OMS pede descriminalização mundial do consumo e posse de drogas

OMS pede descriminalização mundial do consumo e posse de drogas

Em uma declaração pública esta semana pela Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas (OMS) pediu a descriminalização mundial da posse e uso de drogas.

“Entidades das Nações Unidas recordam que um princípio central da Agenda para o desenvolvimento sustentável de 2030 é ‘garantir que ninguém seja deixado para trás’ e ‘alcançar o mais atrasado em primeiro lugar’,” afirma o comunicado conjunto da Organização das Nações Unidas sobre a eliminação da discriminação nos cuidados de saúde, que foi lançado ontem (1). “Reconhecendo que a discriminação nos locais de cuidados de saúde é um obstáculo importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entidades das Nações Unidas se comprometem a trabalhar juntas para apoiar os Estados membros a tomar a ação multissetorial coordenada para eliminar a discriminação nos centros de saúde”.

Com isto em mente, a OMS está chamando a “revisar e revogar as leis punitivas que estão mostrando ter consequências negativas para a saúde e estabelecem provas contra a saúde pública”, incluindo “o consumo de drogas ou posse para uso pessoal”.

O chamado para a descriminalização das drogas em todo o mundo vem cerca de sete meses após a Comissão Global sobre Política de Drogas anunciarem o seu apoio para a mesma abordagem.

Em Portugal, a posse pessoal de drogas foi descriminalizada em 2001 e os resultados têm sido um grande sucesso. De acordo com um relatório pelo Instituto Cato, as taxas de uso de drogas caíram, assim como as taxas de dependência, as mortes por overdose e doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte: The Joint Blog

 

Está permitida a venda de maconha recreativa em Nevada

Está permitida a venda de maconha recreativa em Nevada

O governador de Nevada assinou a ordem executiva que permite a venda de maconha recreativa no estado norte-americano.

Brian Sandoval, governador de Nevada, assinou uma ordem executiva que permite a venda de maconha para uso recreativo no estado desde o dia 1 de Julho.

A ordem emitida pelo governador Sandoval permite operar os atuais dispensários de maconha medicinal a vender também para uso recreativo para todos que forem maiores de 21 anos. A ordem do governador vem em meio a preocupações de que a ordem de um juiz poderia bloquear o início precoce das vendas de maconha recreativa e que foi aprovada pelas autoridades fiscais estaduais em maio.

A nova lei permite explicitamente que os dispensários licenciados para vender até uma onça de maconha aos maiores de 21 anos; isso inclui também turistas. Uma vez que o sistema de pontos de vendas de cannabis recreativa do estado se estabeleça no próximo ano, os dispensários voltarão a vender maconha exclusivamente para pacientes com recomendação de um médico. O início precoce das vendas de maconha é devido ao fato de que a posse de até uma onça de maconha é legal, embora não existam meios legais para obtê-la.

Nevada conta atualmente com 60 clínicas em todo o estado, incluindo 25 na área de Las Vegas, segundo dados do Departamento Estadual de Saúde.

Fonte: The Joint Blog

A indústria da maconha legal nos EUA é uma grande geradora de empregos

A indústria da maconha legal nos EUA é uma grande geradora de empregos

Nos Estados Unidos a indústria da maconha legal está se tornando uma enorme geradora de postos de trabalho. Segundo a Marijuana Business Daily, o número de trabalhadores no setor da maconha é de 165 mil a 230 mil.

Empresas relacionadas com esta planta já empregam mais pessoas do que o mercado de dentistas ou padeiros nos EUA e em breve ultrapassará o número de operadores de telemarketing e farmacêuticos.

O mais surpreendente sobre esses números impressionantes de emprego é que está operando apenas neste setor desde 2009. Outro fato que também chama a atenção é a rápida transformação da maconha fora do mercado negro a uma indústria poderosa, e com a quantidade de empregos, novos negócios e oportunidades para as pessoas e comunidades dos Estados Unidos.

A grande maioria de postos de trabalho na indústria da maconha legal se concentra atualmente em pequenas empresas que só precisam de um pequeno grupo de trabalhadores para manter suas operações diárias. A política com a maconha de estado por estado, por enquanto não deixam converter-se em grandes indústrias as empresas atuais.

Também é verdade que a demanda de maconha recreativa continua a subir e os pacientes da planta também continuam aumentando em programas médicos, supondo que o crescimento do emprego continuará subindo a altas taxas de crescimento.

Ainda vai demorar algum tempo para desenvolver esses mercados completamente, seu potencial como uma enorme fonte de empregos e novas empresas, continuará aumentando nos próximos anos. Como um fato significativo, o novo mercado da maconha recreativa na Califórnia, trará entre 4,5 a 5 bilhões de dólares em vendas no varejo. E ainda mais, que toda a indústria legal de maconha existente hoje nos Estados Unidos e que será um enorme impacto sobre as oportunidades do estado da Costa Oeste norte-americana.

Fonte: Marijuana Business Daily

México legaliza a maconha medicinal

México legaliza a maconha medicinal

O presidente do México Enrique Peña Nieto confirma a legalização da maconha medicinal a partir dessa terça-feira (20) no México, após a emissão de um decreto. As novas disposições entrarão em vigor vinte e quatro horas após a publicação do documento.

A partir dessa data está autorizado o uso de maconha medicinal no México e o Governo deverá ajustar e modificar algumas políticas nacionais para que a reforma possa ser aplicada com garantias.

Agora poderão comercializar, exportar ou importar produtos que contenham concentrações iguais ou inferiores a 1% de THC. Assim, as pessoas que necessitam de medicamentos com THC poderão obtê-lo de forma segura e legal.

