por DaBoa Brasil | mar 19, 2021 | Curiosidades, Saúde
Existem diferentes tipos de THC na planta da cannabis e cada um deles tem seus efeitos e peculiaridades.
A maioria das pessoas sabe o que é o THC, o principal canabinoide da maconha e com efeitos intoxicantes. Mas, você sabia que na planta de cannabis pode encontrar outros tipos de THC? Existem até cinco tipos diferentes de THC e da mesma família.
Diferentes tipos de THC
Quando falamos em THC, ou seja, o canabinoide que tem efeitos intoxicantes, estamos todos nos referindo ao Delta-9-Tetrahidrocanabinol. Mas esse THC não é o único, até agora cinco deles são conhecidos: além do já citado Delta-9, o Delta-8-Tetrahidrocanabinol, o Delta-10-Tetrahidrocanabinol, o THCV (tetrahidrocanabivarina) e o THCA (ácido tetrahidrocanabinólico).
Delta-9-THC
O canabinoide Delta-9-THC é o mais conhecido – e reconhecido como THC. É a substância que tem dado popularidade às variedades de cannabis quando o assunto é uso adulto.
O Delta-9-THC é o canabinoide dominante na planta da maconha, a menos que estejamos lidando com uma variedade com alto teor de CBD. É a substância “ilegal” pela qual a planta foi perseguida e proibida. Mas hoje e com a ciência e a medicina por trás dele, o grande número de usos para o bem-estar e a saúde proporcionou a esse canabinoide outra maneira de “olhar” que antes passava despercebida.
Esse tipo de THC (Delta -9), além de seu conhecido consumo recreativo, também são amplamente usados para ajudar a combater dores de cabeça, lesões, quimioterapias, cólicas, dores crônicas e muito mais. Seu consumo produz o alívio da dor em todos os sentidos.
Além disso, funciona muito bem para combater a náusea, a síndrome de definhamento ou debilitação e para tratar problemas digestivos. Além do mais, o Delta-9-THC tem o poder de regenerar células cerebrais e é por isso que, para pessoas mais velhas e de acordo com um estudo, a microdosagem diária pode ajudar com o envelhecimento cerebral.
Também foi demonstrado que ajuda na função cerebral e melhora da memória, embora também possa alterar a estrutura das células cerebrais para as características da juventude cognitiva.
Por outro lado, estudos mostraram que ele pode proteger os neurônios contra a placa Aß e seus efeitos. Os pesquisadores descobriram que o THC evitou déficits de memória em ratos injetados com Aß.
Além de o THC ser relaxante muscular, também ajuda no sono, na epilepsia, no glaucoma, é antioxidante e antimicrobiano.
Delta-8-Tetrahidrocanabinol
O Delta-8-THC é um canabinoide que tem sua ligação na oitava cadeia de carbono e Delta-9 THC tem uma ligação dupla na nona cadeia de carbono (“delta” em química se refere à ligação dupla na molécula da cadeia de carbono). Essa é a diferença.
Este canabinoide, Delta-8, está muito pouco presente nas plantas de cannabis, ou seja, quando o Delta-9-THC envelhece, uma pequena parte é oxidada, perdendo elétrons e transforma-se em delta-8. Este último tem menos potência do que seu irmão, mas é mais estável quando exposto ao ar e isso pode fornecer potencialmente mais aplicações médicas.
Seus efeitos são mais brandos, embora de acordo com o consumidor possam variar dependendo da química, força ou massa pessoal e também, se seu consumo for inalado ou comido. Normalmente, a “alta” do Delta-8-THC é mais lúcida, enérgica e animada do que a do Delta-9.
Delta-8-THC ajuda com ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e problemas de saúde mental. É também neuroprotetor, antioxidante e analgésico.
