por DaBoa Brasil | jun 19, 2017 | Economia, Política
A Colômbia será o primeiro país da América Latina a ministrar cursos sobre o cultivo de maconha medicinal e processamentos posteriores.
O curso de cultivo de maconha e seus usos medicinais será realizado pela Universidade Nacional da Colômbia. No país, a maconha medicinal é legal desde julho do ano passado.
A universidade abrirá em breve a chamada para quem quiser participar do curso “Cultivo e aproveitamento medicinal e cosmético de cannabis” como publicado pela Notimérica e RT.
A Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional da Colômbia, localizada em Bogotá, foi responsável pela publicação do convite para o novo curso.
O novo curso visa preparar e “gerar aprendizagem sobre legislação, variedades e manejo básico do cultivo medicinal”, diz o convite para o curso.
O curso terá uma duração de quarenta horas letivas e é destinado a pessoas interessadas no autocultivo e posterior processamento para seus fins medicinais.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Ativismo, Política, Turismo
Era meu segundo dia em Lisboa, e após passar a manhã e a tarde conhecendo a cidade histórica fui à noite me embriagar na boêmia lisboense do Bairro Alto. Por coincidência, em um dos vários bares do bairro, haveria um show do Boogarins. Não deu outra, logo estava dentro de um clube que mais parecia uma caverna: estreito e comprido com paredes de pedra.
Eu tinha algumas moedas de euro no bolso, e que, após contar com certa dificuldade, cheguei à conclusão que dava para beber quatro cervejas de pressão (como é chamado o chopp em Portugal). Durante a primeira cerveja, enquanto o show não começava, fiquei apenas observando os jovens portugueses se divertindo ao som de Novos Baianos. Pois é, Portugal gosta mesmo é do violão de nylon brasileiro.
Antes do Boogarins subir ao palco, fui pegar minha segunda cerveja no bar, e perto dele fiquei por motivos estratégicos. Eis que então, minhas narinas começaram a sentir um cheiro de maconha em meio à fumaça de tabaco. Quando menos percebi, meus olhos já estavam procurando a origem da marofa.
Comecei a perguntar às pessoas perto de mim se alguém tinha maconha. Recebi uma resposta negativa várias vezes. Quando eu estava quase desistindo, vi dois cabeludos com cerveja em mãos em transe com as guitarras do Boogarins. Logo, lancei a pergunta. “Ei companheiros, vocês têm um baseado?”. Eles me olharam sem entender direito o que eu queria. “Oi? Não entendemos”. Refiz a pergunta, desta vez gesticulando com as mãos… “Vocês tem um beck? Maconha?”. “Aaaah, tu queres haxixe? Sim, nós temos!”, respondeu o cabeludo.
A felicidade tomou conta de mim. “Pô, muito obrigado! Já estava ficando desesperado.”. Como bons portugueses, foram extremamente polidos. “Imagina! Tens tabaco?”. Não, eu não tinha tabaco, mas pedi um pouco para um cara em minha frente que estava apertando um cigarro. “Pronto, tenho tabaco aqui. Precisa que eu bole?”, me ofereci para fazer o trabalho. “Não precisa não, mas se você tiver piteira seria bom”.
Comecei a perceber que não é apenas no português que os brasileiros se diferenciam dos portugueses, mas também no modo de fumar maconha. “Piteira? Lá no Brasil nós não temos muito o costume de usar piteira”. Os portugueses ficaram surpresos. “Ora pois, vocês não usam piteira?”. Respondi que não. “Lá no Brasil fumamos cigarro de maconha, sem tabaco, e usamos a ponta da seda como piteira mesmo”. “Que estranho”, comentou o cabeludo.
O haxixe começou a ser passado entre nós três. “Como é lá no Brasil com maconha?”, perguntou o outro cabeludo. “Lá maconheiro recebe tapa no ouvido de policial se fumar em público. Se plantar então… vai é pro xilindró!”. Ficaram assustados os portugueses. “Pesado. Aqui podemos fumar tranquilamente, e podemos plantar em casa”.
Fui tomado pelo haxixe. Sentia meus pés tocando o chão, mas minha mente parecia estar na mesma frequência do som dos instrumentos que saia dos amplificadores. A terceira cerveja molhava minha garganta do mesmo jeito como a água molha a terra seca. Meu espírito estava livre.
Assim que o show acabou, andei chapado pelas ruas de Lisboa pensando em como a liberdade de se fumar maconha tranquilamente se torna um prazer. Sem problemas, sem violência, sem mortes. Portugal descobriu o Brasil com velas de cânhamo. Quando é que o Brasil vai descobrir Portugal como exemplo de política de drogas?
Por Francisco Mateus
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Política
No Parlamento do Paraguai existe a confiança em obter a maioria dos votos necessários para a aprovação preliminar do projeto de lei sobre a descriminalização da maconha para consumo terapêutico que será estudado e analisado em algumas semanas. Assim afirmou o deputado Ricardo González do Partido Encuentro (PEN).
“Foi solicitado que o projeto seja tratado em 15 dias para a aprovação preliminar, creio que existem condições para que se dê a aprovação”, segundo González.
