De acordo com um novo estudo publicado na revista Tissue and Cell, compostos encontrados nas sementes de maconha podem ajudar a proteger as células nervosas dos danos associados à doença de Parkinson.
A pesquisa foi conduzida por cientistas chineses afiliados à Universidade Agrícola do Nordeste, à Universidade de Medicina Chinesa de Heilongjiang e à Universidade Médica de Ningxia.
Pesquisadores examinaram fenilpropionamidas, um grupo de compostos naturais encontrados nas sementes da Cannabis sativa. O estudo combinou análises computadorizadas com experimentos em laboratório utilizando células de neuroblastoma humano expostas ao MPP+, uma neurotoxina comumente usada para modelar danos celulares relacionados à doença de Parkinson.
Os resultados sugerem que os compostos das sementes de maconha reduziram a apoptose, uma forma de morte celular programada, ao mesmo tempo que melhoraram a função mitocondrial e promoveram a autofagia. A autofagia é o processo pelo qual as células removem proteínas danificadas e outros materiais celulares.
Os pesquisadores descobriram que os compostos afetaram a via de sinalização AMPK/mTOR/ULK1, que desempenha um papel importante na regulação da autofagia. O tratamento aumentou os níveis das proteínas AMPK e ULK1, enquanto reduziu os níveis de mTOR.
Os compostos também reduziram os níveis de Bax e caspase-3 clivada, que estão associados à morte celular, ao mesmo tempo que aumentaram os níveis da proteína protetora Bcl-2.
A modelagem computacional indicou que a Canabisina I, uma das principais fenilpropionamidas examinadas, interagiu com diversas proteínas envolvidas na apoptose e autofagia, incluindo caspase-3, Bcl-2, AMPK, mTOR, ULK1 e Beclin-1.
“A pesquisa demonstrou que o PHS derivado das sementes de Cannabis sativa L. apresentou um efeito protetor contra a toxicidade induzida por MPP+ em células SH-SY5Y”, concluíram os pesquisadores.
Referência de texto: The Marijuana Herald
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