Dicas de cultivo: auxinas – o que são e como ajudam no desenvolvimento das plantas

Dicas de cultivo: auxinas – o que são e como ajudam no desenvolvimento das plantas

As auxinas atuam diretamente no desenvolvimento das plantas, promovendo o crescimento de cada uma de suas células. No post de hoje, vamos contar o que são e como podemos tirar proveito de seu uso no cultivo de maconha.

O que são auxinas?

As auxinas são um dos grupos mais importantes de fitormônios (hormônios vegetais). Charles Darwin e seu filho Francis Darwin foram os responsáveis por seu descobrimento. Na década de 80 do século 19, eles iniciaram uma série de experimentos que confirmaram a existência de hormônios vegetais. Essas investigações tentaram relacionar a influência da luz no fototropismo em aveia. Ou seja, sua direção de crescimento.

Esses hormônios vegetais atuam principalmente na regulação do crescimento das plantas. E é claro que não são exclusivos da cannabis. Eles são encontrados em todos os tipos de plantas.

Existem dez fitormônios caracterizados até o momento: auxinas, citocininas, giberelinas, ácido abscísico, ácido salicílico, poliaminas, ácido jasmônico, brassinosteroides, etileno e estrigolactonas.

As auxinas participam de todos os processos de desenvolvimento da planta. No nível celular, intervêm nos processos de divisão, alongamento e diferenciação das células.

Os diferentes compostos chamados auxinas são caracterizados por sua capacidade de causar um ou mais fenômenos biológicos, tais como:

  • Induzir o alongamento do caule
  • Promover a divisão celular na presença de citocininas
  • Formar raízes adventícias em estacas (clones)

Em geral, pode-se dizer que regula o crescimento, fortalece a planta ao alongar as células vegetais e promove o enraizamento.

Uma planta pode obter auxinas de duas maneiras. Por um lado, naturalmente. Mas às vezes a quantidade produzida por esse método é insuficiente. E de outro, com hormônios sintéticos. Portanto, existem produtos que contêm auxinas para ajudar a planta a ter o nível adequado desse fitormônio.

Diferentes tipos de auxinas

Já citamos que as auxinas formam um grupo de compostos. O mais conhecido é o ácido indolacético, uma auxina natural abundante em algas marinhas, microalgas, fungos ou bactérias.

Mas também existem auxinas sintéticas produzidas em laboratórios. Seu uso estimula o crescimento das plantas.

Auxinas naturais

  • Ácido indol butírico (IBA)
  • Ácido indol propiônico (AIP)
  • Ácido feniacético
  • Ácido indolacético (IAA)
  • Ácido 4-cloroindolacético

Auxinas Sintéticas

  • Ácido 2,4-diclorofenoxibutil (2,4-DB)
  • Ácido 2,4,5-triclorofenoxiacético (2,4,5, -T)
  • Ácido indol butírico (IBA)
  • Ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D)
  • Ácido naftoxiacético (NOA)
  • Ácido naftalenacético (ANA)

Como agem na planta e para que são usados

As auxinas são sintetizadas nos merismas do ápice ou apical dos caules. Ou seja, onde nascem as folhas e os caules. Podemos diferenciar a olho nu como um pequeno “caroço”.

A partir daí, começam a se mover para outras partes da planta onde podem ser necessários através do floema. Curiosamente, foi demonstrado que têm mais mobilidade para cima do que para baixo.

Geralmente, há sempre uma concentração maior de auxinas nas raízes do que nos buds, no caso da maconha. Assim, a principal contribuição é para o crescimento e desenvolvimento da planta.

A auxina mais estudada e que até agora tem o maior benefício no cultivo da maconha é, como citamos, o ácido indolacético (IAA). É sintetizado nas pontas das ramas e é transferido para outras partes da planta. Tanto pelo floema quanto de célula em célula.

Os produtos que mais frequentemente incluem esse fitormônio são os enraizadores de clones. Tanto na sua versão natural como na sua forma sintética.

Como a poda afeta a distribuição de auxinas

Além disso, as auxinas que são produzidas na parte apical da planta, chegam a inibir o crescimento das gemas laterais em um fenômeno conhecido como dominância apical.

Isso evita que os ramos secundários excedam o ponto apical ou central da planta em altura. E o mesmo acontece com a apical de cada rama em relação aos seus ramos inferiores.

