por DaBoa Brasil | jul 16, 2016 | Saúde
Os pacientes do Hawaii terão mais opções para terem acesso à maconha medicinal já que as enfermeiras podem receitar o uso da erva para essas pessoas, uma mudança que os defensores dizem ser necessário porque existia escassez de médicos dispostos a fazer as receitas.
O governador David Ige assinou uma lei que atualizou o direito de dispensários de maconha medicinal no estado.
“É sobre o tempo de esta lei entrar em vigor”, disse Wailua Brandman, uma enfermeira psiquiátrica. “Eu tenho pacientes que têm vindo a utilizar a maconha, não legalmente, porque eles não têm o diagnóstico ainda… mas o medicamento está funcionando para eles, e eu fico me perguntando, ele podem obter uma receita pra consumo médico?”
A maconha medicinal é legal no Hawaii desde o ano 2000 mas os dispensários não foram aprovados até o ano passado. Até agora, os pacientes tiveram que cultivar suas próprias plantas ou conseguir a ajuda de algum cultivador.
A Drug Policy Forum of Hawaii entrou em contato com vários pacientes para pedir referências, mas alguns médicos não estão dispostos a declarar publicamente que certificam a maconha, disse Carl Berquist , diretor-executivo do grupo.
“Acredito que esta conectado em torno da legalidade para as pessoas que todavia foram confundidos nesta questão e também uma falta de educação sobre os benefícios na medicina”, disse Berquist. “ As pessoas se mostram céticas.”
Paul Klink , um advogado de pacientes que usam a maconha como medicamentos para transtorno de ansiedade, estresse pós-traumático, hipóxia e insônia severa está tentando mudar isso.
Klink levou 28 medicamentos, incluindo analgésicos viciantes, antes de usar a maconha medicinal em 2000 e reduziu a sua lista de medicamentos para apenas duas ou três receitas.
“Sem a maconha não haveria nenhuma maneira de que estivesse aqui agora”, disse Klink.
A lei também estabelece uma brecha fiscal que isentaria dispensários de pagar impostos se eles foram estabelecidos nas áreas de negócio.
Alguns defensores querem mais mudanças na lei para permitir que os dispensários de maconha também vendessem produtos de mercearia.
A lei estadual permite que lojas de maconha medicinal sejam abertas a partir de 15 de julho, mas muitos donos de dispensários dizem que não estarão prontos antes do final do ano, por não ter tempo suficiente pois as licenças foram concedidas em Abril.
Richard Ha, CEO de Lau Ola, um dispensário que fornecerá na Ilha Grande, disse que pretende abrir sua loja no próximo ano.
“Nós temos que construir as instalações e cultivar as plantas e então desenvolver tudo antes que elas possam ser vendidas”, disse Ha.
Para manter a segurança e deter os ladrões no dispensário, Ha planeja criar gado para pastar fora das instalações de segurança e manter a grama baixa para não haver lugares para se esconder.
As vacas são para a segurança, bem como um sistema de alarme, vigilância por vídeo e outras medidas de segurança que são necessárias no estado.
Fonte: lamarijuana
por DaBoa Brasil | jul 14, 2016 | Curiosidades, História, Saúde
Cerca de 10.000 anos atrás os humanos pré-históricos começaram a usar canábis, é o que diz um novo estudo de investigação, e não somente em um pequeno canto do globo.
A planta psicoativa, que tem uma infinidade de outros usos, também parece ter começado a sua utilização tanto na Europa Oriental como no Japão em algum momento desde 11.500 a 10.200 anos atrás, segundo uma nova evidência arqueológica recolhida por uma equipe de investigadores da Universidade Livre de Berlim. Pavel Tarasov, Tengwen Long e seus colegas da Universidade dizem que as fibras, frutas e pólen da planta de canábis foram aparecendo no registro arqueológico faz muito tempo, mas este é o primeiro estudo que juntou as peças para proporcionar um panorama mais amplo de como era o uso da erva e em que momento começou a ser utilizada.
Originalmente, prevalece o pensamento de que o uso e a difusão da maconha tenham começado na Ásia Central. No entanto, pesquisas compiladas e analisadas por cientistas da Universidade Livre dizem que esta área não parece ser descoberta como independente e simultânea na utilidade da planta na Europa Oriental e no Japão foi antes dele ter contato regular, o comércio entra as duas regiões.
