por DaBoa Brasil | ago 22, 2026 | Ciências e tecnologia, Meio Ambiente
De acordo com um novo estudo computacional, compostos encontrados na maconha, incluindo ácido canabigerólico (CBGA), tetraidrocanabivarina (THCV) e canabidiol (CBD), podem ter potencial como agentes antifúngicos naturais.
O estudo, publicado no periódico ROCE: Jurnal Pertanian Terapan, foi conduzido por pesquisadores da Politeknik Negeri Pontianak, na Indonésia. Os pesquisadores examinaram canabinoides e flavonoides derivados da maconha como potenciais biofungicidas para o controle de doenças fúngicas que afetam as palmeiras de óleo.
Em vez de testar os compostos diretamente contra fungos em laboratório, os pesquisadores utilizaram três plataformas in silico — PASS Online, SwissADME e PKCSM — para prever a atividade antifúngica, as propriedades físico-químicas, a semelhança com fármacos e a potencial toxicidade.
A análise revelou uma forte atividade antifúngica prevista em diversos compostos da cannabis, particularmente flavonoides glicosídicos e canabinoides. Flavosativasídeo, orientina 7-glicosídeo e flavocanabisídeo apresentaram as maiores probabilidades previstas de atividade antifúngica.
O CBD, o CBGA e o THCV também demonstraram um potencial antifúngico considerável. Os pesquisadores afirmaram que a natureza lipofílica dos canabinoides pode ajudar os compostos a penetrar nas membranas celulares dos fungos, uma característica que pode contribuir para sua atividade.
A análise SwissADME revelou que a maioria dos compostos apresentava características físico-químicas e farmacocinéticas previstas favoráveis, incluindo lipofilicidade, solubilidade em água e biodisponibilidade aceitáveis. Vários canabinoides e flavonoides também atenderam aos critérios de similaridade a fármacos comumente utilizados, enquanto os flavonoides e canabinoides mais simples geralmente demonstraram um equilíbrio mais favorável entre polaridade e permeabilidade da membrana do que os flavonoides glicosídicos maiores.
A modelagem de toxicidade indicou que a maioria dos compostos apresentou potencial não mutagênico e não hepatotóxico, embora alguns tenham levantado preocupações quanto à toxicidade, exigindo investigação adicional. A análise ambiental, em geral, previu toxicidade ecológica de baixa a moderada.
Os pesquisadores concluíram que os compostos derivados da maconha podem representar candidatos promissores para o desenvolvimento de biofungicidas naturais, enfatizando, porém, que as descobertas computacionais são preliminares e devem ser seguidas por estudos em laboratório e com organismos vivos para determinar se os efeitos previstos se traduzem em atividade antifúngica real.
Referência de texto: The Marijuana Herald
por DaBoa Brasil | maio 14, 2026 | Ciências e tecnologia, Meio Ambiente
Um estudo publicado recentemente na revista científica Molecules descobriu que as cascas das sementes de cannabis, um subproduto agrícola frequentemente negligenciado, podem ajudar a melhorar a resistência e a biodegradabilidade dos bioplásticos à base de acetato de celulose.
Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Kaunas, na Lituânia, examinaram se cascas de sementes das plantas de cannabis quimicamente modificadas poderiam ser usadas como bioenchimentos em biocompósitos termoplásticos. O estudo focou no acetato de celulose, um polímero derivado de plantas, combinado com triacetina, um plastificante ecologicamente correto.
Os pesquisadores trataram partículas da casca da semente de maconha com soluções de hidróxido de sódio em diferentes concentrações, além de realizar acetilação em algumas amostras, antes de incorporá-las em formulações de bioplástico. Eles descobriram que o tratamento alcalino moderado produziu os melhores resultados, principalmente quando se utilizou hidróxido de sódio a 8% ou 12%.
De acordo com o estudo, os biocompósitos contendo cascas de sementes de cannabis tratadas com 8% e 12% de hidróxido de sódio apresentaram um aumento de 21% a 23% na resistência à tração, enquanto o módulo de elasticidade aumentou de 17% a 24%. A dureza também aumentou em cerca de 11% a 13%.
O estudo constatou que o tratamento alcalino alterou as cascas das sementes, removendo porções de hemicelulose, lignina, proteínas e gorduras, ao mesmo tempo que aumentou o teor relativo de celulose. Isso ajudou a criar superfícies de partículas mais rugosas, melhorando a interação entre o material de enchimento à base de cânhamo e a matriz de acetato de celulose.
Os pesquisadores também descobriram que os biocompósitos feitos com cascas de sementes de cannabis tratadas com álcali se biodegradaram ligeiramente mais rápido em condições aeróbicas do que o material base de acetato de celulose ou os compósitos feitos com cascas não tratadas.
