por DaBoa Brasil | jan 17, 2020 | Economia, Música
O músico Carlos Santana entrou no negócio da maconha e lançará sua própria variedade.
Ainda em 2020 será lançada a variedade que Santana apadrinhou e fará parte de outros produtos que levarão seu nome. É a Left Coast Ventures que está por trás dos produtos de Santana. Os mesmos que desenvolveram as variedades com o nome de Grateful Dead e de alguns dos descendentes de Bob Marley.
“A maconha é uma porta ou janela para um estado de consciência diferente”, diz Santana em uma declaração que parece duvidar de qual é a metáfora apropriada para descrever os efeitos iluminadores da maconha. “Ela te dá a oportunidade de perceber um filtro diferente de consciência, a percepção errônea de que distância é uma ilusão, o que impede que se concentre em sua essência principal. Ajuda a chegar à conclusão, aceitação e internalização de que viver com alegria é o caminho para obter qualidade de vida”.
Santana é a favor da legalização da maconha há muitos anos. Em 2009, ele disse que Barack Obama, presidente dos Estados Unidos na época, deveria legalizar a maconha para financiar o sistema educacional do país.
Fonte: Cáñamo
por DaBoa Brasil | jan 16, 2020 | Política
Cinco estados dos EUA podem se juntar aos 11 que já legalizaram o uso de maconha para adultos; em ordem alfabética, seriam Arizona, Connecticut, Dakota do Sul, Nova Jersey, Nova York, Novo México e Vermont.
Sete estados possíveis:
O Arizona votará em novembro se legalizar o uso recreativo ou não.
Connecticut é um vizinho de Nova York que quer legalizar a maconha este ano e Massachusetts que já é legal, portanto, está perto da legalização.
Dakota do Sul também votará em novembro a legalização recreativa da maconha.
O Novo México, após a aprovação da descriminalização do consumo em abril, tem uma equipe estudando como regular o mercado canábico.
Nova Jersey também votará a legalização em novembro junto com as eleições presidenciais.
Nova York ouviu da boca de seu governador Andrew Cuomo que ele espera e fará todo o possível para que este ano sim, seja legalizado.
Vermont já aprovou a legalização do cultivo doméstico e a auto-regulação, embora o comércio em lojas especializadas ainda não seja regulamentado.
Três estados que podem segui-los:
Montana, Pensilvânia e Flórida levam muito a sério seus respectivos votos sobre a legalização da maconha nas votações presidenciais.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jan 16, 2020 | Ativismo
Quando falamos em legalização da maconha, não estamos falando apenas do seu tradicional uso milenar como parte da medicina. Também não estamos falando apenas em sua capacidade em ser a matéria prima para milhares de produtos ecologicamente sustentáveis. E principalmente, não estamos apenas falando do mercado bilionário que envolve os diversos usos dessa planta. Falamos também sobre o seu uso social e do poder da planta em transmitir harmonia e união entre aqueles que a consomem. Mas no Brasil não são todos que pensam dessa forma e, para alguns, o deus dinheiro parece falar mais alto.
Após pouco tempo da regulamentação feita por parte da Anvisa, que permite apenas o uso de produtos derivados da planta com o máximo de 0,2% de THC (uma clara vitória da indústria farmacêutica, lembrando que o cânhamo naturalmente possui máxima de 0,3%), ficou nítido o interesse de vários profissionais e instituições que levam o nome da erva.
Fica ainda mais claro perceber esse interesse, quando ouvimos dessas partes argumentos que insistem em demonizar o uso da maconha para fins recreativos, apoiando apenas “fins medicinais” e ignorando todos os outros usos que envolvem a planta, seja cultural, espiritual e religioso ou social.
O mais contraditório é saber que a maioria dos atuais profissionais da cannabis no país, clínicas de prescrição, associações de pacientes e famílias que já possuem o direito ao cultivo, só conseguiram tal conhecimento devido aos ensinamentos de cultivadores e ativistas que estão na luta há vários anos pela real liberdade da planta. Ou seja, se hoje existem mães e pais que sabem extrair com excelência o óleo que salva a vida de seus filhos, certamente devem agradecer a dedicação de um jardineiro ilegal que compartilhou suas experiências mesmo sabendo do risco que é fazer justiça com as próprias mãos em um país proibicionista.
