Maconha reduz pensamentos suicidas em pacientes com estresse pós-traumático

Maconha reduz pensamentos suicidas em pacientes com estresse pós-traumático

Segundo um estudo recente, a maconha reduz os pensamentos suicidas em pacientes com estresse pós-traumático.

O estudo constatou que 70% das pessoas que não usavam maconha eram mais propensas à depressão e que 66% pensavam mais em suicídio do que pacientes com estresse pós-trauma que a usam.

Este trabalho pode ser lido no Journal of Psychopharmacology. Os resultados deste estudo garantem que pacientes com estresse pós-trauma reduzam o risco de depressão e pensamentos suicidas graças à maconha.

“A síndrome do estresse pós-traumático aumenta o risco de depressão ou suicídio”, pode ser lido em um relatório. “As pessoas que vivem com estresse pós-traumático usam cannabis para tratar esses sintomas. Investigamos se a maconha modifica a relação entre o estresse pós-traumático e experimenta um episódio depressivo maior ou se tem pensamentos suicidas”.

A pesquisa utiliza dados da Pesquisa Canadense de Saúde Comunitária sobre Saúde Mental, uma análise nacional de canadenses com mais de 15 anos de idade. Das 24.089 pessoas que responderam à pesquisa, 420 foram diagnosticadas com estresse pós-traumático. Desses 106 admitiram usar cannabis durante o ano anterior à pesquisa.

Já comentamos os resultados: 70% das pessoas que não usavam maconha eram mais propensas à depressão e 66% pensavam mais em suicídio do que pacientes que sofrem de estresse pós-trauma.

Novamente, somos confrontados com um estudo que promete muito sobre os efeitos da maconha em pessoas com estresse pós-traumático. No entanto, existem dois problemas com o horizonte deste trabalho: não se sabe qual dose de cannabis foi usada ou que o número de notificações é muito pequeno. Por outro lado, estamos diante da grande sombra que outro estudo diferente levantou sobre a eficácia (pouco comprovada) da maconha em problemas mentais.

Fonte: Revista Cáñamo

Maconha está associada a menor consumo de álcool e melhor saúde

Maconha está associada a menor consumo de álcool e melhor saúde

Segundo o estudo, o uso de maconha está associado à melhora do estado de saúde física e mental das pessoas com dor debilitante.

Pesquisadores descobriram que o acesso a dispensários de maconha medicinal melhora a saúde de pessoas e naquelas que sofrem de dor intensa. O acesso legal à cannabis também reduziu o consumo de álcool e opioides. Também de acordo com um novo estudo, os grupos demográficos se beneficiam mais da cannabis medicinal do que outros.

A revista Forum for Health Economics & Policy publicou um novo estudo que constatou que as pessoas que vivem em estados onde existem dispensários de cannabis medicinal experimentam “melhor bem-estar entre vários grupos demográficos, como graduados do ensino médio e, especialmente entre pessoas que sofrem de dor crônica”.

Para esta pesquisa na Universidade da Pensilvânia, foram analisados ​​dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco Comportamental de 1993 a 2016 e 300 mil indivíduos. Os entrevistados avaliaram seu estado de saúde por um longo tempo, avaliando os dias em que se sentiam melhor e pior fisicamente e psiquicamente.

Os pesquisadores analisaram os estados que tinham leis sobre maconha medicinal (MML) antes de 2016. O estudo constatou que “somente a legalização da maconha medicinal aumentou a probabilidade de relatar uma saúde muito boa ou melhor em 1,7 pontos percentuais e reduzir os dias em que entrevistados tiveram pior saúde mental (uma redução de 3%)”.

Maior benefício por acesso legal à maconha

Os pesquisadores descobriram que alguns grupos demográficos experimentaram um benefício maior do acesso à cannabis do que outros. O estudo indica que a legalização da maconha medicinal resultou em “uma melhoria significativa na saúde entre pessoas não brancas, pessoas que relatam dor crônica e pessoas com ensino superior”.

“Em alguns casos, a própria implementação da maconha medicinal também levou a uma melhor saúde”, escreveram os autores.