Quando essa ponta central é removida por poda, esse hormônio é removido. Desta forma, consegue-se que os ramos inferiores tenham um crescimento mais homogêneo.

As técnicas de poda que incluem a supressão da ponta apical criam um desenvolvimento mais amplo do ramo lateral. E assim as plantas ficam mais largas e aproveitam melhor a luz.

Como aplicar auxinas de forma caseira

Vemos que a maneira de aproveitar o poder das auxinas em um cultivo é por meio da poda. Isso é algo que podemos fazer em qualquer planta e comprovar.

Técnicas como LST (low stress training) ou SCROG (Screen Of Green) são amplamente utilizadas pelos cultivadores para conseguir, com poucas plantas, cobrir grandes áreas de cultivo.

A outra é tirar proveito delas nas fases de enraizamento. Uma opção é usar um gel de enraizamento. Entre sua composição, estarão as auxinas.

Mas também podemos fazer um poderoso enraízador com lentilhas. E eficaz. E, claro, econômico.

Como fazer um enraízador de lentilha

É muito simples. Você só vai precisar de 1 parte de lentilhas, 4 partes de água e um recipiente hermético. Além de um pouco de paciência, uma batedeira e um filtro fino ou pano limpo.

Em uma recipiente com tampa, adicione, por exemplo, 100 gramas de lentilhas e 400 ml de água. Sempre 4 vezes mais água do que lentilhas.

Feche o recipiente e agite bem. Você deve procurar um lugar escuro ou pelo menos longe da luz solar, como uma sala mal iluminada.

Após cerca de 4 dias, a maioria das lentilhas terá germinado e liberado hormônio vegetal suficiente. O próximo passo será bater as lentilhas com a água no liquidificador.

Em seguida, coe o líquido espesso resultante para descartar toda a casca das lentilhas que não são interessantes.

O enraízador de lentilha terá um ótimo concentrado de auxinas. Mas não é aconselhável usá-lo puro. Em altas concentrações, as auxinas também são um herbicida eficaz para plantas cotiledonares.

Dilua o enraízador caseiro em água a uma taxa de 10 partes de água para cada 1. Por exemplo, para cada litro de água, adicione 100ml do preparo.

O efeito desse enraízador é bastante eficaz e os clones desenvolvem raízes mais rapidamente, além de serem mais longas e saudáveis.

O enraízador pode ser armazenado na geladeira por cerca de 15 dias caso tenha sobrado. Embora seja melhor preparar e usar imediatamente, seus resultados serão melhores.

Conclusão

As auxinas são fitormônios muito importantes que participam do desenvolvimento das plantas e do enraizamento dos clones nos cultivos de maconha. Em certos casos, as plantas os produzem por si mesmas. Em outros, existem produtos específicos para adicioná-las. Elas podem ser muito interessantes quando aplicadas em busca de uma resposta forte em determinados momentos do seu cultivo.

Referência de texto: La Marihuana

Dicas de cultivo: por quanto tempo as sementes de maconha podem ser armazenadas?

Dicas de cultivo: por quanto tempo as sementes de maconha podem ser armazenadas?

As sementes de maconha devem ser armazenadas de forma correta e segura, caso você não queira ter uma surpresa ao (não) germiná-las.

Muitos cultivadores de primeira viagem, em muitas ocasiões, se perguntam qual seria a maneira correta de armazenar suas sementes de maconha. Além disso, também têm dúvidas por quanto tempo essas sementes podem ser armazenadas mantendo as mesmas características e a mesma qualidade das sementes frescas.

Se as sementes de maconha foram armazenadas corretamente, elas devem ter as mesmas características e as mesmas condições das plantas que nascem das novas sementes por até uma década.

Existem algumas questões que são mais do que básicas para armazenar qualquer tipo de semente: mantê-las sempre em locais frescos ou frios, em locais escuros e secos, e principalmente aqueles que estão fora do alcance da luz solar direta ou de muita luz.

Um grande número de cultivadores acredita que, quando as sementes de maconha são armazenadas adequadamente, quase todas as sementes terão retido suas propriedades depois de mais de cinco anos.

Guardando sementes de maconha corretamente

Se as sementes de maconha forem armazenadas corretamente, elas podem manter suas características e propriedades por pelo menos cinco a dez anos. Essas pequenas sementes precisam que sua conservação seja correta por diferentes razões.