Enquanto houver apenas a defesa do uso medicinal, usuários continuarão sendo perseguidos e cultivadores, que são os grandes responsáveis por tantas vidas salvas, continuarão sendo presos e julgados como traficantes. Isso é justo? Também devemos nos perguntar se é justo proibir o acesso ao cultivo de todas as pessoas que sofrem de ansiedade, depressão, insônia e estresse, sendo esses os grandes males da sociedade atual e tendo em vista que alguns poucos no Brasil que sofrem das mesmas condições já possuem o direito de plantar, e por qual motivo devem ser obrigados a colocar o nome em uma lista de controle? Será que existe realmente uma boa vontade em âmbito geral para que todos possam se beneficiar da maconha ou isso será só para quem conseguir bancar?
Não devemos esquecer que estamos falando de uma planta! Uma planta com milhares de anos de uso por diversas culturas e tradições. Uma planta que, tendo as condições básicas para viver, nasce e cresce independente de legislação ou grandes investimentos. Ela vem da terra e, com o mínimo de conhecimento, pode ser cultivada gratuitamente. Talvez seja esse um dos medos das grandes indústrias que tanto lucram com o sofrimento alheio. O que seria das prateleiras das drogarias se cada cidadão pudesse ter o remédio nascendo no quintal?
Deveríamos parar de utilizar os rótulos “medicinal e recreativa”, isso dá a ilusão, aos que não conhecem do assunto, que estamos falando de plantas diferentes. Além de criar brechas para oportunistas persuadirem quem não entende do tema. Deveríamos chama-la pelo nome: maconha. Afinal, todo uso é terapêutico e toda planta de cannabis é uma medicina natural.
Com tantas barreiras segurando a descriminalização e tantos interesses que existem por trás da atual regulamentação, o futuro é incerto. Mas ainda acreditamos e lutamos por uma lei verdadeiramente justa para todos os usuários e cultivadores no Brasil. Ainda acreditamos e lutamos para que as flores vençam os canhões da guerra às drogas, como deveria ser.
Por Diego Brandon
Ativista e idealizador do portal DaBoa Brasil
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por DaBoa Brasil | jan 15, 2020 | Cultivo
Criar um ambiente ideal para as plantas só é viável se entendermos os princípios da natureza, não podemos ignorar o espectro de luz.
A maioria dos cultivadores tem vários objetivos em mente ao planejar um cultivo em ambiente fechado. Obter rendimentos mais altos, aumentar o nível de THC ou simplesmente melhorar a saúde das plantas. Esse planejamento estratégico implica ter conhecimento em vários campos científicos e vincular a teoria a soluções técnicas que contribuem para alcançar os objetivos propostos. Além da dedicação e paixão, o que diferencia um bom cultivador de um especialista é o desejo de aprender, por isso, vamos informá-lo sobre o que é necessário para cultivar maconha de qualidade excepcional. Vamos discutir os fundamentos da física e entender como o espectro da luz afeta o crescimento de uma planta de cannabis.
O que é o espectro luminoso?
O sol emite energia na forma de radiação solar que inclui raios gama, raios-x, luz ultravioleta, luz visível e até ondas de rádio. A vida na Terra só é possível porque a camada de ozônio bloqueia essa radiação. Essa filtragem permite atingir apenas comprimentos de onda entre 300 e 1100nm em nossas plantas, e apenas uma parte dessa luz é visível. É geralmente chamado de espectro luminoso, espectro de cores ou espectro visível, e varia entre 380nm e 750nm.
- 180-280nm – UVC: extremamente prejudicial, embora felizmente seja quase completamente absorvido pela camada de ozônio.
- 280-315nm – UVB: provoca queimaduras na pele e acredita-se que aumenta o nível de THC (!).
- 315-400nm – UVA: não é absorvido pela atmosfera, comumente conhecido como luz negra.
- 380-750nm – Espectro de luz visível: as bandas de cada comprimento de onda representam as cores visíveis.
