Um novo estudo reforça a ideia de que há semelhanças entre psicodélicos e meditação, com participantes que tiveram experiências pessoalmente significativas com qualquer uma das atividades relatando percepções “altamente semelhantes” que “prevêem melhorias no bem-estar”.

“Insights de tipo místico foram mais frequentes em relatos de experiências de meditação, enquanto insights de valor foram mais comuns em relatos de experiências psicodélicas”, afirma o relatório, publicado na edição de agosto da revista Consciousness and Cognition. “Afora isso, os insights relatados foram bastante semelhantes entre os dois tipos de relatos, e apenas pequenas diferenças foram observadas entre psicodélicos clássicos e não clássicos”.

Os pesquisadores revisaram 213 relatos narrativos, incluindo 147 de participantes que relataram experiências significativas com psicodélicos e 66 de pessoas que tiveram experiências significativas de meditação. Para os propósitos do estudo, os psicodélicos foram separados em categorias clássicas (incluindo LSD, psilocibina e DMT) e não clássicas (MDMA, cetamina e cannabis).

“Os resultados destacam semelhanças entre experiências psicodélicas e de meditação”, diz o relatório, “apoiando a noção de que experiências transformadoras não são exclusivas dos psicodélicos clássicos, mas podem ser facilitadas por vários meios”.

“Os insights foram muito semelhantes entre meditação e psicodélicos… Insights metacognitivos, místicos e de valores preveem melhorias no bem-estar”.

O estudo foi escrito por uma equipe de sete pessoas representando a Universidade Åbo Akademi, a Universidade de Turku e a Universidade de Helsinque, na Finlândia; a Universidade de Skövde, na Suécia; e a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Tanto a meditação quanto os psicodélicos facilitaram o que os pesquisadores chamaram de uma “ampla gama de insights”, que foram categorizados em “tipo místico (subclasses Unidade, Metafísica e Outros), psicológico (subclasses Metacognitivo, Valor e Compaixão) e filosófico-existencial (subclasses Propósito, Valor e Outros)”.

Insights metacognitivos, místicos e de valor foram associados a melhorias percebidas no bem-estar. Os participantes também relataram insights que, segundo a equipe do estudo, “não foram totalmente captados pelos questionários existentes”.

“Relatos de ambos os tipos de experiências incluíram insights místicos, psicológicos e filosófico-existenciais, com apenas pequenas diferenças entre experiências psicodélicas e de meditação”, conclui o estudo. “Esses resultados destacam as semelhanças entre experiências psicodélicas e de meditação pessoalmente significativas, bem como entre experiências facilitadas por diferentes tipos de substâncias psicodélicas”.

“Os resultados sugerem que tanto os psicodélicos quanto a meditação podem facilitar uma ampla gama de insights além dos insights de tipo místico, e que esses insights estão associados a mudanças percebidas no bem-estar”.

Embora o novo estudo analise psicodélicos e meditação separadamente, uma pesquisa publicada no início deste ano examinou a interação entre eles. Constatou-se que, entre os adultos que meditam regularmente, quase 3 em cada 4 sentiram que o uso de psicodélicos teve um impacto positivo na qualidade de sua meditação.

A pesquisa, publicada na revista PLoS ONE, entrevistou 863 adultos que meditaram pelo menos três vezes por semana no último ano. Entre eles, 73,5% disseram que o uso de psicodélicos foi benéfico para sua prática de meditação.

Referência de texto: Marijuana Moment

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