Delta-10-Tetrahidrocanabinol
Entre os tipos de THC, encontramos, sem dúvida, um dos mais desconhecidos, o Delta-10-Tetrahidrocanabinol. Este canabinoide não seria de origem natural, esta molécula, embora tenha muitos pontos em comum com as duas anteriores, possui diferenças fundamentais.
A história da descoberta deste canabinoide vem da Califórnia. Lá, uma empresa adquiria buds de plantações outdoor na temporada de grandes incêndios que assolavam o estado. A empresa Fusion Farms, ao extrair aquela biomassa contaminada com retardador de fogo, descobriu que trabalhar no processo de destilação criava cristais diferentes. Esses cristais tinham estruturas diferentes de outras extrações anteriores de canabinoides.
Após testes de laboratório, verificou-se que eles não combinavam com as estruturas canabinoides conhecidas até o momento. Além do mais, esses cristais, embora não iguais, se assemelhavam ao canabinoide cannabricomeno (ou CBC). Seus efeitos ainda não foram estudados em profundidade e não são muito claros.
THCA (ácido tetrahidrocanabinólico)
THCA, ou ácido tetrahidrocanabinólico, é a forma natural do THC. Ou seja, esse canabinoide seria encontrado nas plantas naturalmente e quando é aquecido, ou o que é o mesmo quando é descarboxilado, passa a ser o conhecido THC. THCA é a forma ácida do THC que perde seu grupo ácido carboxílico quando aquecido (descarboxilação).
As flores (ou frutos) da cannabis sempre têm THCA e quando o calor é aplicado a eles, por exemplo, em um baseado ou bong, torna-se o THC. A forma ácida do THC (THCA), não possui propriedades intoxicantes e é encontrada em todas as partes visíveis da planta, em algumas mais do que em outras, como em suas flores.
Esta molécula está atualmente em muitas pesquisas e acredita-se que tenha muitas propriedades e usos terapêuticos. A melhor forma de consumo deste canabinoide é ingerindo ou em comestíveis, também é um suplemento nutricional e dietético.
THCV (tetrahidrocanabivarina)
A tetrahidrocanabivarina (ou THCV) é o último da família THC e este subproduto aparece quando o THCA é degradado. Em pequenas doses, esse canabinoide parece não ser intoxicante, de acordo com a maioria das pesquisas existentes. Embora, em grandes quantidades, ative o receptor CB1 produzindo a bem conhecida “alta”. Ele também precisa de mais temperatura do que o THC para que seus efeitos piscotrópicos sejam sentidos.
Este canabinoide suprime o apetite, o oposto do THC. As cepas com alto teor de THCV são comercializadas nos Estados Unidos como cannabis diet. Além disso, regula os níveis de açúcar no sangue e reduz os níveis de insulina, sendo uma promessa especial para diabéticos. Como sua família THC toda, é antioxidante e neuroprotetor.
Conclusão dos tipos de THC
Os diferentes tipos de THC são canabinoides muito especiais e revelaram-se muito importantes para um grande número de utilizações médicas. Além do uso adulto, seu uso pode ser benéfico para problemas ou distúrbios neurodegenerativos.
A planta da cannabis tem cerca de 110 canabinoides diferentes, mas aqui falamos apenas sobre cinco, a família do tetrahidrocanabinol – o nosso querido THC.
Referência de texto: La Marihuana
por DaBoa Brasil | mar 6, 2021 | Saúde
Pacientes de quimioterapia com dor neuropática podem encontrar alívio com a maconha, de acordo com um novo estudo publicado no mês passado.
O estudo, publicado na edição do mês passado da revista Therapeutic Advances in Medical Oncology, vem por meio de uma equipe de pesquisadores de Tel Aviv que examinou uma coorte de 513 pacientes que tomavam oxaliplatina para problemas gastrointestinais. A oxaliplatina, disseram os pesquisadores, “é uma quimioterapia à base de platina amplamente usada para o tratamento de doenças gastrointestinais malignas”. De acordo com a Mayo Clinic, é usada “junto com outros medicamentos (por exemplo, fluorouracil, leucovorina) para tratar o câncer avançado do cólon ou reto”, enquanto também é “usada para tratar o câncer de cólon grave em pacientes que fizeram uma cirurgia”.
