas. Descobriram ser eficaz no tratamento da artrite reumatoide e para suprimir tumores cancerígenos.

Apigenina

Na natureza, a apigenina pode ser encontrada em plantas como salsa, chá verde ou aipo. Pode ser eficaz na prevenção do desenvolvimento de tumores cancerígenos. Tem também propriedades anti-inflamatórias, ansiolíticas e é eficaz no tratamento de casos de “apoptose”, um processo gradual de morte celular.

Luteolina

A luteolina é encontrada em plantas como Ambrosia e Clover. Estudos identificaram como eficaz no tratamento de tumores cancerígenos e em casos de infecções.

Quercetina

A quercetina pode ser encontrada em plantas como repolho, mirtilo, tomate e brócolis. Tem propriedades anti-inflamatórias e é eficaz no tratamento de casos de hipertensão.

Kaempferol

Este flavonoide pode ser encontrado em plantas como tomates, uvas, peras, pepinos e outras. Pode ajudar pessoas que sofrem de diluição óssea (osteoporose) e pode inibir diferentes tipos de tumores cancerígenos

Silimarina

A maior concentração na natureza da silimarina nas plantas é provavelmente no tomilho, uma planta espinhosa que é considerada como tendo benefícios excepcionais para a saúde. Durante a Grécia antiga, a planta era conhecida por suas propriedades medicinais, especialmente para o tratamento de problemas no fígado. Atualmente, existem vários estudos que demonstram a eficácia da silimarina em casos de doença hepática (incluindo câncer). É um excelente antioxidante.

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Fonte: La Marihuana

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