por DaBoa Brasil | mar 9, 2019 | Cultivo, Curiosidades
O cultivo de maconha para uso pessoal é muito simples quando se leva em conta alguns aspectos básicos. Podemos garantir um crescimento rápido e plantas saudáveis desde o início. Ou, pelo contrário, podemos cultivar cegamente como se fosse qualquer outra espécie ou sem qualquer tipo de conhecimento, expondo a planta a todo tipo de sofrimento. Finalmente, temos que recorrer à internet procurando uma solução para um problema causado por nós mesmos. E como queremos lhe mostrar que cultivar é muito fácil, nos próximos 5 minutos que você levará para ler este post, ficará claro os principais aspectos a ter em conta para conseguir algumas plantas que serão invejadas por qualquer um.
QUANDO GERMINAR?
Ao longo da primavera. A data exata dependerá muito das condições climáticas de cada lugar, das quais cada um conhece bem. Espere que as chuvas típicas da primavera passem ou, pelo menos, que o tempo comece a estabilizar. Se as condições não permitirem germinar no início da primavera e obter uma planta enorme, é melhor esperar e ter 2 ou 3 de um tamanho menor.
COMO GERMINAR?
Existem muitos métodos para germinar sementes. O mais usado é, com guardanapos de papel úmido e um recipiente com tampa, como um tupperwear ou similar. Humedeça um guardanapo sem encharcar, coloque as sementes espaçadas sobre ele, e cubra com outro guardanapo úmido, e finalmente coloque a tampa no recipiente, o que vai evitar a perda da umidade e calor. Assim que a raiz atingir 1 cm, é hora de passar para o substrato.
QUE SUBSTRATO USAR?
Primeiro de tudo, um bom substrato deve ser bem aerado e perfeitamente compostado. Se optar por um dos muitos fabricantes de substratos específicos para cannabis, leia atentamente as suas características. Eles geralmente incluem nutrientes para certas semanas e durante esse tempo você não terá que abonar. Se você optar por fazer sua própria mistura, não economize em perlita ou fibra de coco, bons materiais que fornecem maciez. Turfa, húmus, composto… As quantidades a seu gosto.
QUE VASO USAR?
Quanto maior o vaso, mais espaço as raízes terão para se desenvolver e mais crescerão as plantas. Se as raízes colonizarem todo o substrato disponível, o crescimento da planta começará a diminuir. Sempre que possível, faça transplantes sucessivos quando ver que a planta precisa disso. Você pode ter plantas muito boas em vasos de 50 litros, mas não há dúvida de que em um grande recipiente de 150 ou 200 litros pode ter uma árvore real. Isto é, em vasos no outdoor sempre devemos usar cores claras.
COMO REGAR AS PLANTAS CORRETAMENTE?
Regar as plantas é muito simples. Mas é conveniente saber dosar. Molhe abundantemente, pouco a pouco, para que o substrato absorva lentamente. Quando a água começa a drenar por baixo do vaso, a rega já é suficiente. Não regue novamente até que os dois primeiros centímetros do substrato estejam secos, repetindo a mesma operação novamente. Nunca regue com água fria e sempre evite as horas de sol.
QUANDO USAR OS FERTILIZANTES?
No crescimento, o uso de fertilizantes pode ser dispensado, apenas com transplantes e um bom substrato, as plantas crescerão em um bom ritmo e sem deficiências. As principais deficiências nesta fase são o nitrogênio, que se manifesta por um amarelamento generalizado das folhas maiores e mais velhas. Nesse caso, o uso de um abono de crescimento será necessário. Na fase de floração, é necessário usar fertilizantes. Nossa recomendação é o uso de fertilizantes orgânicos, se preferir fertilizantes específicos siga as tabelas de cultivo do fabricante.
COMO PROTEGER AS PLANTAS?
Plantas recém-germinadas são sempre objeto de desejo por todos os tipos de pragas e animais. De pássaros a gafanhotos ou caracóis. Uma boa ideia é que nesses primeiros dias, proteja as plantas com garrafas de plástico cortadas ao meio com alguns buracos como um respiradouro. Quando as plantas atingirem um bom tamanho, as ameaças serão pequenos insetos, como aranha vermelha, tripes, moscas minadoras ou pulgões. O uso de óleo de neem, sabão de potássio ou terra diatomácea ajudará a manter o cultivo limpo.
