A legalização da maconha não afeta as mortes por acidentes rodoviários

A legalização da maconha não afeta as mortes por acidentes rodoviários

A legalização da maconha em Washington e Colorado não teve impacto nas taxas de mortalidade na estrada, de acordo com um novo estudo publicado pela American Journal of Public Health.

Um estudo realizado pela Universidade do Texas avaliou “as taxas de mortalidade dos acidentes de automóveis nos dois primeiros estados com legalização de maconha recreativa” e os comparou com “as taxas de mortalidade de acidentes de automóveis em estados similares sem legalização da maconha recreativa”. Utilizaram o US Fatality Analysis Reporting System para determinar o número anual de mortes por acidentes de automóveis entre 2009 e 2015 em Washington, Colorado, e em 8 estados de controle. Compararam “as mudanças anuais nas taxas de mortalidade de acidentes automobilísticos antes e depois da legalização da maconha recreativa com uma abordagem de diferenças que controla as tendências temporais subjacentes e específicas do estado da população, econômicas e as características do trânsito”.

Foi encontrado que; “As mudanças anuais na legalização da maconha pré-recreacional nas taxas de mortalidade de acidentes com automóveis em Washington e Colorado foram semelhantes às dos estados de controle”. As mudanças na legalização da maconha pós-recreacional nas taxas de mortalidade por acidentes de automóveis em Washington e Colorado também não diferem significativamente daqueles estados de controle.

Conclusão do estudo:

“Três anos após a legalização da maconha recreativa, as mudanças nas taxas de mortalidade por acidentes de veículos motorizados para Washington e Colorado não foram estatisticamente diferentes daqueles estados similares sem legalização da maconha recreativa. Futuros estudos em um longo prazo seguem justificados”.

Você pode encontrar o texto completo do estudo clicando aqui.

Fonte: The Joint Blog

Senado Paraguaio a favor da maconha medicinal

Senado Paraguaio a favor da maconha medicinal

Três comissões do Senado do Paraguai colocaram-se favoravelmente sobre o projeto de lei que cria o Programa Nacional para o Estudo e Pesquisa Médica e Científica da Planta de Cannabis.

As três comissões do Senado que trabalharam em conjunto foram as de Legislação, Justiça e Trabalho, Luta contra o Narcotráfico e Delitos Conexos, e de Indústria, Comércio e Turismo.

A norma terá um quadro regulamentar que irá promover o estudo médico e uso medicinal, terapêutico e paliativo da maconha e seus derivados para tratar e aliviar doenças.

Atualmente, está sendo elaborado o texto final do projeto atualizando as modificações segundo as recomendações dos profissionais autorizados pelo Ministério de Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai.

A responsabilidade total vai ficar nessa organização, bem como a Secretaria Nacional Antidrogas e a responsável pelo controle de qualidade e implementação em matéria de ciência e tecnologia.

“O Ministério da Saúde vai criar um registro de pacientes para tratamento com cannabis”, disse Gusinky, Presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo.

Há alguns meses que o Paraguai já começou com a venda de produtos importados com receita à base de óleo de maconha, neste caso são dois os autorizados.

Fonte: Prensa Latina

CDH vai debater descriminalização do cultivo de maconha

CDH vai debater descriminalização do cultivo de maconha

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (13), o requerimento de audiência pública para discutir a descriminalização do cultivo da maconha para uso pessoal. O tema é objeto da sugestão legislativa 25/2017, cujo relator é o senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

A intenção de Petecão é ouvir as opiniões de quem é contra e a favor de os usuários plantarem a própria maconha, como sugeriram os internautas por meio do e-Cidadania, para decidir em seu relatório se a proposição deve prosseguir no Parlamento como projeto de lei.

— É um tema polêmico, está na ordem do dia, não podemos nos esquivar e correr desse debate. A comissão poderá dar uma contribuição grande para que possamos aprovar ou não esse tema no Senado — afirmou.

Fonte: Senado Federal

Pesquisa nos EUA diz que o uso da maconha por jovens continua diminuindo

Pesquisa nos EUA diz que o uso da maconha por jovens continua diminuindo

Hoje em dia, menos jovens se identificam como usuários atuais de maconha em comparação com 2002, de acordo com dados de pesquisas nacionais publicados na semana passada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Abuso de Substâncias e Administração de Serviços de Saúde Mental (SAMHSA).

