“Se você está lendo isso, você tem um sistema endocanabinoide”, diz o anuncio de uma agência britânica

“Se você está lendo isso, você tem um sistema endocanabinoide”, diz o anuncio de uma agência britânica

Uma agência de publicidade britânica criou uma campanha educacional sobre o sistema endocanabinoide.

Uma agência de publicidade britânica aproveitou o interesse crescente pela cannabis e seus muitos usos terapêuticos para lançar a primeira campanha publicitária no Reino Unido focada na cannabis. A agência montou uma campanha muito discreta, que indiretamente aborda a importância da maconha na saúde humana através da menção explícita do sistema endocanabinoide.

Os cartazes da campanha são desenhados em cinza com fragmentos da fotografia de uma boneca humana com alguns arranhões e separados por membros. Mas a parte importante, na qual a campanha tem foco, é a legenda: “Se você está lendo isso, você tem um sistema endocanabinoide”. Em um texto menor, o pôster convida o leitor a conhecer mais detalhes sobre o sistema endocanabinoide visitando um site informativo, que possui o mesmo pôster e um pequeno texto sobre a importância do sistema endocanabinoide para a regulação de diversas funções do organismo humano.

De acordo com o comunicado de imprensa da agência, esta é a primeira campanha educativa sobre a maconha aprovada pela Advertising Standards Authority e pelo Advertising Practice Committee para anunciar em espaço público. A agência Endo desenhou a campanha para quebrar esse limite invisível, para divulgar o sistema endocanabinoide e se anunciar a fim de ganhar visibilidade e ganhar clientes potenciais na indústria britânica da cannabis.

Referência de texto: Cáñamo

África do Sul: Ministro das Finanças pede regulamentação total da maconha

África do Sul: Ministro das Finanças pede regulamentação total da maconha

O representante do país africano afirmou que a cannabis deve ser um “produto legal e tributável”.

O Ministro das Finanças da África do Sul, Tito Mboweni, expressou seu apoio a uma regulamentação total da cannabis para o país, como forma de gerar impostos para o estado e criar novos empregos para a população. As declarações do ministro vêm logo após a Secretaria de Agricultura, Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural publicar em abril um anteprojeto de regulamentação que foi apresentado com a intenção de ser discutido e aprovado nos próximos dois anos.

“Devemos avançar o mais rápido possível para a legalização. Já está crescendo profusamente em todo o país, mas especialmente no Cabo Oriental. Quando se tornar legal, provavelmente haverá pelo menos 4 bilhões de rands sul-africanos (mais de R$ 371 milhões) em receita tributária somente daquela província”, disse o ministro ao portal canábico Cannabiz Africa.

De acordo com a mídia, o ministro já anunciou publicamente suas intenções de promover uma regulamentação da cannabis para uso adulto em janeiro deste ano. Um ano antes, Mboweni postou que encontrou uma planta de cannabis crescendo selvagem em uma fazenda de sua propriedade. Ele disse que arrancou por conselho de sua equipe jurídica, mas que parecia uma tolice que uma planta que crescia tão facilmente e tinha tanto potencial econômico fosse ilegal. Em 2018, o Tribunal Constitucional da África do Sul descriminalizou o uso, cultivo e posse de cannabis para consumo pessoal, mas a compra e venda de cannabis, óleo e sementes continuam proibidos.

Referência de texto: Cannabiz Africa / Cáñamo

Amazon não fará mais testes de uso de maconha em funcionários

Amazon não fará mais testes de uso de maconha em funcionários

A multinacional Amazon vai parar de fazer testes para o uso de maconha nos trabalhadores e vai pressionar o Congresso dos Estados Unidos para legalizar a planta em nível federal.

A gigante global do comércio eletrônico Amazon anunciou esta semana que não testará mais cannabis em seus trabalhadores. Além disso, a multinacional afirmou que a partir de agora esse consumo terá na empresa o mesmo tratamento que o do álcool.

A Amazon também se juntou ao movimento pró-legalização da maconha e planeja fazer lobby ativamente no Congresso dos Estados Unidos para avançar com sua possível legislação e, assim, acabar com a proibição federal.

“No passado, como muitos empregadores, desqualificamos as pessoas de trabalhar na Amazon se elas testassem positivo para o uso de maconha”, disse um comunicado da empresa. “No entanto, como as leis estaduais estão mudando nos Estados Unidos, mudamos o rumo”.

