por DaBoa Brasil | jul 21, 2018 | Cultivo
No cultivo ao ar livre, um dos insetos mais comuns que podemos encontrar é o tripes. Embora não seja uma das piores pragas, pode se tornar um problema quando nenhuma ação é tomada.
CARACTERÍSTICAS
Os tripes, ou tisanópteros, são uma ordem de pequenos insetos neópteros, como as borboletas ou gafanhotos. São caracterizados por serem capazes de dobrar suas asas no abdômen. No caso das borboletas, sua evolução modificou essa característica. Cerca de 5.600 espécies de tripes são conhecidas, mas muito poucas se alimentam da seiva das plantas.
Têm um tamanho entre 1 e 3 mm, sendo as fêmeas maiores que os machos. Seu corpo é alongado com corres marrom, amarelo ou preto com listras mais claras. Possuem um bocal de sucção, com o qual arranham e rasgam a superfície do vegetal e sugam a seiva derramada.
Também possuem antenas, muito curtas. Um tórax muito desenvolvido, onde são encontradas as asas, embora nem todas as tenham. Em geral, eles não são bons voadores, embora possam dar grandes saltos. O abdômen tem 11 segmentos. Têm um ciclo biológico de 15 a 18 dias dependendo da temperatura e produzem cerca de 10 ou 12 gerações por ano.
CICLO BIOLÓGICO
Os tripes passam por 5 etapas até ficarem adultos. No entanto, são prejudiciais apenas em alguns deles. Tudo começa com as fêmeas de tripes inserindo os ovos em isolamento na cutícula dos tecidos da planta. Ao longo de sua vida podem colocar de 300 a 400 ovos.
Os ovos eclodem em poucos dias. Este tempo pode variar dependendo da temperatura. A cerca de 26ºC, os ovos eclodem em cerca de 4 dias. Dos ovos nascem larvas que começam rapidamente a se alimentar.
Nos estágios ninfais posteriores, param de se alimentar. Aqui passam para um estado de imobilidade que normalmente se desenvolve fora da planta. Preferem o solo ou lugares úmidos formados em rachaduras naturais.
Uma vez que a pupa é transformada em um tripes adulto, começam a colonizar as plantas próximas, geralmente à procura de brotos e folhas jovens, onde se sentem protegidos de todos os tipos de predadores naturais.
A reprodução dos tripes pode ser tanto sexual quanto assexual. As fêmeas não fecundadas dão descendência masculina, enquanto fêmeas fecundadas são compostas de um terço da descendência composta por machos e dois terços composta por fêmeas.
DANOS CAUSADOS
Os danos causados pelo tripes podem ser classificados como diretos e indiretos. Os diretos são produzidos por larvas e adultos ao sugar a seiva das folhas. Causam lesões superficiais no tecido celular, claramente diferenciáveis devido à sua cor esbranquiçada. Em caso de praga severa, as lesões ocorrem praticamente em todas as folhas, que depois sofrem necrose e acabam morrendo.
Danos indiretos são aqueles causados pela transmissão de vírus. O tripes tem a possibilidade de ser um vetor de transmissão de alguns vírus, sendo o principal deles o “vírus do bronzeamento do tomateiro”. Ao injetar saliva e absorver os conteúdos celulares, pode produzir a contaminação dessas células. Na maconha, o vírus afeta principalmente a produção de sementes.
CONTROLE E TRATAMENTO
Quando se trata de prevenir o ataque de tripes, pode detectar sua presença no cultivo colocando armadilhas de cor azul. Quando vemos que há um grande número deles presos na armadilha, devemos começar a tratá-los antes que se torne uma praga.
Não é uma praga muito fácil de combater, pois os tripes podem se mover por qualquer área da planta, o que dificulta já que o inseticida pulverizado não consegue atingir todas as áreas. Sabão de potássio e óleo de neem é eficaz, além de predadores naturais, como o ácaro Amblyseius ou as espécies de percevejo Orius.
A limpeza do cultivo também é importante. A área próxima da planta deve ser mantida livre de ervas daninhas ou espécies de plantas propensas a ataques de tripes. Se realizarmos qualquer tratamento com inseticidas, aplique-o também em outros tipos de plantas próximas ao cultivo.
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Fonte: LaMarihuana
por DaBoa Brasil | jun 30, 2018 | Cultivo
A clorofila dá às plantas a cor verde e permite que elas convertam a luz em açúcares necessários para o crescimento. Quanto mais verde forem as plantas de maconha durante seu ciclo, melhor e maior será a colheita.