Por exemplo, se você cruzou uma genética entre duas variedades e deseja manter a variedade resultante ao longo do tempo para depois desfrutar de suas propriedades.

A importância de um lugar frio, seco e escuro

As sementes de maconha devem ser armazenadas em local fresco ou frio, sem umidade. Devemos dar grande importância e levar em conta que quer tenham sido armazenados no freezer ou na geladeira, de fato, mesmo que estejam em um armário ou gaveta, não devem mudar de lugar até a germinação. Mudanças rápidas na diferença de temperatura não são boas para as sementes e podem destruir sua integridade genética.

Outra regra que nunca deve ser violada é expor as sementes à luz solar direta, seu armazenamento também deve ser sempre em local escuro e seco. Muita luz e umidade podem fazer com que as sementes germinem prematuramente. A umidade relativa ideal para o armazenamento adequado das sementes não deve ser superior a 10%.

Onde guardar as sementes

Se você precisar armazenar suas sementes de maconha por muito tempo, qualquer tipo de recipiente hermético pode funcionar, potes de vidro opaco ou caixas de metal com uma boa lacração são uma ótima opção. Manter em recipiente a vácuo também é uma opção muito segura. Outro pequeno truque que podemos fazer é colocar um desumidificador junto às sementes que possa manter a umidade sob controle.

É verdade também que a baixa temperatura do ambiente sempre será melhor do que a alta, pois o calor pode ser uma forma de deteriorar as boas características ou propriedades das sementes. Se você quiser mantê-las no freezer da geladeira, deve sempre lembrar e como falamos antes, que se optar por isso, elas devem ser mantidas o maior tempo possível naquela temperatura fria e não mudar o local de armazenamento. Além do mais, as mudanças de temperatura não são boas para as sementes de maconha, nem mesmo a mudança pela qual passam ao abrir a porta da geladeira.

Outra coisa que é preciso sempre lembrar ao tentar congelar suas sementes é que elas podem se tornar menos viáveis ​​cada vez que forem descongeladas e depois congeladas novamente. Tanto o congelamento quanto o descongelamento das sementes podem causar excesso de umidade e, nesse caso, é preciso ter muito cuidado e muita vigilância.

Embora não exista uma fórmula mágica no que diz respeito à saúde dos organismos naturais vivos, se o armazenamento for correto, as sementes de maconha, de cinco a dez anos, podem germinar e se reproduzir com praticamente as mesmas propriedades de uma semente fresca.

Lembre-se

Portanto, lembre-se que o excesso de umidade, além de atrair fungos, pode fazer com que as sementes germinem.

Que as altas temperaturas podem danificar as sementes de maconha. Além disso, podem promover a germinação se combinados com alta umidade. A melhor temperatura de armazenamento para sementes de maconha seria entre 5ºC e 7ºC.

A escuridão ajuda a semente a permanecer dormente por mais tempo. No entanto, a luz a danificaria, perdendo facilmente sua capacidade de germinar.

Uma boa dica também seria etiquetar as sementes com o nome da cepa e sua data. Pequenos recipientes, como sacos zip lock ou canudos com ambas as pontas queimadas, são alguns bons locais para um armazenamento adequado para a conservação de suas sementes.

Referência de texto: La Marihuana

Dicas de cultivo: as principais pragas que afetam o cultivo de maconha

Dicas de cultivo: as principais pragas que afetam o cultivo de maconha

Se há algo que causa terror em um cultivo de maconha, sem dúvida nenhuma, são as pragas. No nosso post de hoje falaremos sobre algumas das piores e mais comuns pragas no cultivo da maconha. Desde como detectá-las, até como evitá-las e, se necessário, eliminá-las.

Algumas das principais pragas que afetam um cultivo de maconha

A cannabis é uma planta muito saborosa não só para nós, como também para muitos insetos e pragas. A grande maioria não será atraída pelas plantas, apenas algumas podem se tornar um perigo para o cultivo.

Mosca branca

A mosca branca é um pequeno inseto que causa danos significativos às plantas. É uma das pragas mais difundidas e nocivas para a agricultura. Trata-se de um inseto voador com um tamanho de 1-1,5mm. Sua cor pode variar entre branco ou amarelo-branco, daí seu nome.

