por DaBoa Brasil | ago 18, 2016 | Economia, Política
Pesquisadores do think thank Rand Europe descobriram que o Reino Unido tem o maior comércio online de drogas em comparação com outras nações europeias.
A guerra britânica contra as drogas está falhando, dizem ativistas, com o mercado online de narcóticos aumentando em valor e a polícia confiscando 1,000 plantas de cannabis todos os dias.
Pesquisadores do think thank Rand Europe descobriram que o Reino Unido tem o maior comércio online de drogas de qualquer nação europeia, e está perdendo somente para os EUA.
A enorme escala do crescente mercado de drogas britânico na escondida ‘internet clandestina’ provocou reformistas a apelaram para a legislação de narcóticos.
Foi descoberto que os vendedores online de droga do Reino Unido conduzem 20,748 acordos cada mês no valor de £1.8 milhões – quase o dobro dos 11,309 acordos valendo £920,000 na Alemanha, o segundo maior mercado online de drogas da Europa.
Somente os EUA tem o maior mercado de internet clandestina, com 28,883 acordos – que valem £3.8 milhões – detectados cada mês.
No entanto, quando o tamanho da população é levado em consideração, o Reino Unido tem, por mês, 321 transações de droga online por milhão de pessoas, enquanto os EUA tem 90 transações por milhão.
A pesquisa também descobriu que as transações online de drogas não foram interrompidas quando o FBI fechou o Silk Road em 2013, um mercado clandestino na internet que era responsável por quase todo o tráfico de drogas do mundo. Mesmo com esse sucesso das autoridades dos EUA, o número de transações online mensais de narcóticos triplicou em janeiro de 2016.
O rendimento global agora está em £10.7 milhões por mês – o dobro dos £5.35 milhões gerados pelo Silk Road perto do final da sua atuação.
O analista de políticas, Steve Rolles, da Fundação Transforme a Política de Drogas, disse que o relatório “salienta a futilidade da guerra contra as drogas”.
“Cada vez que fecham um mercado, outro site aparece. A ideia de que a erradicação ou uma sociedade sem drogas podem ser alcançadas por meio de aplicação de leis é claramente ridículo.”
Enquanto isso, dados oficiais indicam que a polícia na Inglaterra e no País de Gales retomou 366,841 plantas de cannabis em 2014/15 – mais de 1.000 por dia.
As estatísticas, analisadas pela seguradora Direct Line for Business, disse que a polícia da região de West Midlands confiscou o maior número de plantas – mais de 54,700 em 2014/15.
O líder da Direct Line for Business, Nick Breton, disse: “para os donos de terras, entrar em um acordo de locação com um locatário sempre requer uma certa quantidade de confiança que não irá causar danos significantes à propriedade. No entanto, como mostra essa análise, a plantação de cannabis ainda é um grande problema para a Inglaterra e para o País de Gales, e pode ter repercussão severa para os donos de terras”.
Fonte: Carta Maior
por DaBoa Brasil | ago 17, 2016 | Política
Em resposta à decisão do DEA de manter a maconha como uma substância controlada na Classe 1, Hillary Clinton, disse que, se eleita presidente, irá reprogramar a planta.
“A maconha já está sendo usado para fins médicos em estados de todo o país, e tem o potencial para muitos usos…”, disse em um comunicado Maya Harris , assessora de política de alto nível para a campanha de Clinton.
“Hillary Clinton tem dito ao longo desta campanha devemos fazer mais para que seja mais fácil estudar sobre a maconha, para que possamos compreender melhor os potenciais benefícios e efeitos colaterais.”
Ela continua: “Como Presidente, Hillary terá como base as importantes medidas anunciadas hoje pela reprogramação da maconha da Classe I de substâncias para a Classe II. Ela também irá garantir que o Colorado e outros estados que estão promulgaram leis sobre a maconha, possam continuar atuando como laboratórios da democracia”.
A notícia não é exatamente surpreendente, já que Clinton anunciou em novembro que ela iria apoiar a reprogramação da maconha, embora esta seja a primeira vez em sua campanha que afirmou explicitamente que irá tomar essas medidas, se for escolhida.
Fonte: lamarijuana
por DaBoa Brasil | ago 15, 2016 | Política
A agência federal antidrogas dos Estados Unidos (DEA) informou que vai continuar rejeitando solicitações para autorizar o uso da maconha com fins medicinais.
Esta decisão implica um conflito entre um número crescente de estados americanos e as normas federais, visto que quase a metade deles aprovaram leis autorizando o acesso à maconha com propósitos medicinais.