Depois disso, houve uma divergência de como, quando e onde a maconha foi utilizada, a base de dados arqueológicos criado por Long e Tarasov indicam que os seres humanos na Eurásia ocidental faziam uso regular da planta, enquanto que os registros do Leste Asiático eram relativamente raros até cerca de 5.000 anos atrás.
Quanto ao que mudou, segundo Long até o início da Idade do Bronze. Em uma entrevista com a revista New Scientist, o pesquisador disse que cobriam longas distâncias a cavalo e tornou-se muito mais comuns durante este tempo, por isso foi possível que eles começassem a lançar as bases para a principal rota de comércio que um dia se tornaria a famosa Rota da Seda. Com o chamado “Caminho do Bronze” houve a abertura comercial, com isso a canábis e seus usos poderiam ter sido transportada do Ocidente para o Oriente.
A hipótese é nova, disse Long, e vai exigir mais testes para confirmá-la. No entanto, a maconha é um produto de valor relativamente elevado, o que teria sido uma candidata provável para o uso como um bem permutável – algo que o pesquisador diz ser conhecido como uma “cultura de rendimento”, antes da chegada da primeira moeda. Não há nenhuma evidência para apoiar a sua utilização como uma mercadoria; Long disse que a pesquisa independente mostra que o trigo, que era cultivado no Oriente Médio já faz 10.000 anos, e começaram a aparecer no registro arqueológico da China há cerca de 5.000 anos atrás.
Embora existam as propriedades psicoativas da maconha, que é a razão mais comum para o seu uso na atualidade, não há nenhuma garantia de que foi por isso que ela se espalhou amplamente durante a Idade do Bronze, de acordo com Ernest Small, um representante da Agricultura e da Agroalimentação com sede em Ottawa, Canadá.
Em uma entrevista com a revista New Scientist, Small observa que a maconha tem muitos outros usos e que poderiam facilmente ter sido procurado por outras razões.
O novo estudo publicado recentemente na revista Vegetation History and Archaeobotany, você pode encontrar aqui.
por DaBoa Brasil | jul 12, 2016 | Curiosidades, Saúde
Para compreender corretamente essa questão, há a necessidade de saber algumas informações antes.
Em seu cérebro existem receptores específicos que recebem o encaixe perfeito da anandamida, uma molécula neurotransmissora produzida pelo nosso cérebro. Estudos comportamentais mostram que a anandamida está relacionada com diversas funções cerebrais importantes como a sensação de fome, padrões de sono, nível da dor e percepção das sensações. Diversos aspectos das funções da anandamida no cérebro, envolvem o sistema de recompensa cerebral. Os receptores nos quais a molécula de anandamida se encaixa perfeitamente são chamados de receptores cannabinóides, conhecidos como CB1 e CB2.
Este nome cannabinóide é uma referência à afinidade deste receptor da anandamida com a molécula de thc. A molécula de thc (tetraidrocanabinol) nada mais é do que o princípio ativo da maconha. O thc por si só, mimetiza a anandamida, ou seja, imita o seu funcionamento ao se conectar aos mesmos receptores utilizados pela anandamida no cérebro. A partir de agora não fica difícil compreender a relação entre os efeitos experimentados pelos usuários de maconha, com os efeitos naturais da anandamida no cérebro. A diferença entre o funcionamento da anandamida e do thc no cérebro está relacionada à forma como cada um dos dois neurotransmissores é liberado no organismo. Ao fumar um cigarro de maconha, por exemplo, a fumaça inalada segue pelas vias respiratórias e rapidamente alcança seus efeitos no cérebro. Já no caso da anandamida, por ser produzida pelo próprio cérebro, é ele quem controla sua liberação nas sinapses, ou seja, o cérebro libera sempre apenas a quantidade necessária para o funcionamento adequado das funções para qual a anandamida serve.
Então sim, o nosso cérebro de certa forma produz a própria maconha, sem a necessidade de sequer algum dia experimentar a planta cannabis. Porém como explicado anteriormente, não se deve ter uma visão recreativa da anandamida, pois ela é produzida pelo nosso próprio cérebro com o intuito de modular e regular diversos aspectos do comportamento e do funcionamento do sistema nervoso central, diferente do uso recreativo da cannabis sativa, na qual o usuário fuma para sentir os efeitos da planta e não para regular suas funções fisiológicas.
