Pomada de maconha: Faça você mesmo!

Pomada de maconha: Faça você mesmo!

Que a maconha tem inúmeras propriedades terapêuticas não é mais uma surpresa. Existem milhares de estudos que endossam esta planta no tratamento de muitas doenças, desde simples dores musculares e nas articulações à síndrome de West ou Dravet, doença de Crohn, esclerose múltipla, esquizofrenia ou Alzheimer.

Neste post vamos explicar como fazer um creme ou pomada de maconha, algo muito simples e com o qual você pode tratar e aliviar dores musculares e articulares. Também é útil para tratar dermatite, eczema ou psoríase.

Para isso, precisamos de ingredientes fáceis de encontrar, sendo a maconha o ingrediente principal. Preferencialmente, usaremos variedades de cannabis com THC e CBD. A razão para usar os dois principais canabinoides é o chamado efeito entourage, que sugere que a combinação de todos os canabinoides da planta, terpenos e flavonoides, são mais eficazes do que os canabinoides separados.

Enquanto no THC é o principal e mais abundante canabinoide da maconha, é também o mais psicoativo. Causa sensações de euforia, alegria, ajuda a reduzir a fadiga, o estresse, combate a depressão, reduz as náuseas, estimula o apetite e alivia síndromes de estresse  pós-traumático.

O CBD, por outro lado, é um antagonista do THC e reduz seus efeitos. Tem propriedades calmantes, alivia a dor, diminui as enxaquecas, dores de cabeça, artrite e dores menstruais, relaxa os músculos, reduz espasmos e sintomas nervosos, combate a ansiedade, o estresse e a insônia.

INGREDIENTES NECESSÁRIOS:

– Maconha de boa qualidade (50 gramas)
– Cera de Abelha (100 gramas)
– Óleo de coco (500 ml)
– Óleo de vitamina E (5 ml)
– Essência de baunilha (algumas gotas)
– Água
– Uma panela grande
– Uma panela pequena que possa ser introduzida na grande

A cera de abelha pode ser obtida com fitoterapeutas ou em cooperativas agrícolas. Se aproveitarmos a visita a um fitoterapeuta, também obteremos óleo de coco, óleo de vitamina E e um pouco de óleo essencial, como baunilha, para dar aroma a pomada. A vitamina E é um poderoso antioxidante natural, que além de ter benefícios para a pele, fará a pomada durar mais tempo.

MODO DE PREPARO:

Começamos triturando a erva, de preferência buds ou folhas com muita resina. Já que o que nos interessa são os canabinoides, não é aconselhável usar partes da planta como caules ou folhas que forneçam o mínimo. Também para não degradá-los, usaremos o método banho-maria, um cozimento lento, que levará mais tempo, mas certamente é mais eficaz.

Colocamos a panela grande no fogo e adicionamos cerca de 1-2 dedos de água. E então introduzimos a caçarola menor, que é o que vamos usar para fazer a pomada. Depois introduzimos o óleo de coco e a erva triturada. A resina dos buds e folhas serão integradas no óleo. E cozinhamos por cerca de 4-5 horas, sempre evitando que a panela grande fique sem água.

Após esse tempo, retiramos do fogo e, usando uma peneira, coamos esse óleo para eliminar a matéria vegetal. Agora temos um óleo de coco com todos os canabinoides contidos na erva. E repetimos a operação, novamente preparamos uma panela grande e uma panela pequena para cozinhar todos os ingredientes. Adicionamos o óleo de coco com canabinoides, a cera de abelha, o óleo de vitamina E e a essência que decidir adicionar (baunilha, lavanda, limão…), e deixe cozinhar mexendo cerca de 20-30 minutos.

Para terminar, usamos um filtro de café para coar e remover quaisquer impurezas que possam ter permanecido. Enchemos pequenos frascos de vidro e uma vez que a pomada esfriar, colocamos na geladeira, onde podemos guardá-los durante meses.

O que acontece quando você bebe álcool e fuma maconha?

O que acontece quando você bebe álcool e fuma maconha?