É uma praga que se espalha rapidamente. Uma única fêmea pode colocar até 500 ovos. Sua vida útil média chega a 55 dias em condições ideais.

Devido ao seu tamanho e cor, é difícil detectá-las nas plantas. Mas será muito fácil saber se a planta sofre ataques de mosca-branca devido às marcas que deixam nas folhas.

A mosca-branca alimenta-se da seiva das plantas e deixam marcas circulares muito características. Elas também produzem um líquido açucarado que impregna as folhas com negrilla (ou negrito).

Também como todas as pragas são portadores de vírus, se vierem de outra planta doente, é possível que transmita essa doença para o seu jardim de maconha.

Tripes

As tripes são uma das pragas mais comuns no cultivo de maconha. São pequenos insetos neópteros, ou seja, possuem asas que podem se dobrar sobre o abdômen.

São geralmente amarelos, marrons ou pretos com faixas claras e escuras alternadas. Sua forma é cilíndrica e alongada. Geralmente seu tamanho é de cerca de 3mm, embora possam chegar a 6mm de comprimento.

Seu ciclo biológico dura entre 15 a 18 dias. Essa variação depende principalmente da temperatura ambiente. São capazes de produzir até 12 gerações por ano e cada indivíduo pode viver de um mês a um ano.

Essa praga também tem uma parte bucal sugadora com a qual arranham e laceram a superfície dos caules e folhas das plantas de maconha. Depois, sugam a seiva derramada.

Existem espécies aladas e sem asas. Neste último caso, as asas são muito estreitas e com aparência de penas. Em geral, não voam bem, mas podem pular.

Seus ataques são facilmente reconhecíveis. Deixam marcas semelhantes às da aranha vermelha, às vezes formando pequenos sulcos longitudinais.

Mosca do substrato

Embora seja uma praga dos cultivos de maconha associada especialmente em ambientes internos (indoor), ela também causa grandes problemas em plantações ao ar livre (outdoor).

A mosca substrato, ou sciaridae, é uma pequena mosca entre 3 e 5mm . São pretos, magros, com pernas longas, antenas longas e asas com veias bem marcadas.

É uma praga que habita o substrato, como o próprio nome sugere. E realmente as moscas no substrato são inofensivas para as plantas. O que é perigoso mesmo são suas larvas.

Os adultos vivem cerca de 10 dias. Mas durante este tempo, uma fêmea pode colocar até 300 ovos em condições ideais.

Eles adoram solos úmidos ricos em matéria orgânica. Além disso, a dieta das larvas da mosca-branca inclui os pequenos pelos das raízes das plantas.

Como consequência, a assimilação de nutrientes é reduzida. A planta pode murchar repentinamente, ter perda de vigor, crescimento lento e/ou amarelamento das folhas.

Lagartas

É uma das piores pragas, temida pelos cultivadores de maconha outdoor e, principalmente, na fase de floração. São muito vorazes e em poucos dias podem causar sérios problemas.

As lagartas são larvas de borboletas diurnas e noturnas. A sua atividade desenvolve-se durante os meses de primavera e verão, que coincide com o período vegetativo.

Os adultos geralmente realizam a postura dos ovos na própria planta. Aos 7 a 14 dias, dependendo da espécie, os ovos eclodem e as pequenas lagartas começam a comer as folhas.

Na floração, as lagartas se enterram nos buds (frutos) para se proteger. E uma vez lá dentro não param de se alimentar. Seus excrementos também são a causa do fungo botrytis.

Os buds começam a apodrecer por dentro, mesmo que não seja visível do lado de fora. Mesmo depois que a planta é colhida e seca, as lagartas continuam sua atividade incessante.

Aranha vermelha

A aranha vermelha é possivelmente a praga mais temida no cultivo da maconha. Tanto no indoor onde é mais agressiva, como no outdoor.

Trata-se de um ácaro e pertence à família dos tetraniquídeos, ou Tetranychidae. Os ácaros desta família são capazes de tecer teias.

É muito pequeno em tamanho, aproximadamente 0,50mm de comprimento e 0,30mm de largura. Na primavera, com o aumento das temperaturas e a diminuição da umidade, iniciam sua atividade.

Geralmente se localizam na parte inferior das folhas. E aí começam a acasalar e botar ovos. Cada fêmea põe uma média de 110-120 ovos durante toda sua vida.

