De acordo com um estudo publicado na revista Biomedicine & Pharmacotherapy, um extrato rico em polifenóis da Cannabis sativa pode ajudar células semelhantes às nervosas a se defenderem contra o estresse oxidativo, um processo biológico amplamente associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e esclerose lateral primária.
Pesquisadores da Universidade San Jorge (Espanha) testaram uma fração polifenólica aquosa da maconha em células de neuroblastoma SH-SY5Y, um modelo celular de laboratório comumente usado com características semelhantes às de neurônios. Após tratar as células com diferentes concentrações do extrato, a equipe induziu estresse oxidativo usando peróxido de hidrogênio (água oxigenada) a 100 µM e, em seguida, mediu as alterações relacionadas à sinalização redox, inflamação e sobrevivência celular.
De acordo com o resumo, a fração polifenólica ativou significativamente a via Keap1/Nrf2, um importante sistema de defesa celular que regula as respostas antioxidantes. Os pesquisadores também relataram aumento na expressão de PRDX1 e PRDX3, juntamente com defesas antioxidantes endógenas mais robustas, com base em testes de atividade enzimática.
O estudo também identificou marcadores consistentes com a redução da sinalização de morte celular associada ao estresse do retículo endoplasmático, descrito como uma alteração na sinalização Bax/Bcl-2. As medidas inflamatórias também diminuíram nas células tratadas, incluindo o óxido nítrico e outros marcadores já relatados, como NF-κB2, IL-6 e IL-8.
Em trabalhos adicionais de modelagem computacional, a equipe identificou o resíduo Leu583 como um resíduo chave envolvido nas interações Nrf2-ligante. Os resultados, conforme descritos, sugerem que os polifenóis da maconha podem desempenhar um papel significativo no equilíbrio redox e na inflamação em contextos relacionados a danos oxidativos e mitocondriais.
Referência de texto: The Marijuana Herald
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