Muitas pessoas sabem o que é estar bêbado e comer ao mesmo tempo, há também a sensação que é muitas vezes chamada de “combo”, que é a mistura de álcool com maconha. Mas você sabe o que acontece quando bebemos álcool e fumamos maconha ao mesmo tempo?

Em primeiro lugar: a maconha contém THC (tetrahidrocanabinol), que atua sobre os receptores canabinoides no cérebro. O álcool tem um efeito sobre o sistema nervoso central.  “Tentar comparar essas duas substâncias é como comparar maçãs com laranjas”, diz Gary Wenk, professor de psicologia e neurociência da Ohio State University.

Nas pessoas que bebiam uma grande dose de álcool, o nível de THC no plasma sanguíneo era quase o dobro.

Os estudos descobriram que as pessoas que fumaram maconha e beberam álcool tiveram níveis de THC quase duas vezes maior no plasma sanguíneo em comparação com pessoas que fumaram a erva e bebiam uma bebida com placebo. Além disso, descobriram que sob a influência do álcool, o nível de “onda” é maior e mais rápido, os sujeitos qualificam subjetivamente como “melhor”.

O álcool pode causar alterações nos vasos sanguíneos que aumentam a absorção do THC. Também foi demonstrado que os efeitos causados ​​pela maconha são mais intensos sob a influência de bebidas alcoólicas.

Uma pesquisa recente da Duke University mostrou que ratos jovens sob a influência do álcool e do THC tinham menor probabilidade de explorar/mover do que aqueles sob a influência apenas de THC ou bebidas. O mesmo estudo também mostrou que ratos adultos tratados com uma combinação de álcool e THC tiveram mais dificuldade em lembrar novos objetos em comparação com ratos que receberam apenas uma das substâncias.

Fonte: Fakty Konopne

96% dos pacientes com câncer mostram alívio com maconha medicinal

96% dos pacientes com câncer mostram alívio com maconha medicinal

A maconha é um tratamento médico “seguro” e “eficaz” no primeiro estudo de seu tipo, revisado por pares, em milhares de pacientes com câncer usando variedades da israelense Tikun Olam.

O artigo, “Análise prospectiva da segurança e eficácia da cannabis medicinal em grandes populações não selecionadas de pacientes com câncer”, publicado recentemente no European Journal of Internal Medicine, estudou milhares de pacientes com câncer em clínicas de Tikun Olam em Israel. Aos pacientes foi prescrito cannabis para os seus “sintomas relacionados à malignidade”, principalmente devido a problemas de sono, dor, náuseas e diminuição do apetite. Todos os pacientes receberam uma ou mais cepas de maconha patenteadas pela Tikun Olam, que foram desenvolvidas para tratar sintomas específicos. Em geral, o estudo incluiu 2.970 pacientes com câncer, com idade média de 60 anos, e tratados entre os anos de 2015 e 2017.

Tikun Olam relatou: 95,9% dos entrevistados relataram uma melhoria na sua condição usando maconha medicinal, o que levou os autores do estudo a concluir que “A cannabis como tratamento paliativo para pacientes com câncer é uma opção bem tolerada, eficaz e segura”.  Em termos médicos, o tratamento paliativo em pacientes com câncer tem como principal objetivo aliviar a dor e as náuseas.

O artigo também dá esperança na luta contra a epidemia de opiáceos nos EUA. Embora os opiáceos fossem a droga mais consumida pelos pacientes, aos seis meses, 36% pararam de tomar opioides e 10% diminuíram suas doses. Isto é especialmente significativo porque 51% dos pacientes estudados apresentavam câncer em estágio 4, e 52% relataram sofrer dores em um nível intenso (8/10).

“Os dados estabelecem que a maconha é um tratamento eficaz para os sintomas agudos de câncer, tais como a dor, que muitas vezes requer o uso de opióides”, disse Lihi Bar-Lev Schleider de Tikun Olam e principal autor do artigo.

Os efeitos colaterais foram poucos e menores: os mais comuns relatados em um mês foram tontura (8%), boca seca (7,3%), aumento do apetite (3,6%), sonolência (3,3%) e efeito psicoativo (2,8%).

