por DaBoa Brasil | jan 5, 2020 | Ativismo, Cultivo, Curiosidades
Há muitas razões pelas quais você deveria pensar em cultivar sua própria erva. Neste artigo, escolhemos alguns. Mas entre eles você não encontrará “ficar chapado ou brisado”! Leia atentamente e descubra por que todos deveríamos tentar cultivar nossa própria planta de maconha pelo menos uma vez na vida.
Independentemente de ser ou não permitido no país em que vive, hoje, o cultivo de cannabis é cada vez mais aceito pela sociedade. Há muitas razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria planta. Neste artigo, descobrirá algumas!
A MACONHA É MAIS ACESSÍVEL DO QUE NUNCA
Deve-se dizer que, em geral, o modo como a questão da maconha é abordada é mais tranquila do que antes. Independentemente das restrições atuais ao cultivo de cannabis em casa, fizemos grandes progressos desde a época da proibição categórica. Além disso, há cada vez mais material educacional na internet e em outros formatos. Isso não se aplica apenas às informações sobre a própria maconha, mas também como cultivá-la bem em casa! Portanto, chegou a hora de você pensar em cultivar sua própria erva. Mas é claro que a primeira decisão-chave é qual semente de boa qualidade cultivará.
POR QUE DEVERIA PENSAR EM CULTIVAR SUA PRÓPRIA PLANTA
Além da acessibilidade, há outras razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria maconha. No final dessa lista, se perguntará por que não fez isso antes!
CONTROLE TOTAL
É sempre bom saber exatamente o que fuma e como produziram. Ainda é difícil saber de onde vem a maconha que é comprada na rua (para não mencionar como é tratada e/ou adulterada), então a questão é mais importante do que nunca.
Sem dúvida, cultivar sua própria planta de maconha fornece controle total sobre todo o processo, desde a germinação das sementes até a colheita, secagem, cura e, finalmente, consumo. Saberá exatamente como suas plantas cresceram, incluindo coisas fundamentais, como o tipo de fertilizantes/nutrientes usados (se usados). Dessa forma, terá todo o poder para estabelecer os padrões de qualidade do seu cultivo.
PODE EXPERIMENTAR
Se decidir cultivar sua própria maconha, poderá experimentar a quantidade de métodos de cultivo e técnicas de treinamento existentes. Obviamente, isso dependerá do que estiver disposto a investir economicamente. Afinal, cada tipo de cultivo requer cuidados e custos diferentes. Dito isto, se você sempre quis experimentar hidroponia como a que viu na internet, ou aplicar uma técnica de treinamento especial como a poda topping ou super cropping, cultivando em casa, terá a oportunidade de testar todas!
Por outro lado, também pode experimentar diferentes partes da planta. Cultivar uma planta inteira, não apenas pelas flores, fornece muito material vegetal extra para consumir. As folhas de açúcar, por exemplo, são carregadas com tricomas e podem ser usadas para fazer um pouco de haxixe ou comestíveis. As demais folhas, que têm menos canabinoides, podem ser usadas para fazer sucos muito saudáveis ou saladas. Então, é claro, se tiver tempo e energia, poderá usar sementes regulares para cultivar suas próprias variedades de maconha. Em outras palavras, cultivar maconha permite que seja criativo durante todo o processo.
ECONOMIZE DINHEIRO
Se você fuma regularmente, para fins recreativos ou medicinais (vale lembrar que todo uso é terapêutico), cultivar sua própria maconha significa, em última análise, economizar muito dinheiro. Inclusive uma ou duas colheitas podem devolver o investimento inicial em material e energia. Sem mencionar que terá uma ótima colheita sem ter que pegar uma erva de procedência duvidosa na rua.
Obviamente, tudo dependerá da quantidade que consome em média, mas mesmo cultivando uma ou duas plantas a cada vez pode fornecer um fluxo constante de erva que reduzirá significativamente o que costuma gastar com maconha. Cultivar sua própria cannabis também significa que gradualmente se conscientizará dos custos envolvidos no processo, como energia, água, etc. Na maioria dos casos, isso o tornará mais cuidadoso em seus hábitos de consumo, uma vez que entende o esforço necessário.
É DIVERTIDO!