E a empresa continua: “Como sabemos que este problema é maior do que a Amazon, nossa equipe de políticas públicas apoiará ativamente a Lei de Oportunidades, Reinvestimento e Expurgo da Maconha (MORE), uma legislação federal que legalizaria a maconha em nível federal, expurgar antecedentes criminais e investir nas comunidades impactadas. Esperamos que outros empregadores se juntem a nós e que os legisladores ajam rapidamente para aprovar esta lei”.

A multinacional Amazon nasceu no estado de Washington, o território da costa oeste dos Estados Unidos foi uma das primeiras a legalizar o uso recreativo da cannabis em 2012. Atualmente, a Amazon está construindo a segunda grande sede de uma gigante da tecnologia no estado da Virgínia e onde a cannabis será legal a partir do próximo mês de julho.

Amazon não fará mais testes para uso de cannabis

De agora em diante a empresa “não incluirá mais a maconha em seu abrangente programa de triagem de drogas para qualquer posição não regulamentada pelo Departamento de Transporte e, em vez disso, a tratará da mesma forma que o uso de álcool”. Porém, fará controles para mau desempenho no trabalho e também, haverá análise de substâncias psicotrópicas incluindo maconha ou álcool e após qualquer incidente.

Essa nova gestão a partir de agora, em uma das empresas que mais tem trabalhadores nos Estados Unidos, vai reduzir o número de funcionários que poderiam ser demitidos pelo simples fato de terem consumido maconha depois de terminar o trabalho e em casa.

Nova York já saiu na frente nessa medida

Antes do uso adulto da maconha ser legalizado em Nova York, o estado já havia proibido o teste de cannabis para os funcionários. Em março, um cidadão de Nova York já havia processado a Amazon, porque o candidato a emprego testou positivo para THC em testes de cannabis.

A partir de agora na Amazon, os únicos candidatos a um emprego na empresa que farão o teste de maconha para uso de drogas serão aqueles que se candidatarem a um emprego regulamentado pelo Departamento de Transportes. Esses empregos regulamentados por este departamento incluem motoristas de caminhão de entrega e trabalhadores que operam máquinas pesadas. A Amazon informa que tratará a cannabis da mesma forma que age com o álcool e continuará com esses testes de drogas e álcool quando ocorrer um acidente ou incidente.

Apoio da Amazon para a Lei MORE

A gigante do comércio eletrônico vai mudar sua política com a maconha, mas não é só a virada que a Amazon planejou e relacionou ao uso da planta. Eles planejam pressionar os congressistas dos EUA a aprovar o projeto de lei que traria a tão esperada legalização da cannabis para o nível federal. Este projeto foi apresentado há poucos dias pelo presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerrold Nadler, um congressista democrata de Nova York.

Além disso, contariam com mais empresas de grande porte para aderir às suas demandas e que os parlamentares aprovassem a lei o mais rápido possível.

Com essas mudanças na política da empresa, a Amazon busca ser uma das melhores empresas para os funcionários que trabalham lá.

“Obrigado por tudo o que você faz todos os dias para nos ajudar em nossa jornada para nos tornarmos o melhor empregador e o local de trabalho mais seguro do planeta. Levará tempo, investimento, invenção e determinação, e continuaremos a compartilhar atualizações com você à medida que avançamos. Estamos muito orgulhosos de todas as nossas equipes que nos ajudam a melhorar a cada dia”, diz a empresa diz em um comunicado.

Referência de texo: La Marihuana

A Suprema Corte do México pode legalizar a maconha no judiciário

A Suprema Corte do México pode legalizar a maconha no judiciário

Após o fracasso da regulamentação, que ficou parada após seu retorno ao Senado, o Supremo Tribunal Federal do México poderia eliminar as penalidades da lei da maconha.

A Suprema Corte de Justiça da Nação, a mais alta corte mexicana, está considerando dar um passo para legalizar a maconha no México por meio da eliminação dos artigos da lei que proíbem seu uso. A medida teria por objetivo fazer cumprir as sentenças proferidas por este tribunal entre 2015 e 2019, nas quais determinou que a proibição total do uso de cannabis é inconstitucional por violar o direito ao livre desenvolvimento da personalidade.

Após a última decisão, de 2019, o Supremo Tribunal Federal concedeu prazo ao Congresso do país para aplicar as decisões do tribunal e promulgar uma regulamentação da cannabis para uso adulto. Inicialmente o mandato expirava em outubro de 2019, mas os deputados solicitaram três prorrogações sucessivas, sendo que a última expirou no dia 30 de abril sem a lei ser aprovada.

