por DaBoa Brasil | jun 26, 2020 | Curiosidades, Meio Ambiente, Redução de Danos
O plástico de cânhamo é um biocomposto fabricado a partir das fibras da planta. É natural, acessível e acredita-se que em poucas décadas substituirá as matérias-primas à base de petróleo. Tal é a sua qualidade, que atualmente competem com compostos de engenharia em algumas propriedades como rigidez e alta tolerância ao calor.
Este bioplástico é tão útil e durável que pode ser moldado e utilizado na construção de casas, componentes eletrônicos, contêineres, brinquedos, móveis, garrafas, bolsas, componentes automotivos, etc. No post de hoje, mostramos as 4 principais vantagens do plástico de cânhamo em comparação com o plástico convencional.
Compostável e reciclável
O ser humano tem um grande vício ao “ouro preto”. Contando apenas o plástico, cada pessoa consome entre 30 e 50 quilos de plástico por ano. E mais de 70% ainda acaba em aterros sanitários. Pense que todos os objetos de plástico que você comprou ao longo da sua vida ainda existem. E há mais de 70% de chance de não ter sido reciclado.
Por outro lado, o bioplástico de cânhamo tem uma meia-vida entre 3 e 6 meses, que é o tempo que leva para se decompor se terminar em um aterro sanitário. Além disso, no caso de reciclagem, isso pode ser feito indefinidamente. Com isso em mente, já existem algumas empresas que optam por usar esse tipo de bioplástico em vez do plástico convencional.
Forte e leve
Falamos sobre a facilidade do bioplástico de cânhamo em biodegradar mais facilmente. Mas somente se as condições apropriadas forem atendidas. A verdade é que é 5 vezes mais rígida e 2,5 vezes mais forte que o plástico convencional. Também possui grande resistência ao calor.
Em última análise, tudo isso o torna mais durável do que o plástico convencional. E quanto mais tempo um produto dura, economiza energia em longo prazo, não precisando ser produzido com a mesma frequência pelo fabricante.
Benéfico para o meio ambiente
Os plásticos convencionais são feitos de combustíveis fósseis. Durante sua produção, uma grande quantidade de dióxido de carbono é liberada, em grande parte responsável pelas mudanças climáticas. A produção de bioplástico de cânhamo, por outro lado, é mais ecológica. Sua fabricação não admite CO2, além disso, durante o cultivo das plantas, elas transformam CO2 em oxigênio.
Estima-se que, para cada tonelada de cânhamo produzida, mais de uma tonelada e meia de carbono seja removida do ar. Além disso, as plantas de cânhamo têm a particularidade de enriquecer o solo. Suas raízes profundas evitam a erosão, para que neste solo cultivado possam ser cultivadas várias vezes.
É melhor para a nossa saúde
O plástico de cânhamo não é tóxico e é retardador de chamas, à prova d’água e resistente a mofo quando encontrado em uma superfície como o solo. Entre seus usos, destaca-se como material isolante com menor pegada de carbono que o concreto.
Um estudo recente revelou que aproximadamente 93% dos norte-americanos com mais de 6 anos têm traços de bisfenol-A ou BPA em seus corpos. Este é um produto químico usado na fabricação de muitos plásticos, como garrafas e recipientes, e é prejudicial aos seres humanos. Causa efeitos no sistema reprodutor masculino e feminino, no metabolismo e no sistema cardiovascular, na tireoide, no intestino, no sistema imunológico e efeitos carcinogênicos, entre outros.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 25, 2020 | Curiosidades, Psicodélicos, Redução de Danos
Há pessoas que parece não serem afetadas pelos psicodélicos. Eles estão usando errado ou existe um componente genético que bloqueia os efeitos?
De fato, há vezes em que o psicodélico não causa efeito porque não está consumindo o suficiente. Você já tomou e precisa de mais. No caso dos psicodélicos dos cogumelos mágicos, as pessoas que entram no mundo da psiconáutica acreditam, por diferentes razões, que devem tomar doses muito baixas. Isso geralmente tem a consequência de que a pessoa que consome não sente nada. Psicodélicos são seguros, e não há potencial conhecido para uma overdose fatal. Usar sozinho pode lhe trazer problemas, mas de um tipo que não tem nada a ver com a saúde do seu corpo. Tenha cuidado, não estamos falando aqui de lamber sapos venenosos, mas da relativa tranquilidade dos cogumelos mágicos e da psilocibina.
