por DaBoa Brasil | out 16, 2019 | Política, Saúde
A primeira variedade da Tailândia, e a primeira em toda a Ásia, se chama Issara 01, ou seja, Liberdade 01.
Entre os nomes-chave para chamar a maconha (a maioria bastante engraçada), chega a primeira variedade asiática que leva um nome que define verdadeiramente o que está acontecendo naquela parte do mundo: liberdade.
A Universidade de Maejo, em Chiang Mai, anunciou que desenvolveram essa variedade. É a primeiro no país que se destina às necessidades da maconha medicinal, agora que é legal na Tailândia. Sabe-se que é uma cruza de uma planta local com uma estrangeira “do norte”, mas não foi especificada qual.
Essa variedade tem tanto THC quanto CBD. Embora todos associem, equivocadamente, apenas o CBD ao aspecto medicinal, parece que a Tailândia não acredita nisso e considera que o THC também cumpre uma função terapêutica.
A maconha na Tailândia é distribuída, no momento, como um óleo e apenas em hospitais para pacientes crônicos ou debilitados. Ali apenas médicos podem administrar essa substância. Se os programas atuais funcionarem, é provável que a maconha medicinal possa ser consumida de outras maneiras em breve.
Nos laboratórios da Universidade Maejo, com capacidade para 2,6 toneladas de maconha, estão desenvolvendo uma nova variedade atualmente conhecida como Maejo 01, que será fabricada com variedades locais.
Fonte: Revista Cáñamo
por DaBoa Brasil | out 14, 2019 | Política, Redução de Danos
Um novo estudo vem para revalidar os resultados de outros estudos anteriores: não há relação entre a maconha legal e aumento da criminalidade. Pelo menos em curto prazo.
A Washington State University, Stockton University of New Jersey e a University of Utah, fizeram um relatório conjunto sobre 20 anos de casos criminais do FBI. A intenção era descobrir se os crimes violentos aumentaram devido à legalização da maconha. As conclusões foram publicadas no Justice Quarterly, uma revista acadêmica de jurisprudência.
A investigação se concentrou no Colorado e Washington, os dois estados que legalizaram a maconha para uso recreativo. Os dados foram comparados com outros 21 estados, entre os quais os que atualmente proíbem a maconha.
A conclusão do estudo é que a taxa de crimes violentos no Colorado e em Washington é, em média, a mesma que em outros estados. Em Washington, verificou-se que ataques com agressão, assaltos em residências e crimes relacionados à pobreza aumentaram após a legalização nas pesquisas, no entanto, esses dados caíram para níveis normais quando os primeiros dispensários foram abertos.
“Creio que as evidências são claras de que, pelo menos, o céu não está caindo”, disse o professor associado Dale W. Willits, coautor do estudo. “Precisamos saber para onde tudo isso está indo. Mas agora podemos dizer que não há efeitos em curto prazo. E isso é tudo o que podemos dizer com os dados que temos. Não me sentiria bem se dissesse que em 10 anos não veremos nenhum benefício ou custo que não fomos capazes de antecipar”.
Fonte: Cáñamo
por DaBoa Brasil | out 13, 2019 | Ativismo, Política
A deputada independente mexicana Ana Lucia Riojas Martínez entregou um baseado para a secretária de governo para lembrá-la de que ainda há muito que fazer sobre a questão da legalização.
Sandra Sánchez Cordero, atual secretária de governo, recebeu com simpatia e deu um abraço na deputada.
A razão pela qual Lucia Riojas realizou esse ato simbólico foi lembrar a secretária de sua proposta de legalizar a maconha no país, de reduzir os níveis de violência desencadeados pelos cartéis de drogas.
“Trago-lhe um presente como lembrete daquela proposta que a senhora fez no início, porque esse será o caminho que nos ajudará a construir a paz: vamos regular o consumo das drogas… Um passo para construir a paz, apenas um passo para construir a paz é legalizar o consumo de drogas, proposta que a senhora fez, então nada mais para encerrar essa intervenção nessa aparição e seja bem-vinda”, afirmou Riojas.
Isso acontece enquanto o presidente do México surpreendeu a todos com uma declaração que garante que a legalização da maconha não é uma prioridade na agenda do governo. Enquanto Andrés Manuel López Obrador disse isso, a secretaria continuou com a agenda de propostas para legalizar a maconha. O que será que está acontecendo por lá?
Fonte: Cáñamo
por DaBoa Brasil | set 28, 2019 | Política
Camberra e seu território, capital da Austrália, legalizou a maconha para uso adulto e pessoal.
A população de Camberra é de cerca de 400 mil habitantes, primeiros beneficiários da aplicação de uma lei que permitirá o porte de até 50 gramas de maconha. Estes também poderão cultivar até duas plantas. A lei entrará em operação em 31 de janeiro de 2020.
As obrigações da lei são, mais ou menos, as solicitadas em quase todos os locais onde a maconha foi legalizada: deve ser mantida e guardada para que fique longe do alcance das crianças; Não pode vender ou fornecer sua erva a alguém; Não pode haver mais de 4 plantas em uma casa, não importa quantas pessoas morem nela.
Segundo o procurador-geral Gordon Ramsay, ele acredita que é hora de combater vícios em vez de dividir as coisas entre boas e más. A oposição, por outro lado, acredita que a legalização aumentará os casos de psicose e outras doenças.
Este foi um passo “natural” em Camberra depois que a posse de maconha foi descriminalizada há alguns meses. Embora o território de Camberra permita a cannabis recreativa, a maconha permanece ilegal no nível federal, o que trará mais de um problema, como está acontecendo nos EUA.