Alimentam-se do conteúdo celular das folhas de maconha. Absorvem deixando pequenas marcas pálidas que contrastam com a cor verde da epiderme.

Embora as lesões causadas por cada aranha vermelha sejam muito pequenas, quando uma planta é atacada por centenas ou milhares desses ácaros, as lesões tornam-se significativas.

As plantas perdem a capacidade de fotossintetizar. Isso resulta em uma grande redução na produção de nutrientes. Às vezes, devido aos danos, as plantas podem morrer de desnutrição.

Melhor maneira de prevenir pragas

A maneira de evitar as pragas é por meio da prevenção durante todo o cultivo. Desde a semeadura, até cerca de 15 dias antes da colheita.

Devemos ter em mente que qualquer ataque de qualquer praga é um estresse para a planta. Ela usará parte de sua energia para se recuperar do dano, em vez de se desenvolver.

Uma medida para se prevenir das pragas é manter todo o cultivo limpo. Eliminaremos as ervas daninhas, não permitiremos que folhas caídas se acumulem no substrato e evitaremos o cultivo próximo a espécies sujeitas a pragas.

Também existem no mercado vários produtos que nos farão muito bem nesta prevenção. Por exemplo, sabão de potássio, óleo de neem ou terra de diatomáceas.

Todos esses são produtos orgânicos e, além de seguros, vão fornecer para as plantas de cannabis nutrientes de qualidade que irão beneficiar o seu crescimento.

No outdoor, todas as pragas têm inimigos naturais. Joaninhas, louva-a-deus, aranhas, crisopídeos, entre outras, são sempre interessantes e muito bem-vindos no cultivo da maconha. Se você encontrar algum desses em seu cultivo, não os tire. E se você encontrar algum em outro lugar e, se possível, pegue-os e deixe-os nas suas plantas de maconha.

Como eliminar as pragas das plantas de maconha?

A realização de verificações regulares nas plantas de cannabis é a chave para detectar precocemente as pequenas pragas e evitar que se tornem uma praga perigosa.

Não custa nada a cada 3 ou 4 dias gastar 5 minutos do seu tempo, especialmente verificando as folhas. Qualquer marca pode significar que o ataque começou.

Antes de realizar qualquer tratamento, é conveniente identificar o tipo de praga que ataca nossas plantas para usar um inseticida que sabemos que será eficaz.

Por exemplo, óleo de neem ou sabão de potássio são bastante eficazes contra tripes ou moscas-brancas. Mas contra lagartas ou aranhas vermelhas, é bastante ineficaz.

Por outro lado, a terra diatomácea é eficaz contra praticamente todas as pragas que podem atacar uma plantação de maconha.

Caso opte por inseticidas químicos, deve-se sempre seguir as doses indicadas pelo fabricante, respeitando rigorosamente os períodos de segurança entre a última aplicação e a colheita.

Como recuperar suas plantas de maconha após uma infestação

Se a praga for detectada e erradicada a tempo, as plantas de cannabis continuarão seu desenvolvimento normalmente. Mas se não for esse o caso e apresentarem uma aparência ruim, deve-se recorrer a algum tipo de produto reparador.

Por exemplo, um extrato de algas aplicado de forma foliar, fará com que a planta recupere o vigor e se desenvolva como antes de sofrer pelas pragas.

Dependendo do ataque, o que você nunca deve fazer é remover as folhas de plantas de cannabis danificadas. A planta continuará a usá-las e até que sejam descartadas, elas serão úteis.

Conclusão

Uma praga é sempre um retrocesso no cultivo de maconha. Quando detectada no início, o dano será mínimo. Mas se não fizer assim, o dano pode ser considerável. Aprender a identificar o tipo de praga o ajudará a escolher o melhor tratamento possível e eliminá-lo de forma rápida, segura e eficaz.

Referência de texto: La Marihuana

Dicas de cultivo: como fazer uma polinização controlada no cultivo outdoor

Dicas de cultivo: como fazer uma polinização controlada no cultivo outdoor

Uma única flor masculina (flores estaminadas) que se abre será suficiente para polinizar os buds de várias plantas fêmeas do jardim. Cada bud polinizado produzirá dezenas de sementes. E uma planta polinizada, foca mais a sua energia no desenvolvimento de sementes do que nas flores. Eventualmente sua produção será afetada e, possivelmente, terá seus buds cheios de sementes.