O decreto emitido pelo presidente mexicano decreta que o Ministério da Saúde irá desenvolver e aplicar os regulamentos de “políticas públicas que regem o uso medicinal dos derivados farmacológicos da cannabis, incluindo o tetrahidrocanabinol, seus isômeros e variantes estereoquímicas, assim como a forma de regular a pesquisa e produção nacional”.

“A decisão remove a proibição e criminalização de atos relacionados com o uso medicinal de maconha e de pesquisas científicas, bem como a produção e distribuição da planta para esses fins”, afirmou na Câmara dos Deputados.

Há alguns meses atrás, foi introduzida no país uma medida que permitiria que seus cidadãos pudessem possuir uma onça (28 gramas) de maconha legalmente. O novo decreto elimina explicitamente a criminalização do consumo de maconha medicinal assim como legaliza sua produção e distribuição.

O Secretário de Saúde do México, Dr. Jose Narro Robles, saudou a medida, dizendo “Congratulo-me com a aprovação do uso medicinal da cannabis no México”.

Fonte: La Marihuana

Colômbia terá curso em Universidade sobre cultivo e uso de maconha

Colômbia terá curso em Universidade sobre cultivo e uso de maconha

A Colômbia será o primeiro país da América Latina a ministrar cursos sobre o cultivo de maconha medicinal e processamentos posteriores.

O curso de cultivo de maconha e seus usos medicinais será realizado pela Universidade Nacional da Colômbia. No país, a maconha medicinal é legal desde julho do ano passado.

A universidade abrirá em breve a chamada para quem quiser participar do curso “Cultivo e aproveitamento medicinal e cosmético de cannabis” como publicado pela Notimérica e RT.

A Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional da Colômbia, localizada em Bogotá, foi responsável pela publicação do convite para o novo curso.

O novo curso visa preparar e “gerar aprendizagem sobre legislação, variedades e manejo básico do cultivo medicinal”, diz o convite para o curso.

O curso terá uma duração de quarenta horas letivas e é destinado a pessoas interessadas no autocultivo e posterior processamento para seus fins medicinais.

Fonte: La Marihuana

O haxixe português e a legalidade do marginal

O haxixe português e a legalidade do marginal

Era meu segundo dia em Lisboa, e após passar a manhã e a tarde conhecendo a cidade histórica fui à noite me embriagar na boêmia lisboense do Bairro Alto. Por coincidência, em um dos vários bares do bairro, haveria um show do Boogarins. Não deu outra, logo estava dentro de um clube que mais parecia uma caverna: estreito e comprido com paredes de pedra.

Eu tinha algumas moedas de euro no bolso, e que, após contar com certa dificuldade, cheguei à conclusão que dava para beber quatro cervejas de pressão (como é chamado o chopp em Portugal). Durante a primeira cerveja, enquanto o show não começava, fiquei apenas observando os jovens portugueses se divertindo ao som de Novos Baianos. Pois é, Portugal gosta mesmo é do violão de nylon brasileiro.

Antes do Boogarins subir ao palco, fui pegar minha segunda cerveja no bar, e perto dele fiquei por motivos estratégicos. Eis que então, minhas narinas começaram a sentir um cheiro de maconha em meio à fumaça de tabaco. Quando menos percebi, meus olhos já estavam procurando a origem da marofa.

Comecei a perguntar às pessoas perto de mim se alguém tinha maconha. Recebi uma resposta negativa várias vezes. Quando eu estava quase desistindo, vi dois cabeludos com cerveja em mãos em transe com as guitarras do Boogarins. Logo, lancei a pergunta. “Ei companheiros, vocês têm um baseado?”. Eles me olharam sem entender direito o que eu queria. “Oi? Não entendemos”. Refiz a pergunta, desta vez gesticulando com as mãos… “Vocês tem um beck? Maconha?”. “Aaaah, tu queres haxixe? Sim, nós temos!”, respondeu o cabeludo.

A felicidade tomou conta de mim. “Pô, muito obrigado! Já estava ficando desesperado.”. Como bons portugueses, foram extremamente polidos. “Imagina! Tens tabaco?”. Não, eu não tinha tabaco, mas pedi um pouco para um cara em minha frente que estava apertando um cigarro. “Pronto, tenho tabaco aqui. Precisa que eu bole?”, me ofereci para fazer o trabalho. “Não precisa não, mas se você tiver piteira seria bom”.

Comecei a perceber que não é apenas no português que os brasileiros se diferenciam dos portugueses, mas também no modo de fumar maconha. “Piteira? Lá no Brasil nós não temos muito o costume de usar piteira”. Os portugueses ficaram surpresos. “Ora pois, vocês não usam piteira?”. Respondi que não. “Lá no Brasil fumamos cigarro de maconha, sem tabaco, e usamos a ponta da seda como piteira mesmo”.  “Que estranho”, comentou o cabeludo.

O haxixe começou a ser passado entre nós três. “Como é lá no Brasil com maconha?”, perguntou o outro cabeludo. “Lá maconheiro recebe tapa no ouvido de policial se fumar em público. Se plantar então… vai é pro xilindró!”. Ficaram assustados os portugueses. “Pesado. Aqui podemos fumar tranquilamente, e podemos plantar em casa”.

Fui tomado pelo haxixe. Sentia meus pés tocando o chão, mas minha mente parecia estar na mesma frequência do som dos instrumentos que saia dos amplificadores. A terceira cerveja molhava minha garganta do mesmo jeito como a água molha a terra seca. Meu espírito estava livre.

Assim que o show acabou, andei chapado pelas ruas de Lisboa pensando em como a liberdade de se fumar maconha tranquilamente se torna um prazer. Sem problemas, sem violência, sem mortes. Portugal descobriu o Brasil com velas de cânhamo. Quando é que o Brasil vai descobrir Portugal como exemplo de política de drogas?

Por Francisco Mateus

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