Os resultados sugerem que as cascas das sementes de maconha podem servir como um enchimento útil em materiais plásticos mais sustentáveis, ao mesmo tempo que agregam valor a um subproduto do cânhamo que permanece amplamente subutilizado. Os pesquisadores afirmaram que são necessários estudos adicionais para avaliar melhor a durabilidade, o processamento e os impactos no fim da vida útil.
Referência de texto: Marijuana Moment
por DaBoa Brasil | mar 16, 2026 | Ciências e tecnologia, Meio Ambiente
Uma revisão de centenas de estudos revisados por pares, publicados na revista Cannabis & Cannabinoid Research, concluiu que o material residual da planta de maconha — frequentemente tratado como lixo — pode ter valor significativo em diversos setores, incluindo têxteis, bioplásticos, combustíveis e produtos alimentícios.
A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade Federal da Bahia. Utilizando as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), a equipe analisou pesquisas existentes sobre como os subprodutos da maconha podem ser reutilizados ou reaproveitados. A revisão examinou estudos coletados de diversas bases de dados científicas, bem como plataformas especializadas em pesquisa e inovação relacionadas à planta.
No total, os pesquisadores identificaram 262 estudos relevantes que abordam a reutilização ou reciclagem de resíduos da planta de maconha. Entre os materiais mais estudados estavam os caules, que representaram 48,2% das pesquisas. As sementes representaram 21% dos estudos, enquanto os resíduos pós-extração constituíram 9,7%. Outras partes da planta, incluindo folhas e raízes, foram exploradas com muito menos frequência, apesar de conterem compostos bioativos que, segundo os pesquisadores, podem ter potencial ainda não explorado.
Nos estudos analisados, a equipe documentou 328 tecnologias ou aplicações distintas para subprodutos da planta de cannabis. A maior parte desses usos se concentrou nos setores de tecnologia e inovação, representando 37,5%, seguidos de perto por aplicações industriais, com 36,9%. Os exemplos incluem fibras têxteis, plásticos biodegradáveis, biocombustíveis, alimentos funcionais, materiais adsorventes usados para filtração e ingredientes cosméticos naturais.
A análise também constatou que a Itália, a China e os Estados Unidos foram os países que produziram o maior volume de trabalhos científicos sobre o tema.
Segundo os pesquisadores, expandir a reutilização da biomassa da planta de maconha poderia apoiar uma economia circular, reduzindo o desperdício agrícola e criando novos materiais e produtos industriais. No entanto, eles observam que barreiras regulatórias e a falta de pesquisas clínicas e toxicológicas continuam a limitar o uso mais amplo de alguns subprodutos da maconha, principalmente na alimentação humana e animal.
O estudo conclui dizendo:
A biomassa residual da Cannabis sativa possui alto valor tecnológico, ambiental e econômico. A valorização estratégica exige avanços regulatórios, o desenvolvimento de tecnologias verdes e o fortalecimento da pesquisa multidisciplinar. A cannabis surge como um motor de transformação ecológica, social e econômica rumo a sistemas de produção circulares sustentáveis.
Referência de texto: The Marijuana Herald
por DaBoa Brasil | set 2, 2025 | Economia, Esporte, Meio Ambiente
A oficina SpurArt em Innsbruck, Áustria, está desenvolvendo o projeto Hanf Ski, uma iniciativa para substituir fibra de vidro e fibra de carbono por cânhamo e compósitos à base de plantas. O objetivo é atingir até 80% de materiais à base de plantas na estrutura, reduzindo o impacto ambiental do processo de fabricação.
Desde 2023, uma linha experimental na oficina SpurArt utiliza o cânhamo como alternativa técnica para esquis alpinos. Lançado em 2024, o projeto reflete uma tendência nos esportes de inverno de reduzir o uso de materiais com alto impacto ambiental.
A inovação se concentra na substituição das camadas reforçadas por fitas unidirecionais de fibra de cânhamo e na integração do cânhamo ao núcleo. Essas fibras, embora apresentem desafios no processo de laminação, como a absorção de resina, oferecem vantagens em termos de saúde ocupacional e produção local, permitindo que a SpurArt colabore com fornecedores regionais e com a FUSE, fabricante de fitas UD para biocompósitos de alto desempenho.
A Hanf Ski faz parte de um consórcio austríaco que inclui a Universidade de Innsbruck, o centro de tecnologia Wood K plus, a marca Atomic e diversos players da bioindústria. Seu roteiro inclui a substituição de compósitos sintéticos por cânhamo, o uso de resinas de origem biológica e até mesmo o uso de resíduos como base para núcleos.
Segundo seu construtor, Simon Mayenschein, a combinação de cinzas e cânhamo confere ao esqui “tranquilidade” em condições exigentes, sem sacrificar a reatividade. Embora ainda haja medidas a serem tomadas, como a substituição completa dos adesivos sintéticos, o objetivo final é obter uma peça reciclável ou mesmo biodegradável, sem comprometer o desempenho.