Mas, talvez, você esteja tomando a quantidade correta, mas não sente nada. Isso também tem uma explicação. O antidepressivo SSRI em nosso corpo pode bloquear os efeitos de alguns psicodélicos. Os benzodiazepínicos também ajudam a bloquear os efeitos, dizem alguns médicos. Mas eles também podem tornar as viagens mais curtas ou menos intensas.
Você pode compartilhar a jornada, mas não a viagem. Cada um de nós navega nas correntes temporais da psicodelia com resultados diferentes. Mesmo que duas pessoas sejam “afetadas” igualmente, isso não significa que experimentem as mesmas sensações. Mas, enfim, essa é uma questão da fenomenologia da viagem psicodélica: duas pessoas que tomaram a mesma substância (por exemplo, a ayahuasca) descrevem viagens completamente diferentes. O que, geralmente, uma pessoa bêbada não vai dizer. Dois bêbados são muito parecidos entre si e na experiência de estar bêbado.
Alguns gurus da psicodelia afirmam ser capazes de bloquear os efeitos desses produtos. No entanto, médicos especialistas da área afirmam que isso é praticamente impossível.
Dito isto, se você não sentir a viagem, é melhor não aumentar a dose na mesma sessão apenas para ver se isso aumenta. As razões são variadas, mas uma delas é que a dose que você tomou pode permanecer inativa e se juntar à nova, levando-o a uma jornada interdimensional que, talvez, não seja o que você estava procurando. Parece que a imunidade não existe, é apenas uma questão de quantidade e bloqueadores naturais. Forçar a máquina pode fazer com que ela se quebre e precisamos retornar manualmente dos campos ou pastos.
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Referência de texto: Cáñamo
por DaBoa Brasil | jun 10, 2020 | Curiosidades, Meio Ambiente
A cannabis, como qualquer planta, vive em harmonia com seu ambiente natural. É assim que, antes de nós e de satisfazer nosso prazer, os insetos vivem em conexão com a santa planta.
E como acontece em todo ecossistema, cada integrante recebe uma função específica. A revista Muy Interesante relatou um estudo da Universidade de Cornell.
O estudo constatou que a planta Cannabis Sativa Linneu pode atrair até 16 espécies de abelhas. E quanto maiores as plantas, maior a diversidade de visitantes problemáticos.
Apesar de não ter néctar, as abelhas são atraídas pelas grandes quantidades de pólen produzido pela planta macho.
Além disso, a altura da planta está fortemente correlacionada à abundância de abelhas, pois, segundo o estudo, as plantas de cannabis com dois ou mais metros de altura podem atrair um número maior de abelhas do que as plantas menores.
No total, foram encontradas 16 variedades diferentes de abelhas que invadiram a colheita. Morfologicamente, o cânhamo pode ser mais alto que a maconha e pode ter até cinco metros de altura.
ALIMENTOS PARA AS ABELHAS
As abelhas são agentes polinizadores por excelência.
Através delas é realizada a crucial troca de pólen entre flores, possivelmente assim a reprodução de sementes e frutos necessários para a sobrevivência do planeta.
Infelizmente, devido ao aquecimento global, abuso de pesticidas e a crescente intensificação da agricultura; a população de abelhas diminuiu drasticamente nos últimos anos.
A boa notícia é que a cannabis pode ajudar a manter colônias inteiras vivas.
Mesmo em períodos de escassez de flores, o cannabis tem a capacidade de produzir pólen suficiente para nutrir diversas comunidades de abelhas.
Dessa forma, a cannabis, ou cânhamo, representa uma importante fonte de alimento para insetos e um apoio à polinização de cultivos.
“Com o aumento de seu cultivo, produtores, proprietários de terras e formuladores de políticas consideraram o valor do cânhamo para a comunidade de abelhas e levaram em conta sua atratividade ao desenvolver estratégias de controle de pragas”, recomendou o estudo Entomologia Ambiental.
