por DaBoa Brasil | mar 3, 2019 | Curiosidades, Saúde
Todas as variedades de maconha têm um amplo espectro de efeitos curativos, mas gostaríamos de saber que tipo de variedade nos trará o maior alívio de acordo com nossa doença.
Este breve exame das substâncias contidas na cannabis visa fornecer um conhecimento básico sobre os efeitos da maconha no cérebro e no corpo.
O que são canabinoides?
Os canabinoides, como o THC e o CBD, são compostos químicos secretados por flores de cannabis que fornecem alívio para o tratamento de uma variedade de sintomas, como dor, náusea, ansiedade e inflamação. Trabalham terapeuticamente imitando as relações que o nosso corpo produz naturalmente. Estes são endocanabinoides, cuja ativação é destinada a manter a estabilidade interna do corpo e da saúde. Quando há uma deficiência de canabinoides ou um problema com nosso sistema endocanabinoide, surgem sintomas desagradáveis e complicações físicas.
Quando a cannabis é consumida, os canabinoides que ela contém podem se ligar aos receptores canabinoides em nosso cérebro (receptores chamados CB-1) e corpo (CB-2). Diferentes canabinoides têm efeitos diferentes dependendo de quais receptores eles se ligam. Por exemplo, o THC liga-se em receptores no cérebro, enquanto o CBN (canabinol) tem uma forte afinidade pelos receptores CB-2 localizados em todo o corpo.
A maconha contém mais de 100 canabinoides diferentes. Abaixo está uma lista de distúrbios individuais e canabinoides que podem ser eficazes em seu tratamento.
Dor/Sono
Distúrbios do sono – THC
Dor Menstrual – CBD, THC
Enxaquecas, dores de cabeça – CBD, THC
Dores fantasma – CBD, THC
Danos à medula espinhal – THC, CBD
Fibromialgia – CBD, THC, CBN
Insônia – CBC, CBD, CBN, THC
Dor – CBC, CBD, CBN, THC, THCv
Artrite e inflamação – CBC, CBD, CBDA, CBG, CBN, THC, THCa
Distúrbios neurológicos
Esclerose Lateral Amiotrófica – CBC, CBD, CBG, CBN, THC, THCa
Osteoporose – CBC, CBD, CBG, CBN, THCv
Espasticidade – CBD, CBG, CBN, THC, THCa
Doença de Parkinson – CBC, CBD, CBG, THC, THCA
Doença de Alzheimer – CBC, CBD, CBG, THC, THCa
Esclerose múltipla – CBD, CBN, THC, THCa
Epilepsia – CBD, CBN, THCa, THCv
Síndrome de Tourette – THC
Distúrbios comportamentais
Depressão – CBC, CBD, CBG, CBN, THC
Transtorno de estresse pós-traumático, transtorno bipolar – CBD, CBG, THC
ADD/ADHD – CBD, THC
Estresse – CBD, THC
Ansiedade – CBD, CBG
Distúrbios gastrointestinais
Falta de apetite – THC
Anorexia, Caquexia , CBD, THC
Náusea – THC, CBD
Diabetes – CBD, THCv
Doença de Crohn – CBD, THC, THCa
Outros
Câncer – CBC, CBD, CBDa, CBG, THC, THCa
Distrofia muscular – CBC, CBD, CBG, THC
HIV/AIDS – THC, THCa
Glaucoma – THC, CBG
Hipertensão – CBD, THC
Fadiga – THC
Asma – THC
Fonte: Fakty Konopne
por DaBoa Brasil | mar 2, 2019 | Saúde
Os canabinoides “podem ser um complemento eficaz para o tratamento do câncer de pâncreas”, segundo um novo estudo.
O estudo, “Uso potencial de canabinoides para o tratamento do câncer de pâncreas”, foi publicado pelo Journal of Pancreatic Cancer e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
“Os extratos de canabinoides podem ter propriedades anticancerígenas. Podem melhorar os resultados do tratamento do câncer”, começa o resumo do estudo. “O objetivo desta revisão é determinar a utilidade potencial dos canabinoides no tratamento do câncer de pâncreas”.