Para as forças da lei de Camberra, é hora de “focar nos traficantes” e deixar os usuários em paz.
Fonte: Leafly
por DaBoa Brasil | set 21, 2019 | Política
Na terça-feira passada, o debate sobre a regulamentação da maconha para uso recreativo voltou a entrar no Congresso colombiano.
Embora a possibilidade de legalizar o uso recreativo da cannabis ainda esteja longe, a iniciativa do debate foi tomada pelos congressistas de diferentes cores políticas, um bom sinal da saúde do projeto. Na iniciativa, pode-se ler que a intenção do projeto é “proteger a população dos riscos sociais, de segurança e de saúde pública associados ao vínculo com o comércio ilegal de substâncias psicoativas”. Ou seja, legalizar para acabar com os riscos associados ao tráfico de drogas.
Na medida também se pode ler como pretendem introduzir o autocultivo (até um total de 20 plantas), contemplar o surgimento de associações de maconha ou sugerir a abertura de dispensários.
“Por meio de uma licença concedida pelo Estado, haverá estabelecimentos autorizados a semear, cultivar, colher, armazenar, transformar e comercializar maconha para uso adulto”, disseram os artigos da lei. Essas instalações podem ser públicas ou privadas. Para serem públicas, elas têm a “obrigação de oferecer preços acessíveis a consumidores de diferentes níveis socioeconômicos, a fim de desencorajar a recorrência do mercado ilegal”.
Quanto aos impostos e ao impacto na economia da legalização, pode-se ler no texto que 50% da renda “terá um destino específico para a prevenção do consumo de substâncias psicoativas; 25% para a substituição de cultivos e desenvolvimento sustentável. Os 25% restantes serão destinados à operação do Instituto de Regulação de Substâncias Psicoativas e outras despesas decorrentes da implementação desta lei”.
No momento, estamos falando apenas sobre a maconha, mas alguns grupos também estão pressionando pela regulamentação da cocaína. Isso ocorre porque, embora a origem dos problemas com o crime na Colômbia tenha fontes diferentes, o tráfico de drogas é considerado o ponto de união de todos eles. Acabar com o mercado ilegal, se possível de todas as drogas, aliviaria o problema geral, essa é a hipótese.
Fonte: Revista Cáñamo
por DaBoa Brasil | set 17, 2019 | Política
O Paraguai, o jardim de maconha da América do Sul, finalmente decide dar um passo à frente.
O Senado aprovou o projeto de lei que adiciona dois parágrafos aos artigos 30 e 33 da lei que regulamenta o tráfico ilícito de drogas.
A modificação descriminaliza o autocultivo de maconha para uso medicinal. O projeto de lei contempla a introdução de dois parágrafos aos artigos 30 e 33 da Lei 1340/88, que declara que, estará isenta de pena a pessoa que, para seu uso medicinal exclusivo, realizar o cultivo de maconha.
O texto adicionado no artigo 30 refere que:
No caso, para uso medicinal exclusivo, a posse de cannabis ou seus derivados estará isenta de penalidade, devendo inevitavelmente possuir o atestado médico correspondente.
O mesmo deve ser endossado pelo Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, que certifica que o paciente sofre de doenças tratáveis com maconha.
O artigo 33 acrescenta que:
No caso da cannabis, a pessoa ou seu representante legal estará isenta dessa penalidade, que por seu uso medicinal exclusivo semeia, cultiva, colhe e executa qualquer tipo de processamento subsequente de plantas de cannabis, desde que seja realizado em uma propriedade autorizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
Da mesma forma, ressalta-se que, neste caso, o atestado médico correspondente, que deve ser endossado pelo Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, deve atestar que o paciente sofre de doenças tratáveis com cannabis.
“Reivindicação humana”
Os designers Patrick Kemper, do Partido Hagamos, e Victor Rios, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), defenderam o documento argumentando que é uma reivindicação humana.
Argumentaram que a norma atual se destina a forçar os paraguaios de baixa renda a comprar óleo de cannabis importado a preços altos.
Acrescentaram que a maconha pode ser usada medicinalmente no país, mas não se pode possuir.
Melhorar a qualidade de vida das crianças
Os legisladores comentaram que a iniciativa melhorará a qualidade de vida das crianças que sofrem de epilepsia, câncer, doenças degenerativas, entre outras, e que causam dor que não pode ser controlada com outros medicamentos.
Por sua parte, o senador Antonio Barrios, da Comissão de Saúde e Previdência Social da Câmara Alta, mencionou que o trabalho já iniciado deveria ser apoiado e apontou que não existem estudos que atestem que a maconha produzida no país é usado para produzir óleo medicinal.
Na mesma linha, o senador Enrique Bacchetta solicitou um adiamento de 15 dias para descobrir mais sobre o tema.
No entanto, o projeto obteve os votos necessários e foi para a Câmara dos Deputados.
No Paraguai, em 2017, foi proferida a primeira condenação em que aparece o óleo de cannabis como elemento comprometedor, entre outras evidências, contra Édgar Martínez Sacoman, condenado a dois anos e meio de privação de liberdade.
O jovem foi preso em Ciudad del Este por fornecer óleo de cannabis gratuitamente para as pessoas que pediram sua ajuda.
Na quarta-feira passada, o governo anunciou a abertura do mercado para conceder licenças a cinco empresas para a produção e industrialização de óleo de cannabis para uso medicinal.
Fonte: La Marihuana
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