O relatório da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde de 2016 indicou que 6,5% dos entrevistados com idades entre 12 e 17 relataram ter consumido maconha nos últimos 30 dias, uma diminuição de 21% de 2002 e o menor percentual relatado em 20 anos. O consumo de álcool e tabaco por parte dos adolescentes também diminuiu significativamente durante o mesmo período.

Os resultados são semelhantes aos compilados pela Universidade de Michigan, que também relata em longo prazo o declínio no consumo de maconha entre os jovens, que caiu constantemente em todo o país desde 1996.

Os novos dados do SAMHSA reconhecem um aumento na porcentagem de entrevistados maiores de 18 anos que relatam o uso de maconha, uma tendência que também foi identificada em outras pesquisas nacionais. Por outro lado, as taxas de abuso de álcool estão diminuindo constantemente por mais de uma década entre o mesmo grupo etário. As taxas de consumo problemático da maconha em maiores de 18 anos mantiveram-se constante em grande medida desde 2002, e diminuíram significativamente entre os adolescentes.

Fonte: Norml

Pesquisa diz que 57,5% dos alemães querem legalizar a maconha

Pesquisa diz que 57,5% dos alemães querem legalizar a maconha

Uma nova pesquisa realizada na Alemanha descobriu que 57,5% dos alemães defendem a legalização da maconha, e que a maioria deles também é a favor da entrega gratuita aos pacientes.

Uma nova enquete realizada pelo instituto de pesquisas Mafo para a revista Playboy da Alemanha descobriu que a maioria dos cidadãos alemães, 57,5% é a favor de que seja legal o acesso ou compra de maconha em lojas licenciadas. A maioria também defende que a maconha medicinal seja gratuita para as pessoas que precisam.

90,5% dos entrevistados na mesma pesquisa acreditam que as leis atuais na Alemanha estão falhando na prevenção do consumo de maconha.

Entre os entrevistados, 30,1% disseram que já tiveram experiência com o uso de maconha e outros 66, 7% disseram que as políticas de drogas do governo alemão haviam sido vencidas.

A mesma pesquisa, quando questionou sobre as “drogas pesadas” como a cocaína e a heroína, o apoio à legalização foi muito baixo, 92,9% se opõem a que estas substâncias sejam legais.

Fonte: Playboy

Queimando mitos: estudo diz que maconha como “porta de entrada” é um mito político

Queimando mitos: estudo diz que maconha como “porta de entrada” é um mito político

A maconha como “porta de entrada” de outras drogas é um mito político, diz o relatório do Centro Benjamin de Iniciativas de Políticas Públicas.

O Centro Benjamin de Iniciativas de Políticas Públicas da State University of New York (SUNY) em New Paltz publicou um breve relatório, “The Marijuana Gateway Fallacy”, no qual os autores concluem que a ideia de que o uso de maconha é uma porta de entrada para drogas mais pesadas é um mito.

Os realizadores do estudo da SUNY em New Paltz são o epidemiologista Leah Mancini, Eve Waltermaurer e Gerald Benjamin, diretor da Benjamin Center. O estudo descobriu que a teoria de droga de entrada foi promovida e persiste por motivos políticos e “apesar do grande peso e as crescentes evidências científicas contrárias”

O estudo sugere que a ideia de que a cannabis é a droga de entrada tem sido mais prejudicial socialmente do que o uso em si da maconha, já que suas políticas resultantes desviaram a atenção da crise de opiáceos e estigmatizaram as pessoas com antecedentes criminais por seu consumo.

“Manter este mito não só desperdiça recursos, mas realmente prejudica muitas pessoas, principalmente membros de grupos minoritários, que estão sendo criminalizados”, disse Waltermaurer. “A energia poderia ser aplicada melhor para reduzir a epidemia de opiáceos verdadeiramente prejudiciais, e em vez disso é gasto em uma tarefa tola”.

Em um comunicado de imprensa anunciando a emissão da carta, o Centro Benjamin disse que “o apoio à legalização da maconha tornou-se um sentimento maioritário em muitas jurisdições” nos últimos anos, “a tendência em grande parte é impulsionada pelos eleitores mais jovens”.

Fonte: Daily Freeman News

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