A equipe de pesquisa israelense disse que a neuropatia periférica induzida por quimioterapia é “uma toxicidade bem conhecida associada ao tratamento de oxaliplatina”, que “tem um forte impacto na qualidade de vida dos pacientes com câncer”.
“A neuropatia aguda induzida por oxaliplatina é evidente em até 90% dos pacientes tratados com oxaliplatina, e a exposição contínua pode levar a neuropatia crônica grave em aproximadamente 31%”, disseram.
O método e os resultados do estudo
Para o estudo, os pesquisadores trataram 248 dos pacientes na coorte com cannabis, com os 265 restantes servindo como grupo de controle. A coorte era composta por 250 mulheres e 263 homens, de acordo com os autores, e todos foram diagnosticados com doenças gastrointestinais.
“A taxa de neuropatia foi reduzida entre os pacientes tratados com cannabis e oxaliplatina”, escreveram os pesquisadores em sua conclusão. “Essa redução foi mais significativa em pacientes que receberam cannabis antes do tratamento com oxaliplatina, sugerindo um efeito protetor. Um grande estudo prospectivo está planejado”.
“A neurotoxicidade induzida pela oxaliplatina é um efeito adverso profundo que, de acordo com os resultados da nossa investigação, pode ser mitigado e prevenido pelo tratamento com cannabis”, acrescentaram.
Os pesquisadores destacaram a força do estudo, dizendo que era devido à “confiabilidade dos dados sobre o uso de cannabis, uma vez que todos os pacientes participantes receberam cannabis por licença regulamentada”.
“Foi possível acompanhar as datas, dosagens e indicações do tratamento com cannabis revisando a documentação de aprovação de cannabis dos pacientes”, disseram. “Além disso, os dados foram recuperados de um grande banco de dados de centro de atendimento terciário de alta qualidade que inclui registros médicos de pacientes com várias doenças gastrointestinais e vários médicos que tratam por um período de mais de 2 anos”.
“A principal limitação deste estudo é que a comparação do uso de cannabis não foi quantitativa, mas qualitativa: não foi possível comparar a quantidade de cannabis licenciada ou os tipos e indicações para seu uso, uma vez que esses parâmetros não foram especificados. Além disso, a avaliação da neuropatia foi retrospectiva e baseou-se nos registros médicos das queixas dos pacientes e exames físicos”, continuaram.
A eficácia do tratamento com maconha em pacientes com câncer é conhecida há muito tempo, mas sua onipresença aumentou consideravelmente com a adoção de novas leis sobre a cannabis nos Estados Unidos e em outros lugares. Um estudo no final do ano passado descobriu que um terço dos pacientes com câncer no Canadá usa maconha, onde a erva é legal para fins medicinais desde 2001 e onde o uso recreativo foi legalizado em 2018.
Referência de texto: High Times
por DaBoa Brasil | mar 1, 2021 | Curiosidades, Redução de Danos, Saúde
Qual é a potência de fumar maconha de forma passiva? Caso isso aconteça, seu teste será positivo para drogas? Com a ajuda de pesquisas e evidências científicas, responderemos essas perguntas.
Esta é a situação: você está em uma festa com um grupo de amigos. Um deles acende um baseado e começa a rodar. Todo mundo fuma, exceto você. Você está se abstendo porque fará um teste de drogas para um trabalho ou teste em alguns dias. Mas você acaba inalando a maior parte da fumaça do ambiente.
Isso faz você começar a se preocupar. Sua mente começa a disparar. “É possível testar positivo para drogas sem ter fumado?”. “Vou testar positivo para maconha e não conseguir o emprego? Mas não dei nem uma tragada!”.
