Não é à toa que os alimentos ficam mais saborosos depois de fumar maconha

Não é à toa que os alimentos ficam mais saborosos depois de fumar maconha

Um estudo revela que o THC pode deixar qualquer comida deliciosa.

Nem é preciso dizer que quem fuma maconha sente uma vontade incontrolável de comer o que estiver em sua frente. Todo maconheiro sabe que  qualquer comida fica muito mais saborosa após fumar um belo baseado. E não é por acaso.

O que para muitos era só uma ilusão da mente, foi comprovado por cientistas num estudo publicado pela revista Nature Neuroscience. De acordo com o estudo, não é apenas uma coincidência que as laricas sejam irresistíveis. Um grupo de neurocientistas da Universidade de Bordeaux provou que o THC é absorvido pelos bulbos olfatórios, o que faz com que os usuários sintam e saboreiem a comida muito mais intensamente enquanto estão chapados.

Isso explica aquele prato gigantesco de feijoada que seu amigo bateu às 2h da manhã depois de dar aquela bola.

Para comprovar isto, a equipe de cientistas utilizou óleos de banana e amêndoa e testou a sensibilidade de ratos aos aromas. Os ratos cheiraram intensivamente os óleos em um primeiro momento e depois pararam de mostrar interesse no odor. Os ratos que tiveram doses de THC no corpo, entretanto, demonstraram um aumento significativo na sensibilidade a odores e comeram muito mais quando tiveram oportunidade, mostrando também um aumento de apetite.

Os pesquisadores também modificaram geneticamente alguns ratos para que eles não tivessem receptores de canabinóides em seus bulbos olfatórios e os submeteram ao mesmo experimento. Os ratos reagiram normalmente e mesmo os que receberam doses de THC, não tiveram um aumento de apetite. Isto demonstra que o efeito da larica, depende também dos bulbos olfatórios. Os cientistas perceberam que o THC causa um aumento de apetite, pois um de seus efeitos é deixar o usuário mais sensível aos cheiros da comida. Aroma e sabor são intimamente relacionados, o que faz com que os maconheiros apreciem muito mais as refeições.

Para provar ainda mais esta teoria, eles deixaram alguns ratos em jejum por 24h. Neste período de tempo, seus bulbos olfatórios produziram naturalmente uma grande quantidade de canabinóides. Como resultado, os animais famintos mostraram uma grande sensibilidade a aromas e também comeram muito mais.

Em outras palavras, o THC convence nosso cérebro de que estamos famintos e consequentemente apreciamos intensamente cada larica. Não é à toa que dizem que o melhor tempero é a fome.

Por quê os olhos ficam vermelhos depois que se fuma um baseado?

Por quê os olhos ficam vermelhos depois que se fuma um baseado?

Um dos grandes problemas de se fumar maconha é que é muito difícil esconder dos outros que você fumou maconha. A pessoa fica meio avoada, rindo de qualquer coisa, abrindo a geladeira procurando comida, tomando muita água, e com os olhos vermelhos como uma pimenta malagueta. Ainda que o maconheiro esconda todas as palas anteriores, é muito difícil disfarçar os olhos vermelhos — a não ser que a pessoa use um óculos escuros, mas se for em um ambiente fechado, dá mais na cara ainda.

Mas por que a erva deixa os olhos vermelhos? Isso acontece porque a maconha é conhecida por diminuir a pressão arterial e dilatar os vasos sanguíneos. Este efeito ocorre quando o Tetraidrocanabinol (THC), a substância da maconha responsável pela onda, entra na corrente sanguínea. A vermelhidão nos olhos pode durar até 4 horas depois que se fuma um baseado, de acordo com a Academia Americana de Oftamologia.

Mas não apenas o THC é o responsável pelos olhos vermelhos, há uma chance mínima de algumas pessoas serem alérgicas à cannabis, como provou um estudo de 2015

Uma das formas de se resolver este problema é pingando colírios ou lubrificantes que são encontrados em qualquer farmácia. Mas não exagere na dose, pingar demais pode irritar o olho e deixá-lo mais vermelho ainda.

Nem precisa dar um dois, o THC pode estar no ar que você respira

Nem precisa dar um dois, o THC pode estar no ar que você respira

É o que diz um estudo feito na Itália, que mensura a quantidade de substâncias na atmosfera.

Você é do tipo de pessoa que arruma confusão quando um amigo fuma perto de você por que não quer se tornar um fumante passivo? No caso da ganja, parece que não tem muito como fugir. Mesmo que você não fume um e nunca tenha fumado na vida, você não está imune aos efeitos da erva. Isso porque substâncias da maconha e de outras drogas ilícitas pairam inevitavelmente no ar que você respira. Pelo menos é isso que afirmam esses cientistas italianos.