Esta pode ser a razão mais importante de todas. O cultivo lhe dá o gosto de fazer algo novo e traz grande satisfação, além de começar a ver as dificuldades como oportunidades para melhorar. De muitas maneiras, cultivar cannabis é como cultivar qualquer outra planta: pode ser uma forma de passar o seu tempo livre de uma maneira agradável e relaxante. Ao longo do caminho, aprenderá muitas coisas diferentes, desde a criação de um sistema completo de cultivo até um pouco de carpintaria e algumas habilidades hidráulicas e elétricas.
A coisa boa desse hobby é que pode começar com pouco, só precisa de boas sementes e bom solo. Somente se perceber que sua paixão pelo cultivo aumenta com o tempo, obtenha um bom kit de ferramentas. Além disso, o cultivo de maconha é bom para sua saúde: é uma terapia meditativa e ativa que faz bem ao corpo e à mente, especialmente se fizer ao ar livre. Sem mencionar que pode praticar esse hobby quase em qualquer idade e em praticamente qualquer condição.
É MAIS FÁCIL E DISCRETO DO QUE PENSA
Não é por acaso que a maconha também é conhecida como “erva daninha”: essa espécie de planta é realmente mais fácil de cultivar do que pensa. É bastante forte e resistente e pode suportar até mudanças bruscas nas condições meteorológicas sem jogar a toalha. Obviamente, as coisas variam muito de uma variedade para outra. Por exemplo, cultivar a North Thunderfuck é completamente diferente de ter que cuidar de uma Amnesia Haze. Portanto, faça uma pesquisa antes de comprar uma semente específica e verifique se a variedade desejada é adequada ao clima em que vive e quanto tempo e energia está disposto a dedicar.
Como sempre, é melhor começar com pouco e ir aumentando com o tempo e experiências, visando mais e mais a cada vez. Outro aspecto a ter em mente é que, embora a maconha seja uma planta forte e resistente, o resultado final varia muito, dependendo de quão bom pai/mãe você é. Se quiser que sua planta de cannabis sobreviva ao ciclo de crescimento, mas também deseja que ela se desenvolva da melhor forma possível e produza muitas flores resinadas e incríveis, vai depender do seu cuidado.
CONEXÃO COM A NATUREZA
Cuidar de sua própria erva significa ter a oportunidade de observar um processo de maturação bonito, mas lento. Se dedicar o tempo necessário para observar atentamente a planta em cada fase do crescimento, aprenderá a ver como ela se desenvolve e a saber o que precisa em cada fase.
Mas observar é apenas um elemento do processo de aprendizagem. Deve responder ao estágio de comportamento e crescimento da sua planta, o que às vezes significa não fazer nada. Outras vezes, significa ter confiança para agir contra ameaças como deficiências de nutrientes e doenças. Em geral, quando cultiva, investe muito no ciclo de vida da sua planta. Ao experimentar o produto final, saberá que esses buds também têm um pedaço seu. É hora de se orgulhar do que criou!
E ISSO É APENAS O COMEÇO
Como há tanta informação disponível hoje, pode estudar muitos aspectos diferentes do cultivo de cannabis, seguindo seus interesses e curiosidade. Desde a fisiologia e taxonomia das plantas até o treinamento e a hidroponia, tem muitos assuntos para estudar antes de ficar sem repertório.
Mesmo se não quiser estudar seriamente, aprenderá muito apenas fazendo. Ao escolher diferentes tipos de maconha ou alterar as condições ambientais do seu cultivo, verá que essa fascinante espécie de planta se comporta de maneira diferente. Tente acompanhar o que descobre e observa anotando em um caderno, como o diário de um jardineiro, e documente o processo tirando algumas fotos também. Ter acesso a tudo isso posteriormente não será apenas satisfatório, mas será muito útil para todo o processo de aprendizado.
Para mais dicas de cultivo clique aqui! Participe dos grupos REDE Canábica e Jardineiros Libertários. Gostou da publicação? Deixe um comentário!
Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | dez 28, 2019 | Culinária, Cultivo, Saúde
O cineol é um terpeno aromático presente em diversas variedades de cannabis, ao qual traz alguns aromas maravilhosos. Esta substância foi estudada em profundidade e demonstrou oferecer propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias e antibacterianas.