Para o estudo, uma revisão da literatura concentrou-se nos efeitos biológicos dos canabinoides no tratamento do câncer, com foco no câncer de pâncreas. Estudos in vitro e in vivo que investigaram os efeitos dos canabinoides no câncer de pâncreas foram identificados. E os possíveis mecanismos de ação foram avaliados.
In vitro mostram efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos
Segundo os pesquisadores, “os receptores de canabidiol foram identificados no câncer de pâncreas, com vários estudos mostrando efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos in vitro. As principais substâncias ativas encontradas nas plantas de cannabis são o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC). “Os efeitos são predominantemente mediados através, mas não limitados, do receptor canabinoide 1, o receptor canabinoide 2 e o receptor 55 acoplado à proteína G”. Estudos in vitro demonstraram consistentemente efeitos inibidores do crescimento tumoral com CBD, THC e derivados sintéticos.
“Demonstramos os efeitos do tratamento sinérgico em dois estudos com a combinação de ligantes de receptor de canabinoides sintéticos CBD, quimioterapia em xenotransplante e modelos de câncer do pâncreas espontâneo geneticamente modificado”, diz o estudo. “No entanto, não há estudos clínicos até o momento que mostram os benefícios do tratamento em pacientes com câncer de pâncreas”.
Conclusão do estudo
O estudo conclui que “os canabinoides podem ser um complemento eficaz para o tratamento do câncer de pâncreas. Falta dados sobre a eficácia anticancerígena de várias formulações de canabinoides, dosagem de tratamento, modo de ação preciso e estudos clínicos são necessários”.
O estudo completo, publicado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, pode ser encontrado clicando aqui.
De acordo com um estudo de cerca de três mil pessoas publicado no ano passado, descobriu-se que a cannabis parece ser um tratamento paliativo seguro, eficaz e bem tolerado para o câncer.
O estudo foi publicado no European Journal of Internal Medicine. E publicado no site do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. O estudo de 902 pacientes: “A cannabis como tratamento paliativo para pacientes com câncer parece uma opção bem tolerada. É eficaz e segura para ajudar os pacientes a enfrentar os sintomas relacionados à malignidade”.
Você pode encontrar esse estudo e seu resumo clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | fev 28, 2019 | Saúde
Pesquisadores da Universidade do Novo México (UNM) resolveram um dilema da literatura científica. O tetrahidrocanabinol, ou THC, mostrou maior alívio terapêutico entre os pacientes do que o canabidiol, ou CBD.
Em um novo estudo intitulado “A associação entre as características dos produtos de cannabis e alívio dos sintomas”, foi publicado na revista Scientific Reports e conduzido pelos pesquisadores Sarah See Stith e Jacob Miguel Vigil da UNM. O estudo foi realizado através do uso de tecnologia de software móvel para medir os efeitos em tempo real. Descobriu que o conteúdo do THC e CBD era o fator mais importante. As partes de conteúdo otimizaram o alívio dos sintomas em uma variedade de condições.
As conclusões foram baseadas na maior base de dados de medições de tempo real dos efeitos da cannabis nos Estados Unidos, recompilado no ReleafApp, desenvolvido pelos co-autores Franco Brockelman, Keenan Keeling e Branden Hall.
Desde o seu lançamento em 2016, ReleafApp, tem sido a única aplicação pública, que educava os pacientes sobre como o seu tipo de produto (flor ou concentrado), método de combustão, subespécie de cannabis (indica, sativa e híbrida), e os principais conteúdo de canabinoides (THC e CBD) afeta os níveis de gravidade dos sintomas.
O objetivo do estudo foi conhecer como os produtos de cannabis disponíveis e frequentemente utilizados influenciam a escolha dos consumidores. Como os níveis de intensidade afetam os sintomas de saúde. A flor seca foi o produto mais utilizado e foi geralmente associada a uma melhora nos sintomas em comparação com outros tipos de produtos.
