por DaBoa Brasil | maio 25, 2017 | Saúde
O consumo da maconha é uma opção de tratamento eficaz para as pessoas com síndrome de Tourette, de acordo com um novo estudo publicado na revista Neuropsychiatry and Clinical Neuroscience.
Para o estudo, que foi publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, “os autores avaliaram retrospectivamente a eficácia e a tolerabilidade da maconha em 19 adultos com síndrome de Tourette”. Os pesquisadores descobriram que “as pontuações de tiques diminuíram em 60%, e 18 dos 19 participantes havia pelo menos melhorado muito”.
Os pesquisadores afirmam que; “Todos os participantes do estudo experimentaram alívio dos sintomas clinicamente significativos”; Isto inclui reduções na impulsividade, os sintomas obsessivo-compulsivo, irritabilidade, explosões de raiva e ansiedade.
Com base nesses resultados, os pesquisadores concluíram que; “A maconha foi geralmente bem tolerada… Em geral, esses participantes do estudo experimentaram melhorias substanciais em seus sintomas. Isto é especialmente surpreendente, considerando que quase todos os participantes tinham fracassado no teste de ao menos um medicamento anti-tique”.
Os investigadores concluem; “Em conclusão, a maconha parece ser uma opção de tratamento promissora para tiques e os sintomas associados”.
O estudo completo, realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | maio 19, 2017 | Saúde
Especialistas israelenses de hospitais em todo o país estudaram 900 pacientes, alguns receberam analgésicos opióides, outros maconha e um terceiro grupo recebeu ambos. Os resultados não deixam dúvidas: os pacientes com maconha sofrem menos depressão e ansiedade.
Um novo estudo realizado em Israel, mais uma vez reforça as conclusões de estudos anteriores realizados nesta área e mostra que o tratamento com maconha é mais eficaz para aqueles que sofrem de dor – e menos prejudicial – que os analgésicos opióides.
O estudo foi realizado por um grupo de especialistas e pesquisadores israelenses como o Dr. Lev-Ran especialista em vícios de um hospital de Lev Hasharon, o Dr. Silvio Brill Ichilov diretor da clínica de dor e o Dr. Itay Gur Aryeh, gerente da clínica de dor entre outros.
O estudo revelou que os pacientes com dor crônica tratados com maconha medicinal, sofreram menos efeitos colaterais (depressão e ansiedade) do que aqueles causados por analgésicos opióides como a morfina.
Os pacientes foram divididos em três grupos de teste: 474 deles foram tratados apenas com opiáceos, 329 receberam um único tratamento com maconha medicinal, e um terceiro grupo de 77 pacientes foram tratados com opiódes e maconha.
De acordo com o relatório dos pesquisadores, eles descobriram que aqueles que foram tratados apenas com opióide sofreram com o mais alto nível de prevalência de depressão de 57%, em comparação com apenas 22% dos consumidores de maconha medicinal.
A prevalência de transtornos de ansiedade alcançou 48% nos pacientes tratados apenas com opióides, em comparação com apenas 21,5% na maconha medicinal.
“Curiosamente, no grupo que também recebeu maconha medicinal e opiáceos, os níveis de depressão e ansiedade foram menores do que naqueles que receberam apenas opiáceos”, disse o Dr. Lev-Ran, “Isso levanta a questão de saber se a maconha pode moderar os efeitos potenciais dos opióides”.
“Acredita-se que o tratamento de distúrbios psiquiátricos, como parte do tratamento da dor é especialmente certo em pacientes que receberam opióides, pode causar a depressão como parte de uma ação repressiva da atividade do sistema nervoso central. Usando preparações em curto prazo, podem contribuir para os sintomas de abstinência. Expressando a ansiedade.”
Segundo o Dr. Lev-Ran, é improvável que em um futuro próximo o número de licenças de maconha medicinal aumente significativamente, mas os medicamentos mais desenvolvidos no futuro a base de maconha que contenham canabinóides específicos serão mais eficazes para os distúrbios também específicos tais como dor, doença inflamatória intestinal, síndrome de estresse pós-traumático e até mesmo o autismo.