Por isso, o Supremo Tribunal Federal do país se prepara para agir sobre o assunto. Conforme divulgado pelo portal Debate com informações da agência Reforma, o tribunal poderia eliminar os cinco artigos da Lei de Saúde que proíbem o uso de maconha, para aplicar a sentença que proferiu sobre a inconstitucionalidade da proibição do uso de cannabis. A eliminação desses artigos por via judicial legalizaria a cannabis de fato, mas sem uma lei que regulasse seu uso.

Referência de texto: Debate / Cáñamo

EUA: regulamentação federal da maconha será apresentada novamente no Congresso

EUA: regulamentação federal da maconha será apresentada novamente no Congresso

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Representantes no ano passado, mas não foi aprovado no Senado, que estava sendo controlado pelos republicanos. Dessa vez, o projeto volta acrescentando medidas de reparação com as comunidades mais afetadas com a proibição da maconha.

O projeto de lei para regulamentar a maconha para uso adulto nos Estados Unidos pode ser reapresentado à Câmara dos Representantes na próxima semana. A Lei de Oportunidades, Reinvestimento e Expurgo da Maconha (MORE) foi aprovada no ano passado pela Câmara dos Representantes, mas foi posteriormente derrubada no Senado, que então tinha maioria republicana. Agora o projeto será apresentado novamente com algumas pequenas mudanças, conforme relatado pelo portal Marijuana Moment.

A principal modificação introduzida no projeto é que a nova versão estende a ajuda prestada para que as pessoas afetadas pela guerra às drogas possam realizar projetos empresariais. Na versão anterior, medidas como empréstimos e programas de educação financeira e trabalhista foram propostas para que pessoas encarceradas por crimes relacionados à maconha e/ou pertencentes às comunidades mais afetadas pela proibição pudessem iniciar negócios na crescente indústria canábica. A versão atualizada da lei MORE também estende essas concessões para iniciar outros tipos de negócios que não precisam ser relacionados à cannabis.

O presidente do Comitê Judiciário da Câmara e principal patrocinador do projeto, Jerrold Nadler, poderia apresentar a legislação revisada antes do Dia da Memória no Congresso, segundo informações obtidas pelo Marijuana Moment. O Memorial Day é no próximo dia 30 de maio, então provavelmente será adiado e terá que esperar mais alguns dias para que o projeto chegue à Câmara dos Representantes.

Referência de texto: Marijuana Moment / Cáñamo

Luxemburgo reativa projeto de lei para regulamentar uso adulto da maconha

Luxemburgo reativa projeto de lei para regulamentar uso adulto da maconha

O governo mantém seu objetivo de fazer do Luxemburgo o primeiro país europeu a aprovar uma regulamentação sobre o uso adulto da maconha.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados do Luxemburgo voltou a abordar a proposta de regulamentação da maconha um debate no qual algumas informações foram fornecidas sobre o status do projeto. O regulamento foi uma promessa feita pelo Primeiro-Ministro durante as eleições de 2018, que posteriormente confirmou em agosto de 2019, afirmando que tornaria o Luxemburgo o primeiro país da Europa a aprovar o cultivo, uso e venda de cannabis para adultos.

O projeto havia ficado no limbo por causa da pandemia, e há alguns meses o Governo disse que não era uma prioridade e que não havia data para sua execução. Mas o projeto voltou a ser debatido a pedido de um deputado do Partido Social Cristão Popular, formação que não apoia o projeto. O deputado quis saber onde se encontra o projeto e manifestou várias dúvidas de que o regulamento possa ter efeitos negativos na saúde da população.

A ministra da Saúde, Paulette Lenert, confirmou que a proposta ainda está sendo trabalhada e que “muito já foi feito desde 2019”, segundo o portal Delano. O ministro anunciou que o governo publicará uma atualização oficial sobre o andamento da regulamentação no próximo mês de junho. A promessa de regulamentação faz parte do pacto de coalizão dos atuais sócios do Governo, e ao final da sessão o Partido Democrata, o Partido Operário Socialista, o Partido Verde, o Partido Pirata e o Partido da Esquerda aprovaram moção incentivando o governo a avançar a legalização da maconha.

Referência de texto: Delano / Cáñamo

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