- 700nm-1mm – Luz infravermelha: invisível acima de 750nm, mas aparece como calor na pele.

A TEMPERATURA DA COR (KELVIN) E COMO AFETA SUAS PLANTAS
Ao procurar uma luz de cultivo, é provável que encontre o termo “temperatura da cor”. Basicamente, é uma maneira de descrever a aparência da luz que uma lâmpada fornece e é medida em graus Kelvin (K).
A temperatura da cor não se refere à temperatura física da luz, mas ao grau de calor ou frio de uma fonte de luz, ou seja, a “temperatura visual”. Quando uma luz possui mais graus Kelvin, fica mais azulada. Portanto, chamamos isso de luz “fria”. Por outro lado, uma lâmpada com um grau mais baixo de Kelvin emite uma luz “mais quente” e mais vermelha.
É A MESMA TEMPERATURA DE COR QUE O ESPECTRO DA LUZ?
Em um sentido estritamente científico, não. A temperatura da cor é normalmente usada como uma maneira de descrever como a luz produzida por uma lâmpada é percebida pelo olho humano. Para alguns tipos de luzes, como LED ou lâmpadas fluorescentes, não descreve a distribuição espectral ou o comprimento de onda de uma luz.
Sem se aprofundar na física, a luz de uma lâmpada incandescente irradia luz que abrange todo o espectro da luz visível. A luz branca da lâmpada é o resultado de uma mistura de comprimentos de onda (cores no espectro) “contidos” na luz.
Outras luzes, como LED ou fluorescentes, podem emitir luz de uma série de comprimentos de onda estreitas, com intervalos ou picos dentro do espectro. Em outras palavras, embora a luz pareça a mesma à vista, pode não ter certos comprimentos de onda (cores) que as plantas precisam para um crescimento saudável.
Como os LEDs geralmente emitem luz em um espectro de cores muito pequeno, as luzes de LED são geralmente configuradas como lâmpadas de “espectro completo”. Consistem em uma série de LEDs de cores diferentes que juntos cobrem a maior parte do espectro necessário para as plantas de maconha. Esses LEDs de espectro completo são compostos de diferentes tons de vermelho e azul, geralmente misturados com outros LEDs brancos. Outros LEDs mais recentes, como as lâmpadas COB, emitem um espectro de luz que se aproxima da luz solar mais ou menos natural, onde não há “vazio” no espectro de cores.
EM QUE O KELVIN AFETA AO ESCOLHER UMA LUZ DE CULTIVO?
Para vegetar suas plantas, escolha uma luz fria, que emita uma cor de “luz do dia” com um Kelvin alto de 6.000 a 6.500. Para a floração, seria ideal uma luz quente com um tom avermelhado, em torno de 2.800K. Também pode encontrar luzes para cultivo com uma temperatura de cor em média de cerca de 3.500K, que pode usar para vegetação e floração.
COMO O ESPECTRO DE LUZ AFETA O CRESCIMENTO
Todo organismo vivo precisa de informações sobre o que está acontecendo ao seu redor para reagir às mudanças ambientais e, em teoria, obter uma pequena vantagem sobre outros membros de sua espécie. As plantas de maconha recebem muitas dessas informações à luz a que estão expostas e reagem quase imediatamente às diferentes faixas de um comprimento de onda, um assunto muito complexo que ocuparia vários livros, mas vamos nos concentrar no básico.

- Fase vegetativa – luz “azul” para folhas saudáveis (faixa: 400-500nm; ideal: 460nm).
Durante a fase vegetativa, recomenda-se concentrar a luz nas folhas o máximo possível e garantir que as plantas sejam compactas, que não se estiquem demais e que desenvolvam caules fortes. Para atingir esses objetivos, os cultivadores indoor costumam usar lâmpadas de iodetos metálicos, tubos fluorescentes ou lâmpadas economizadoras de energia (CFL) e luzes T5/T8 de faixa azul durante as primeiras semanas. Quando a cannabis cresce selvagem, o ângulo do sol na primavera permite que mais ondas “azuis” passem para a atmosfera, um sinal para as plantas desenvolverem folhas grandes, fortes e saudáveis.