Fonte: Cannabis Israel
por DaBoa Brasil | maio 14, 2017 | Saúde
As pessoas que consomem maconha são significativamente menos propensas a sofrer da doença hepática gordurosa não alcoólica (NASH) em comparação com aqueles que não o fazem, de acordo com casos e controles com base nos dados publicados na revista PLoS ONE.
A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) também chamada de esteatose hepática não alcoólica é a forma mais comum da doença hepática em humanos e afeta cerca de 80 a 100 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos.
Uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, e da John Hopkins University, em Baltimore examinou a relação entre o consumo de maconha e a DHGNA em uma coorte nacionalmente representativa de 5,9 milhões de pacientes hospitalizados de 18 anos de idade ou mais.
Os autores relataram que a prevalência de DHGNA foi de 15% menor em usuários casuais de maconha do que em não usuários. Os consumidores habituais e de maior consumo de maconha foram 52% menos propensos a serem diagnosticados com a doença em comparação com os abstêmios.
Os investigadores concluíram: “Observou-se uma redução dependente das doses maiores na prevalência da DHGNA com o consumo de cannabis, sugerindo que o consumo da cannabis poderia suprimir ou reverter o desenvolvimento de esteatose hepática”.
Os estudos de casos e controles independentes informaram anteriormente uma associação inversa entre o consumo de cannabis e a obesidade e diabetes em adultos, que são fatores de risco da esteatose hepática.
Fonte: Norml
por DaBoa Brasil | maio 12, 2017 | Saúde
A maconha é terapêutica no tratamento da dor crônica, não causa câncer de pulmão e não está ligada aos acidentes de trabalho. Estas são algumas das conclusões de um novo relatório abrangente, “Os efeitos da cannabis e os canabinóides”, emitido pelas Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina (NAS) em 12 de janeiro.
Este é o terceiro relatório da NAS, uma empresa privada de mais de 500 acadêmicos estudiosos que prestam aconselhamento independente para o governo dos EUA em matéria de ciência e tecnologia. O grupo, inicialmente, abordou a questão da maconha em 1982 com um relatório que concluiu: “A cannabis e seus derivados têm mostrado ser promissores no tratamento de uma variedade de distúrbios”, particularmente o glaucoma, náuseas, espasmos e convulsões.
O NAS desafiou mais o dogma proibicionista em 1999 quando afirmou que a maconha não é uma “porta de entrada” de outras substâncias ilícitas, tem muito menos risco de dependência do que o álcool e tem compostos terapêuticos. O relatório de 2017, que resume os resultados de mais de 10.000 estudos científicos publicados desde 1999, levando ainda mais ao reconhecimento que há “evidência convincente e substancial” para a eficácia da planta inteira da cannabis e seus derivados para pessoas que sofrem de dor crônica, esclerose múltipla e outras doenças.
“Os pacientes que foram tratados com cannabis ou canabinóides são mais propensos a experimentar uma redução clinicamente significativa nos sintomas da dor”, descobriram os especialistas da NAS. “Para os adultos com espasmos musculares associados com a esclerose múltipla, havia provas substanciais de que o uso oral em curto prazo dos canabinóides melhoraram os sintomas relatados. Em adição, os adultos com náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia, houve provas conclusivas de que certos canabinóides orais foram eficazes na prevenção e tratamento de doenças”.
As descobertas da NAS estão em desacordo com a classificação federal da planta da cannabis como uma substância proibida na Lista I com “nenhum uso médico aceito atualmente no tratamento nos Estados Unidos” (A DEA confirmou esta nomeação em agosto). Embora os autores do relatório desejem realizar recomendações explícitas para mudanças regulatórias, tendo em conta os “desafios e obstáculos na realização das pesquisas”, e que “a classificação da cannabis como uma substância na Lista I impedem o progresso da investigação”.
