por DaBoa Brasil | jun 16, 2021 | Política
Um projeto de lei para acabar com a proibição de todas as drogas e com a perseguição policial e judicial às pessoas que as usam foi apresentado no Congresso dos Estados Unidos. A medida foi registrada para coincidir com o 50º aniversário do início da guerra às drogas (War On Drugs) pelo ex-presidente Richard Nixon, e sua aprovação representaria o maior passo legislativo para acabar com as políticas proibicionistas e a guerra às drogas na história do país.
A proposta foi apresentada pelos representantes democratas Bonnie Watson Coleman e Cori Bush e foi elaborada em conjunto com a ONG Drug Policy Alliance. O objetivo da medida é acabar com a proibição de todas as drogas nos EUA, abandonar as políticas punitivas e mudar o foco para uma perspectiva de saúde pública. Para isso, a proposta inclui a mudança da competência sobre a legislação sobre drogas, que deixaria de estar nas mãos da Procuradoria-Geral da República e passaria para a Secretaria de Saúde e Serviços Humanos.
O projeto, que recebeu o título de Lei de Reforma da Política de Drogas, acabaria com as penalidades criminais por posse de drogas, eliminaria os registros criminais para crimes relacionados às drogas e acabaria com as políticas discriminatórias que afetam os usuários, como perca de ajudas públicas, carteira de habilitação, direito de voto e obtenção da cidadania.
“Ao crescer em St. Louis, vivenciei uma guerra maliciosa contra a maconha em que negros eram presos por porte em uma taxa três vezes maior que a de seus colegas brancos, embora as taxas de uso sejam semelhantes. Como enfermeira, vi famílias negras serem criminalizadas por uso de heroína, enquanto famílias brancas eram tratadas por uso de opiáceos… Essa abordagem punitiva cria mais dor, aumenta o uso de substâncias e deixa milhões de pessoas vivendo na vergonha e no isolamento com apoio e cura limitados”, disse a congressista Cori Bush em um comunicado de imprensa compartilhado pelo portal Marijuana Moment.
A introdução da medida no Congresso representa um marco histórico para o país, que na década de 1970 investiu muito dinheiro na propagação de políticas proibicionistas em seu próprio território e além de suas fronteiras, e sua aprovação também pode ter consequências nas políticas de drogas do resto do mundo. No país já existe um estado, o Oregon, que no ano passado descriminalizou todas as drogas em seu território, e recentemente uma pesquisa constatou que a maioria dos estadunidenses apoia a descriminalização de todas as drogas.
Referência de texto: Marijuana Moment / Cáñamo
por DaBoa Brasil | jun 15, 2021 | Política
A Suprema Corte mexicana pode acabar com a proibição da maconha até o final de junho, mas políticos poderosos do país previram anteriormente que tal decisão poderia causar “caos”.
Os legisladores no México perderam o prazo da Suprema Corte do país para regular a maconha três vezes. Agora, a mais alta corte do país pode resolver o problema por conta própria. No dia 28 de junho, o tribunal superior discutirá a declaração da inconstitucionalidade da proibição do consumo de cannabis e a eliminação das leis pertinentes contra seu uso.
Os ativistas canábicos já estão em conflito com a polícia da Cidade do México por causa de seu apoio a potencial declaração, que eles veem como o caminho mais provável para legalizar a cannabis e apoiar o direito de consumo.
Na tarde da última segunda-feira, Plantón 420, um grupo de defensores dos usuários que ocupava a praça em frente ao Senado mexicano desde o início de 2020, foi detido por centenas de policiais quando tentavam estabelecer um segundo campo de protesto em frente à Suprema Corte.
Eles esperavam ocupar o espaço até que os juízes votassem a favor da declaração de inconstitucionalidade da proibição do consumo de cannabis, afirmaram os ativistas em um panfleto.