Fonte: neuroscienceknowledge
por DaBoa Brasil | jul 12, 2016 | Política, Saúde
A lei que passou pelo Congresso diz que os colombianos podem obter produtos terapêuticos a base de maconha em condições de igualdade, ou seja, normas de não discriminação, acessibilidade física, acessibilidade econômica e acesso a informação.
Em relação ao princípio de segurança, se fala em garantir as condições de higiene nos processos de fabricação, comercialização e utilização final de qualquer substância de maconha medicinal.
Esta lei estabelece que os medicamentos sejam regularizados, eles devem responder as normas de qualidade aceitas pela comunidade científica e o deve governo regular os preços das substâncias, garantindo um valor que permita aos pacientes com doenças crônicas e terminais a ter um tratamento digno.
A sanção desta lei pelo presidente, Juan Manuel Santos, coincide com as primeiras licenças que fez o Ministério da Saúde em produzir a maconha para o tratamento de doenças.
É uma mudança histórica no paradigma da luta contra a droga no país de no mundo. Não é a legalização do uso recreativo como já acontece em países como Uruguai e Estados Unidos. No entanto, é uma mudança nas políticas governamentais que deram apoio ao projeto de lei apresentado pelo senador Juan Manuel Galán para aproveitar as qualidades medicinais da maconha.
Fonte: diariodelhuila
por DaBoa Brasil | jul 11, 2016 | Curiosidades, Saúde
Muitas vezes ouvimos que o chocolate é um substituto para o sexo em termos de prazer. Da mesma forma, sabe-se também o efeito agradável de fumar um baseado. Neste post vamos explicar a relação que liga maconha e chocolate.
Investigadores do Instituto de Neurociências de San Diego descobriram que ambos compartilham de uma substância que está associada com o prazer conhecida como anandamida. Trata-se de uma substância que se origina no nosso cérebro de maneira automática.
Embora esta descoberta tenha muitos anos, ela pode ajudar a empurrar a questão da legalização da maconha.
No entanto, os pesquisados lavam as mãos, “não estamos dizendo que a maconha e o chocolate são os mesmos, e nem que tenham exatamente o mesmo efeito.”
A descoberta se baseia na substância agradável que compartilha a maconha com três diferentes tipos de chocolate.
De acordo com as experiências, a sensação de prazer que a maconha provoca no cérebro tem semelhanças com a produzida cada vez que comemos chocolate. Embora eles acrescentem que o sentimento do último em nosso cérebro é mais potente do que a maconha.
Maconha e chocolate
Então, quanto chocolate deve ser consumido para surgir o mesmo efeito da maconha?
Como os pesquisadores não quiseram responder a isso por duas razões. A primeira é porque o experimento foi realizado em animais, não em humanos. Além disso, esta descoberta surgiu após realização de injeção, não sendo ingerida por via oral.
Fonte: Cogolandia
por DaBoa Brasil | jul 8, 2016 | Saúde
Essa é uma questão que se torna eficaz quando quase ninguém se atreve a questionar os benefícios da planta milagrosa. Além disso, as evidências somam e seguem.
Em seu livro The Science of Marijuana, o Doutor Lesle Iversen derrubou vários mitos que se construíram em torno da erva, como o que diz que é uma substância altamente viciante ou causa doenças mentais. Ainda confirmou que é um fármaco seguro, na utilização para o tratamento da dor ou da AIDS e não conduz ao câncer ou danos cerebrais.
“A maconha não causa danos estruturais no cérebro, não há evidências de dano a longo prazo para a função cognitiva depois da utilização do fármaco”, disse Iversen, membro do Departamento de Farmacologia da Universidade de Oxford.
O livro também confirma que nunca houve casos de morte por overdose de maconha e que é menos perigosa do que os compostos anti-inflamatórios de remédios aparentemente inofensivos como a aspirina: “Milhares de pessoas morrem a casa ano devido a uma tendência causada por hemorragia no estômago”.
Como se isso não bastasse, o THC teria 20 vezes mais potencial anti-inflamatório que a popular pastilha da Bayer e seus genéricos.
Fonte: Canamo.cl
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