De acordo com um novo estudo publicado na revista Phytomedicine, dois compostos naturais derivados da casca da semente de cannabis podem ajudar a melhorar o controle do açúcar no sangue e restaurar funções metabólicas essenciais relacionadas ao diabetes e à obesidade.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Konyang, na Coreia do Sul, que examinaram duas lignaamidas fenilpropionamidas conhecidas como Cannabisina A e Cannabisina B. De acordo com o estudo, ambos os compostos atuaram em dois importantes alvos metabólicos ligados à resistência à insulina e à má regulação energética: a proteína tirosina fosfatase 1B, conhecida como PTP1B, e a AMPK, uma enzima envolvida no equilíbrio energético celular.

Os pesquisadores descobriram que ambos os compostos inibiram fortemente a PTP1B, considerada um importante regulador negativo da sinalização da insulina e da leptina. Em testes de laboratório com células musculares e hepáticas, os compostos ajudaram a restaurar a captação de glicose e reativaram diversas vias de sinalização ligadas à sensibilidade à insulina e à função metabólica. O estudo encontrou efeitos semelhantes em células hepáticas primárias de camundongos alimentados com uma dieta rica em gordura, incluindo a redução da atividade de uma proteína relacionada à produção de gordura e o aumento da expressão de GLUT2, que auxilia no transporte de glicose.

Os compostos também foram testados em camundongos diabéticos. Nesses experimentos, doses orais de Canabisina A e Canabisina B melhoraram a glicemia de jejum de forma dose-dependente e aprimoraram os resultados nos testes de tolerância à glicose oral e de tolerância à insulina. Os pesquisadores também descobriram que os compostos reativaram múltiplas vias de sinalização no músculo esquelético e no fígado, que estão intimamente ligadas à regulação da glicose.

O estudo afirma que as descobertas indicam que esses compostos da cannabis podem funcionar como agentes antidiabéticos de dupla ação, inibindo a PTP1B e ativando a AMPK. Os pesquisadores dizem que sua atividade em modelos celulares, ex vivo e animais, juntamente com análises de dados humanos que corroboram essa hipótese, apontam para um potencial uso futuro como agentes sensibilizadores de insulina e leptina.

Referência de texto: The Marijuana Herald

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