Para aqueles que amam a erva, essa situação provavelmente já aconteceu muitas vezes. É uma situação que levanta uma questão legítima: posso testar positivo por fumo passivo?
Quais são os efeitos do fumo passivo da erva?
Acontece que não é tão inofensivo quanto você pode pensar. Um estudo de 2016 em ratos de laboratório mostrou sinais de deterioração pulmonar por pelo menos 90 minutos. O mais curioso é que esses sintomas apareceram com apenas um minuto de exposição à fumaça da maconha.
Depois, existe a questão da “onda do fumante passivo”. De acordo com a pesquisa, tudo depende da situação.
Vamos tomar este estudo da Johns Hopkins University de 2015 como referência. Dois experimentos foram conduzidos: no primeiro, 12 participantes foram aglomerados e fechados por uma hora em uma pequena sala sem ventilação. Seis deles eram fumantes e os outros seis não.
O grupo de fumantes consumiu dez “baseados de alta potência”, com teor de THC de 11,3% (pouca potência como de costume no consumo recreativo). Os participantes que não fumavam ativamente eventualmente começaram a sentir uma sensação de “boas vibrações”, mas sua atenção também diminuiu e eles se sentiram um pouco mais cansados.
Em vez disso, o segundo experimento foi conduzido em uma sala ventilada. Nesse caso, os não fumantes não sentiram os mesmos efeitos, exceto pela “fome”. Mas o estudo foi feito na hora do almoço, então isso pode ter sido um fator de influência.
Os pesquisadores concluíram que a possibilidade de uma “onda” por contágio após a inalação passiva da fumaça da maconha é possível. No entanto, para causar uma pequena deterioração, deve ser inalado “em condições extremas, sem ventilação”.
A fumaça da maconha pode ser absorvida pela pele ou pelo cabelo?
A resposta rápida é sim, em ambos os casos. Vamos começar com a absorção do cabelo, que pesquisas mostram que pode ser complexa. Outro estudo, por exemplo, concluiu que cabelos mais escuros absorvem mais THC do que cabelos mais claros. Isso é algo que basicamente coloca pessoas de cabelos escuros e ruivos em desvantagem quando se trata de fazer um teste de drogas em folículos capilares, em comparação com pessoas loiras.
A explicação é que pessoas com cabelos escuros apresentam maior concentração de melanina. A melanina parece aderir às substâncias em uma taxa muito maior.
A absorção pela pele é bastante previsível, considerando a existência de produtos tópicos de maconha. Canabinoides como THC e CBD são lipofílicos por natureza. Isso significa que se dissolvem em gorduras, facilitando sua penetração na pele. No entanto, apresentam menor biodisponibilidade, especialmente sem intensificadores de absorção, e não atingem a corrente sanguínea.
O que a pesquisa diz sobre fumar maconha de forma passiva?
Um pouco acima, mencionamos os possíveis efeitos fisiológicos e comportamentais quando fumamos maconha passivamente. Vamos agora abordar como a exposição à fumaça da maconha pode afetar biologicamente uma pessoa por meio de suas amostras.
Um estudo de 2015 envolveu um total de 26 pessoas. Oito eram usuários de maconha que fumavam em média 12 anos. Eles consumiram cerca de 1,5 grama de maconha por dia. Por outro lado, havia 18 pessoas que não eram usuárias de maconha.
Todos os participantes foram colocados em uma sala fechada para fumantes improvisada, vestindo roupas de papel descartáveis. Eles foram convidados a participar de três sessões experimentais onde fumaram por uma hora em cada uma. Posteriormente, foram coletadas amostras de urina, sangue e fluido oral, mas apenas as amostras de urina foram analisadas.
Dois tipos de cepas de maconha foram usados no estudo. Uma tinha um baixo teor de THC de 5,3% e o outro era mais potente de 11,3%.