Mas o contingente, carregando uma tenda que serviria como a primeira estrutura do novo campo, encontrou um cordão policial na marcha até o Senado. Os pacíficos manifestantes foram cercados por policiais que superavam em número os ativistas e permaneceram por horas na Avenida 5 de Mayo, no bairro Centro Histórico, antes de serem obrigados a retornar ao ponto de partida. Foram prometidos encontros com funcionários do tribunal no dia seguinte.
Em 2018, a Suprema Corte mexicana decidiu que a proibição do consumo de cannabis e do cultivo pessoal violava o direito constitucional de desenvolver a personalidade. No sistema jurídico de alguns países, isso seria suficiente para mudar as leis sobre a maconha, mas no México, as decisões da Suprema Corte devem ser legisladas pelo Congresso para entrarem em vigor.
Mas o Congresso está tendo dificuldades para colocar as leis pró-cannabis nos livros de leis. O Senado pediu duas prorrogações de prazo ao tribunal superior e simplesmente deixou a última expirar sem pedir prorrogação.
Muitos pensam que com as eleições legislativas de 6 de junho no país se aproximando, o Partido Morena do presidente Andrés Manuel López Obrador – que detém a maioria nas duas casas do Congresso – não queria ser visto como apoiante da maconha em uma época em que 60% dos mexicanos se opõem à legalização.
As coisas ficaram especialmente estranhas quando o presidente fez um anúncio público de que era cristão antes das eleições. Grupos cristãos não são conhecidos por apoiar a descriminalização ou legalização das drogas no país.
Felizmente para os mexicanos consumidores e cultivadores de maconha, a Suprema Corte pode tomar medidas para intervir na inação do Congresso.
Declarar uma lei que está nos livros inconstitucional desde que a proibição da cannabis existe é uma ocorrência incomum no sistema legal mexicano. Oito dos 11 juízes da Suprema Corte teriam de votar para declarar a proibição inconstitucional para o sucesso do movimento – um número que será difícil de alcançar, especialmente porque muitos dos juízes são vistos como aliados próximos do presidente.
Ricardo Monreal, líder do Partido Morena no Senado, disse anteriormente que tal decisão – que simplesmente retiraria a proibição sem colocar diretrizes para regular o consumo – causaria “caos”.
Se o tribunal decidir declarar a proibição da maconha inconstitucional, isso implicaria retirar cinco artigos da Lei Geral de Saúde (conhecida como Ley General de Salud) que se relacionam com o consumo de cannabis. Os juízes terão que decidir se essa decisão também se aplica a crimes anteriores.
Como a decisão do tribunal de 2018, a decisão de inconstitucionalidade não legalizaria uma indústria comercial de maconha – nem a sua produção, seja em casa ou por uma empresa, nem a venda ou distribuição da planta.
Referência de texto: Merry Jane
por DaBoa Brasil | jun 14, 2021 | Política, Turismo
A criação de salões de consumo de maconha foi autorizada no estado de Nevada e se torna o primeiro território americano onde essas instalações existirão.
A partir de agora e quando a medida for implementada, quando a maconha for comprada em um dispensário local, como em Las Vegas, ela poderá ser consumida em seus salões canábicos. Isso será possível, graças à aprovação de um projeto de lei que autoriza este tipo de salões para o consumo de erva previamente adquirida em dispensários.
O governador de Nevada, Steve Sisolak, assinou na semana passada o Projeto de Lei 341 que permitirá a implantação de salões canábicos, similares aos locais de consumo de álcool. Nestes espaços, pessoas com mais de 21 anos poderão comprar e consumir produtos de maconha.
A nova lei entrará em vigor no dia 1º de outubro e a previsão é que esses salões comecem a funcionar após o recebimento das licenças locais. Estima-se que estarão disponíveis no início do próximo ano.
O projeto de lei aprovado permitirá dois tipos desses salões canábicos. Uma das instalações deste tipo será permitida em dispensários, ou seja, adaptando ou acrescentando uma área neste tipo de lojas especializadas como espaço de consumo. Nessas lojas existentes, será permitida apenas uma sala de consumo por dispensário.