Dispostos a aprender mais sobre o consumo da nicotina, maconha, cocaína, metanfetamina, ketamina e heroína, eles mediram a presença de drogas na atmosfera, como relatado pelo High Times. As centrais de monitoramento de qualidade de ar, espalhadas por áreas urbanas, serviram de base para mensurar essa quantidade.

Na Europa, a droga ilícita mais comum no ar era o THC, substância presente na maconha, e outros canabinóides. Uma maior quantidade de THC foi encontrada principalmente em lugares fechados – assim como uma forte concentração de nicotina e cafeína. A presença de cocaína veio em segundo lugar na Europa, enquanto na América do Sul ela foi mais encontrada do que o THC.

Os cientistas perceberam uma concentração maior das substâncias da erva no inverno (1.3 -21 ng/m3) do que no verão (0.09 -0.25 ng/m3). Notaram também uma relação entre a concentração de THC no ar com a alta umidade, ventos fracos e baixas temperaturas, o que significa que essas questões meteorológicas favorecem a alta concentração do THC. Por isso, não podemos afirmar que no verão as pessoas consumam menos maconha levando em consideração esses valores encontrados.

Substâncias como a metanfetamina, ketamina e heroína, não são tão comuns no ar, mas foram detectadas uma maior concentração dessas drogas em ambientes próximos às casas noturnas. Nos finais de semana, a quantidade de nanogramas de cocaína e THC encontrados na atmosfera foi maior do que no resto da semana, já para a metanfetamina, ketamina e heroína esta quantidade encontrada permaneceu na média durante toda semana.

Portanto, não adianta correr, você não tem para onde fugir. Talvez o único método de fugir seja empregar a cultura japonesa de usar máscaras cirúrgicas no dia-a-dia. Mas se você não é tão neurótico com isso, nem se preocupe, a quantidade é muito pequena para te dar alguma onda de verdade.

Como a legalização da maconha pode beneficiar vários setores da economia

Como a legalização da maconha pode beneficiar vários setores da economia

Está na hora de rever seus conceitos sobre a legalização da maconha, ela afetaria até você que não fuma.

Com o debate no STF sobre a legalização da maconha, boa parte da sociedade se pergunta se seria realmente bom para o país que a erva fosse regulamentada. A legalização da maconha não traria benefícios apenas para os consumidores da erva, muitos setores da economia brasileira poderiam tirar proveito do uso da planta e isso afetaria até quem nunca imaginou que um dia teria contato com a planta.

Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Holanda, Austrália e o México, são exemplos de países que tomaram posições mais permissivas em relação à ganja. Nos Estados Unidos, os estados do Colorado e Washington legalizaram tanto o uso medicinal quanto o recreativo da maconha, e outros 12 estão potencialmente no mesmo caminho. Neste cenário, o Colorado já arrecadou tanto imposto com o setor da erva que um dos “problemas” é ter que devolver parte do dinheiro para a população.

O cânhamo é um exemplo das inúmeras utilidades que a maconha pode ter. A fibra retirada da cannabis que não possui efeitos psicoativos, pode ser a solução para muitos problemas que a economia brasileira enfrenta. O material é relativamente barato e fácil de plantar, e os agricultores poderiam realizar várias colheitas durante o ano. Além disso o cânhamo é muito versátil e pode ser usado de diversas maneiras. Desta forma, não é por acaso que muitos setores da economia estão de olho na legalização da maconha e enxergam o potencial econômico que a planta seria capaz de trazer. Veja alguns setores que poderiam se beneficar:

Manufaturados

Dentro da indústria de manufaturados, o cânhamo poderia ser empregado das maneiras mais inimagináveis. Por ser uma fibra muito versátil e forte ele pode ser utilizado na fabricação de muitos produtos. O cânhamo pode se tornar papel e ser uma ótima alternativa para os eucaliptos, uma vez que um hectare de cânhamo produz o mesmo montante de papel que quatro de eucalipto. Na indústria têxtil poderia ser utilizado para fazer roupas, visto que o cânhamo é reconhecido por esquentar até 4 vezes mais do que o algodão, e novamente, um hectare de cannabis produz mais que três de algodão. Ele pode ser usado para se fazer materiais de construção como concreto (hempcreto), encanamento, cosméticos e maquiagem, a lista é gigantesca.

Com um potencial tão grande fica mais fácil entender porque muitas companhias manufatureiras estão loucas para que a maconha seja legalizada.

Varejistas

Não há dúvidas que os primeiros que iriam lucrar com a regulamentação da maconha seriam os varejistas. Em Washington e Colorado, empreendedores que resolveram abrir seu próprio negócio estão se dando muito bem. Milhões de dólares são recolhidos todo mês pelos dois estados. A demanda já existe no Brasil, se fosse o contrário não existiria o tráfico que vende uma erva que não é confiável e de péssima qualidade. Qualquer um poderia plantar e se tornar um microempreendedor com produtos caseiros como alimentos, bebidas e concentrados.