Os resultados gerais indicaram que com “exposição extrema à fumaça”, traços do THC podem aparecer em um teste de drogas. Mas deve estar nos pontos de corte inferiores. O ponto de corte determina a quantidade de substância presente em suas amostras para dar um resultado positivo.
Então, a maconha inalada passivamente aparece em um teste de drogas?
Normalmente não. Ter vestígios de THC no corpo não significa necessariamente um resultado positivo no teste de drogas. Como mencionamos antes, os testes de drogas exigem certos níveis de corte para determinar um resultado positivo ou negativo. Explicaremos esse conceito com mais detalhes a seguir.
Testes de drogas de sangue e urina
Ao contrário dos testes de urina, que procuram metabólitos do THC, os testes de sangue procuram a presença do próprio THC e normalmente são realizados apenas em ambientes hospitalares. Portanto, o mais comum é um teste de urina.
Nos EUA, o nível de corte para THC na urina é 50ng/ml. Os participantes não fumantes do experimento mencionado produziram níveis de THC de cerca de 20 ng/ml.
Em 2010, uma experiência semelhante foi conduzida na Holanda. Oito voluntários foram expostos a três horas de fumaça de maconha em um coffeeshop. O nível mais alto de THC encontrado nos participantes foi de 7,8ng/ml. Esse número era muito menor do que o limite de 25 ng/ml na época.
Teste de drogas por saliva
Em 2004, um estudo foi conduzido em cinco fumantes ativos de maconha. Todos foram colocados em uma sala e obrigados a fumar cigarros de maconha com teor de THC de 1,75%. Os participantes fumaram nos primeiros 20 minutos, mas todo o experimento durou quatro horas.
Mesmo sob exposição tão longa, as amostras de saliva coletadas posteriormente tinham concentrações de THC que variaram de 3,6 a 26,4ng/ml. Esses números ainda estavam bem abaixo do limite de 50ng/ml.
Análise de drogas em folículo capilar
Como mencionamos, o cabelo escuro retém mais THC do que o cabelo claro, devido à melanina. Mas é o suficiente para causar um resultado positivo no teste de drogas?
Vejamos este estudo de 2015 que inclui dois experimentos. No primeiro, um participante tomou apenas 50mg de THCA-A por dia por um período de 30 dias. Apesar desses níveis muito altos, o THCA-A encontrado na análise do cabelo da pessoa era inferior a 1% no peso.
No segundo experimento, dois participantes tomaram dronabinol, uma forma oral de THC usada para tratar a perda de apetite. As duas pessoas tomaram três cápsulas de 2,5mg por dia durante um período de 30 dias.
O resultado: THC não foi detectado nas amostras de cabelo, barba e nem pelos do corpo.
O que fazer se te preocupa fumar maconha de forma passiva
Vamos mostrar vários estudos. A conclusão geral é que a probabilidade de não passar em um teste de drogas inalando passivamente a fumaça da maconha é mínima ou zero.
Mas se você ainda estiver preocupado com o problema, aqui estão algumas coisas que você pode fazer:
Fique longe: se você for convidado para uma festa e sabe perfeitamente que vai ter maconha, não vá.
Hidrate- se: lave o organismo bebendo bastante água 24-48 horas antes do teste. A ideia é diluir essas pequenas quantidades de THC na urina.
Tome um pouco de zinco: o zinco ajuda a reduzir a detecção de THC no corpo pelas próximas 12-18 horas. Você pode encontrar suplementos à base de zinco em qualquer farmácia.
Esperamos que este artigo tenha lhe dado a paz de espírito que você procurava!
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Referência de texto: Royal Queen
por DaBoa Brasil | fev 28, 2021 | Saúde, Sexo
Além de aumentar nossa sensibilidade e percepção, a cannabis também afeta a libido. Se pensarmos em nosso corpo como uma unidade, é lógico que algo que afeta nosso sistema nervoso também influencia nosso desejo. Quantas vezes, ao fumar maconha, notamos uma mudança em nosso humor? Entre outros efeitos que são atribuídos à planta sagrada, podemos adicionar também o aumento da libido.
