Pelo quinto ano consecutivo, pesquisadores de todo o mundo publicaram mais de 4.000 artigos científicos específicos sobre maconha, seus componentes ativos e seus efeitos, de acordo com os resultados de uma busca por palavras-chave no site da Biblioteca Nacional de Medicina (dos EUA)/PubMed.gov.

Na última década, houve um aumento drástico nas pesquisas científicas sobre a planta cannabis — com pesquisadores publicando mais de 37.000 artigos científicos sobre maconha desde o início de 2015. Grande parte desse aumento é resultado do novo foco dos pesquisadores nas atividades terapêuticas da maconha, bem como em investigações sobre os efeitos práticos das leis de legalização.

No total, mais de 70% de todos os artigos científicos sobre maconha que passaram por revisão por pares foram publicados nos últimos dez anos, e mais de 90% dessa literatura foi publicada desde 2002.

Até o momento da redação deste texto, o PubMed.gov cita mais de 53.000 artigos científicos sobre maconha, alguns datando de 1840. Disponível ao público online desde 1996, o PubMed é um recurso gratuito que facilita a busca e a recuperação de literatura biomédica e das ciências da vida.

“Apesar da percepção de que a maconha ainda não foi submetida a uma análise científica adequada, o interesse dos cientistas em estudar a cannabis aumentou exponencialmente na última década, assim como nossa compreensão da planta, seus componentes ativos, seus mecanismos de ação e seus efeitos tanto no usuário quanto na sociedade”, disse Paul Armentano, vice-diretor da organização NORML. “É hora de políticos e outros pararem de avaliar a cannabis pela ótica do ‘que não sabemos’ e, em vez disso, começarem a participar de discussões baseadas em evidências sobre a maconha e políticas de reforma da maconha que sejam indicativas de tudo o que sabemos”.

Referência de texto: NORML

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