O relatório também lida com os efeitos da maconha na saúde e segurança em geral. Não surpreendentemente, os autores (entre os quais o conhecido oncologista Dr. Donald I. Abrams) reconhecem que pode representar alguns riscos potenciais para certos grupos de pessoas, como os adolescentes, as mulheres grávidas e as pessoas com histórico familiar de doença mental e para aqueles que levam logo após a ingestão da maconha.
Um par de metas-análise publicada recentemente indicam que algumas das preocupações da NAS pode ser exagerada. Um artigo em Setembro de 2016 em Obstetrics and Gynecology que avaliou estudos de casos e controles que avaliaram o uso de drogas durante a gravidez e chegaram à conclusão de que “o consumo de maconha durante a gravidez não é um fator de risco independente depois de ajustar por fatores”, tais como o consumo de tabaco.
E um artigo de março de 2016 que avaliou as taxas de culpa dos motoristas em acidentes com veículos motorizados com THC positivo determinou que o impacto da maconha sobre a taxa de acidentes é “baixa”. O artigo de 16 de janeiro “Quando você fuma demais para dirigir?” – publicado na the-marshallproject.org diz que a deficiência por cannabis “parece ser modesta e semelhante à condução com um nível de álcool no sangue de entre 0,01 e 0,05, o que é legal em todos os estados americanos”.
Quanto à validade das outras preocupações relacionadas com a saúde, a equipe NAS encontrou pouca evidência ou insuficiente para sustentar a tese de que a cannabis está associada ao câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, acidentes de trabalho ou lesões, ou mortalidade que comumente são associadas com o uso de outras substâncias lícitas, tais como álcool, tabaco e opióides.
As conclusões da NAS são de que a maconha tem valor terapêutico e um perfil de segurança aceitável e em comparação com outras substâncias psicoativas não são surpreendentes. A evidência científica com respeito à saúde e a segurança da maconha têm aumentado ao longo de décadas. Infelizmente, as políticas de maconha dos Estados Unidos em grande parte estão sendo impulsionadas pela retórica política e o medo, não da ciência e das evidências.
Uma pesquisa na PubMed, o repositório artigos científicos revisados por pares, pelo termo “cannabis” produz mais de 24.000 estudos de referência da planta ou de seus componentes biologicamente ativos, um corpo muito maior de literatura que a que existe para os comumente consumidos analgésicos, como o paracetamol, ibuprofeno ou hidrocodona. Ao contrário de produtos farmacêuticos modernos, a maconha tem uma longa história de uso humano que se remonta a milhares de anos, fornecendo evidência empírica de longa data sobre a sua relativa segurança e eficácia.
Atualmente, 29 estados norte-americanos (e Washington, DC) permitem que os médicos recomendem o tratamento com maconha. Alguns destes programas autorizados pelo Estado estão em vigor há duas décadas. No mínimo, você pode facilmente concluir que, como sociedade, agora sabemos o suficiente sobre a maconha, assim como o fracasso da proibição desta erva, é necessário regulamentar o seu consumo para adultos e acabar com sua penalização de muitos anos.
Fonte: Freedom Leaf
por DaBoa Brasil | maio 11, 2017 | Saúde
A partir desta semana já se pode comercializar no Chile dois produtos à base de maconha, com a apresentação de receita médica.
Agora no Chile já podem distribuir os dois primeiros medicamentos à base de cannabis sativa, depois do Instituto de Saúde Pública conceder autorizações para importação.
O laboratório canadense Tilray está validado para comercializar em duas farmácias na capital chilena. Os medicamentos que podem ser comprados são o T100 e TC100, medicamento alternativo para tratar a dor e podem ser adquiridos com a apresentação de uma prescrição médica.
O produto consiste em uma solução de óleo em frascos de 25 ml (com duas opções de dez miligramas por ml. e cinco miligramas por ml.), dependendo da concentração de tetrahidrocanabinol (THC), principal canabinóide da maconha.