Os caules de cânhamo são mais espessos e menos ocos, não têm tantos ramos quanto as plantas de maconha e são pouco floridos.
MEL E CANNABIS?
Os autores deixaram claro que, embora estejam relacionadas ao cânhamo, as abelhas não produzem mel rico em THC (tetrahidrocanabinol), um dos constituintes psicoativos encontrados nas plantas de cannabis.
Da mesma forma, a presença de THC no pólen do cânhamo provavelmente não terá impacto no desenvolvimento das abelhas “devido à perda de receptores canabinoides nos insetos”.
O crescimento da indústria do cânhamo pode ajudar a revitalizar a população de abelhas globalmente.
No entanto, é necessário encontrar métodos não químicos de controle de pragas que exijam as abelhas para obter os nutrientes completos e necessários para o seu desenvolvimento efetivo e natural.
O papel que as abelhas desempenham no meio ambiente é essencial e seu trabalho de polinização é insubstituível.
Sem os polinizadores, um terço da nossa dieta desapareceria, e o que é ainda mais sério, também a tornaria parte da forragem que alimenta o gado que comemos.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | maio 30, 2020 | Curiosidades, Saúde
Muitas pessoas costumam combinar café e maconha, mas como atuam os seus efeitos?
Consumir maconha e café é bastante comum para aqueles que fumam. De fato, não é surpreendente que eles tenham lançado alguns produtos de café já infundidos. No entanto, ninguém nega que fumar e beber não tenha o mesmo efeito que tomar um café com infusão. Há diferenças. Como, a princípio, os efeitos do café e da cannabis são diferentes, a cannabis estraga o sabor de um bom café?
Para muitas pessoas, este último geralmente é a norma. Se você fuma maconha sem tabaco misturado, o sabor potente da maconha geralmente sobrepõe o café. Portanto, se você gosta muito de café, é recomendável usar um vaporizador, que não estraga o sabor do café, ou recorrer aos produtos infundidos mencionados acima.
O que acontece então com o café e a maconha quando nos referimos a seus efeitos? Em um estudo de 2018, verificou-se que o consumo de cafeína em quantidades abundantes resulta em uma redução de matabolitos no sistema endocanabinoide. Em outras palavras, “diminui a velocidade”.
“A cafeína é um estimulador da atividade nervosa e os endocanabinoides são inibidores da atividade nervosa. Parece que o café/cafeína pode diminuir essa atividade inibitória e, portanto, alterar o (efeito) calmante do nosso sistema endocanabinoide, dificultando o relaxamento do corpo”, diz o Dr. Shawn Meirovici, médico naturopata e especialista em cannabis.
Em outro estudo, não tão naturalista, de 2014, descobriu-se com macacos que, quando recebiam poucas quantidades de café, queriam menos THC; no entanto, quando receberam muitas doses de café, queriam mais THC. Em outro estudo sobre memória de curto prazo, foi estabelecido que a maconha juntamente com o café não alterava essa função e que, nos ratos que receberam café e THC, sua memória de curto prazo funcionou melhor do que aqueles que não a consumiram. Esta última afirmação é muito arriscada e é apoiada em estudos feitos apenas com ratos, nos permitimos lembrar.
Segundo o Dr. Meirovici, as pessoas que sofrem de um distúrbio mental ou sofrem de demência devem ter cuidado com essa mistura de café e cannabis, pois, ressalta-se, é possível gerar dependência desses produtos e alterações indesejadas dos estados mentais. Da mesma forma, pessoas com problemas de circulação devem tomar cuidado com o uso de um produto que aumenta a pressão arterial e outro que a reduz na mesma sessão.
Fonte: Cáñamo
por DaBoa Brasil | maio 29, 2020 | Curiosidades, História
Um estudo minucioso de um altar de calcário da Idade do Ferro encontrou vestígios do que deve ter sido um ritual usando a maconha.
No mesmo local, chamado “Santo dos Santos ou Santíssimo Lugar”, encontraram outro altar onde, além da maconha, haviam sido queimados incensos. Como os dois altares estão localizados em frente a uma sala, tudo indica que nesses locais essas plantas foram queimadas para dar lugar a algum tipo de ritual. O templo onde esses rituais foram celebrados estava localizado na cidade bíblica da Judeia entre 760 e 715 a.C.
