A convite do amigo e mestre BNegão, tivemos a honra de acompanhar um dos shows da turnê “A Última Ponta” que marcou o gurufim da ex-quadrilha da fumaça. A celebração de encerramento da banda aconteceu no dia 15/11/2025 no Allianz Parque em São Paulo.
Do Garage ao Grammy até o Allianz Parque lotado, a banda underground que chegou com o pé na porta do mainstream, fez uma apresentação histórica que ficará guardada na mente de todos que fizeram parte desse movimento chamado PLANET HEMP.
Com BNegão e Marcelo D2 nos vocais, Formigão no baixo, Pedro Garcia na bateria, Nobru na guitarra, DJ Castro nas pick-ups e Daniel Ganjaman nos teclados/guitarra/vocal, o show contou com a participação mais que especial do camisa 11 do Planet, Black Alien. Além de Pitty, João Gordo, Zegon, Seu Jorge, Emicida e Apollo. A abertura ficou por conta do BaianaSystem, como o próprio BNegão disse, os sucessores das rodas do Planet.
Perguntamos ao público sobre a maior lição que eles aprenderam com o Planet. Trocamos uma ideia com Kamau e Rodrigo OGI sobre as influências da banda na carreira musical deles e as lições que as novas gerações de artistas devem continuar aprendendo com o legado do Planet. Ainda conversamos com BNegão e Daniel Ganjaman sobre como é ser um Planet Hemp e quais lições eles também aprenderam com as vivências nas mais de 3 décadas da banda.
Um misto de emoções, tal como fumar o último baseado da última flor da colheita de uma planta que você não terá outro exemplar idêntico. Ainda faltam palavras para descrever o que vivemos ali. Só podemos dizer que foi uma honra e privilégio imenso poder acompanhar de perto uma das mais icônicas bandas do Brasil – e a maior banda de ativismo canábico do nosso país!
MUITO OBRIGADO PLANET HEMP!
A partir daqui o baseado foi passado e a gente continuará a luta que vocês começaram!
Nosso máximo respeito, até a última ponta…e além!
APOIO:
Gato Preto Tabacaria
Emporium Smoke
EQUIPE DABOA BRASIL: Diego Brandon
Kauê Aguirre
Arthur Mruk
O clássico canábico brasileiro, Flores e Ervas, de Jota 3 e BNegão, acaba de ganhar uma nova versão.
Produzida no estilo Steppa pelo renomado produtor Steve Vibronics (Reino Unido), “Flores e Ervas – Remix” vem com um clipe que traz imagens do show de Jota 3 no festival Delírio Tropical, em Vila Velha (ES), onde o cantor e compositor contou com a participação especial de BNegão (Planet Hemp).
O novo lançamento também está disponível em formato físico em um vinil 7” (com a versão oficial do remix e uma versão dub), que você pode encontrar nas principais lojas do segmento em São Paulo e Espirito Santo, ou diretamente no perfil oficial do artista nas redes sociais.
“Ter um remix do Vibronics é surreal! Me faz voltar no tempo em que morei na Inglaterra há mais de 10 anos. Lá, tive contato com a cena através do próprio Vibronics e de muitos outros artistas e pude me aprofundar e viver realmente a cultura dos sound systems britânicos / jamaicanos, muito representativos!”, diz Jota 3.
Ouça agora mesmo “Flores e Ervas – Remix” na sua plataforma de áudio favorita e assista ao clipe no canal oficial de Jota 3 no YouTube.
Na última sexta-feira (29), o cenário musical recebeu “Fogo Na Bomba”, o mais novo lançamento do MC e cantor Jota 3 em parceria com o produtor Léo Grijó. A faixa dá continuidade à série de músicas com a temática “ganja”, sucedendo o single “Marijuana”, mas desta vez aprofundando-se em uma veia de protesto social.
“Fogo Na Bomba” aborda a necessidade da descriminalização da maconha e o fim da violência policial contra a juventude periférica. A mensagem é potencializada por um Reels gravado durante a Marcha da Maconha da Zona Norte de São Paulo.