E é por isso mesmo que sempre há cultivadores que querem experimentar novas técnicas e quando encontram um macho decidem polinizar outras plantas fêmeas para obter uma pequena quantidade de sementes, assim, garantindo futuras colheitas. É muito gratificante cultivar uma cruza criada por você mesmo. E realmente é muito fácil fazê-la com a garantia de não prejudicar a colheita devido à polinização descontrolada. No post de hoje, falaremos sobre a polinização controlada em plantas cultivadas ao ar livre (outdoor).

A primeira coisa, logicamente, é ter uma planta macho. Quando as sementes regulares são cultivadas, há grandes chances de obtê-las, geralmente em cada 10 sementes regulares, cerca de 3-4 são machos. Se tivermos vários, selecionaremos os mais vigorosos, embora se forem de variedades diferentes também possamos fazer várias cruzas diferentes mantendo todos ou alguns exemplares.

Uma vez identificado o macho, devemos removê-lo para uma área de “descanso”. Não deve ficar próximo às plantas fêmeas, não deve ser ventilada em excesso e deve ter fotoperíodo natural. Um local pouco frequentado dentro de nossa casa pode ser perfeito. Não importa que a planta receba pouco sol, a esta altura não importa que continue a crescer, apenas que mantenha e continue a amadurecer suas flores estaminadas (sacos de pólen).

Se a planta for grande, pode-se fazer uma poda drástica, deixando apenas 2 ou 3 ramos. Todos os dias verifique a planta à procura das primeiras flores abertas. E assim evite visitar as plantas fêmeas, já que o pólen das flores dos machos pode facilmente se prender às nossas roupas causando polinização acidental. Não é uma má ideia trocar de roupa, além de sempre lavar muito bem as mãos.

Assim que observar alguma flor da planta macho aberta, colete seu pólen em um pequeno saco zip lock. Coloque o saco sob a flor e bata levemente no galho. Se estiver suficientemente maduro, colete uma pequena quantidade de pólen amarelado. Se não estiver maduro, espere um pouco mais para tentar novamente. Assim que tiver o pólen do macho coletado, corte a planta e coloque em um saco bem fechado, após isso descarte para longe do seu jardim.

Para fazer uma polinização controlada existem várias alternativas. Uma forma é: passe a ponta de um pincel no pólen depois encoste o pincel em um ou dois buds inferiores da planta com a qual queremos cruzar. Outra forma é: passe o pólen para um saco plástico, depois introduza o galho com o bud que pretende polinizar e prenda o plástico no caule para evitar vazamento de pólen.

Outra forma é: dilua o pólen em água destilada e depois aplique no bud com spray. Teste primeiro na pia ou no vaso para se certificar de que o spray é o mais fino possível. Cubra a planta com um plástico, exceto o bud a ser polinizado, e aplique uma quantidade generosa de água com pólen, sacudindo bem após a aplicação e deixando secar antes de descobrir novamente a planta.

Um bud polinizado em poucos dias começará a mostrar vários sinais, como “torrar” de forma prematura seus pistilos ou engorda excessiva dos cálices. Além disso, eles vão parar de ganhar peso. Para uma correta maturação das sementes, serão necessárias no mínimo 5 semanas. Portanto, não será difícil calcular o dia da polinização com a data estimada de colheita.

Ao secar o bud polinizado, é aconselhável colocar um pote ou qualquer tipo de recipiente por baixo para recolher as sementes que possam cair. As sementes podem ser retiradas com o bud ainda verde, mas será sempre mais fácil quando as flores estiverem secas. Esse bud, uma vez que você removeu as sementes, pode consumi-lo com calma ou fazer uma pequena extração. As sementes serão então mantidas em local fresco e seco até a hora de germiná-las e dar início em um novo ciclo.

Referência de texto: La Marihuana

Dicas de cultivo: como estabilizar uma variedade de maconha

Dicas de cultivo: como estabilizar uma variedade de maconha

Os procedimentos para estabilizar cepas de cannabis são muitas vezes mal compreendidos, até mesmo por cultivadores que produzem cepas comerciais. A estabilidade se refere à variabilidade e previsibilidade encontradas na prole de uma geração: quando uma cepa é instável, a variabilidade será alta e a previsibilidade baixa; com uma variedade estável, acontecerá o oposto. No post de hoje, vamos falar um pouco sobre a estabilização de uma variedade de maconha. Continue lendo para saber mais!