A IMPORTÂNCIA DO PH
O pH indica o grau de acidez ou alcalinidade de um meio, no nosso caso o conjunto de água de rega mais substrato. As raízes das plantas absorvem nutrientes quando estão em uma determinada faixa de pH, portanto, para evitar deficiências mesmo quando os nutrientes estão disponíveis, é essencial ajustar o pH. Um valor aceitável se encontra em 6,0/6,5 no crescimento e 6,5/7,0 na floração. Quando uma planta apresenta problemas, na maioria dos casos é devido a um pH incorreto.
PODAR OU NÃO PODAR?
A poda é feita por dois motivos principais. O primeiro para evitar o desenvolvimento vertical da planta e favorecer a horizontal, muito útil para questões de discrição. A segunda é aumentar os rendimentos. Podar uma planta é fácil, mas também se torna uma arte que é aprendida com base em testes e erros. É sempre melhor realizar a poda inicial do que quando as hastes de poda têm uma boa espessura. A planta terá perdido energia desenvolvendo esse ramo em vão.
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Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | fev 16, 2019 | Cultivo
Entre os vários problemas que podem ocorrer em um cultivo de maconha, alguns deles são devidos ao estresse das plantas. Estes supõem um efeito negativo para as plantas, que podem ir de um crescimento lento a uma produção menor. Na pior das hipóteses, pode fazer com que uma planta fêmea comece produzir flores masculinas, o que pode levar a polinização indesejada e os buds que colhemos tenham sementes.
Principais causas de estresse:
Estresse hídrico: é causado por excesso ou falta de água. Pouco precisa ser explicado a este respeito, a cannabis é uma espécie que consome grandes quantidades de água, mas que não gosta de encharcamentos. Saber o momento certo para a água é algo que descobrimos com experiência.
Estresse por hipóxia: é devido à deficiência de oxigênio nas raízes. Geralmente é produzido por irrigação excessiva ou má drenagem. As plantas diminuem o seu metabolismo e em casos de hipóxia continuada, as folhas tendem a adquirir uma cor mais amarelada.
Estresse por temperatura: as mudanças bruscas de temperatura diurna/noturna, ou a exposição de plantas a temperaturas muito altas ou muito baixas, também são uma causa de estresse. Com baixas temperaturas, a atividade da raiz é interrompida. Temperaturas excessivas podem causar queimaduras.
Estresse por pragas e/ou doenças: em um ato natural, uma planta afetada por uma praga, fungo ou doença, despejará todas as suas energias tanto em sua defesa quanto em sua recuperação subsequente. Em casos graves, a planta fica estressada e desacelera e até impede seu desenvolvimento.
Estresse devido ao excesso ou falta de nutrientes: uma má alimentação fará com que a planta sofra as consequências, apresentando deficiências de nutrientes em um caso e superfertilização no outro. A planta voltará a usar suas energias para sobreviver o maior tempo possível, o que atrasa seu desenvolvimento.
Estresse devido a flutuações de pH: para que os nutrientes do solo estejam disponíveis, devem estar dentro de uma faixa de pH de 5,5 a 6,5. Acima dessas margens, a planta apresenta dificuldade em assimilar certos nutrientes, o que também retardará seu desenvolvimento e causará deficiências.
Estresse por machucados: qualquer ferida causada por uma fratura ou poda, ou um simples dano aos tecidos, causará isso. A planta usará suas defesas para recuperar os danos, tanto no nível de cura quanto para combater os possíveis patógenos. Esta é também uma fonte de estresse.
Estresse por poluição luminosa: a poluição luminosa é entendida como a interrupção do fotoperíodo escuro em floração. É uma das principais causas de que flores masculinas apareçam em flores femininas. Nós não estaríamos falando sobre plantas hermafroditas, mas sim de plantas estressadas.
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Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jan 16, 2019 | Cultivo
Realizar um cultivo de acordo com as fases lunares é um aspecto que muitas vezes é ignorado, mas se soubermos como elas afetam a maconha, poderemos influenciar nosso produto final.
A maioria dos cultivadores acredita que a luz solar, ou a iluminação indoor, é o principal fator para o crescimento das plantas. A luz produz grandes flores resinosas e influencia nos rendimentos. Mas desde o início da agricultura, o homem levou em conta outros aspectos da natureza além do sol. De fato, um dos fatores mais frequentemente ignorados são as fases da lua, que se consideradas, poderiam influenciar significativamente no produto final. Para obter as melhores colheitas possíveis, teremos que olhar a lua com outros olhos. Se o fizermos, seremos recompensados com germinação mais rápida, maior resistência ao estresse e maiores rendimentos.