Ganhando popularidade como analgésico
A maconha rapidamente ganha popularidade como um analgésico e substituto promissor de opioides prescritos que carregam efeitos colaterais indesejáveis.
“Conseguimos preencher a ausência mais significativa na literatura médica anterior, compreendendo a eficácia, a dose, as vias de administração ou os efeitos colaterais dos produtos de cannabis comumente usados e comercialmente disponíveis nos Estados Unidos”, disse Vigil.
Um dos padrões mais surpreendentes nos resultados atuais foi que o THC foi geralmente associado a uma experiência mais intensa do usuário. Também medido pelo alívio dos sintomas e pela prevalência de efeitos colaterais positivos e negativos.
“Apesar da sabedoria convencional, tanto na imprensa popular e em grande parte da comunidade científica que apenas o CDB tem benefícios médicos. E enquanto o THC só “chapa”. Nossos resultados sugerem que o THC pode ser mais importante que o CBD para gerar benefícios terapêuticos. Em nosso estudo, o CBD parece ter pouco efeito. No entanto THC gera melhorias no alívio dos sintomas”, disse Vigil.
Os pacientes precisam de mais orientação médica
“Uma compreensão mais ampla da relação entre as características do produto e os resultados do paciente é particularmente importante, dada a falta de orientação médica recebida pelos pacientes com cannabis medicinal”, disse Stith. “A maioria recebe apenas um encaminhamento para tratamento com maconha de seu médico, e todos os outros conselhos de tratamento vêm sendo passada de experiências recreativas, internet, interações sociais e, frequentemente, o pessoal minimamente treinado que trabalha em dispensários”.
“Isso é muito diferente de como os pacientes recebem tratamento com produtos farmacêuticos convencionais. Estes vêm com instruções de dosagem claras e um produto padronizado e uniforme”, acrescenta.
O Dr. Vigil explicou os resultados derivados da observação de dados em tempo real do aplicativo Releaf. Aplicativo qualificado como “o maior banco de dados do gênero no país”.
Ao apresentá-los, o Sr. Virgil solicitou a “eliminação imediata de todos os tipos de cannabis. Além do cânhamo, para que o público em geral possa acessar mais facilmente a cannabis com o THC”.
Fonte: Science Daily
por DaBoa Brasil | fev 26, 2019 | Saúde
Na França, a maconha está cada vez mais perto de ser uma substância legal utilizada para seu uso medicinal. Hospitais como o La Timone de Marseille começarão em breve com um estudo clínico.
Trinta pacientes franceses participarão de um estudo com maconha medicinal. O objetivo será abordar os efeitos da inalação da planta de cannabis. Buscando conhecer mais sobre seus efeitos nos distúrbios motores ou mesmo a ansiedade e a depressão inerentes à segunda doença. O neurodegenerativo mais frequente após a doença de Alzheimer.
Este é um estudo sem precedentes e de duas etapas que está prestes a começar em Marseille. O hospital La Timone testará os efeitos terapêuticos da maconha inalada com os doentes de Parkinson. Isso foi confirmado para o jornal La Provence por um dos médicos que liderará o estudo. Para este propósito, cerca de 30 pacientes voluntários serão selecionados e acompanhados durante a duração do estudo. A previsão de duração é de um ano.
“Inicialmente, vamos estudar os ingredientes ativos do produto (THC e CBD) para encontrar a melhor combinação, a partir da cannabis sintética”, explica Olivier Blin, chefe do departamento de farmacologia clínica do hospital para o jornal La Provence. A segunda fase do experimento se concentrará no efeito da maconha nos distúrbios motores ou na ansiedade e depressão inerente nessa doença neurodegenerativa.
Estudo apoiado pela ANSM
Se o estudo ainda não foi validado pela Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos, suas descobertas podem, se necessário, abrir o caminho para a autorização para receitar maconha a mais de 200 mil pacientes de Parkinson na França.