Quase todos os consumidores de maconha estão cientes dos diferentes canabinoides presentes na planta e como eles agem produzindo diferentes efeitos e propriedades medicinais. Mas e se dissermos que a maconha vai além dos canabinoides? Existem outras famílias moleculares que contribuem para a diversidade de experiências produzidas por cada variedade.
Entre os principais elementos da maconha estão os terpenos, compostos aromáticos voláteis presentes em todo o reino vegetal. Os terpenos são responsáveis pelos cheiros e aromas impressionantes que as flores emitem. O conteúdo dos terpenos pode variar muito entre as variedades, de modo que diferentes linhagens oferecem experiências sensoriais totalmente diferentes.
Variedades com aroma de manga contêm mais mirceno, enquanto aromas cítricos são mais ricos em limoneno. Esses compostos não apenas têm um bom cheiro, mas também podem alterar os efeitos psicoativos e medicinais dos canabinoides através do efeito comitiva.
Outro terpeno frequentemente encontrado na maconha é o cineol, também chamado eucaliptol. Este terpeno é responsável pelos aromas agradáveis e refrescantes que emanam do eucalipto, hortelã, alecrim, melaleuca, artemisia, louro, manjericão, sálvia e certas variedades de maconha. Este composto orgânico foi identificado em 1870 por François Stanislas Cloez.
Seu aroma poderoso e refrescante, mas ainda picante, tem sido usado em diferentes indústrias e geralmente são encontrados em produtos cosméticos, loções, misturas de óleos essenciais e bálsamos. Além do seu perfil aromático, o eucaliptol foi estudado minuciosamente e demonstrou oferecer várias aplicações potenciais no campo da medicina.
A ciência demonstrou que o cineol é eficaz em vários problemas de saúde e, portanto, variedades com alto conteúdo desse terpeno podem ajudar os pacientes que sofrem desses problemas.
DOENÇA DE ALZHEIMER
O cineol pode ter um efeito positivo na doença de Alzheimer, devido ao seu potencial de estimular a memória e o aprendizado. Os terpenos são tão pequenos que podem atravessar facilmente a barreira hematoencefálica, o que significa que podem ter efeitos diretos no cérebro.
Alguns estudos administraram o cineol durante os testes de memória, para ver quais efeitos poderia catalisar. Em 2012, foi realizado um estudo com 22 participantes para analisar o efeito do cineol na memória e no humor. Os participantes selecionados foram expostos ao óleo essencial de alecrim, que contém cineol. Enquanto os participantes receberam tarefas matemáticas, a sala onde eles realizaram o teste foi aromatizada com óleo de alecrim em quantidades variadas.
Foi observada uma correlação positiva entre o número de respostas corretas e os níveis mais altos de cineol no sangue. Portanto, esse terpeno poderia contribuir para a melhoria cognitiva e possivelmente aliviar alguns dos sintomas experimentados durante o aparecimento da doença de Alzheimer.
O cineol também pode ajudar com outro aspecto da doença de Alzheimer. Durante esta doença, as proteínas beta-amiloides começam a acumular-se no cérebro, formando placas, bloqueando assim os sinais entre as células sinapse. Essas proteínas também podem causar inflamação. Foi apontado que o cineol pode reduzir a inflamação causada pelas placas beta-amiloides.
ANTIBACTERIANO
As pesquisas sobre o cineol têm demonstrado que esta molécula é eficaz contra certas variedades de bactérias, incluindo Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Serratia marcescens e Staphylococcus aureus, mostrando o seu potencial antibacteriano.
A staphylococcus aureus é um tipo de bactéria resistente a certos medicamentos antibióticos convencionais. Esta bactéria está associada a vários problemas de saúde, como impetigo, abscessos na pele, infecções de feridas e foliculite. O potencial antibacteriano do cineol pode significar que um dia será usado como uma forma de medicamento para combater e prevenir essas infecções no organismo.
ANTIOXIDANTE
Os compostos antioxidantes tornaram-se muito populares no setor de saúde e bem-estar. Os antioxidantes agem para neutralizar os radicais livres no corpo, impedindo-os de causar danos no DNA por oxidação.
