O uso sustentado de maconha está associado à melhoria da qualidade de vida e à redução da utilização de serviços de saúde entre pacientes com dor crônica, de acordo com dados publicados no periódico Pharmacy.

Uma equipe de pesquisadores afiliada à empresa Leafwell e à Universidade George Mason, na Virgínia (EUA), avaliou as tendências de utilização de serviços de saúde em pacientes com dor crônica, com e sem experiência prévia com o uso de cannabis. Estima-se que um em cada três pacientes com dor que residem em estados com acesso à maconha para uso medicinal relatam o uso da planta como analgésico.

Os pesquisadores determinaram que os pacientes que usaram maconha durante o ano anterior relataram menos visitas de atendimento de urgência, menos visitas ao pronto-socorro e menos “dias não saudáveis por mês” do que aqueles sem histórico de uso.

“Os resultados deste estudo sugerem (…) que a cannabis é provavelmente uma opção de tratamento eficaz para pacientes com dor crônica”, concluíram os autores do estudo. “Além disso, descobrimos que, além do aumento da qualidade de vida, a exposição à maconha está associada a um menor risco de atendimento de urgência e visitas ao pronto-socorro, ao comparar pacientes que usaram cannabis por pelo menos um ano com pacientes que nunca usaram maconha. Isso ressalta o potencial não apenas para ganhos na qualidade de vida associados ao uso medicinal de cannabis, mas também para efeitos positivos subsequentes no sistema de saúde resultantes do tratamento”.

Referência de texto: NORML

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