AS FASES DA LUA
Trata-se de uma questão cronológica, então veremos as diferentes fases lunares. As diferentes fases definem o ângulo que existe entre a lua, a terra e o sol, uma vez que a lua orbita em torno da terra e da terra em torno do sol. Razão pela qual às vezes há lua cheia e às vezes não.
Essas fases se classificam como crescentes e minguantes:
A lua é crescente (cresce) nas fases conhecidas como lua nova, meia lua, quarto crescente e lua crescente gibosa.
É minguante (diminui) nas fases conhecidas como lua cheia, lua minguante gibosa, quarto minguante e lua negra.
O ciclo em que a lua passa por essas fases ocorre em quatro etapas principais:
- Da lua nova ao quarto crescente
- Da quarto crescente a lua cheia
- Da lua cheia para ao quarto minguante
- Da quarto minguante para a lua nova
Este ciclo se completa uma vez por mês.
Para estas quatro etapas, podemos aplicar os quatro principais momentos do cultivo: semeadura, nutrição, colheita e destruição da erva. As quatro fases intermediárias (meia, gibosa crescente, gibosa minguante e negra) também desempenham um papel importante no ciclo da planta, como veremos no próximo parágrafo.
COMO APLICAR ESTES CONHECIMENTOS
Como as fases da lua afetam o cultivo? Normalmente, quando a lua cresce, as plantas se concentram no desenvolvimento de folhas e sistemas acima da superfície e, quando diminuem, investem mais energia no sistema radicular. Isso significa que você deve semear um cultivo folhoso que se desenvolve acima da superfície, como a maconha, durante as fases de crescimento da lua.
A fase da lua crescente é quando a melhor germinação ocorre. As sementes semeadas nesta fase têm uma germinação mais rápida.
Durante a crescente fase da lua crescente gibosa, as plantas absorvem mais água e nutrientes, pois a força gravitacional da lua atrai a água para cima.
A fase da lua negra tem pouca força gravitacional e é vista como um período de descanso para a planta. Portanto, é ideal para poda, eliminar ervas daninhas e preparar-se para o próximo ciclo.
Um excelente momento para a colheita é durante a fase da lua nova, já que o efeito gravitacional dessa fase fará com que a água esteja no nível mais baixo, o que acelerará o processo de secagem e cura.
CONCLUSÃO
Isso pode parecer complicado, mas se você entender poderá ajudá-lo a melhorar seus cultivos, a humanidade tem usado a ajuda da lua por milhares de anos. Se você fizer uma pequena pesquisa, encontrará estudos científicos dedicados a analisar exatamente o que acontece (embora não com a maconha).
Embora os cultivadores outdoor sejam aqueles que poderão tirar proveito disso, aqueles que cultivam no indoor também devem levar isso em conta.
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Fonte: Royal Queen Seeds
por DaBoa Brasil | jan 12, 2019 | Cultivo
No cultivo de maconha um dos aspectos mais importantes é a nutrição. Além dos fertilizantes básicos, que são aqueles que contêm os nutrientes necessários para a planta crescer e florescer sem problemas, podemos encontrar uma série de suplementos e aditivos que em determinados momentos oferecem uma série de benefícios que serão traduzidos em plantas mais saudáveis, maiores e mais produtivas. Um desses suplementos é aquele sobre o qual vamos falar hoje, as enzimas.
As enzimas são moléculas de natureza proteica que desempenham o papel de catalisar reações químicas. Ao acelerar estas reações, é reduzida a energia de ativação requerida pelo substrato para reagir. Para dar um exemplo, as enzimas têm um papel fundamental na digestão e decomposição dos alimentos que consumimos.
As enzimas são constituídas por proteínas. Além disso, se necessário, são acompanhadas por um grupo de moléculas. E, ao mesmo tempo, as proteínas são biomoléculas formadas por cadeias lineares de aminoácidos. Podemos imaginá-las como pequenos assistentes bioquímicos, mas muito sofisticados, capazes de ajudar outras moléculas a realizar suas tarefas.