“Por exemplo, a Lei de Cannabis Medicinal reduziu o número de dias em que os cidadãos experimentaram problemas de saúde mental e restrições de saúde. Pessoas com ensino superior ao ensino médio e acima de 54 anos também notaram uma redução no número de dias em que tiveram problemas de saúde mental”.

Além disso, a pesquisa também sugere que a maconha medicinal legal está associada ao menor consumo de álcool. Os autores do estudo dizem que a legalização medicinal não apenas reduz o consumo, mas também reduz a possibilidade de ser alcoólatra.

Além disso, existem outros estudos que afirmam que o uso de maconha recreativa utiliza menos analgésicos, álcool e pílulas para dormir.

Fonte: La Marihuana

Colírio com THC para tratar o glaucoma?

Colírio com THC para tratar o glaucoma?

Colírios com THC podem ser uma opção para o tratamento do glaucoma. Os colírios são projetados para fornecer uma dose igual e constante.

O Dr. Mahmoud ElSohly, coeditor do Projeto de Maconha da Universidade do Mississippi (UM), está trabalhando em um estudo clínico que avalia e desenvolve colírios com tetra-hidrocanabinol.

Desta forma, em vez de reduzir a pressão intraocular por fumar maconha, pode ser reduzida com esse colírio com THC. Poderiam se beneficiar das vantagens das propriedades curativas do THC no glaucoma, mas sem sentir os efeitos psicotrópicos e colaterais da maconha.

A Universidade do Mississippi tem um acordo desde 1968 com o Governo Federal para cultivar e pesquisar maconha exclusivamente para o governo. A cannabis produzida pela instituição não é da melhor qualidade em comparação com a vendida nos dispensários. Os pesquisadores da UM o usam apenas para ensaios clínicos aprovados pela FDA.

Colírio com THC é uma boa opção?

Já existem outros estudos que avaliaram colírios com THC. Mas o novo estudo é diferente ao usar uma molécula de THC modificada. Além de reduzir a pressão intraocular (PIO), o THC é neuroprotetor. Este é um benefício adicional para pacientes com glaucoma; O nervo óptico pode ser danificado como parte do processo da doença.

Os médicos testaram outros novos tratamentos, mas estes ainda não produziram resultados positivos.

Foi reduzida a pesquisa sobre tratamentos para o glaucoma à base de cannabis, em parte porque os medicamentos usados ​​para tratar a doença melhoraram, têm efeitos mais duradouros e seus resultados superam os que foram recebidos anteriormente da cannabis. Se os pesquisadores formularem o novo colírio de THC corretamente, poderão beneficiar significativamente os pacientes atuais com glaucoma. Isso também abriria o caminho para futuras pesquisas usando moléculas de THC modificadas. Isso pode ajudar muito a desenvolver tratamentos para outras condições. Estudos nesse sentido já foram realizados.

Fonte: La Marihuana

Terpenos da maconha: bisabolol – um terpeno benéfico da camomila e da cannabis

Terpenos da maconha: bisabolol – um terpeno benéfico da camomila e da cannabis

O bisabolol não é um dos principais terpenos da maconha, mas seu aroma floral dá um toque agradável a algumas variedades, e seu efeito antifúngico, antibacteriano e anti-inflamatório é usado em concentrados e cremes. O bisabolol já é usado em produtos comerciais, então por que não se informar melhor sobre esse terpeno?

O bisabolol é encontrado em grandes quantidades apenas nas flores de camomila e em outras plantas, como a candeia (Vanillosmopsis erythropappa), o Myoporum crassifolium e algumas variedades de maconha. Este álcool sesquiterpênico natural monocíclico tem um aroma floral muito semelhante ao mel, maçãs e camomila. O bisabolol oferece propriedades anti-inflamatórias, anti-irritantes, antioxidantes, antimicrobianas, antifúngicas e analgésicas. Também permite uma melhor absorção de outras moléculas pela pele.

Esse terpeno gerou considerável interesse comercial devido ao seu sabor e efeitos, e hoje é usado em cosméticos para peles sensíveis, produtos infantis, loções de barbear, cremes para o sol e pomadas para a pele irritada. No entanto, parece que o bisabolol pode ter uma gama ainda maior de aplicações.