Turismo

Não é à toa que o sonho de muitos jovens é viajar para Amsterdã. A capital da Holanda é conhecida por ser uma cidade maravilhosa e muito liberal com as drogas. No Brasil, o turismo poderia se beneficiar e muito com a legalização. Uma prova disto é o estado do Colorado: de acordo com o Hotels.com entre 2013 a 2014 houve um aumento de 73% na demanda de quartos de hotéis em Denver durante os festivais de maconha. O Hotels.com ainda aponta um aumento de 68% nas reservas de hotéis na semana em que Seattle abriu lojas de maconha para usuários recreativos. O aplicativo de vôos Hopper mostrou um crescimento no interesse por passagens aéreas para Washington após a legalização da maconha recreativa.

Assim como no Colorado, Washington e Holanda, várias cidades brasileiras poderiam se beneficiar com o consumo de turistas em suas regiões.

Farmacêutico

Talvez um dos setores mais óbvios que poderiam faturar muito com a maconha, é a indústria farmacêutica. Não é de hoje que pesquisadores apontam as mais diferentes formas de se usar maconha de forma medicinal. Há uma séria de pessoas esperando para que os remédios à base da erva se tornem acessíveis para consumo. Hoje para se importar algum medicamento que contenha CBD em sua composição é preciso desembolsar um quantia muito alta e ter uma autorização expressa da Anvisa.

Pacientes que sofrem de glaucoma, ansiedade, Parkinson, fobia social, transtorno do sono, diabetes tipo 2 e convulsões diárias, poderiam entrar na onda da legalização e terem seus problemas amenizados. Alguns especialistas alegam que as propriedades da maconha são uma das melhores formas de se combater o câncer.

Bancário

Apesar de não terem quase nada a ver com a indústria da maconha, os bancos poderiam ser favorecidos caso a maconha fosse legalizada. No momento os bancos não podem receber dinheiro da indústria da maconha, primeiro porque o setor não existe de forma oficial no Brasil, segundo porque trata-se de uma planta ilegal e caso o banco aceitasse o dinheiro proveniente da venda de cannabis, isto poderia se configurar lavagem de dinheiro do tráfico.

Se o governo federal regulamentasse a produção da maconha, os bancos poderiam oferecer linhas de crédito e serviços financeiros para os negócios da maconha. Serviços de contabilidade e aconselhamento fiscal seriam incrivelmente úteis para as empresas do ramo. Depósitos e empréstimos são os principais ganha pão de um banco, imagine como o setor bancário poderia ajudar a impulsionar o mercado da cannabis e se beneficiar ao mesmo tempo.

Bebês expostos à maconha possuem melhor visão aos 4 anos

Bebês expostos à maconha possuem melhor visão aos 4 anos

Estudo contou com pesquisadores de três universidades do mundo.

Crianças que foram expostas à maconha durante o período de gestação possuem um visão melhor, sugere um estudo publicado na Nature. Mas isto não significa que faz bem para seu bebê fumar maconha durante a gravidez.

Cientistas das universidades de Waterloo, Auckland e da Brown University, ficaram surpresos quando descobriram que a erva pode aprimorar a visão de crianças. Eles tiraram esta conclusão após realizarem um teste com um grupo de crianças de 4 anos de idade, que foram expostas a drogas como metanfetamina, nicotina, álcool e maconha antes do nascimento. Elas fizeram um teste de percepção visual de alto nível junto com um grupo de crianças que não foram expostas a nenhuma droga. Os cientistas observaram que as crianças que foram expostas ao álcool tiveram o desempenho prejudicado no teste, enquanto as expostas à maconha obtiveram um resultado significativamente melhor que as outras. Os resultados não apontaram nenhuma alteração na visão das crianças que tiveram contato com a nicotina e a metanfetamina.

“Ficamos surpresos com as descobertas iniciais”, disse Ben Thompson, professor da Escola de Oftalmologia e Ciência da Visão de Waterloo. “Isto mostra que a maconha e o álcool podem ter um impacto em um aspecto fundamental do processamento da visão em nosso cérebro. Mas apesar deste aparente impacto benéfico da maconha na visão, outras pesquisas mostram que seu uso durante a gestação pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro do feto”.

O teste mede a habilidade das crianças em acompanhar um conjunto de pontos em movimento através de uma tela, apesar da presença de outros pontos que se movem de maneira aleatória.:

O percentual de pontos em movimento aleatórios é aumentado, até que a criança não consiga identificar a direção que os pontos estão se movendo. Segundo Thompson, “a vantagem com este tipo de teste de visão, é que o desempenho pode ser medido com precisão”. “Esperamos que no futuro sejamos capazes de incorporar as imagens do cérebro com a percepção visual, para entendermos como estas drogas estão agindo nas regiões responsáveis pela visão no cérebro”, completa o professor.

Thompson afirma que os resultados são esclarecedores, mas preliminares: “nós não sabemos como este efeito atinge outras partes do cérebro que processam a visão”.

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