Existe uma teoria que sugere que um aumento no consumo de antioxidantes poderia proteger contra o desenvolvimento de câncer. Os antioxidantes também estão associados ao abrandamento do processo de envelhecimento e à prevenção de doenças cardíacas e derrames.
Está provado que o cineol atua como antioxidante e, portanto, pode trazer esses benefícios. Um estudo de 2011 publicado na revista “Toxicology and Industrial Health” administrou cineol em ratos, que foram expostos a um poluente ambiental persistente. Os pesquisadores concluíram que esse terpeno apresentou atividade antioxidante e eliminou o estresse oxidativo em ratos, de maneira variável de acordo com o tempo de exposição.
ANTICANCERÍGENO
Possivelmente, um dos aspectos mais profundos do cineol é a ação anticancerígena desta molécula. Um artigo de 2002 publicado no “Oncology Reports” detalha um estudo em que o cineol foi administrado às cadeias celulares de leucemia humana. Os pesquisadores descobriram que o cineol suprimiu o crescimento de linhas celulares leucêmicas ao induzir apoptose.
A apoptose é descrita como a morte celular programada e é necessária em nosso organismo para manter a renovação celular normal, bem como para o bom funcionamento do sistema imunológico. Se ocorrer muita apoptose, ou muito pouco, poderá causar vários problemas de saúde, incluindo muitos tipos de câncer, resultantes da mutação celular. A capacidade do cineol de suprimir o crescimento de linhas celulares de câncer e induzir a apoptose fornece um potencial terapêutico futuro em tratamentos contra o câncer.
ASMA
O cineol também pode produzir um efeito terapêutico eficaz no caso da asma. A asma é uma doença inflamatória comum, que afeta as vias aéreas dos pulmões. Os sintomas incluem tosse, pressão no peito, falta de ar e chiado no peito. A asma pode ser ativada por alérgenos, irritantes, exercícios e infecções respiratórias.
Um relatório publicado em 2012 no “Journal of Asthma” mostrou que o cineol pode causar uma melhoria na função pulmonar e na saúde, e pode reduzir a dispneia em pacientes asmáticos.
Leia também:
Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | dez 26, 2019 | Cultivo
Controle biológico é um método agrícola de controle de pragas para tratar insetos, fungos, doenças e até ervas daninhas. Difere do controle natural, pois o biológico é induzido enquanto o natural ocorre esporadicamente. Um exemplo claro seria uma joaninha que encontramos em nossas plantas ao ar livre, alimentando-se de pulgões, ou joaninhas jovens que introduzimos em uma estufa para controlar uma praga de pulgão.
As grandes vantagens do controle biológico no cultivo de cannabis são diversas. Por um lado, não há impacto ambiental. Por outro lado, e quando se trata de cultivos relativamente grandes, o custo/benefício é alto. E também vale notar que não há pragas, fungos ou doenças que encontrem resistência ao seu uso. Mas, por outro lado, seus inimigos naturais são muito seletivos e raramente combatem mais de um ou dois. Isso levará a um conhecimento mínimo para identificar a praga e usar o inimigo conveniente em alguns casos, ou possuir amplo conhecimento em outros.
Embora ao falar sobre controle biológico imediatamente as pessoas pensem em predadores, também inclui outros métodos, como aqueles em que as plantas são usadas para repelir pragas ou outras plantas, óleos essenciais e/ou feromônios vegetais contra fungos e pragas, bactérias como o Bacillus thuringiensis amplamente usado para combater lagartas, fungos, como algumas variedades de tricoderma, vírus, etc. No post de hoje vamos nos dedicar aos predadores mais comuns que podem ser encontrados em lojas especializadas e também comuns contra pragas com as quais lidaremos normalmente.
CONTRA AS PRAGAS
A joaninha (foto) é o mais famoso dos predadores contra pragas, e especialmente contra o pulgão. Ela os devora sem compaixão, tanto adultos quanto seus ovos. As joaninhas adultas são complicadas de permanecer em um cultivo, pois uma vez saciadas saem voando para outro lugar. O mais interessante são suas larvas, capazes de comer até 100 pulgões por dia e permanecerão na planta até que se tornem adultos e sigam seu caminho. Também comem cochonilhas e, às vezes, aranha vermelha.