Por outro lado, a melhora foi indiscutível: aos seis meses, 50,8% dos entrevistados relataram pelo menos uma melhora significativa, 45,1% relataram melhora leve ou moderada e apenas 4,0% não tiveram um efeito positivo.

A Divisão de Produtos Farmacêuticos de Tikun Olam (TOP), juntamente com seu sócio de empresa conjunta canadense, Jay Pharma assim como o Centro Médico da Universidade Soroka de Israel, a Universidade Ben-Gurion de Negev e a Universidade Hebraica de Jerusalém, estavam orgulhosos para colaborar em conjunto para esta afirmação sem precedentes pela comunidade científica sobre a eficácia da maconha medicinal.

“Este estudo abre caminho para que a TOP e a Jay Pharma conduzam mais ensaios clínicos com medicamentos de grau farmacêutico para abordar os efeitos adversos da quimioterapia e da radiação, os métodos de terapia do câncer atualmente dominantes. Estes resultados demonstram que, junto com as terapias oncológicas tradicionais, as cepas de maconha são seguras e eficazes, praticamente sem efeitos colaterais”, disse Sid Taubenfeld, diretor executivo da TOP.

Fonte: La Marihuana

Uso de maconha associado à redução da mortalidade após cirurgia ortopédica

Uso de maconha associado à redução da mortalidade após cirurgia ortopédica

O uso de maconha foi associado com uma diminuição na mortalidade em pacientes submetidos a uma variedade de procedimentos cirúrgicos, de acordo com um estudo de mais de 9 milhões de pacientes, publicado na revista Substance Abuse.

“A associação entre o uso de maconha e procedimentos cirúrgicos é um assunto de crescente relevância social que não foi bem estudada na literatura”, observa resumo do estudo. “O principal objetivo deste estudo é avaliar a relação entre o consumo de maconha e a mortalidade hospitalar, bem como avaliar comorbidades associadas em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas”.

Para isso, foi utilizado o banco de dados do National Inpatient Sample (NIS) desde 2010 a 2014 para determinar as razões de chances para as associações entre o uso da maconha e a mortalidade hospitalar, a insuficiência cardíaca (IC), o acidente vascular cerebral e a doença cardíaca (CHD) em pacientes submetidos a cinco procedimentos ortopédicos comuns: quadril (THA), joelho (TKA) e a artroplastia de ombro (TSA), a fusão espinal e a fixação de fratura traumática do fémur.

“De 9.561.963 pacientes que apresentaram um dos cinco procedimentos selecionados no período de quatro anos, foram identificados 26.416 (0,28%) com um diagnóstico de transtorno consumo de maconha”, diz os investigadores. “Em pacientes com artroplastia de quadril e joelho, o uso de maconha foi associado a menores probabilidades de mortalidade em comparação com o não uso de maconha”. Os pacientes de fixação traumática femoral tiveram a maior prevalência de maconha (0,70%), o qual foi associado com “menores probabilidades de mortalidade, HF e CD”. Para a fusão da coluna vertebral, “o uso de maconha em pacientes submetidos a artroplastia de ombro “estiveram associados a menores probabilidades de mortalidade”.

Os pesquisadores concluem dizendo que; “Nesse estudo, o uso de maconha foi associado com uma diminuição da mortalidade em pacientes submetidos a THA, TKA, TSA e fixação de fratura traumática do fêmur, embora a importância destes achados seguem sem estar clara. Mais pesquisas são necessárias para fornecer uma ideia dessas associações em uma população cirúrgica em crescimento”.

O estudo completo pode ser encontrado clicando aqui.

Fonte: The Joint Blog

A maconha como tratamento eficaz e bem tolerado para a epilepsia

A maconha como tratamento eficaz e bem tolerado para a epilepsia

De acordo com um novo estudo publicado pelo Epilepsia Open, “a maconha pode representar um medicamento antiepiléptico eficaz e bem tolerado”.

“A canabidivarina (CBDV) e o canabidiol (CBD) estão ressurgindo recentemente entre os canabinoides por suas potenciais propriedades antiepilépticas, como demonstrado em vários modelos animais”, diz o resumo do estudo. “Apresentamos o caso de um paciente afetado pela epilepsia parcial sintomática que usou maconha como automedicação após inúmeras falhas com tratamentos farmacológicos e cirúrgicos”.