Este não é um experimento isolado; marcas e laboratórios estão explorando materiais como o cânhamo para bastões, fixações e acessórios, como parte de uma agenda de bioeconomia circular. A lógica é clara e aponta para menos materiais, cadeias de suprimentos mais próximas e um caminho para a descarbonização de equipamentos de montanha.
Referência de texto: Cáñamo
por DaBoa Brasil | abr 28, 2025 | História, Meio Ambiente
A planta tem propriedades fitorremediadoras que lhe permitem absorver metais pesados e outras substâncias tóxicas do solo.
O último fim de semana marcou o 39º aniversário do desastre nuclear e ambiental de Chernobyl, um evento que marcou uma virada na história da humanidade. Em 26 de abril de 1986, a explosão na Usina Nuclear Vladimir Ilyich Lenin liberou uma grande quantidade de material radioativo, causando a maior catástrofe nuclear conhecida até hoje. Embora a tragédia tenha sido amplamente documentada em livros, séries de TV e filmes, um dos aspectos menos conhecidos é o papel da planta de cannabis como uma possível ferramenta para mitigar a contaminação radioativa.
A resposta inicial ao acidente foi a mobilização de milhares de pessoas para realizar tarefas de limpeza na área, mas as consequências foram devastadoras: doenças mortais, mutações genéticas e deslocamento forçado da população. A área afetada, com um raio de 30 quilômetros, foi declarada inabitável devido à alta concentração de elementos tóxicos como césio-137, chumbo, estrôncio-90 e plutônio.
Em 1996, uma equipe de cientistas liderada por Slavik Dushenkov propôs uma solução inovadora: plantar cânhamo. Esta planta tem propriedades fitorremediadoras, o que significa que tem a capacidade de absorver contaminantes do solo e da água. Em 1998, foi implantado na área um cultivo experimental que se mostrou uma das opções mais eficazes para a descontaminação ambiental. “O cânhamo está se mostrando uma das melhores plantas de fitorremediação que conseguimos encontrar”, disse Dushenkov.
A fitorremediação é um processo mais econômico do que muitas técnicas químicas tradicionais, e a cannabis é particularmente notável por sua capacidade de absorver metais pesados, como cádmio e chumbo, sem prejudicar seu crescimento. Embora Chernobyl continue sendo uma área desabitada com altos níveis de contaminação, o cânhamo representa uma esperança real para a restauração ecológica a longo prazo.
Referência de texto: Cáñamo
por DaBoa Brasil | abr 22, 2025 | Ciências e tecnologia, Meio Ambiente, Redução de Danos
Na procura por energia mais limpa e sustentável, o mundo precisa olhar para recursos naturais não convencionais. Um deles é a planta de cannabis como biodiesel, é uma alternativa ecologicamente correta, com grande potencial energético e sustentabilidade.
Neste post, você aprenderá o que é biodiesel, como ele é obtido da cannabis e seus benefícios, desafios e possíveis aplicações futuras.
O que é biodiesel?
Biodiesel é um tipo de combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais ou algas. Ao contrário do diesel tradicional derivado do petróleo, o biodiesel é biodegradável, não tóxico e gera menos emissões poluentes. Ele pode ser usado em motores a diesel convencionais, o que o torna uma alternativa acessível para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
Sua produção envolve uma reação química chamada transesterificação, na qual o óleo é convertido em ésteres metílicos (biodiesel) e glicerina. Este processo pode ser aplicado a diferentes matérias-primas, como soja, palma ou até mesmo o cânhamo.
É aqui que entra o biodiesel de cannabis, uma abordagem que pode oferecer muitas vantagens em relação às culturas mais comuns, especialmente em termos de sustentabilidade.
O que é cânhamo e quais partes são usadas?
O cânhamo é uma variedade da planta Cannabis sativa que contém níveis muito baixos de THC. É cultivado historicamente para diversos usos, incluindo têxteis, construção, alimentos e, agora, energia.
Ao contrário da cannabis usada para fins medicinais ou adultos, o cânhamo se concentra no uso de suas fibras e sementes. Para a produção de biodiesel, as sementes de cânhamo são particularmente valiosas, pois contêm entre 30% e 35% de óleo. Esse óleo é o que é extraído e transformado em combustível.
Além do óleo da semente, outras partes da planta também podem ser utilizadas para produzir energia, como a biomassa, que pode ser utilizada para gerar eletricidade ou como complemento à produção de biocombustíveis sólidos.
O cânhamo cresce rapidamente, requer pouca água, não contém pesticidas e ajuda a regenerar solos, o que o torna uma escolha ideal para uma agricultura mais verde e com maior eficiência energética.
Como o biodiesel é criado a partir da cannabis?