Existem milhares de enzimas, e cada uma delas tem uma função em um modelo de “bloqueio de chave”. E é que cada enzima (neste caso, o bloqueio) só irá interagir com um substrato complementar específico (neste caso, a chave). Por exemplo, não têm nada a ver com as enzimas envolvidas em nossa digestão, com as enzimas que são usadas na fabricação de cerveja, ou aquelas que usamos no cultivo de maconha.
BENEFÍCIOS DAS ENZIMAS
Os principais benefícios são dois, além de muitos mais derivados deles. Primeiro, é favorecer a disponibilidade de nutrientes mais rapidamente. Segundo, certo grupo de enzimas chamadas celulases, decompõe as raízes mortas das plantas, compostas principalmente de celulose.
A matéria orgânica presente no substrato precisa ser decomposta para que as raízes das plantas possam assimilá-la. Os microrganismos do solo são responsáveis por isso, e neste caso as enzimas ajudam que essa decomposição ocorra mais rapidamente.
Toda a matéria orgânica em decomposição é um terreno fértil para os patógenos, por isso é conveniente acelerar o processo de decomposição ao mínimo. As raízes no desenvolvimento contínuo geram resíduos que, graças às enzimas, são convertidos em nutrientes que a planta pode assimilar novamente.
Além disso, neste processo de decomposição libera açúcares ao meio, o que, por sua vez, favorece o desenvolvimento de fungos e bactérias benéficas. Em grande parte vem da decomposição da pectina, que é encontrada nas paredes das células dessas raízes mortas.
E com um substrato com o mínimo de matéria orgânica e raízes mortas, as raízes terão mais espaço para o desenvolvimento, o que se traduz em plantas mais saudáveis com maiores taxas de crescimento e protegidas contra os danos causados por fungos típicos de raiz, tais como botrytis ou fusarium.
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Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jan 9, 2019 | Cultivo
Se você quiser desenvolver suas próprias variedades de maconha, terá que aprender a estabilizar as sementes. Estabilizar uma linhagem significa torná-la homogênea, de modo que todas as suas sementes produzam uma prole uniforme com um fenótipo dominante. As variedades puras são estáveis: a semente de uma planta crescerá da mesma maneira que outra semente de outra planta da mesma variedade.
Em cultivos suficientemente grandes, a estabilização ocorre naturalmente ao longo do tempo. O clima, a duração do dia, a altitude e a qualidade do solo contribuem para a composição genética da cannabis.
Depois de certo tempo, as cepas se tornam homogêneas e cada semente produzirá a mesma genética. Por esta razão, variedades puras são frequentemente usadas para criar híbridos, uma vez que eles têm características conhecidas que podem ser transmitidas para novas linhagens.
Estabilizar seu próprio cultivo indoor pode ser um pouco mais complicado, devido a vários fatores. Um número limitado de plantas gera uma produção limitada de sementes. Isso geralmente significa que as poucas sementes produzidas não representam toda a nova diversificação genética.
Poderia ser o caso de que, em um cultivo, somente se expressem fenótipos indesejados. Também é possível que alguns fenótipos de boa aparência mostrem traços indesejados na próxima geração.
A quantidade de cepas desenvolvidas a partir de uma variedade particular também pode afetar a estabilização. Se os cruzamentos são feitos com uma planta que tem muitas hibridações em sua árvore genealógica, aumentam as chances de delinear os traços de um de seus ascendentes.
Plantas desenvolvidas a partir de algumas variedades estabilizadas produzirão uma descendência mais uniforme. Isso pode simplificar bastante o processo de estabilização.
VARIABILIDADE E PREVISIBILIDADE
A variabilidade e a previsibilidade são as variações dos fenótipos e a taxa de distribuição esperada dos diferentes fenótipos. De acordo com os princípios básicos da genética, a criação de ascendentes estáveis geralmente produzirá resultados previsíveis.
Os descendentes do mesmo lote de sementes serão distribuídos de forma relativamente uniforme. 25% expressarão características mais semelhantes ao pai, 25% expressarão características mais parecidas com a mãe e 50% combinarão as características de ambos.
Mas tenha em mente que essas porcentagens se aplicam ao conjunto de sementes produzidas. Se você selecionar quatro sementes ao acaso, não produzirão necessariamente as variações esperadas: as quatro podem pertencer ao mesmo fenótipo. Por esse motivo, a reprodução de variedades em pequena escala a partir de uma pequena seleção de sementes pode não produzir as variações esperadas. Para observar as variações esperadas nos fenótipos, é necessário plantar uma quantidade muito maior de sementes.
