De acordo com uma análise científica feita em Toronto, no Canadá, e publicada no Journal of Psychopharmacology, o uso de álcool e tabaco causa danos muito maiores, tanto para os consumidores individuais quanto para a sociedade, do que o uso de maconha.
Um grupo de trabalho internacional de especialistas avaliou os danos agregados associados ao uso de dezesseis substâncias psicoativas, incluindo álcool, tabaco, maconha, opioides, benzodiazepínicos e metanfetamina. As substâncias foram classificadas com base na probabilidade de seu uso causar danos específicos ao usuário (por exemplo, risco de mortalidade, danos à saúde física ou mental, dependência, etc.) e/ou a terceiros (por exemplo, danos ambientais, perdas econômicas, lesões em acidentes de trânsito, entre outras).
Especialistas classificaram o álcool como a substância associada ao maior dano geral, seguido pelo tabaco, opioides sem receita médica, cocaína e metanfetamina.
A descoberta está em consonância com as de outros painéis internacionais de especialistas, incluindo os realizados na Austrália, União Europeia, Nova Zelândia e Reino Unido, que classificam o álcool como a droga responsável pela maior quantidade de danos em geral. Da mesma forma, um estudo estadunidense de 2024 publicado no Journal of Studies on Alcohol and Drugs determinou que “os danos indiretos decorrentes do uso de álcool por terceiros foram substancialmente mais prevalentes do que os decorrentes do uso de qualquer outra droga por terceiros”. Uma avaliação mais recente nos Estados Unidos classificou apenas o fentanil, a metanfetamina, o crack e a heroína acima do álcool em termos de potencial de dano.
Referência de texto: NORML
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