O processo de conversão de cannabis em biodiesel começa com o cultivo do cânhamo, uma planta que pode crescer em uma grande variedade de climas e solos. Após a colheita, as sementes são coletadas e submetidas a um processo de prensagem a frio ou extração química para obtenção do óleo vegetal.
Uma vez extraído, o óleo de semente de cânhamo passa por um processo químico chamado transesterificação. Neste procedimento, o óleo é misturado com um álcool (geralmente metanol) e um catalisador (como hidróxido de sódio ou potássio).
Essa reação separa os triglicerídeos do óleo em dois produtos: ésteres metílicos (que são o próprio biodiesel) e glicerina, um subproduto que também pode ter usos industriais.
O biodiesel resultante pode ser purificado por lavagem com água e secagem para remover impurezas e garantir sua qualidade. O produto final é um combustível renovável que pode ser usado diretamente em motores a diesel ou misturado com diesel fóssil.
Esse processo é muito semelhante ao usado para produzir biodiesel a partir de outras fontes vegetais, mas usar cannabis como biodiesel tem certas vantagens que o destacam, como o fato de que o cânhamo cresce rapidamente, melhora a saúde do solo e requer menos insumos do que outras culturas energéticas. Além disso, a produção de óleo de cânhamo é mais eficiente por hectare em comparação a culturas como a soja.
Vantagens da cannabis como biodiesel
A cannabis como biodiesel oferece vários benefícios que a tornam uma alternativa energética muito atrativa:
Sustentabilidade agrícola: requer pouca água e nenhum pesticida, reduzindo o impacto ambiental do seu cultivo. Além disso, regenera solos e se adapta a diferentes climas.
Alto desempenho: um hectare de cannabis pode produzir mais biomassa útil do que muitas outras plantas energéticas, permitindo maior produção de óleo e, portanto, de biodiesel.
Crescimento rápido: pode ser cultivada em apenas 3 ou 4 meses, permitindo múltiplas colheitas por ano em regiões com climas favoráveis.
Versatilidade: além do biodiesel, o cânhamo pode ser usado para fazer têxteis, papel, bioplásticos, alimentos e outros produtos, maximizando o valor de cada cultivo.
Redução de emissões: usar biodiesel de cannabis em vez de diesel fóssil pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, especialmente CO₂ e material particulado.
Compatibilidade com motores existentes: o biodiesel derivado da cannabis pode ser usado em motores diesel convencionais sem a necessidade de modificações dispendiosas.
Usos e métodos de utilização do biodiesel de cannabis
A cannabis como biodiesel pode ser usada em uma ampla variedade de contextos, desde usos individuais até aplicações industriais. Uma de suas principais vantagens é a compatibilidade com motores diesel convencionais, não havendo necessidade de alteração da infraestrutura atual.
Entre os usos mais comuns estão:
Transporte: o biodiesel de cannabis pode abastecer carros, caminhões, tratores e ônibus. Isso o torna ideal para frotas de transporte urbano, rural ou até mesmo escolar que buscam reduzir sua pegada ambiental.
Maquinaria agrícola: os agricultores podem cultivar cânhamo, produzir seu próprio biodiesel e usá-lo em suas máquinas, criando um ciclo de energia autossuficiente.
Geração de eletricidade: em áreas rurais ou comunidades isoladas, o biodiesel de cannabis pode alimentar geradores elétricos, fornecendo energia para locais sem acesso à rede convencional.
Aquecimento: alguns sistemas de aquecimento funcionam com combustíveis líquidos; O biodiesel de cânhamo pode ser uma alternativa renovável e menos poluente.
Combinação com outros combustíveis: o biodiesel de cannabis pode ser misturado ao diesel fóssil em diferentes proporções, permitindo uma transição gradual para fontes de energia mais limpas.
Com a implementação adequada, essa fonte de energia pode contribuir para uma economia circular que maximiza os recursos naturais e reduz a dependência de combustíveis fósseis.
O futuro da planta como biodiesel
O futuro da cannabis como biodiesel é promissor, embora enfrente alguns desafios. À medida que mais países legalizam e os incentivos à energia renovável aumentam, seu uso provavelmente se expandirá.
Com mais pesquisa, investimento e educação sobre seus benefícios, o biodiesel de cannabis pode se tornar um elemento-chave na transição energética global. Sua combinação de sustentabilidade, eficiência e versatilidade o torna uma escolha inteligente para enfrentar a crise climática.
A cannabis como biodiesel representa uma oportunidade real para mudar a maneira como produzimos e consumimos energia. Graças às suas muitas vantagens ecológicas e técnicas, esta planta milenar pode ser uma grande aliada na luta contra as mudanças climáticas. Com o incentivo certo, a planta pode fazer parte de um futuro energético mais limpo, justo e sustentável para todos.
Referência de texto: La Marihuana
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