No entanto, o governo federal aprovará a ampliação das pesquisas sobre a erva, de modo que as organizações poderão pedir autorização para cultivá-la e usá-la em estudos.
Atualmente, apenas a Universidade do Mississippi está autorizada a fazer tais pesquisas.
A maconha é normalmente prescrita para tratar dores e outros mal-estares crônicos, como as náuseas.
O diretor da DEA, Chuck Rosenberg, disse que a proibição da maconha continuará devido à “falta de segurança para seu uso sob supervisão médica”.
Ao justificar a medida, a DEA citou uma avaliação científica e médica realizada pela Administração de Alimentos e Remédios e o Instituto Nacional sobre Abusos de Drogas.
“A decisão da DEA vai contra a ciência objetiva e uma opinião pública esmagadora”, lamentou Aaron Smith, presidente da Associação Nacional da Indústria da Cannabis, um grupo comercial com sede em Washington.
Fonte: Zero Hora
por DaBoa Brasil | ago 15, 2016 | Economia, Política, Saúde
Quem precisa importar medicamentos à base de Canabidiol no Brasil espera, em média, 13 dias para obter uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por liberar os pedidos. Desde 2014, a Anvisa recebeu 1759 processos, dos quais 1622 já foram autorizados. Alguns aguardam análise ou adequações no processo para a liberação.
A Anvisa permite a importação para pessoas físicas, somente com prescrição médica e justificativa para a utilização do Canabidiol como alternativa às opções terapêuticas já registradas no país. A agência tem um formulário online para que os pacientes informem eventuais efeitos colaterais após o uso dos produtos.
O assunto tem gerado controvérsia, e um dos motivos é o fato do Canabidiol ser extraído da maconha. Contudo, o uso medicinal não se confunde com o uso recreativo da droga: os remédios à base de Canabidiol não têm efeitos psicotrópicos. E, tendo em vista todo o processo de importação e burocracia, recorrer a esse tipo de medicamento no Brasil costuma ser a última alternativa, em especial para pais de crianças ou adolescentes com transtornos que geram crises convulsivas graves.
Na área médica brasileira, há mais proximidade de um consenso sobre o uso do Canabidiol para a Epilepsia, mas não para outros tipos de doença. Enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) somente autoriza para casos de crianças e adolescentes com Epilepsia que sejam refratários aos tratamentos convencionais, alguns médicos no Brasil têm receitado e defendido o Canabidiol para outros casos, como dores crônicas e Mal de Parkinson.
Desde 2014, uma crescente flexibilização da importação de medicamentos à base de Canabidiol vem ocorrendo no país. Na época, o documentário “Ilegal – A Vida Não Espera” deu bastante destaque ao tema no debate público. Em janeiro de 2015, a Anvisa retirou a proibição contra o Canabidiol, que passou então a ser uma substância controlada. Mesmo antes disso, o órgão vinha liberando pedidos excepcionais. Já em abril de 2015, novas regras foram publicadas para simplificar a importação nos casos de necessidade.
Canabidiol e THC
A mais recente resolução da Anvisa sobre o tema foi publicada em março deste ano, permitindo também a prescrição médica e importação de produtos com maior teor de Tetrahidrocannabinol (THC). Essa última resolução foi publicada em cumprimento a uma decisão judicial e criticada pela própria Anvisa, que inclusive vem tentando derrubá-la.
Na decisão, o juiz federal do Distrito Federal (DF), Marcelo Rebello Pinheiro afirma que a substância é autorizada apenas para fins medicinais e científicos. Ele respondeu a pedido que havia sido feito pela Procuradoria da República do DF, que cita experiências de países como Canadá, Estados Unidos, Holanda e Israel, onde o uso medicinal é liberado e controlado de formas variadas.
Segundo a Anvisa, muitos dos produtos à base de Canabidiol e THC não são registrados como medicamentos nos seus países de origem, não sendo possível garantir a dosagem adequada ou conhecer os possíveis efeitos adversos. O CFM também reagiu negativamente à ultima resolução da agência reguladora.
Cadastramento
O cadastramento para a solicitação pode ser feito online ou por carta enviada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Coordenação de Produtos Controlados – Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) – Trecho 5, Área Especial 57, Brasília, CEP 71205-050. Se aprovada, a autorização tem validade de um ano, e então basta apresentar a prescrição médica diretamente nos postos da Anvisa localizados nos aeroportos.
Fonte: atarde
por DaBoa Brasil | ago 8, 2016 | Política, Saúde
Muito tem se falado sobre o uso medicinal da maconha, mas ainda é preciso esclarecer algumas questões que dificultam a adesão da sociedade, médicos e governo a tratamentos cientificamente comprovados. A primeira confusão está justamente em falar sobre os benefícios da maconha para a saúde, pois a medicina e a ciência têm feito valer das propriedades do cânhamo.