MANEJANDO A NOVA VARIEDADE
Sem estudos genéticos que ofereçam informações precisas sobre as características de uma planta, a experiência desempenha um papel importante. Os cultivadores dependem da aparência, do padrão de crescimento, da forma das folhas, da cor e do poder de selecionar as novas variedades mais desejáveis.
De um único lote de sementes, selecionam um número de plantas para reprodução que têm características semelhantes. Então essas plantas se cruzam entre si e as plantas que se assemelham à variedade desejada são cruzadas novamente.
Cruzar quatro machos e fêmeas selecionados pode produzir cerca de 10 mil combinações diferentes do híbrido desejado. Essas variações podem ser muito sutis e apenas um especialista pode distinguir as boas das ruins.
ESTABILIDADE E RETROCRUZAMENTO
Desenvolver uma variedade estável pode levar várias gerações. A homozigose, ou a cria a partir da mesma cepa, gera menos variações. Cruzar irmãos e irmãs procedentes de ascendentes relativamente estáveis produz resultados mais previsíveis.
Os traços dominantes mais desejáveis podem ser isolados e os indesejáveis podem ser eliminados gradualmente. Pais instáveis podem produzir descendentes heterozigotos. Existe o risco de que aumentem as variações e possam surgir traços indesejados e imprevisíveis.
Muitos cultivadores realizam um retrocruzamento, isto é, eles cruzam a prole com um dos ascendentes originais. Isto não é necessário para obter plantas estáveis, uma vez que o melhoramento seletivo irá alcançar estabilidade ao longo do tempo. No entanto, os retrocruzamentos podem acelerar o processo de estabilização e reforçar os traços dominantes preferidos.
INSTABILIDADE
Os altos e baixos da genética das plantas podem ser observados ao passar por qualquer campo de cultivo moderno. Por exemplo, campos de cereais fortemente hibridados e autocruzados são geralmente uniformes.
Mas há sempre alguns indivíduos que se destacam na multidão. Há sempre uma planta de milho, trigo ou sorgo com um talo que é muito alto e que leva mais tempo para amadurecer do que seus companheiros de cultivo. Também pode haver uma planta atípica que mostre variações inesperadas. Estas plantas expressam genes recessivos e são reminiscentes de algum ascendente da cepa, ou tentativas da planta de expressar uma variação da combinação genética.
Sem estudos genéticos que ofereçam informações precisas sobre as características de uma planta, a experiência desempenha um papel importante. Os produtores dependem da aparência, do padrão de crescimento, da forma das folhas, da cor e do poder de selecionar as novas variedades mais desejáveis.
O mesmo acontece com a maconha. Um lote de sementes híbridas estáveis pode produzir uma planta que se pareça com um de seus avôs, ou a linhagem original pura, da mesma maneira que a pessoas ruivas podem aparecer ocasionalmente em famílias com poucos ruivos na sua árvore genética. Isso é algo excepcional e pode ser um inconveniente ou uma oportunidade.
Por exemplo, uma genética estável como a Skunk #1 produziu espontaneamente a variedade Cheese, sem a participação do cultivador. A semente, em particular, recombinou o DNA de uma maneira nova, produzindo uma variação fenotípica inesperada.
Portanto, não se preocupe se houver algumas variações radicais no seu cultivo. Pode ter uma grande variedade nova na mão!
RISCO DE DEPRESSÃO POR CONSANGUINIDADE
A criação por homozigose durante algumas gerações pode refinar esplendidamente uma nova variedade. Mas tem seus riscos. Tal como acontece com os animais, se as plantas se cruzarem demais, pode ocorrer depressão genética. Essa falta de diversidade genética pode ser prejudicial à saúde e à sustentabilidade geral da cepa.
É mais provável que a prole herde os alelos indesejados que poderiam afetar negativamente a variedade, quando tanto o pai quanto a mãe são portadores. Quando ambos os ascendentes transmitem as características indesejáveis, os traços que até então eram recessivos se tornam dominantes, então serão transmitidos para a futura descendência.
A exogamia (ou o processo de criação usando um número maior de indivíduos da linhagem para se reproduzir) pode resolver esses atributos regressivos. Ao realizar cruzas com alguns poucos indivíduos, a depressão por endogamia pode ocorrer mais rapidamente.
