Indivíduos que não consumiram maconha recentemente, mas ainda apresentam níveis residuais de THC no sangue, não têm desempenho diferente em um simulador de direção em comparação com aqueles que não apresentaram níveis de THC, de acordo com dados publicados na revista Clinical Chemistry.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) avaliaram os níveis de THC no sangue e o desempenho em testes simulados de direção em um grupo de 190 consumidores regulares de cannabis. Os participantes do estudo deveriam ter se abstido do consumo de maconha por 48 horas antes de participar da pesquisa.

Após o período de abstinência, quase metade dos participantes do estudo apresentava níveis detectáveis ​​de THC (acima de 0,5 ng/ml) no início do estudo, sendo que um quarto dos participantes apresentou resultado positivo para mais de 2 ng/ml de THC no sangue. No entanto, aqueles que apresentaram resultado positivo para THC não mostraram diferenças significativas em suas pontuações de direção iniciais em comparação com aqueles sem concentrações quantificáveis ​​de THC.

“Nossos dados indicam que as concentrações que medimos na linha de base provavelmente refletem as concentrações estáveis ​​de THC nessa população, vários dias após o último uso”, concluíram os autores do estudo. “Também mostramos, usando dados quantitativos do simulador de direção, que os participantes que excederam os limites de tolerância zero e os limites per se (2 e 5 ng/mL) tiveram um desempenho semelhante ao daqueles abaixo desses valores arbitrários. Esses resultados corroboram um crescente conjunto de evidências de que os limites per se de THC no sangue carecem de credibilidade científica como prova prima facie de comprometimento das faculdades mentais”.

Os resultados são consistentes com os de outros estudos que não encontraram correlação entre a detecção de THC ou seus metabólitos no sangue, urina, saliva e hálito e o comprometimento da capacidade de dirigir.

Referência de texto: NORML

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