Pacientes com câncer de mama que receberam inibidores da aromatase (medicamentos que bloqueiam o estrogênio) apresentaram redução da dor musculoesquelética após o uso de pomadas tópicas contendo canabinoides da maconha, de acordo com dados de ensaios clínicos publicados na revista Cannabis and Cannabinoid Research.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA) avaliaram a eficácia de produtos tópicos com predominância de THC e CBD em 21 pacientes com dor induzida por inibidores da aromatase. As participantes do estudo foram selecionadas aleatoriamente para aplicar bálsamos com predominância de THC ou CBD nas mãos, pulsos e dedos três vezes ao dia, durante pelo menos duas semanas. Os produtos de cannabis foram fornecidos gratuitamente por um fabricante licenciado pelo estado.

86% das participantes apresentaram melhora nos seus níveis de dor iniciais, sendo que as pacientes que utilizaram produtos tópicos com predominância de THC relataram o maior alívio da dor. Os benefícios foram mantidos durante todo o período do estudo (até quatro semanas).

“Mulheres com câncer de mama e síndrome musculoesquelética induzida por inibidores da aromatase (AIMSS) afetando mãos e pulsos relataram melhora da dor e da função física ao usar bálsamos de THC e CBD. O uso tópico de bálsamos de cannabis foi bem tolerado e não afetou os níveis de estradiol nem levou à absorção sistêmica de THC”, concluíram os autores do estudo. “Os bálsamos de cannabis parecem seguros e podem levar à melhora da AIMSS em pacientes com câncer de mama. Ensaios futuros controlados por placebo com duração de uso mais longa são necessários”.

Referência de texto: NORML

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