Na outra opção ou modelo de “salões canábicos”, as empresas com uma nova licença serão autorizadas a construir uma área na qual os seus clientes poderão consumir produtos canábicos de uso único e adquiridos localmente. Nessas instalações não será permitida a venda nem o consumo de álcool.
Desde a sua legalização em 2016 sem salões canábicos
Foi no final de 2016 quando Nevada legalizou a venda e o uso de maconha no estado. Os dispensários foram lançados em 2017, assim como o dispensário que na época e com a ajuda da tribo Paiute, se apresentou como o maior do mundo. Na legalização do estado, não foi autorizada a criação de salões para consumo da erva.
A inexistência de espaços onde os turistas pudessem consumir maconha adquirida legalmente criava um problema se não conhecessem alguém da cidade para ir para casa consumir. O uso de cannabis não pode ser feito em hotéis de Las Vegas nem em espaços públicos como ruas, parques ou jardins.
Esta situação criou um problema para estes consumidores que eram autorizados a comprar, mas não dispunham de espaço para consumir.
Salões canábicos previamente licenciados
Por outro lado e de acordo com as leis tribais do estado e sua exclusividade, já em 2019 uma sala de degustação de cannabis foi inaugurada pela tribo Paiute. Embora esta sala tenha sido fechada devido à pandemia de Covid-19.
No resto do estado de Nevada, será a partir de julho próximo que os dispensários poderão lançar seus pedidos de autorização e colocar em funcionamento seus respectivos salões canábicos para o público. A licença para ser elegível para abrir salões será concedida pelo Cannabis Compliance Board.
Essas autorizações para aberturas terão uma reserva para certas licenças que entrariam nas medidas de equidade social e que se espera que seja uma fórmula para “aumentar a diversidade” nesta emergente indústria da maconha.
“Do lado independente, o projeto prevê uma rodada inicial de 20 salas de consumo independentes, 10 das quais serão candidatos a ações sociais”, disse Tyler Klimas, diretor executivo da Cannabis Compliance Board.
Embora esta definição exata de um candidato a equidade social ainda não seja regulamentada, Klimas disse que, os legisladores querem uma indústria canábica diversificada que atualmente tem uma maioria branca e masculina no estado. As pessoas que solicitarem equidade social e forem autorizadas, obterão um grande desconto nos custos dessas licenças que visam a expansão e participação na indústria da maconha do estado de Nevada.
Referência de texto: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 13, 2021 | Política
O projeto foi aprovado pela Câmara Alta do Parlamento, após passar pela Câmara Baixa no mês passado.
A Câmara dos Conselheiros de Marrocos (a câmara alta do Parlamento) aprovou esta semana o projeto de lei sobre a regulamentação da cannabis para fins medicinais e industriais. A medida já passou pela Câmara dos Representantes no mês passado, onde também foi aprovada, então a última votação significa a aprovação final do regulamento no Marrocos.
A intenção do projeto é regular o setor de cannabis no país para criar melhores condições para os agricultores e levar a uma indústria legal que gere mais empregos e renda para o estado. O regulamento desenhado abrangerá o cultivo e a produção do cânhamo, que se destinará tanto à elaboração de remédios e preparações medicinais quanto à produção de alimentos, têxteis e derivados industriais.
O projeto, promovido pelo Ministério do Interior e depois aprovado pelo Governo antes de passar pelas câmaras legislativas, não foi visto com bons olhos por alguns sectores agrícolas. Os agricultores temem que a regulamentação reduza ainda mais suas já pobres rendas, mas o governo argumenta que a regulamentação melhorará as condições econômicas daqueles que cultivam cannabis. Aqui no Brasil conhecemos bem essa conversa.
Como o Ministro do Interior explicou em maio, o projeto foi elaborado para que os cultivadores de cannabis sejam agrupados em cooperativas que ficarão encarregadas da venda de cannabis. Em princípio, as cooperativas serão obrigadas a vender a cannabis cultivada a uma agência nacional, que ficará encarregada de fiscalizar os cultivos e comprar todos os cultivos para sua posterior produção por empresas nacionais ou estrangeiras.
