“Quando não se pode curar deve-se aliviar.”

A fibromialgia é uma doença com uma dor crônica generalizada, onde o limite das percepções encontra-se alterado.

São sensações que não são dolorosas, mas que o sistema nervoso transmite como dor, explica o Dr. Darío Scublinsky, da Faculdade de Medicina da UBA e chefe do grupo de Fibromialgia da Sociedade Argentina de Reumatologia.

De acordo com Dr. Dario Scublinsky, as pessoas com esses transtornos tendem a consultar com profissionais até que sejam diagnosticados clinicamente por isso não é apoiada por outros estudos e o médico deve analisar e discutir com o paciente.

O especialista explicou que embora, há anos venha sendo realizados extensos estudos em muitos países, por enquanto, não é conhecida a origem da fibromialgia. Existem muitas hipóteses que não foram comprovadas sobre o mecanismo fisiopatológico da doença, ou seja, o mecanismo do qual se inicia.

Uma opção

“O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e requer uma conexão permanente entre os profissionais que atendem ao paciente”, diz e continua “deve-se prestar atenção para a resposta às terapias e medicamentos de primeira linha e, posteriormente, a necessidade de aprofundar ou mudar para outras modalidades de tratamento. Há uma porcentagem de pacientes que as ferramentas terapêuticas atuais não são suficientes, por isso estão começando a considerar outras alternativas, como o uso de maconha para tratar estes casos”.

“Há uma frase histórica na medicina que diz quando não se pode curar deve-se aliviar, esse é um objetivo importante na fibromialgia, aliviar aqueles casos que você não pode conseguir uma melhoria significativa”, enfatizou.

“Há alguns anos atrás começaram a falar sobre o uso de maconha medicinal para tratar síndromes de dor. Em fibromialgia não são poucas evidências da utilidade da cannabis e seus derivados. Sua experiência foi baseada principalmente em pacientes oncológicos e casos de isolados de outras doenças. Em particular se estão estudando drogas que se chamam derivados ‘canabinóides’, entre elas a mais conhecida é a ‘Nabilona’. Os canabinóides atuam na esfera afetiva da dor. Por isso, se considera que poderiam modificar o limiar de dor. Desde logo que os canabinóides certamente não vão ser a cura para a fibromialgia, mas está sendo considerando se poderia ser usado como um acompanhante do tratamento. No entanto, como qualquer droga psicotrópica e com potencial viciante, uma coisa é utilizar para um paciente com câncer terminal e outra é administra-la em uma doença crônica onde a sobrevivência não se vê comprometida. Nesse sentido, devemos lembrar que o primordial é melhorar a qualidade de vida dos pacientes com fibromialgia, mas é preciso de mais evidências científicas para apoiar este tipo de tratamento”, termina o Dr. Scublinsky.

Fonte: El Día

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