A solução seria introduzir um novo pai no banco genético para reforçar a variedade aumentando a diversidade genética. Em algumas gerações, a depressão teria que ser superada e as plantas deveriam recuperar seu vigor genético.
CRIE SUA PRÓPRIA VARIEDADE!
Desenvolver suas próprias variedades de maconha pode ser muito divertido. Através da criação seletiva, algumas cepas realmente espetaculares foram criadas. Se usa variedades puras ou clássicos modernos como cepas mãe, com paciência e boa mão você pode criar uma variedade de maconha nunca vista!
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Fonte: Cannabis Info
por DaBoa Brasil | dez 23, 2018 | Cultivo
Enquanto começamos a temporada de cultivo de maconha outdoor, os cultivadores indoor começam a sofrer com as consequências das altas temperaturas, que juntamente com o calor gerado pelos sistemas de iluminação, tornam difícil ou impossível realizar um cultivo em muitos casos.
Para evitar a necessidade de desligar as lâmpadas e fazer uma pausa durante esses meses, apresentamos algumas dicas que facilitarão o cultivo no verão em ambientes fechados. Alguns são pequenos gestos ao alcance de qualquer um, enquanto outros demandarão um pequeno, ou grande, investimento.
1 – O primeiro conselho é combinar o fotoperíodo da luz com a noite no exterior. Logicamente, é menos quente à noite do que durante o dia, por isso vamos garantir que o ar que introduzimos dentro do cultivo é mais frio do que o que seria introduzido durante o dia. Neste caso, é sempre necessário garantir que não haja poluição luminosa devido à filtragem de luz no grow.
2 – Extraia da tenda de cultivo qualquer equipamento que gere calor desnecessário, como reatores, que gera muito calor. Se for um cultivo hidropônico, você deve selar ou isolar o depósito de água, que devido à temperatura do verão sempre emite vapor dentro do grow.
3 – Melhorar a extração, como citamos, às vezes não ajuda a baixar a temperatura. Mas dado que com calor as plantas consomem mais CO2, convêm em renovar o ar com mais frequência em condições de temperaturas elevadas.
4 – Se usa lâmpadas de vapor de sódio (HPS), instale um cooltube. Este tipo de refletor “encapsula” a lâmpada. E graças a um pequeno extrator, o ar é circulado, extraindo o calor gerado pela lâmpada diretamente para o exterior.
5 – Embora falemos de iluminação, os painéis de LED são a melhor opção, pois dificilmente emitem calor. E eles também têm um melhor consumo elétrico que as lâmpadas HPS. Além disso, os novos LEC geram menos calor, apesar de não admitir os refletores do cooltube, pois absorvem os raios UV, uma das maiores virtudes desse tipo de iluminação.
6 – O uso de ventiladores dentro do cultivo, orientados para as pontas das plantas, aliviará o calor que se acumula nessas áreas. Possíveis queimaduras também serão evitadas.
7 – O silício é um nutriente que oferece às plantas maior resistência em casos de temperaturas excessivas, uma vez que atenua o estresse abiótico. Também aumenta a resistência à seca, importante porque no verão o consumo de água é grande e não é incomum que as plantas esgotem suas reservas e as encontrem murchas. Qualquer aditivo de silício, portanto, é muito interessante.
8 – Isole as paredes da sua área de cultivo, se possível. Uma malha simples, uma mão de tinta branca ou uma videira natural, evitará que o sol bata diretamente em qualquer parede e esse calor será transferido para o interior da sala.
9 – Use um umidificador ultra-sônico. Aumentar a umidade com o vapor frio ajuda a reduzir a temperatura. A umidade e a temperatura estão intimamente relacionadas, já que a umidade relativa é a razão entre a pressão parcial do vapor de ar e a pressão máxima na mesma temperatura.
10 – O CO2 é um bom aliado quando se tem cultivos sujeitos a altas temperaturas. As plantas de maconha se desenvolvem com uma concentração de CO2 de 400 ppm, o normal na atmosfera. Mas se a concentração exceder 1000ppm, as plantas se desenvolvem melhor a 28/29º. Não ajudará a reduzir a temperatura do cultivo, mas aumenta a possibilidade das plantas se nutrirem melhor.
11 – Finalmente, a melhor opção é instalar um ar condicionado, que manterá a temperatura estável. As plantas, sem dúvida, irão apreciá-lo, fazendo crescer no verão não muito diferente do que crescem nos meses mais frios do ano.
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