Referência de texto: Cáñamo
por DaBoa Brasil | jun 10, 2021 | Política
O debate sobre a regulamentação da maconha voltou à Assembleia da República de Portugal. Os deputados discutiram uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda para regulamentar o uso adulto da cannabis. Conforme publicado no jornal Público.pt, outro partido do arco parlamentar, a Iniciativa Liberal, também apresentou um projeto e o debate de regulamentação será aprofundado nos próximos 60 dias.
Não é a primeira vez que o debate chega ao parlamento: há dois anos o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta semelhante que não obteve os votos necessários para continuar. Mas isso foi antes das últimas eleições, e agora a distribuição das cadeiras é diferente daquela época, os promotores da proposta acreditam que há opções para que dessa vez ela passe. E não só houve mudanças no Parlamento português, mas desde 2019 as propostas de regulamentação da planta têm aumentado em todo o mundo.
“O dinheiro que a ilegalidade e a desregulamentação canalizaram por muito tempo para uma economia paralela deve se tornar uma atividade legal, controlada, sujeita a um imposto especial que financie o desenvolvimento de políticas de prevenção, redução de riscos, tratamento de vícios e investimentos no Serviço Nacional de Saúde”, disse um deputado do Bloco de Esquerda durante o debate.
Em 2019, quando foi debatida e votada a proposta anterior de regulamentação, o Partido Socialista teve liberdade de voto e 25 deputados votaram pela abstenção, enquanto outros sete votaram a favor ou contra. O apoio desse partido, que hoje conta com 22 cadeiras a mais do que em 2019, é fundamental para fazer prosperar a lei. “Nunca dissemos que o consumo é seguro. Dizemos que o perigo é maior quando é feito de forma desregulada e as substâncias são geneticamente e quimicamente manipuladas”, expressaram da bancada do Bloco de Esquerda.
Referência de texto: Cáñamo / Publico.pt
por DaBoa Brasil | jun 8, 2021 | Ativismo, Política
O Washington Liquor and Cannabis Board (LCB) aprovou na segunda-feira o programa “Joints for Jabs” que permitirá que os varejistas de maconha para adultos deem um único baseado para qualquer pessoa com 21 anos ou mais que receba uma vacina contra o coronavírus esta semana em pontos de vacinação disponibilizados em lojas varejistas de maconha.
A agência indicou que “nenhum outro produto pode ser fornecido como parte” do programa, que se aplica a indivíduos que estão recebendo sua primeira ou segunda dose da vacina.
Em um comunicado à imprensa anunciando a aprovação, o LCB disse que permitiria aos varejistas anunciar o programa “Joints for Jabs”, desde que os licenciados mantenham a conformidade com todas as outras regulamentações de publicidade. Observando que os reguladores já “forneceram dezenas de licenças de álcool e maconha durante a pandemia em um esforço para apoiar as empresas durante o período de restrição e apoiar o esforço de vacinação”.
Mais recentemente, disse o Washington LCB, concedeu uma permissão para uma cerveja, vinho ou coquetel grátis a ser dado aos que forem vacinados até 30 de junho.
Embora os produtos gratuitos não estejam sujeitos a impostos estaduais e locais, os varejistas são obrigados a manter todos os registros associados à oferta, incluindo os requisitos de rastreamento da semente à venda.
Em todos os Estados Unidos, ativistas e varejistas da cannabis têm oferecido promoções para pessoas que recebem a vacina contra o coronavírus. Em janeiro, o dispensário Greenhouse of Walled Lake de Michigan anunciou uma campanha “Pot for Shots”, que oferecia uma baseado gratuito até fevereiro para qualquer pessoa que fornecesse prova de ter recebido uma vacina.
Os ativistas D.C. Marijuana Justice (DCMJ) anunciaram em janeiro seu próprio plano de distribuir maconha e sementes em centros de vacinação em Washington, D.C.
Referência de texto: Ganjapreneur
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