Embora a maconha e o cânhamo sejam da família da cannabis, é importante destacar que se tratam de plantas diferentes. Enquanto a maconha é baixa e espessa, o cânhamo é alto e longo. Além das diferenças físicas, a maconha contém grandes quantidades do canabinóide psicoativo THC (tetrahidrocanabinol) e o cânhamo pode conter quantidades relativamente grandes do canabinóide não psicoativo CBD (canabidiol).
Dentro do contexto científico, é o canabidiol que nos interessa. Este ativo tem efeito significativo para condições neurológicas em que os medicamentos farmacêuticos tradicionais não atuam como o esperado. Isto ocorre, em grande parte, porque os medicamentos farmacêuticos visam a sinapse, onde somente 2% de toda a comunicação neurológica ocorre. Já os canabinóides visam um espectro muito mais amplo de atividade neurológica, capazes de criar intervenções de terapia potencialmente inovadoras em termos de medicina neurológica.
Por isso, o canabidiol tem sido utilizado para o tratamento de doenças neurológicas graves em vários países, entre eles, o Brasil. Em abril de 2014, a importação da substância foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a solicitação de Katiele Fischer, mãe de uma menina de cinco anos, com CDKL5, síndrome que, entre outras manifestações, ocasionava mais de 80 convulsões por dia na criança. O pedido de Katiele foi embasado no caso de Penny Harper, uma americana, também mãe de uma menina com a síndrome, que iniciou o tratamento com o canabidiol e conseguiu reduzir a incidência de convulsões da filha de 40 por dia para zero em um período de pouco mais de 60 dias, o que permitiu a criança voltar a se desenvolver fisicamente e restabelecer a relação com a família.
Os benefícios do uso do canabidiol em pacientes com doenças neurológicas graves são comprovados. Tanto que, atualmente, o governo federal brasileiro subsidia o tratamento para portadores de diversas síndromes. Essa iniciativa é de suma importância para o adequado tratamento de pessoas com determinadas doenças neurológicas. Sem o suporte do governo, muitas famílias recorriam a métodos ilegais de importação, cultivo e produção do medicamento para alívio dos sintomas dos pacientes. Esses atos de amor e desespero, embora legítimos, poderiam trazer problemas legais aos familiares e metabólicos para os pacientes. Isso porque a produção caseira pode não ter a quantidade adequada de canabidiol e conter alto índice de THC, substância com propriedade psicoativa. O canabidiol industrial é preparado por uma empresa especializada, que realizou diversos estudos científicos e continua monitorando o desenvolvimento dos pacientes que iniciaram o tratamento com a substância.
A primeira batalha que tinha como objetivo a liberação da importação do canabidiol para tratamento médico no Brasil foi vencida, mas a guerra ainda não acabou. Embora os resultados sejam comprovados, o tema ainda é polêmico e pouco discutido no país. Por isso, é importante disseminar as informações. A esperança de muitos familiares, pacientes e minha, como médico, é que os benefícios do tratamento se sobressaiam perante a sociedade para que o tema seja desestigmatizado. Afinal, o que todos querem, é apenas viver da melhor maneira possível. (*Por Stuart W Titus, médico e CEO da Medical Marijuana Inc)
Fonte: Bonde
por DaBoa Brasil | ago 2, 2016 | Política
O ministro Teori Zavascki afirmou que pretende devolver ao plenário recurso sobre o tema. O julgamento está suspenso há quase um ano.
O ministro Teori Zavascki disse que vai devolver ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda neste semestre, o recurso que discute a descriminalização das drogas. O julgamento está suspenso desde setembro de 2015, quando o magistrado pediu vista para analisar o assunto.
– Essa é uma questão que exige muita reflexão. Acho que isso tem uma repercussão muito grande na vida das pessoas e no próprio papel do Judiciário, no que toca ao Judiciário e ao Poder Legislativo deliberar a respeito. Por isso, tem de meditar bastante. Estou estudando, fazendo um estudo de Direito comparado, examinando a experiência de outros países, porque esse é um problema universal – disse o ministro.
Questionado sobre qual seria o seu posicionamento, Teori disse que ainda não tinha uma posição firmada e que, de qualquer forma, não poderia adiantar seu voto.Antes de o julgamento ser suspenso, três dos 11 ministros haviam votado a favor da descriminalização. São eles Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luis Roberto Barroso. Gilmar votou pela liberação do porte de todas as drogas para uso pessoal. Já Fachin e Barroso restringiram seus posicionamentos à maconha.
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