Phytoseiulus Persimilis é um ácaro que se alimenta de aranha vermelha. Parece muito semelhante a mesma, além de ter um tamanho mais ou menos semelhante. Em um dia, podem devorar cerca de 20 ovos ou larvas, 10 protoninfas ou 5 adultos de aranha vermelha. Sendo mais rápido do que podem se reproduzir, uma grande praga pode desaparecer em poucos dias.

Stratiolaelaps scimitus é um ácaro predador de vários organismos do solo, nativo dos Estados Unidos. Habita o solo e inicialmente se desenvolveu comercialmente para o controle de moscas sciaridae (mosca do substrato). Mais tarde, porém, verificou-se que também mostra bom comportamento em apoio aos predadores Amblyseius cucumeris e Orius laevigatus no controle de outros insetos, como tripes.

Amblyseius californicus é outro ácaro que se alimenta da aranha vermelha, menor que o Phytoseiulus Persimili. Também não são tão vorazes. Embora a seu favor tenham tolerância em uma ampla faixa de temperaturas, baixa umidade e, o mais importante, seu ciclo reprodutivo é mais curto. Em pouco tempo, esses ácaros superam a aranha vermelha. Também é eficaz contra micro ácaros.

Steinernema feltiae são larvas de nematoides quase imperceptíveis ao olho humano. São usadas como controle biológico para combater as larvas de moscas sciaridae (mosca do substrato) e as pupas de tripes. Quando aplicados no substrato ou nas folhas, os nematoides procuram sua presa e penetram na mesma. Alimentam-se de seu conteúdo, enquanto secretam bactérias do trato digestivo que transformam os tecidos da presa em produtos que os nematoides podem assimilar com facilidade.

A crisopa é um inseto voador com grandes asas transparentes e inofensivo contra as pragas. Em vez disso, suas larvas têm um grande apetite. São capazes de comer cada um até 50 pulgões por dia. Também é eficaz contra tripes, aranha vermelha, mosca branca, cochonilha e até pequenas lagartas. Os ovos de crisopa são muito característicos, já que os adultos não colocam nas folhas, mas deixam em suspensão por meio de um longo filamento.

Orius laevigatus ou também chamado de “bug pirata” é eficaz contra pragas de tripes. Suas ninfas se alimentam quase exclusivamente de larvas de tripes, mas os adultos comem tripes adultos, suas larvas e também seus ovos. Também são eficazes contra outras pragas, como pulgão, mosca branca, aranha vermelha e minadoras. O curioso sobre esse predador é que também se alimenta de pólen de plantas de jardim, por isso podem ser vistos em colônias se não tiverem presas. Também não apenas mata pragas para se alimentar, mas por puro instinto assassino.
Leia também:
Pesquisa: La Marihuana
por DaBoa Brasil | dez 12, 2019 | Cultivo, Curiosidades
Se você gosta de conhecer a cultura canábica, é bem provável que tenha encontrado variedades do tipo “Kush”. Mas o que exatamente isso significa?
Existe uma maneira científica de classificar a cannabis e outra mais “vulgar”. Na científica, temos cannabis sativa, indica ou híbrida. Essa classificação responde à morfologia da planta ou aos efeitos que ela produz. No vernáculo, ou popular, encontramos outras três: Kush, Haze e Purple. Essa diferença é menos precisa e tem a ver com a origem, sabor ou cheiro de uma variedade.
O Kush é originário da cannabis que cresce nas montanhas Kush, localizadas entre o Paquistão e o Afeganistão. Quando se diz que uma planta é “Kush”, ela deve ter algumas destas propriedades:
Folhas e caules de cor verde escuro com um toque púrpura. Os pistilos são geralmente alaranjados (bronze ou ferrugem). Os buds geralmente são densos e arrochados e provêm de plantas grossas.
A questão do aroma não é tão clara, porque a variedade é ampla, desde o cheiro de terra ao incenso, passando pelo cheiro de flores mais convencionais ou de pinheiro. Seu nariz deve estar muito bem treinado para conseguir diferenciar.
O sabor é geralmente terroso e cítrico. Seus efeitos geralmente são sedativos. Uma das variedades mais conhecidas (e menos provável que quando adquire uma seja realmente ela) é a OG Kush.