A fotossíntese é a conversão de luz das plantas em açúcares (glicose) e oxigênio. Estes açúcares que as plantas de maconha produzem na fase vegetativa ajudam no crescimento e durante a fase de floração produzem as flores.
Quanto mais clorofila a planta contenha durante a floração, mais verde será além de uma melhor e mais eficiente conversão de luz para obter uma melhor colheita. As plantas devem ser mantidas muito verdes até a colheita e assim colher mais e melhor. Com uma boa dieta durante a transição do crescimento para a floração, assegura-se que as plantas mantenham a sua cor verde durante a fase de floração.
As plantas se alimentam na fase de transição
A cor amarela natural nas últimas duas semanas da fase de floração aparece porque a cor verde é perdida devido à falta de nitrogênio. O nitrogênio é o mineral de crescimento das plantas e é o alimento básico para as plantas serem verdes e crescerem. Quando as plantas de maconha começam a amarelar, fazem primeiro nas folhas mais velhas e mais baixas.
Para garantir a conservação da bela cor verde na fase de floração, é importante que, ao crescer, se obtenha nitrogênio suficiente. Quando mudam as plantas de maconha do vegetativo para a floração, 12/12 horas, durante o período de transição ainda deve nutrir com fertilizante de vega, porque a planta ainda estará crescendo por duas semanas até sua nova aclimatação. As variedades de sativa levam alguns dias a mais.
Indicas e sativas na transição
As plantas indicas e híbridas precisam da mesma dose de nutrição de crescimento durante a primeira semana depois de mudar o horário de verão para 12/12. Na segunda semana pode ser dada uma mistura de 50% de adubo de crescimento e 50% de nutrição de floração. Na terceira semana é quando aparecem os primeiros sintomas da floração completa da planta.
Nas sativas e híbridas de sativa dominante, sua fase de transição do crescimento à floração é mais lenta. Às vezes pode levar até quatro semanas para que a floração comece. Enquanto isso, elas crescem ainda mais do que as indicas. Para essas plantas de maconha, elas devem continuar a fornecer nutrição para o crescimento por até três semanas.
Uma alta dose de nitrogênio deve ser fornecida para as plantas após a mudança, mude as horas de luz 12/12, para que elas fiquem mais verdes, mais fortes e saudáveis. A clorofila adicional que eles armazenam garantirá que elas permaneçam frescas e verdes até a colheita. A fotossíntese segue ótima até o final, e é isso que causa os buds grossos e pegajosos.
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Fonte: CNNBS
por DaBoa Brasil | jun 30, 2018 | Cultivo
Pode-se dizer que não existe um cultivador de maconha outdoor que não tenha sofrido algum ataque da mosca-minadora, ou larva minadora, nas folhas. É muito comum encontrar uma ou algumas folhas com uma “trilha” branca, como se riscasse ela. No indoor é uma praga muito rara, dificilmente vai ouvir falar de algum caso.
CARACTERÍSTICAS
A minadora é uma larva de um inseto que vive no interior da folha, daí o seu nome. Quando protegesse por dentro, fica difícil combatê-los com inseticidas de contato. Podem ser larvas tanto de micro dípteros ou micro lepidópteros, isto é, moscas e pequenas mariposas, tanto diurnas quanto noturnas.
Por ser a larva de um grande número de insetos e tão variada, torna-se difícil descrever sua aparência. Mais comprida ou mais curta, mais larga ou mais fina, maior ou menor… Em todo o caso o seu comportamento e dano que faz na planta é o mesmo.
CICLO BIOLÓGICO
Durante a primavera e o verão, os insetos encontram em nossas plantas um bom lugar para colocar os ovos. Estes podem ser colocados na folha, em baixo da folha, ou dentro dos tecidos, onde será mais protegida.
Do ovo nasce uma larva que em breve se alimentará das células da epiderme da folha, desde seu interior. Desta forma, deixam as marcas típicas nas formas irregulares que já comentamos. Conforme a larva cresce, pode ver como a “trilha” vai se tornando mais larga.
Quando a larva é do tamanho certo, ela se torna uma pupa. Esta pode ficar na folha ou cair no chão. Insetos adultos emergirão das pupas, que iniciarão um novo ciclo biológico. Em condições favoráveis, as minadoras podem completar o ciclo de ovo a larva em apenas 15 dias.
ATAQUE E DANO
Os ataques em cultivos de maconha ocorrem nas folhas e muito raramente nos caules. Em outras espécies também podem atacar o fruto, como no caso das frutas e muitos vegetais como feijão ou berinjela.