Disse também que havia um grupo de familiares muito preocupados e precisavam cultivar maconha em suas casas para que os pacientes que foram diagnosticados com epilepsia refratária pudessem usá-la como medicamento. Ele também disse que esses pacientes que sofrem desta doença não podem ser tratados com o sistema farmacológico tradicional e esses pacientes são principalmente crianças e adolescentes, e já não têm outra maneira de reagir.
Além destes resultados benéficos para estes jovens pacientes, o Ministério paraguaio de Saúde Pública (MSPyBS) já autorizou a importação de extrato ou óleo de maconha medicinal, destinado a pessoas com epilepsia refratária.
A importação deste óleo será feita pela empresa Laboratorios Lasca, e logo se encarrega de fornecê-lo aos pacientes com os mesmos custos que adquiriram no exterior e a diferença de garantir os procedimentos.
Fonte: La Nación
por DaBoa Brasil | jun 16, 2017 | Política, Saúde
A promulgação de leis de maconha medicinal não está associada com maiores taxas de problemas relacionados ao uso da planta, de acordo com dados publicados na revista Addiction.
Pesquisadores da Columbia University avaliaram as tendências do consumo de maconha nos anos seguintes a aprovação do uso medicinal em alguns estados. Não foi relatada “nenhuma mudança significativa na prevalência do mês anterior do consumo de maconha entre os adolescentes ou adultos jovens (com idades entre 18 a 25)” e depois de legalização. Também não se encontrou nenhuma evidência de aumento do consumo de maconha ou de dependência por qualquer um dos jovens ou adultos. Os estados com programas médicos em grande medida não regulados se associaram com um maior uso auto-relatado dos adultos com mais de 26 anos, mas não em estados com programas rigorosos.
Os resultados do estudo são consistentes com vários outros estudos que informaram não haver nenhuma repercussão no consumo ou abuso de maconha entre os jovens posteriormente a regulação da maconha medicinal, incluindo estes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Os resultados contradizem uma recente informação, amplamente divulgada em papel pela JAMA Archives of General Psychiatry, que especularam que as leis de maconha medicinal poderiam aumentar a prevalência de transtornos pelo uso de maconha entre os adultos.
Um resumo do estudo “A livre regulação dos programas de maconha medicinal associados com maiores taxas de consumo de maconha em adultos, mas não há transtornos pelo uso da cannabis” pode ser encontrado aqui.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | maio 17, 2017 | Economia, Política, Turismo
A Secretaria de Turismo da Jamaica criou uma equipe de trabalho para estudar o impacto do uso da maconha no setor de turismo.
O Ministro do Turismo, Edmunt Bartlett, disse que o Governo da Jamaica está convencido de que a indústria nutracêutica pode se beneficiar do valor do medicamento.
“Vamos designar uma área e, embora eu não esteja criando a política, estou indicando que neste contexto, haverá discussões”, ele disse.
Bartlett falava na CANEX Jamaica, um evento criado no ano passado para promover a colaboração, a educação e a expansão do mercado de maconha legal na Jamaica.
O Ministro da Saúde, Bem-estar e Meio Ambiente de San Vicente e Granadinas, Robert Luke Browne, foi o representante do Governo na CANEX junto com Bartlett, como um dos palestrantes do setor.
Ele disse que a indústria do turismo da Jamaica poderia beneficiar-se muito com o uso do óleo e produtos produzidos a partir da planta, bem como a sua aplicação médica direta.
Uma área da costa sudoeste da Jamaica, que vai desde o West End em Negril, Westmoreland, a Treasure Beach, em St. Elizabeth, representaria uma área especial para o desenvolvimento dos produtos nutracêuticos e como parte da experiência do entusiasmado turismo da maconha, disse Bartlett.
“Isso não significa que não existem possibilidades em outros lugares, mas temos ênfase que se não planejada, não estruturada, e se não for ordenada e razoável, e se quisermos criar riqueza a partir de sua expansão e desenvolvimento, o que será dessas indústrias?”
Fonte: Wic News
por DaBoa Brasil | maio 7, 2017 | Curiosidades, Economia, Política
O governo norte-coreano está incentivando sua população rural a plantar cânhamo, já que com esta planta pode produzir combustível para uso em veículos militares, relata a Radio Free Asia.
Embora as fontes oficiais digam que o cultivo de cânhamo em massa seja para produzir óleo de suas sementes que é de alta qualidade, disse uma fonte:
“O propósito de plantar é para obter o óleo que pode aproveita-los como combustível para drones (veículos aéreos não tripulados) para a guerra”, disse “sabe-se que pode ser utilizado misturando o óleo de cannabis com óleo de linhaça e usar de combustível para aviões não tripulados” acrescentou.
A mídia chinesa tem relatado que postos de gasolina de Pyongyang foram fechadas e os preços da gasolina dobraram. Esta situação foi causada pela aplicação das sanções da comunidade internacional por se recusar a retirar os testes nucleares.
Cultivos de soja estão sendo substituídos desde março por cultivo de cannabis na província de Yanggang. “A ordem de plantar 33 metros quadrados de cannabis foi dada a cada membro da Aliança de Mulheres da Coreia do Norte”, disse a fonte.
A Cannabis é uma planta que pode se extrair ou criar um combustível podendo ser usado como diesel para motores e na Coréia do Norte parece ser uma planta nada incomum.
Fonte: RFA
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