Variabilidade e previsibilidade

Variabilidade, neste caso, refere-se a gama de diferentes fenótipos que se expressarão ao hibridizar duas cepas diferentes; previsibilidade refere-se à proporção de distribuição esperada dos diferentes fenótipos. Ao cruzar plantas estáveis, a herança mendeliana dita que: 50% da prole poderão ser parecidas com ambos os pais igualmente, 25% expressarão traços mais próximos da mãe e 25% mais próximos do pai.

Normalmente, os breeders (criadores) irão estabilizar uma ao longo de várias gerações. Primeiro, uma mãe e um pai saudáveis são selecionados e criados para produzir descendentes híbridos que serão de previsibilidade variável dependendo da estabilidade dos pais. Portanto, se a mãe e o pai são considerados estáveis, espera-se que seus filhos expressem três fenótipos conforme descrito acima.

Estável X Raça pura

É importante notar que “estável” não significa “raça pura”. Uma linhagem de raça pura é aquela que produzirá descendentes consistentes de um fenótipo dominante (com poucos ou nenhum espécime diferente de seus irmãos); na cannabis, são normalmente encontrados entre as variedades landraces e cultivares tradicionais. Além disso, os breeders podem usar o termo raça pura para se referir a características únicas que sempre ocorrerão (como uma cor roxa, por exemplo), em vez de se referir para a expressão fenotípica geral.

Pais estáveis ​​geralmente produzem descendentes homozigotos previsíveis, embora com um maior grau de variação do que o encontrado em linhagens de raça pura. No entanto, se um ou mais pais são instáveis, cruzá-los resulta em uma variedade de descendentes heterozigotos que podem expressar qualquer número de características imprevisíveis, e que não corresponderão às proporções mendelianas previsíveis.

Os traços dominantes em cada pai/mãe são recombinados para fornecer a base genética para a próxima geração. O cruzamento inicial de dois pais não relacionados é conhecido como híbrido filial-1 (f1). Normalmente, os melhores exemplares de híbridos f1 serão cruzados para produzir a geração f2, que geralmente é ainda mais instável que a f1.

Cruzamento e retrocruzamento

Com várias gerações cruzando irmãos e irmãs dos mesmos pais – selecionando com base em características que você desejar ​​- um maior grau de consistência e, portanto, previsibilidade pode ser alcançado. Os traços desejados tornam-se dominantes e sempre aparecerão, enquanto os traços indesejáveis ​​são gradualmente eliminados do pool genético e não são mais expressos.

Para algumas características, o cruzamento de plantas com as gerações anteriores (retrocruza) permite que as características se estabilizem mais rapidamente. Muitos cultivadores acreditam erroneamente que algum grau de retrocruzamento é necessário para estabilizar qualquer linhagem, mas na realidade esta técnica só é necessária para certas características.

Depressão de consanguinidade

Após o cruzamento e possivelmente o retrocruzamento por várias gerações, os traços desejados devem começar a se expressar em todos os indivíduos. No entanto, após muitas gerações limitando e reduzindo essencialmente o pool genético de modo que apenas as características desejadas se expressam, a escassez de material genético resultante pode levar a um nível de endogamia que é prejudicial à saúde geral e à sustentabilidade da cepa.

Simplificando, se dois pais aparentados carregam o mesmo alelo recessivo, que é defeituoso ou deletério, as chances de duas cópias idênticas passarem para a prole são muito maiores do que com pais não aparentados. Se dois indivíduos portadores desses alelos defeituosos se reproduzem, a característica indesejável será dominante e se reproduzirá em todas as gerações subsequentes da linhagem.

Consanguinidade para melhorar a diversidade

Por esta razão, quando as linhagens começam a experimentar uma endogamia severa (conhecida como depressão de consanguinidade), é comum a introdução de um novo pai não aparentado em um processo conhecido como endogamia.

A depressão por endogamia ocorrerá mais lentamente se houver abundância de material genético a partir do qual formar novos descendentes. Portanto, com populações menores, a depressão por endogamia pode ocorrer rapidamente.

Referência de texto: Sensi Seeds

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