Estudos recentes mostraram que pessoas que usaram maconha eram mais ativas sexualmente. O estudo encontrou uma porcentagem de 20% a mais do que as pessoas que não consomem. Esta estimativa foi obtida com base em um período de 4 semanas.
Consequentemente, os consumidores tiveram uma frequência sexual mais regular, em comparação com casais que não consomem regularmente, ou simplesmente não são usuários da planta. A erva alterou notavelmente a periodicidade dos encontros sexuais. No entanto, ainda não está claro exatamente como a cannabis afeta a libido, ou desejo sexual, mas as teorias são muitas.
Médicos especialistas apontam a desinibição causada pela erva. Eles enfatizam os efeitos que a maconha produz em nossa psique. Outros, aos efeitos diretos no sistema endocanabinoide.
“As pessoas que usam maconha podem fazer mais sexo porque se esforçam menos quando estão chapadas, então não têm a mesma ansiedade de desempenho que aquelas que estão sóbrias”. É o que diz a terapeuta sexual Amanda Pasciucco, que atua em Connecticut, nos Estados Unidos, onde o uso médico é legal.
“Uma pequena quantidade de maconha também pode ajudar a aumentar sua capacidade de comunicar suas preferências ao seu parceiro”.
A maconha afeta a libido e o sexo
O terapeuta sexual Lawrence Siegel apontou o THC, principal canabinoide da planta, como o responsável. O composto parece afetar uma parte do nosso cérebro associada à excitação sexual, pelo menos nas mulheres.
O sistema endocanabinoide natural do nosso corpo é a chave para regular coisas como o prazer, a dor, o relaxamento e a homeostase. Quando os canabinoides o ativam, pode deixar os usuários relaxados com maior prazer e menos dor. Explicou Peter Barsoom, fundador de uma empresa chamada 1906. A empresa tem o objetivo principal de trazer a cannabis de volta ao mainstream. “Isso pode levar a uma maior excitação e tornar o sexo ainda mais agradável”, disse Barsoom.
Para outros, o motivo são as sensações de prazer aumentadas que podem surgir com o uso da cannabis. A maconha afeta a libido, pois o sistema onde produz seus efeitos é responsável pela regulação das funções vitais. Entre elas, regula nosso humor, assim como nossos sentidos.
Quando fumamos maconha, nossos sentidos se expandem, ficamos mais perceptivos e sensíveis. Embora algumas pessoas sintam maior ansiedade ao usar maconha, outras acham que ela tem o efeito oposto.
“Cada pessoa tem uma composição psicológica e física única, e para que a cannabis ajude a melhorar a sexualidade, você deve encontrar o tipo que funciona para você”. Assim como você deve encontrar o melhor parceiro para amar, você também deve encontrar a variedade certa para sua libido.
Existem milhares de variedades, cada uma fornece uma viagem sensitiva diferente. Fumar uma sativa não é o mesmo que uma indica ou uma híbrida. Embora, seja o que for, tenha em mente que toda cannabis afeta a libido.
Qual cepa de cannabis afeta a libido?
A resposta é rápida: qualquer variedade de maconha afeta a libido. No entanto, podemos fazer uma diferença entre qual cepa é a mais adequada, dependendo do tipo de encontro que tivermos. Se o encontro sexual for com um parceiro estável, pode ser melhor experimentar uma indica. Já que seu efeito gera uma busca para o interior, gerando boa conexão corporal.
Se o nosso encontro for mais casual ou para um primeiro encontro, pode ser melhor optar por uma sativa. Ela tende a ter um efeito mais extrovertido, é uma boa aliada para “quebrar o gelo” e libertar a timidez.
Isso foi explicado pelo sexólogo Nick Karras, autor de “The Passionate High: A guide to using cannabis for better sex and creativity”. Ele recomenda experimentar várias cepas para encontrar aquela que melhor se adapta à sua libido ou desejo.