Embora não seja uma das pragas mais agressivas, reduz a capacidade das folhas de realizar a fotossíntese correta. Enquanto em uma grande planta o dano em algumas folhas não retardará seu crescimento, em uma pequena planta pode retardá-lo.
Além disso, as feridas causadas pelas minadoras facilitam o aparecimento de outros patógenos, como fungos, vírus ou bactérias, entre outros.
CONTROLE E TRATAMENTO
No princípio é uma simples peste de eliminar em plantas de pequeno e médio tamanho. Uma vez que o sulco típico está localizado em uma folha, em uma extremidade a larva será encontrada. Podemos esmagá-lo com nossos dedos. Remédio mais ecológico não pode ser encontrado.
Em plantas grandes, é difícil fazer uma revisão completa e podemos não ver nenhuma folha afetada. No caso de ter que recorrer a algum inseticida, optaremos por inseticidas sistêmicos que penetram no organismo vegetal, uma vez que o contato não é efetivo.
O óleo de neem usado na irrigação é absorvido pela planta e permanecerá ativo por cerca de 3 semanas. Isso evita que os insetos sugadores se alimentem. Aparentemente, o neem faz a seiva da planta ter um sabor amargo, algo que desagrada os insetos.
As armadilhas cromáticas amarelas também são úteis, pois moscas e borboletas são atraídas por essa cor. Finalmente, predadores naturais como Chrysopidae, Orius (percevejo), aranhas ou vespas parasitoides são um dos métodos de controle mais eficazes.
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Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 27, 2018 | Cultivo
Todos sabem que o cultivo outdoor de maconha pode ser afetado por vários tipos de pragas. Não há praga boa, embora seja verdade que algumas se tornam mais prejudiciais do que outras. Algumas também são mais difíceis eliminar que outras. Um dos mais frequentes é o pulgão, que será discutido neste post.
CARACTERÍSTICAS:
O pulgão é um inseto da família dos hemípteros. É pequeno, entre 1 e 3mm e de morfologia pouco variada. Alimentam-se da seiva das plantas, praticamente de qualquer jardim ou horta. Alguns deles são importantes vetores de vírus.
Os pulgões são lentos e desajeitados. Eles possuem um corpo oval, com patas alongadas e podem apresentar várias cores. Domina a cor verde, mas também pode ser vista nas cores amarela ou preta. Isso depende em grande parte das espécies de plantas em que se alimenta, em seu estágio ou na estação do ano.
Alguns pulgões têm asas, o que lhes permite alcançar as plantas voando. Também formam uma simbiose perfeita com as formigas. Elas transportam os pulgões para plantas saudáveis e os defendem dos predadores, enquanto em troca recebem um tempero de melaço que eles secretam, deliciosos para as formigas.
CICLO BIOLÓGICO:
Os pulgões podem ser reproduzidos de diferentes maneiras, dependendo da espécie. Só se reproduzem sexualmente quando o inverno se aproxima, colocando em buracos que hibernam até a próxima primavera. A partir desses ovos, nascem indivíduos do sexo feminino que podem se reproduzir por partenogênese, ou seja, produzem clones idênticos aos insetos adultos e sem necessidade de acasalamento.
Mas se for o caso da planta hospedeira morrer ou as condições não serem mais favoráveis, os pulgões que se tornarão adultos ficarão alados. Essas fêmeas são conhecidas como fêmeas fundadoras. Logo outras plantas serão colonizadas, dando origem por partenogênese a novos afídeos fêmeas sem asas.
No outono, as fêmeas sem asas dão à luz fêmeas e machos com asas. Ambos realizam postas de ovos que chocarão na primavera seguinte. Tudo isso é a explicação de que é uma praga que pode se espalhar muito rapidamente e com facilidade.
DANOS:
O pulgão está concentrado em colônias de centenas de indivíduos. Podem ser encontrados principalmente em folhas e caules jovens, onde a concentração de seiva é maior. Ao contrário de outras pragas, não deixa marcas nas folhas quando utiliza o seu ferrão sugador para se alimentar.
As folhas afetadas por seus ataques perdem cor e se retorcem, antes de morrer se for um ataque severo. Também produzem um fungo chamado Negrillo que impede a planta de realizar corretamente a fotossíntese. Para piorar, é também um vetor de vírus importante, uma vez que eles podem espalhar vírus ou doenças.
