O que B-Real (Cypress Hill), Mike Tyson e Method Man (Wu-Tang Clan) têm em comum? Eles não só vendem maconha, como agora também promovem suas próprias sementes, apostando em um mercado global que valoriza cada vez mais genéticas de ponta para cultivadores ao redor do mundo.
O vocalista do Cypress Hill e fundador do Dr. Greenthumb, B-Real, fez uma parceria com o banco de sementes Barney’s Farm, de Amsterdã, para lançar sua variedade Insane OG globalmente. Para ele, doar sementes é como compartilhar o código-fonte da cannabis: um ato de empoderamento para quem cultiva e uma declaração de propósito, como ele próprio disse à Forbes. Method Man, do lendário grupo Wu-Tang Clan, também levou sua marca, TICAL, para o campo da genética. Em colaboração com a Free World Genetics e distribuído pela Zamnesia, seu catálogo inicial inclui oito variedades.
Por sua vez, em 2024, o ex-campeão mundial de boxe Mike Tyson, por meio de uma parceria com a Royal Queen Seeds, sediada em Barcelona, lançou seis variedades assinadas com sua marca (Tyson 2.0) e, desde então, são distribuídas nos EUA, Europa e Tailândia e em breve chegarão à América do Sul.
Esse fenômeno se estende além dos estados legalizados dos Estados Unidos. Na América Latina e na Europa, artistas já haviam começado a colaborar com bancos de sementes.
Os dados corroboram essa tendência: de acordo com a Databridge Market Research, o mercado de sementes de maconha dos EUA pode ultrapassar US$ 2 bilhões até 2030. Globalmente, a Allied Market Research projeta que ele ultrapassará US$ 6,5 bilhões até 2031. As sementes se beneficiam de uma estrutura regulatória menos restritiva do que as flores, permitindo o envio internacional e maior acesso para cultivadores locais.
Referência de texto: Cáñamo
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