O grande problema de uma diferenciação baseada no conhecimento popular é que é difícil saber se um kush é realmente Kush: o cruzamento genético entre plantas que ocorre constantemente causa aromas, sabores ou efeitos muito diferentes se apenas olharmos para as aparências.
Algumas das plantas “Kush” mais populares, além da OG Kush, são: Bubba Kush, Purple Kush, Skywalker OG e Master Kush.
Para mais dicas de cultivo clique aqui! Participe dos grupos REDE Canábica e Jardineiros Libertários. Gostou da publicação? Deixe um comentário!
Fonte: Leafly/Cáñamo
por DaBoa Brasil | dez 8, 2019 | Cultivo, Curiosidades, Música
Não é uma reivindicação exclusiva da cannabis, mas todas as plantas gostam de música. E é que, além de ter sua própria forma de comunicação, uma linguagem sofisticada baseada em códigos químicos, ficou provado que elas possuem uma alta sensibilidade para perceber as ondas sonoras. E em muitos casos, reagem de certas maneiras.
Por exemplo, as vibrações produzidas por alguns insetos ao morder suas folhas fazem com que certas espécies ativem seus produtos químicos de defesa para se protegerem de ataques. Nesse caso, as ondas sonoras produzidas pelas picadas alertam para um perigo. Além disso, as plantas reagem da mesma maneira a formas de som mais complexas e expressivas, como a música.
Uma planta sabe decifrar as frequências de uma melodia e é sensível ao que elas expressam, como foi comprovado em vários estudos. E chega a promover um desenvolvimento mais saudável e rápido. Os primeiros estudos sobre esse assunto foram feitos pelo botânico indiano Jagadish Chandra Bose. Ele descobriu que as plantas têm uma sensibilidade tão ampla quanto a nossa.
Também Dorothy Retallack, organista, mezzo-soprano e autora, entre outras obras, de The sound of music and plants, também se interessou por esse assunto. Lendo um artigo sobre um fazendeiro chamado George Smith, que alegava que a música era tocada continuamente em seus campos de milho. Dessa forma, não apenas conseguiu cultivos mais folhosos, como também aumentou a quantidade de cultivos gerados.
Em 1973, Retallack decidiu testar o efeito produzido por diferentes notas musicais nas plantas. Para isso, expôs vários exemplares por 8 horas a diferentes gêneros musicais, de maneira a testar o efeito de diferentes notas musicais nas plantas, expondo-as por 8 horas de maneira total, intermitente e nula. Os resultados foram surpreendentes, pois as notas sem pausa deterioraram as plantas até a morte. Mas, em vez disso, as notas intermitentes as mantinham saudáveis.
Retallack também conduziu outros experimentos usando gêneros com percussão abundante, como o rock. Com isso pode comprovar como as plantas estavam tristes, curvadas, sem brilho e acabavam morrendo. Por outro lado, músicas clássicas como as de Bach ou tocadas com cítara, um instrumento musical típico da Índia e do Paquistão, causaram um efeito estimulante nas plantas, melhorando seu crescimento e aparência geral.
Gostos musicais
Algo realmente curioso é que são as próprias plantas que expressam seus gostos musicais. Com uma obra que elas gostam, tendem a se inclinar para a fonte de som. Mas, em vez disso, com a música de que não gostam, se inclinaram para o lado oposto, como se tentassem escapar ou se proteger de vibrações ou frequências sonoras. Isso implicaria sua sensibilidade, até certo ponto, em diferenciar a música que gostam e que não gostam.
Mais recentes são as descobertas de vários cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego. E eles conheceram o mecanismo de sinal que controla os “estômatos” de uma planta. As duas células que compõem os estômatos chamados “células de guarda” são responsáveis por regular o tamanho de sua abertura. Os poros estomáticos são maiores quando a água está disponível e se fecham quando a disponibilidade de água é extremamente baixa e as células de guarda ficam flácidas.
Além disso, as células de guarda estão sintonizadas com a frequência ressonante do cálcio. Quando expostos a essa frequência, fecham e abrem após algum tempo se a frequência não estiver exatamente correta. Isso acontece mesmo que a concentração de cálcio seja alta o suficiente para o estômato fechar em condições normais. Portanto, a exposição a altas frequências interfere no aumento das trocas de gases.