CONTROLE E TRATAMENTO:
Os pulgões geralmente habitam as ervas daninhas, de onde são direcionadas para outras plantas. A limpeza e higiene no cultivo é sempre fundamental como método preventivo. Remova todas as ervas daninhas, deixando uma área limpa ao lado das plantas de maconha.
Um método eficaz para o seu tratamento é o óleo de neem ou sabão de potássio, além de serem inseticidas ecológicos. A maceração de urtigas também é muito eficaz. Isso requer cerca de 100 gramas de urtigas por litro de água, deixando tempo suficiente para a decomposição. Esta pasta resultante é misturada com 5 litros de água e deve ser pulverizada nos pulgões.
Os predadores naturais são uma arma por vezes muito econômica e eficaz. Chrysopterus (tecelão), joaninhas, vespas parasitas, syrphidae (moscas-das-flores), aranhas ou insetos não hesitarão em ficar em nossas plantas enquanto eles tiverem pulgões para se alimentar.
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por DaBoa Brasil | jun 23, 2018 | Cultivo, Curiosidades
Talvez não haja debate no mundo da cannabis mais controverso do que o das espécies. O gênero Cannabis sativa L. é a única espécie oficial, mas a indústria canábica está usando outros termos como indica e híbrida para promover suas variedades. O professor associado Sean Myles, da Universidade Canadense de Dalhousie, recomenda evitar o uso desses termos, uma vez que um estudo recente mostrou que a atual rotulagem de variedades como sativa e indica não reflete nenhuma identidade genética significativa.
Myles, que supervisionou o estudo sobre as diferenças genéticas entre os dois tipos de cannabis e seus híbridos, apresentará suas descobertas na conferência da Sociedade Internacional de Investigação de Canabinoides (ICRS) em Leiden, na Holanda, de 1 a 04 de julho de 2018. Na fase prévia a conferência, Bedrocan fez-lhe algumas perguntas.
Você acha que os resultados são inovadores?
Não, eu não. Qualquer profissional em genética ou reprodução com conhecimentos, mesmo periféricos da indústria da cannabis teria apostado que a rotulagem ‘sativa’ e ‘indica’ no atual mercado da cannabis provavelmente não refletiria a realidade genética. Apenas pegamos alguns dados para mostrar até que ponto é esse o caso, o que fizemos e continuamos a fazer.
Como surgiu o estudo da cannabis?
Nosso laboratório desenvolveu um interesse pela cannabis porque conduzimos pesquisas similares na deconvolução genética de outras espécies, como uvas e maçãs. Fazia sentido para expandir nossa experiência à cannabis já que é uma espécie agrícola economicamente valiosa, pouco se sabia sobre a sua estrutura genética, e houve um uso generalizado de uma dicotomia (ou seja, ‘sativa’ versus ‘indica’) que se acreditava que refletia sua ascendência. Para estudar junto com Bedrocan, nos beneficiamos de sua experiência em perfis químicos e combinamos com nossa experiência em genômica e bioinformática. O resultado foi frutífero em termos de informação sobre a questão da identidade de variedades.
Quais são as reações aos resultados de sua pesquisa até agora?
Em geral, o público tem se mostrado muito interessado em nossos resultados, o que sugere que a maneira como os rótulos “sativa” e “indica” são usados atualmente não reflete identidades genéticas significativas. Muitos dos que trabalham na indústria da cannabis, tanto medicinais como recreativos, também encabeçaram o nosso conselho para evitar o uso destes termos até que haja um consenso sobre o que eles significam. No final, acredito que nossos resultados contribuíram para uma mudança na qual as variedades são cada vez mais descritas por seu conteúdo químico mensurável, em vez de sua suposta ancestralidade.
Quais foram as respostas das empresas que vendem cannabis?
Há quem, no mercado recreativo da cannabis, dificilmente abandonará os termos ‘sativa’ e ‘indica’ porque são termos úteis para comercializar os seus produtos. Este é especialmente o caso de empresas que vendem sementes online. O seu descontentamento é reconhecido, mas as provas falam por si e espero que, no final, a rotulagem de produtos de cannabis se baseie em dados empíricos em vez de truques de marketing.
Algumas pessoas afirmam ser capazes de sentir a diferença entre um tipo indica ou sativa. O que você gostaria de dizer a eles?
De fato, nossos resultados sugerem que a marcação de cepas como ‘sativa’ versus ‘indica’ pode ter mais a ver com seus aromas do que com seus ancestrais genéticos. Portanto, neste caso, essas pessoas podem ser parcialmente corretas, podem associar um odor com um rótulo. No entanto, isso ainda não significa que os rótulos estejam capturando informações genéticas significativas.