- Fase de floração – luz “vermelha” para buds enormes (faixa: 620-780nm; ideal: 660nm).
Quando as plantas de maconha começam o período de floração, é possível obter maiores rendimentos, expondo-as a um espectro de luz com muitas ondas “vermelhas”, que estimulam o desenvolvimento dos buds. A taxa de fotossíntese atinge seu pico quando as plantas são submetidas a comprimentos de ondas “vermelhas” de 660nm, embora uma descoberta da NASA indique que ondas “verdes”, que não estão intimamente relacionadas à fotossíntese, também podem afetar o crescimento das plantas. Ver uma planta de cannabis como uma simples fábrica de fotossíntese é, portanto, um pouco apressado. Mas, por enquanto, a melhor maneira de imitar o ângulo do sol no final do verão/início do outono é escolher uma luz com um alto grau de “vermelho” em seu espectro.
AUMENTO DO THC COM LUZES ULTRAVIOLETAS – MITO OU VERDADE
Já se perguntou por que as variedades mais potentes geralmente vêm de plantas nativas em áreas de grande altitude? Muitos especialistas acreditam que a luz ultravioleta, especialmente a alta exposição a comprimentos de onda ultravioleta (280-315nm), é responsável pelo aumento da produção de THC. Essa teoria baseia-se no fato de que quanto maior a elevação, menor a atmosfera entre a cannabis e o sol, o que significa maior exposição aos raios UV. Esses raios ultravioletas danificam nossa pele e o corpo humano reage produzindo melanina, a planta da cannabis deve fazer algo semelhante, produz mais resina e THC como uma espécie de filtro solar. É muito cedo para dizer se estamos diante de uma teoria ou método mais rentável para cultivar uma erva melhor, mas o conceito parece plausível o suficiente para realizar nossos próprios experimentos. As luzes UVB de répteis são baratas; deveríamos tentar.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | jan 14, 2020 | Economia
Os números disparam em Illinois e, em doze dias de venda legal de maconha para uso recreativo, chegam a US $ 19,7 milhões.
São contabilizadas 495.385 transações entre todos os dispensários abertos no estado de Illinois. Embora houvesse falta de suprimentos previstos, as vendas nos dispensários de Addison, North Aurora e Mundelein funcionaram muito bem, com uma média de US $ 40 por transação.
O estado de Illinois começou mais forte do que outros estados que permitiram o uso de maconha. Toi Hutchinson, consultor do Governador Pritzker de Illinois, afirmou que não se trata apenas do dinheiro que está sendo arrecadado, mas do início de um novo tipo de setor no qual as comunidades que “foram deixadas há muito tempo” estarão envolvidas, referindo-se a todos os povos praticamente devastados após a desindustrialização de grande parte do centro-oeste dos Estados Unidos.
Embora as vendas tenham caído desde o primeiro dia em que foram atingidos os US $ 1,2 milhão até a semana passada, onde foram vendidos “apenas” 874 mil dólares, a máquina de fazer dinheiro da cannabis neste estado mostra sua força e que já gostaria de outro tipo de negócio. Por outro lado, é normal que as vendas caiam ao longo do tempo: o efeito novidade é o que produz altos picos de vendas nos primeiros dias. O importante para esse tipo de negócio não são as grandes vendas rápidas, mas sim que as transações continuem estáveis.
Em Illinois, as taxas para a maconha são de 35% que vão para fundos estaduais. 25% foram prometidos para serem usados em “restaurar, reinvestir e renovar” ou “Programa R3”. Desse dinheiro, 20% serão destinados a programas de dependência e saúde mental; 10% para pagar as dívidas do estado; 8% serão distribuídos entre os governos locais para fortalecer as forças policiais; e os 2% restantes para campanhas de conscientização e análise de dados sobre os efeitos da legalização. Devemos assumir que os 60% restantes irão para coisas que realmente têm a ver com “restaurar, reinvestir e renovar” e não com o fortalecimento do mecanismo estatal.
Fonte: Cáñamo
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