Pesquisa: La Marihuana
por DaBoa Brasil | dez 7, 2019 | Cultivo
Cultivar variedades de sativa em ambientes fechados é sempre um desafio para qualquer cultivador. Por natureza, são variedades de crescimentos explosivos e florações intermináveis de 3-4 meses ou mais. A maior dificuldade é, acima de tudo, controlar em um espaço limitado, como uma tenda de cultivo, plantas que crescem quase incontrolavelmente.
A primeira coisa que todo cultivador deve ter em mente ao decidir cultivar sativas em ambientes fechados é que são variedades para pessoas pacientes. Não podemos esperar as colheitas mais rápidas ou mais abundantes, pois, embora algumas sejam muito produtivas, em geral qualquer híbrido indica/sativa é mais fácil de cultivar, com floração muito mais curta e colheitas mais generosas.
Também não devemos fazer quase nenhum tipo de investimento extra se já tivermos uma tenda de cultivo, exceto alguns vasos, se os que já tivermos não forem os mais adequados. O tamanho dos vasos que usamos será muito importante em longo prazo. Uma das maneiras de garantir que uma planta não atinja muito tamanho é limitar o espaço para o desenvolvimento das raízes.
O mais comum entre os cultivadores é iniciar uma cultivo a partir de sementes, assim, um bom tamanho de vaso final após todos os transplantes possa ser, por exemplo, 9 litros com uma densidade de 5 plantas por m2. Para deixar as plantas mais confortáveis, um último transplante pode ser feito na fase de transição do crescimento para a floração, quando o desenvolvimento das raízes começa a diminuir.
Você também pode brincar com o fotoperíodo, o que fará com que as plantas cresçam mais contidas. Muitos produtores optam por um fotoperíodo 12/12 desde o início. Menos horas de luz, menos crescimento. E as 12 horas de escuridão garantirão que a planta comece a florescer assim que atingir a idade adulta, algo que acontece entre a quarta e a sexta semana de crescimento, mas nunca podemos saber exatamente.
Cultivar variedades sativas em ambientes fechados exige obrigatoriamente podas ou amarras. São variedades que, uma vez alteradas, o fotoperíodo pode multiplicar x4 ou x5 sua altura. Com o que uma planta passada para a floração com 30 cm excederá o medidor de altura. Isso é excessivo, considerando que a produção se concentrará principalmente nas apicais.
A melhor opção é, sem dúvida, cultivar no SCROG. Usando uma malha localizada sobre as plantas, guiaremos os galhos sem exceder em altura, cobrindo o espaço vertical disponível. Depois que o fotoperíodo for alterado para floração, vários buds subirão acima da malha. Todos estarão na mesma altura e receberão uma quantidade semelhante de luz em todas as áreas.
Se houver a possibilidade de cultivar clones, os cultivos em SOG são espetaculares. Isso exigiria, por exemplo, 36 clones em vasos de 3 litros por m2. Existem mais possibilidades, até 100 vasos de 1 litro entrariam em um armário de 100×100 cm. Embora quanto maior o número de plantas, maiores as dificuldades para irrigação ou qualquer tarefa de manutenção.
Outro aspecto importante são as fertilizações. A grande maioria dos fabricantes oferece programas de cultivo com doses adequadas de fertilizantes e aditivos, mas para variedades de 8 semanas de floração. Além disso, as doses são sempre indicativas, pois cada planta é um mundo e suas necessidades nutricionais podem ser diferentes uma da outra.
Quando encontramos um cultivo de floração de 8 semanas e plantamos variedades sativas de 12 ou 16 semanas, devemos esperar que o pico da floração seja na sexta/oitava semana desde o início da floração. Calcularemos as doses sempre prolongando as indicadas na semana 3 até a sexta e oitava semana e continuaremos prolongando as doses indicadas na semana 4 até a colheita.
Leia também:
Para mais dicas de cultivo clique aqui! Participe dos grupos REDE Canábica e Jardineiros Libertários. Gostou da publicação? Deixe um comentário!
Pesquisa: La Marihuana
Comentários