Este experimento segue o relatório da Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos (ANSM), que foi considerado “relevante” no final de dezembro, em apoio ao relatório de um comitê de peritos, para autorizar o uso de cannabis. “Em determinadas situações clínicas”.
Fonte: LCI
por DaBoa Brasil | fev 19, 2019 | Saúde
Na Austrália, uma pesquisa com mulheres com endometriose relatou que a maconha era mais eficaz no controle da dor, de acordo com dados publicados na revista BMC Complementary and Alternative Medicine e no site do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
Pesquisadores australianos pesquisaram 484 pacientes com endometriose com relação a estratégias de autocontrole. Os entrevistados relataram que a maconha era a opção mais eficaz para aliviar os sintomas da dor (pontuação de 7,6 em uma escala de 10 pontos). Entre aqueles que usaram cannabis, 77% relataram ter conseguido reduzir o consumo de medicamentos convencionais em pelo menos 25%.
O uso de qualquer um dos extratos de óleo de cânhamo ou CBD foi relatado pelos entrevistados como a quarta estratégia mais eficaz de autocontrole (pontuação de 6,3 em uma escala de 10 pontos).
No entanto, apesar da eficácia subjetiva da maconha e dos produtos relacionados, apenas uma pequena porcentagem dos entrevistados relatou consumi-los.
Os autores concluíram: “A cannabis, embora tenha sido usada apenas por 13% das mulheres nesta pesquisa, teve a maior pontuação no alívio da dor e a maior redução no uso de drogas de qualquer estratégia avaliada. Futuros ensaios clínicos nesta área são necessários para determinar qualquer possível papel no manejo da endometriose usando maconha medicinal legalmente obtida e de qualidade assegurada”.
Fonte: Norml
por DaBoa Brasil | fev 9, 2019 | Redução de Danos, Saúde
O canabidiol mostra-se promissor como uma potencial opção de tratamento para transtorno do uso de álcool, de acordo com um novo estudo publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research, e publicado no site do Instituto Nacional de Saúde EUA.
“Existe um interesse substancial no potencial terapêutico do canabidiol (CBD), um canabinoide encontrado nas plantas do gênero Cannabis”, começa o resumo do estudo. “O objetivo da revisão sistemática atual foi caracterizar a literatura existente sobre o assunto e avaliar a credibilidade do CBD como uma farmacoterapia candidata para o transtorno do uso de álcool (AUD)”.
“Usando uma estratégia de busca abrangente, 303 artigos potenciais únicos foram identificados e 12 finalmente preencheram os critérios de inclusão (8 usando modelos de roedores, 3 usando voluntários adultos saudáveis e 1 usando cultivos celulares)” . Em ambos os modelos de roedores e cultivos celulares, “descobriu-se que o CBD exercia um efeito neuroprotetor contra as consequências adversas do álcool no hipocampo”. Em modelos de roedores, “verificou-se que o CBD atenua a hepatotoxicidade induzida pelo álcool, especificamente, a esteatose induzida pelo álcool”.
Descobertas do estudo
Finalmente, “os resultados dos modelos de roedores pré-clínicos também indicam que o CBD atenua a busca do álcool, induzida por estímulos e estresse, a autoadministração do álcool, as convulsões induzidas pela remoção e desconto impulsivo das recompensas atrasadas”.
Em estudos em humanos, “o CBD foi bem tolerado e não interagiu com os efeitos subjetivos do álcool”. Os pesquisadores afirmam que “coletivamente, dados seus efeitos favoráveis sobre os danos relacionados com o álcool e os fenótipos de dependência em modelos pré-clínicos, o CBD parece ser promissor como farmacoterapia para o AUD. Isso é reforçado pela ausência de responsabilidade por abuso e sua tolerância geral”.
Conclusão do estudo
O estudo conclui afirmando que “são necessários estudos pré-clínicos e clínicos em humanos para determinar se esses efeitos positivos em sistemas modelo se traduzem substancialmente em resultados clinicamente relevantes”.
Você pode encontrar mais informações sobre este estudo clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
Comentários