“Recomendo experimentar um pequeno número de cepas de indica, cepas de sativa e um híbrido de ambas para ver o que funciona melhor”.
Encontros sexuais podem ter muitas formas e maneiras, tudo depende de como nos sentimos. A maconha também afeta a libido aí. Pois, não é a mesma coisa se tiver um dia de muito trabalho, ou se estivesse de férias. Da mesma forma, a ansiedade de um primeiro encontro não é o mesmo que um encontro especial com um parceiro estável. Cada momento é único e dependerá das pessoas envolvidas.
Então agora você já sabe, se quiser aumentar sua libido ou simplesmente experimentar outras sensações ao fazer sexo, é bom saber qual variedade é melhor pra você.
E também, você pode experimentar muitas vezes, até encontrar aquela que lhe dá o melhor prazer.
Referência de texto: La Marihuana
por DaBoa Brasil | fev 23, 2021 | Saúde
Um estudo descobriu que a microbiota intestinal afeta a depressão através do sistema endocanabinoide.
Os seres humanos estão cheios de microrganismos que nos ajudam a viver. Vivemos em simbiose com aproximadamente 100 bilhões de bactérias e outros microrganismos que habitam diferentes partes do nosso corpo, como intestino, pulmão ou boca. Esse conjunto de microrganismos é denominado microbiota. Estudos recentes têm mostrado que existe uma relação entre transtornos de humor, como depressão maior, e a alteração da microbiota intestinal. Agora, um estudo publicado em dezembro passado na revista Nature, apresentou resultados que mostram que a microbiota intestinal desregulada causa um humor depressivo em ratos de laboratório através do sistema endocanabinoide.
Para o estudo, os cientistas se basearam em um estudo anterior que mostrou que, se a microbiota intestinal fosse retirada de um paciente com depressão grave e transferida para um rato saudável, este acabaria apresentando sintomas depressivos. No novo estudo, os pesquisadores tentaram explicar como ocorre o efeito em que apenas a transferência de microrganismos intestinais de um rato com sintomas depressivos para um rato saudável é suficiente para que o segundo acione um ciclo de depressão.
A resposta que eles descobriram é que a realocação da microbiota desregulada prejudica o sistema endocanabinoide no intestino, e isso tem um efeito no sistema endocanabinoide no cérebro. As consequências da microbiota intestinal desregulada acabam se manifestando na região cerebral do hipocampo, que está envolvida no desenvolvimento de sintomas depressivos.
“Nossas descobertas fornecem um possível mecanismo para como o estresse crônico, a dieta e a microbiota intestinal geram um ciclo de retroalimentação patológica que contribui para o comportamento depressivo através do sistema endocanabinoide central”, afirmam os pesquisadores do estudo.
Os pesquisadores descobriram que podiam interromper o ciclo de retroalimentação depressivo com a administração de certos probióticos. “Nosso estudo apoia o conceito de que as intervenções dietéticas ou probióticas podem ser alavancas eficazes no arsenal terapêutico para combater as síndromes depressivas associadas ao estresse”, disseram eles.
Referência de texto: Nature / Cáñamo
por DaBoa Brasil | fev 19, 2021 | Curiosidades, Saúde, Sexo
Existem diversas maneiras de se divertir, mas os casais que fumam maconha afirmam ter um relacionamento mais íntimo e amoroso. Recorrer a manobras afrodisíacas não é exclusivo para relacionamentos de longa data. Pelo contrário, há muitos casais recém-formados que gostam desse tipo de jogo. Podem incluir de tudo: fantasias e lingerie, jogos eróticos, pratos feitos com condimentos afrodisíacos, dramatizações e, claro, também substâncias. E entre essas substâncias, claro, a nossa querida erva, um condimento que, segundo os casais que fumam maconha, garante uma relação mais íntima e amorosa.