Este templo está ali há muito tempo. Escavações no local de Tel Arad, em Israel, na década de 1960, descobriram o santuário entre as ruínas de duas cidades fortificadas, uma construída sobre a outra, datada do século IX a.C. No início do século VI a.C., Arad, cerca de 45 quilômetros a oeste do Mar Morto, guardava a fronteira sul da Judeia.
Na década de 1960, foi realizado um estudo dos materiais encontrados nos dois altares, mas os resultados foram inconclusivos. Foi agora quando o arqueólogo Eran Arie, do Museu de Israel (Jerusalém), e o bioarqueólogo Dvory Namdar, da Organização de Pesquisa Agrícola de Israel, analisaram os componentes químicos dos resíduos em cada altar usando as técnicas atuais.
De fato, o que encontraram foi maconha nos dois altares misturados com excrementos. Estes últimos são usados para produzir uma combustão lenta dos materiais do altar. Da mesma forma, a fumaça psicoativa que sai dessa mistura pode ser inalada pelo xamã ou condutor de todo o ritual. O incenso poderia ter sido usado para a mesma coisa que usamos agora: misturar a fragrância com o ambiente.
Tanto o incenso quanto a mirra eram bastante comuns no Oriente Médio em rituais religiosos. O que parece novo é descobrir que a maconha era usada nesses rituais. Não é de surpreender que agentes psicoativos sejam usados em cerimônias rituais, já que o ópio foi encontrado em descobertas anteriores. No entanto, o mesmo não tinha acontecido com a maconha até agora, pelo menos nesta parte do mundo.

(Collection of the Israel Antiquities Authority, Photo © The Israel Museum, by Laura Lachman.)


Fonte: Taylor and Francis Online
Referência de texto: Cáñamo
por DaBoa Brasil | maio 25, 2020 | Ativismo, Cultivo, Curiosidades
Aqui citamos cinco razões pelas quais cultivar sua própria maconha pode ser bastante vantajoso.
1 – Controle de Qualidade
Isso é óbvio: se você cultiva, sabe perfeitamente o que está consumindo. Tu colhes o que tu semeias. Também evita pesticidas de grandes empresas, que, apesar de totalmente seguros, incorporam elementos na planta que talvez você não queira fumar.
A desvantagem é que, até que você se torne um cultivador eficiente, você provavelmente estragará alguns cultivos.
2 – Economizar dinheiro
Embora o autocultivo, no caso do indoor, exija um gasto extra de eletricidade que aumenta a conta de luz, se você se dedicar apenas a algumas plantas por mês, a despesa não é tão grande. Mesmo assim, ainda é mais barato cultivar para seu próprio consumo do que comprar.
3 – É mais difícil sua reserva acabar
Se sua planta produz 100/150g a cada 10 semanas, é mais difícil sua reserva acabar. Depende de quanto você fuma, é claro. Mas mesmo que você ache que não é suficiente, sempre pode plantar mais para garantir que sempre terá maconha.
Obviamente, se você plantar uma maior quantidade, tome cuidado com a lei para não acabar na cadeia. Aqueles que, como nós, que vivem em países onde é ilegal, devem ter ainda mais cuidados a esse respeito, apesar do fato de as autoridades tenderem a ser mais permissivas, desde que não superemos uma quantidade excessiva de plantas ou que elas sejam destinadas ao tráfico.
4 – Aprendizado
Tornar-se um cultivador é uma jornada de aprendizado. O mero fato de levar suas plantas adiante pode não torná-lo o melhor botânico do planeta, mas você aprenderá muito nesse meio tempo. Além disso, talvez quando você começar a aprender, perceberá que a aprendizagem é bastante agradável e continuará a expandir seu conhecimento sobre cultivo, efeitos, variedades, etc.
5 – Está ao seu alcance
Nem todo mundo tem acesso a uma erva de qualidade por perto. Quando você cultiva, sempre terá sua própria maria em mãos; portanto, faça como pode e utilizando o que tem, e tenha certeza que não haverá impedimento para manter seu estoque para uso pessoal.
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Referências: Cáñamo
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