O instrumental da música é um destaque à parte, resgatando a energia e o legado do chamado “Classic Dancehall” (ou “Digikilla”) dos anos 80. A trazendo referências de ícones jamaicanos que definiram a era, como Yellowman, Shabba Ranks e Tenor Saw. Essa escolha estética cria uma ponte entre a Jamaica dos anos 80 e a realidade das quebradas brasileiras atuais, unindo a luta e a celebração em uma só batida.
“Fogo Na Bomba” está disponível em todas as plataformas digitais.
Sobre os artistas:
Jota 3 é um MC e cantor conhecido por suas letras que misturam vivências pessoais e críticas sociais. Com uma trajetória consolidada na cena, ele fez parte do renomado coletivo Digitaldubs e lançou seu álbum “Amplificado”, que conta com o carro-chefe “Flores E Ervas”, uma parceria de sucesso com o rapper BNegão.
Léo Grijó é um produtor musical que se destaca pela versatilidade e pela fusão de elementos clássicos com tendências contemporâneas. Ele fez parte do duo StereoDubs, no qual produziu o aclamado EP “Flora Matos Vs StereoDubs”, e já colaborou com artistas variados como Don L, Rael, Red Lion, Brisa Flow e Enme.
Nesta semana a lendária banda Black Sabbath fez seu último show, intitulado “Back To The Beginning”, e quando falamos em bandas que moldaram a música e a cultura alternativa, com toda certeza, o Sabbath aparece como um dos nomes mais influentes da história.
Formado em 1968, em Birmingham (Reino Unido), o grupo é conhecido por ter dado origem ao heavy metal, mas sua importância vai além do som: também representa uma era em que a música, as drogas e a rebeldia caminhavam lado a lado. E, nesse contexto, a maconha teve um papel bem presente.
A maconha e o Black Sabbath: uma parceria que deu certo
Apesar de o vocalista Ozzy Osbourne ser mais frequentemente associado a excessos envolvendo álcool e outras substâncias, os primeiros anos do Black Sabbath foram marcados por um uso considerável de maconha por parte dos integrantes, especialmente como ferramenta de inspiração criativa. Tony Iommi, guitarrista e fundador da banda, já revelou que a erva fazia parte do processo de composição em diversos momentos.
Na virada dos anos 60 para os 70, fumar maconha era quase um ritual entre músicos de rock. Em uma entrevista, Geezer Butler (baixista e principal letrista da banda) contou que muitas das letras com temas sombrios, existencialistas ou mesmo psicodélicos surgiam em meio a sessões de “chapação” coletiva. Segundo Butler, a erva ajudava a expandir a mente e refletir sobre temas que iam além do cotidiano, como religião, guerra, ocultismo e loucura, marcas registradas da sonoridade e lírica do Sabbath.
Contracultura, crítica social e viagens sonoras
Ao contrário da imagem caricata que se formou em torno de Ozzy ao longo dos anos, o Black Sabbath sempre foi uma banda com forte crítica social. E a maconha fazia parte desse ambiente de contestação. O disco de estreia da banda, Black Sabbath (1970), foi lançado justamente em um período em que a repressão às drogas aumentava no Reino Unido e nos EUA, ao mesmo tempo em que a contracultura se fortalecia.
Canções como “Sweet Leaf” (Doce Folha), do álbum Master of Reality (1971), deixam claro o amor da banda pela ganja. O título da música já é uma gíria para a cannabis, e a introdução com uma tosse de Ozzy registrada ao vivo após uma tragada em um baseado é um dos sons mais emblemáticos da relação entre o rock e a erva. A letra é uma ode ao efeito relaxante e inspirador da planta e uma declaração explícita de amor pela maconha, como podemos ouvir no trecho: “I love you sweet leaf though you can’t hear”.
Entre exageros e reflexões
Claro que o uso de substâncias na cena do rock nem sempre foi saudável, e o próprio Ozzy é um exemplo de como o abuso pode cobrar um preço alto. Mas diferentemente de drogas pesadas, a maconha sempre foi vista por muitos músicos, incluindo os integrantes do Sabbath, como uma aliada criativa, espiritual e medicinal.