A influência da cannabis em um relacionamento amoroso pode aparecer antes mesmo de um ato sexual. Antes mesmo de haver intimidade. Há até números que mostram um aumento dos relacionamentos onde a maconha foi legalizada.
A ERA DOS CASAIS QUE FUMAM MACONHA
Existem inúmeras maneiras de tornar um relacionamento gratificante, duradouro e amoroso. Ideias, memórias, atividades e tudo mais podem ser compartilhados juntos, mas você sabia que casais que fumam maconha podem ter um relacionamento mais íntimo e amoroso?
Esses pares já compartilham uma intimidade e amor em comum, a cannabis. E é assim que a erva realmente tem feito parte do cotidiano, um espaço onde muitas vezes também aparecem o álcool e outros produtos visando o prazer.
No entanto, existem razões científicas para pensar que a erva sagrada pode ser a salvadora de qualquer relacionamento. A cannabis é um calmante com efeito quase imediato.
Se você está em um relacionamento, sabe que às vezes é muito fácil perder a calma e dizer algo de que se arrepende imediatamente. Mas se você fuma maconha, sabe que o estresse é aliviado pelo THC, que é amplamente encontrado em variedades de cannabis.
Ao usar cannabis, os receptores no cérebro que desencadeiam pensamentos de raiva são retardados e podem deixar passar ou amenizar consequentes brigas.
Brigas e ataques de violência doméstica também são reduzidos entre casais que fumam maconha. De acordo com uma pesquisa com 600 casais que fumam maconha, a violência doméstica e as brigas estavam em seu ponto mais baixo quando ambos os parceiros usavam maconha regularmente.
Os cientistas do estudo também mostraram que a confiança e a lealdade de um parceiro são mais fortes quando os parceiros fumam cannabis. Chegaram a afirmar ter uma relação mais íntima e amorosa quando o consumo estava sincronizado. Os resultados também rejeitam completamente a teoria de que os usuários de maconha são pessoas imorais e promovem a infidelidade.
RELACIONAMENTO MAIS ÍNTIMO E AMOROSO GRAÇAS À CANNABIS
O estudo perguntou a um grupo de usuários de cannabis sobre diferentes questões morais, e uma das perguntas era se eles eram fiéis a apenas um parceiro. A maioria das pessoas entrevistadas disse que sim.
Uma das melhores razões para incorporar cannabis em seu relacionamento é ter um sexo melhor. Casais que fumam maconha regularmente relatam que quase não apresentam sinais de ansiedade ou qualquer coisa que possa levar à tensão sexual.
O efeito de relaxamento em ambos os membros do casal permite que a maconha os faça sentirem-se sexualmente motivados e desinibidos, a caminho de um relacionamento mais íntimo e amoroso.
O sexo também é sempre melhor e mais pessoal se as duas pessoas usaram maconha. O THC desencadeia a sensação de euforia que os receptores CB1 emitem no cérebro. Essa mesma sensação de euforia é sentida quando uma mulher ou um homem tem um orgasmo.
Em outras palavras, os casais que fumam maconha antes ou durante a relação sexual têm o dobro de sensações experimentadas durante um orgasmo.
O abraço é uma das melhores sensações do mundo, casais que fumam juntos sentem e desfrutam de um nível mais profundo de conexão ativando as terminações nervosas com as variedades mais poderosas. Essas cepas aumentam a sensação de conexão entre o casal.
E se você não tem um par, não se preocupe, o mesmo conselho também serve para a autossatisfação. Então, já sabe, se você faz parte de um casal que fuma maconha, ou você é uma simples loba ou lobo solitário, você pode usar a erva para satisfazer seus desejos de forma ainda melhor.
Aliás, vocês podem cultivar a erva juntos e, com ela, o amor-próprio que o levará a um relacionamento mais íntimo e amoroso, consigo mesmo e com os outros.
Referência de texto: La Marihuana
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