Foram realizadas periodicamente avaliações clínicas e de um eletroencefalograma (EEG), e mediram repetidamente os níveis séricos de CBDV, CBD e Δ9-tetradhidrocanabinol (THC). Após a administração de cannabis, “foi observada uma clara melhoria clínica tanto em termos de diminuição da frequência de convulsões como da recuperação das funções cognitivas, que poderia ser paralelo às altas concentrações plasmáticas de CBDV”.

Para ampliar o espectro dos possíveis mecanismos de ação do CBDV, “aplicaram-se métodos eletrofisiológicos para investigar se eles poderiam exercer alguns efeitos sobre os receptores do ácido γ-aminobutírico (GABA) A”.

Segundo o estudo; “Nossas experiências mostraram que, em tecidos humanos do hipocampo de quatro pacientes afetados pela epilepsia do lóbulo temporal resistente aos medicamentos (ELT) transplantado em ovinhos de Xenopus, há uma diminuição da exaustão atual (isto é, redução da corrente de GABA A dependente do uso) após de uma exposição prolongada ao CBD-V. Este resultado foi confirmado com um único caso de encefalite de Rasmussen (ER)”.

Eles concluem dizendo; “A melhora eletroclínica de nosso paciente apoia a hipótese de que a maconha poderia representar um medicamento antiepiléptico eficaz e bem tolerado. Além disso, os dados experimentais sugerem que o CBD-V pode contribuir grandemente para o efeito anticonvulsivante da cannabis através de sua possível ação Gabaérgica”.

Para acessar o estudo completo, clique aqui. Para ler mais artigos relacionados ao tema, clique aqui.

Fonte: The Joint Blog

Maconha tem potencial terapêutico no tratamento da doença de Alzheimer

Maconha tem potencial terapêutico no tratamento da doença de Alzheimer

A maconha pode fornecer uma opção de potencial tratamento para pessoas com doença de Alzheimer, de acordo com um novo estudo publicado na revista Neurochemical Research.

“Aqui demonstramos pela primeira vez que o canabidiol (CBD) atua protegendo a plasticidade sináptica em um modelo in vitro da doença de Alzheimer (DA)”, começa o resumo do estudo. “O componente da Cannabis sativa, CBD, têm demonstrado previamente proteger contra os efeitos neurotóxicos do peptídeo beta-amiloide (ßA) em cultivos celulares e modelos de neurodegeneração comportamental cognitiva. O realce em longo prazo do hipocampo (LTP) é um aumento dependente da atividade na eficácia sináptica que é frequentemente usado para estudar mecanismos celulares relacionados à memória”.

Aqui, os investigadores “mostram que a aplicação aguda do peptídeo beta-amiloide oligomérica solúvel (Aß 1-42) associado com DA atenua LTP na região CA 1 das fatias do hipocampo de ratos C57BL/6. A aplicação do CBD não apenas alterou o LTP, no entanto, o pré-tratamento de cortes com CBD resgatou o déficit mediado por Aβ 1-42 no LTP. “O estudo encontrou” que os efeitos neuroprotetores do CBD não reverteram-se por WAY100635, ZM241385 ou AM251, demonstrando a falta de envolvimento dos receptores 5HT 1A, adenosina (A2A) ou de canabinoide tipo 1 (CB1), respectivamente. No entanto, na presença do antagonista de PPAR e o GW9662, foi evitado o efeito neuroprotetor do CBD”.

Os pesquisadores concluem; “Nossos dados sugerem que este componente principal da Cannabis sativa, que não tem psicoatividade, pode ter potencial terapêutico para o tratamento da doença de Alzheimer”.

O estudo completo pode ser encontrado clicando aqui.

Esta nova pesquisa ajuda a validar uma infinidade de estudos anteriores que descobriram que os canabinoides podem tratar e até prevenir a doença de Alzheimer. Você pode encontrar informações sobre alguns desses estudos anteriores clicando aqui.

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