Os medicamentos vão custar 210.000 pesos e seu custo mensal vai depender da condição do paciente devido à frequência da sua utilização e dosagem prescrita pelo médico.
A empresa canadense, responsável pela pesquisa e produção de maconha medicinal, foi associada com o laboratório Alef Biotechnology para distribuir os produtos de maconha medicinal no Chile.
O presidente da Alef Biotechnology, Roberto Roizman, disse que se trata de um plano piloto para que os médicos tivessem acesso a um produto de qualidade que já tinha sido bem sucedido em outros países.
Fonte: Telesur TV
por DaBoa Brasil | maio 9, 2017 | Curiosidades, Saúde
Muitos países já legalizaram o uso medicinal ou recreativo da cannabis. A maconha medicinal pode ser usada para muitas condições de saúde. A planta está sendo considerada como uma erva milagrosa, no entanto, apenas 6% dos estudos da erva investigam as suas propriedades medicinais.
Fumar maconha também pode ter efeitos negativos se usada em demasia. O usuário pode ficar viciado e esta dependência pode levar a problemas emocionais e mentais. Embora ainda esteja sendo pesquisado exatamente como a erva afeta nosso corpo, muitos estudos sugerem que a maconha tem benefícios para a saúde. Aqui estão alguns dos benefícios para a saúde ao fumar maconha.
- Previne o diabetes
A maconha ajuda a controlar e prevenir a diabetes. De acordo com o National Health and Nutrition Examination Survey, não existe uma correlação entre a maconha e o diabetes tipo 2. Pesquisadores dizem que tetrahidrocanabinol (THC) pode ajudar a regular a insulina no organismo. O estudo feito pela Centers for Disease Control and Prevention (CDC) descobriu que os níveis de insulina em jejum naqueles que utilizaram maconha foram 16% mais baixos. Além disso, os níveis de resistência à insulina eram 17% mais baixos em usuários da maconha.
- Regula o peso corporal
Um estudo descobriu que usuários de maconha são mais magros em comparação aos não usuários. A maconha ajuda na regulação da produção de insulina pelo organismo. Também ajuda o corpo na gestão da ingestão de calorias de forma mais eficiente.
- Pode ser usada para tratar glaucoma
O glaucoma é uma doença ocular que aumenta a pressão nos olhos e pode conduzir à cegueira. De acordo com o National Eye Institute, a maconha reduz a pressão nos globos oculares. A erva pode ser usada para a prevenção e tratamento do glaucoma. Ela pode retardar a progressão da doença e prevenir a perda da visão.
- Pode ser usada no tratamento da depressão
De acordo com alguns estudos, a maconha pode ajudar no tratamento da depressão. Os pesquisadores descobriram que os usuários de maconha têm menos sintomas depressivos em comparação com os não usuários. Os compostos encontrados na erva podem aliviar a depressão estabilizando o humor.
- Pode combater o câncer
Estudos científicos têm demonstrado que os canabinóides podem combater as células cancerosas. De acordo com um estudo realizado em 2012, um composto da maconha pode limitar a metástase de certos tipos de câncer agressivo. No Reino Unido, os investigadores utilizaram com sucesso a maconha para matar as células cancerosas em pacientes com leucemia.
- Pode ser usada para o tratamento de TDAH
De acordo com pesquisadores da USC e da Universidade de Albany, a maconha pode aliviar os sintomas de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e ansiedade. A erva pode ser utilizada para o tratamento de TDAH, já que é mais eficaz do que medicamentos como Adderall ou Ritalin. A erva também pode melhorar o humor do usuário e atua como um sedativo.
- Pode ser usada para tratar os sintomas da artrite
A maconha é um assassino eficaz da dor e pode ser utilizada para aliviar a dor da artrite reumatoide. De acordo com os pesquisadores, o consumo de maconha por pacientes com artrite reumatoide resultou em mais horas de sono, menos dor e a redução da inflamação.
Fonte: India
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