Em tempos em que o debate sobre a legalização ganha força ao redor do mundo, é sempre bom lembrar como artistas (que se relacionaram com a planta) moldaram toda a história.
Referência de texto: “Iron Man: My Journey through Heaven and Hell with Black Sabbath”, autobiografia de Tony Iommi (2011) / “I Am Ozzy”, autobiografia de Ozzy Osbourne (2010) / Songfact.com
O que B-Real (Cypress Hill), Mike Tyson e Method Man (Wu-Tang Clan) têm em comum? Eles não só vendem maconha, como agora também promovem suas próprias sementes, apostando em um mercado global que valoriza cada vez mais genéticas de ponta para cultivadores ao redor do mundo.
O vocalista do Cypress Hill e fundador do Dr. Greenthumb, B-Real, fez uma parceria com o banco de sementes Barney’s Farm, de Amsterdã, para lançar sua variedade Insane OG globalmente. Para ele, doar sementes é como compartilhar o código-fonte da cannabis: um ato de empoderamento para quem cultiva e uma declaração de propósito, como ele próprio disse à Forbes. Method Man, do lendário grupo Wu-Tang Clan, também levou sua marca, TICAL, para o campo da genética. Em colaboração com a Free World Genetics e distribuído pela Zamnesia, seu catálogo inicial inclui oito variedades.
Por sua vez, em 2024, o ex-campeão mundial de boxe Mike Tyson, por meio de uma parceria com a Royal Queen Seeds, sediada em Barcelona, lançou seis variedades assinadas com sua marca (Tyson 2.0) e, desde então, são distribuídas nos EUA, Europa e Tailândia e em breve chegarão à América do Sul.
Esse fenômeno se estende além dos estados legalizados dos Estados Unidos. Na América Latina e na Europa, artistas já haviam começado a colaborar com bancos de sementes.
Os dados corroboram essa tendência: de acordo com a Databridge Market Research, o mercado de sementes de maconha dos EUA pode ultrapassar US$ 2 bilhões até 2030. Globalmente, a Allied Market Research projeta que ele ultrapassará US$ 6,5 bilhões até 2031. As sementes se beneficiam de uma estrutura regulatória menos restritiva do que as flores, permitindo o envio internacional e maior acesso para cultivadores locais.
Chegou a hora de atualizar a sua playlist canábica: “Marijuana” tá no ar!
O cantor, MC e compositor Jota 3, chega somando com o renomado produtor Léo Grijó e apresenta seu novo single no estilo dancehall. A faixa, um “ganja tune” provocador e dançante, chega diretamente dos bailes de reggae e soundsystems de São Paulo para incendiar as playlists e reafirmar a necessária mensagem anti-proibicionista.
O single foi lançado na última semana, no dia da Marcha da Maconha SP 2025, evento que inclusive serviu de cenário para as imagens de divulgação, e vem para reforçar o posicionamento político dos artistas quando o assunto é a planta.
Jota 3 consolida-se como uma das figuras mais relevantes do reggae-dancehall nacional e tem em seu repertório outras músicas que trazem a planta como tema principal, por exemplo, “Fumaça no Ar”, “Suco Verde”, e o clássico “Flores e Ervas” – que conta com a participação especial de BNegão (Planet Hemp).
A produção de “Marijuana”, assinada por Léo Grijó, nome forte nos bailes de dancehall paulistanos, mergulha na sonoridade vibrante do reggae digital dos anos 80. A faixa entrega um beat direto, com graves pulsantes e um flow cortante que remete a ícones como Yellowman, o rei do dancehall.
“É mais que música: é posicionamento, é estilo de vida. Nosso som vem da rua e volta pra ela em forma de fumaça e batida”, define Jota 3, ressaltando a autenticidade e a conexão da obra com o movimento pela legalização da maconha no Brasil.
Ouça “Marijuana” agora em sua plataforma de áudio favorita!
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