Qual seria a sua recomendação para os produtores de cannabis medicinal? Fazer ou não fazer a distinção?
A nossa recomendação é evitar o uso de ‘indica’ e ‘sativa’, uma vez que é susceptível de criar confusão no mercado. Até agora, não há evidências que sustentem essa dicotomia como uma ferramenta útil para descrever a ancestralidade ou a composição química. Aconselhamos os produtores a descrever empiricamente o conteúdo de seus produtos com relação ao conteúdo de canabinoides e terpenoides.
Fonte: Bedrocan
por DaBoa Brasil | jun 16, 2018 | Cultivo
A tarefa que mais repetiremos durante o cultivo da maconha é a rega. Mas você rega suas plantas corretamente? O sucesso ou o fracasso de um cultivo está intimamente relacionado às regas. Nesta publicação daremos algumas dicas de como regar as plantas corretamente.
Em primeiro lugar, o que deve sempre fazer é deixar a água da rega repousar. A maioria dos cultivadores usa água com alto teor de cloro, que é usada em sistemas de tratamento de água por sua eficácia no combate a bactérias, vírus, fungos e leveduras. Por seu poder desinfetante, o que menos pretendemos é destruir a vida microbiana do substrato.
Encha um balde, garrafa ou um depósito de água, e deixe repousar cerca de 24 horas para que ocorra a degradação do cloro e não cause danos aos microrganismos benéficos que vivem no solo. Os raios ultravioleta do sol ajudam a degradar mais rápido, por isso, se você estiver com pressa, deixar o recipiente de água algumas horas no sol é suficiente.
Deve-se sempre levar em consideração a temperatura da água. As plantas de maconha não gostam de água fria. As regas devem estar com água morna, cerca de 20 a 24ºC.
Também devemos levar em conta o pH da água. Com um pH inadequado, as plantas podem apresentar sérias dificuldades para assimilar determinados nutrientes. Pode-se dizer que mais de 60% dos problemas que podem surgir em um cultivo são derivados de uma má assimilação de nutrientes e carências, relacionada principalmente pelo pH incorreto.
Para garantir uma boa assimilação de todos os nutrientes que as plantas de maconha exigem, o pH deve ser ajustado em torno dos 6,0/6,5. Para medir o pH pode usar um medidor digital, ou indicadores de tiras ou gotas com um reagente químico que mostram uma cor. Para subir o pH no caso de ser baixo, pode-se usar um PH UP ou bicarbonato de sódio como um método caseiro. Para abaixar deve-se usar um ácido como qualquer PH DOWN, até mesmo limão ou vinagre como método caseiro.
Uma vez que tenhamos preparado nossa água de rega, sem cloro, a uma temperatura adequada e com o pH corrigido, é hora de regar a planta. É comum que substratos muito secos não retenham água e se desviem diretamente pelos lados do vaso até a drenagem. Muitos cultivadores pensam que já completaram a rega e não percebem, pois pode ser que não tenha chegado nem a umedecer o substrato.
É por isso que as regas devem ser lentas. Assim a água vai molhar todo o substrato. Se tiver várias plantas, comece jogando água em cada uma delas. Espere alguns minutos e volte para jogar outra vez. O substrato à medida que vai encharcando vai se expandindo e terá mais capacidade de reter a água que continuaremos adicionando.
Sabe-se que a água que usamos é suficiente, quando começa a drenar através dos furos no fundo dos vasos. Você deve sempre drenar um pouco de água, pois isso vai arrastar sais residuais que eventualmente causam bloqueios de nutrientes e nos forçam a fazer uma lavagem das raízes. As regas lentas também asseguram que não permaneça nenhuma área seca. Tenha em mente que, em uma área seca, as raízes não se desenvolvem. Além disso, nessas áreas, se as raízes não recebem água, elas acabam secando, o que afeta a saúde da planta, uma vez que tenha que recompor essa massa radicular.
O pior que pode ser feito são regas escassas. Todo o substrato deve sempre receber água até que fique encharcado. E não vamos regar até que tenha retido grande parte da água. Podemos ver quando enterramos um dedo no substrato e os dois primeiros centímetros estão secos. Então, e só então, repetiremos a mesma rotina anterior. Desta forma, sempre garantimos que as plantas nunca fiquem com sede e o agradecerão com um crescimento forte e saudável.
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