PROPRIEDADES ANTIBACTERIANAS E ANTIFÚNGICAS

As propriedades antibacterianas e antifúngicas do bisabolol começaram a ser investigadas muito recentemente. Foi demonstrada a ação fungicida e bactericida deste terpeno contra a infecção bacteriana por Staphylococcus aureus, bem como com outras infecções fúngicas comuns, com resultados que sustentam sua eficácia na produção de cosméticos, alimentos e como componente de cremes antifúngicos.

Outros estudos mostraram que o bisabolol é especialmente eficaz no combate a dois tipos de candida, enquanto outras pesquisas descobriram que ele antagoniza o estresse oxidativo causado pelo fungo Candida albicans. Além disso, também foi comprovado que o bisabolol é muito eficaz como droga sintética no combate a certos parasitas do fígado e do baço. Finalmente, os efeitos antimicrobianos do bisabolol e do óleo da árvore do chá foram analisados ​​individualmente e em combinação contra as bactérias causadoras da halitose, e os resultados indicam que o bisabolol pode ser benéfico em produtos de saúde bucal.

FORTE EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO PARA A PELE

A ciência também demonstrou que o bisabolol é altamente eficaz na redução da resposta inflamatória, tanto nas células cultivadas quanto nas aplicações tópicas na pele. Como os canabinoides, o bisabolol se liga a certos mensageiros químicos, como proteínas inflamatórias, reduzindo a produção de citocinas inflamatórias.

Outros estudos subsequentes revelaram que o bisabolol também combate a inflamação causada por substâncias irritantes, mesmo que não funcione contra a inflamação causada por reações alérgicas. Em testes de laboratório, a redução da inflamação também produziu uma diminuição no nível de dor percebida, indicando que o bisabolol poderia ser usado como analgésico para o alívio da dor causada pela inflamação. Outros testes confirmam que esse terpeno também pode ser um ingrediente no tratamento da inflamação da pele.

PROTEÇÃO CONTRA ÚLCERAS E LESÕES VASCULARES

O bisabolol tem propriedades antiulcerosas e gastroprotetoras. Um estudo de lesões da mucosa gástrica em camundongos mostrou que o bisabolol protege o revestimento estomacal de úlceras induzidas por indometacina e etanol, o que resulta em menos danos oxidativos. Este terpeno também foi estudado para o tratamento tópico de úlceras crônicas das pernas varicosas. A eficácia de um spray de bisabolol e óleo ozonizado foi comparada à de um creme padrão, e o resultado é uma proporção maior de pacientes com úlceras saudáveis, graças à fórmula com bisabolol.

ATIVIDADE ANTIPROLIFERATIVA PROMISSORA

Além de suas propriedades antioxidantes, que também podem ser benéficas para a prevenção de doenças cancerígenas, um estudo com células humanas forneceu a primeira evidência de que o bisabolol promove a apoptose de células de leucemia . Após demonstrar que o bisabolol de origem vegetal penetra nos tecidos celulares e se liga a uma família de proteínas pró-apoptóticas, os pesquisadores analisaram a atividade do bisabolol nas células de leucemia e observaram que esse terpeno, como agente pró-apoptótico, afeta diretamente à integridade mitocondrial das células disfuncionais, causando sua morte.

COMO ENCONTRAR BISABOLOL EM PLANTAS DE CANNABIS

Depois de todas essas informações científicas sobre um único terpeno e antes de escolher uma cepa de cannabis rica em bisabolol, leia nosso artigo para ver um rápido resumo do que são terpenos de cannabis e seus efeitos sobre organismo. E voltando a esse sesquiterpeno, a ciência confirmou que o bisabolol oferece uma ampla gama de aplicações médicas reais e potenciais, por isso não nos surpreendemos que ele também contribua para os numerosos efeitos terapêuticos da maconha. Em alguns campos, como dermatologia, pode ser mais fácil aproveitar as propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas do bisabolol do que em outros.

Infelizmente, embora seja possível dar uma olhada na composição dos produtos comerciais para encontrar o bisabolol, as plantas de cannabis não vêm com rótulos. Como estamos falando de terpenos aromáticos, seu olfato deve se tornar um analisador de espectro com um pouco de prática. Quando sentir o cheiro das flores, escolha as variedades que tenham um aroma semelhante ao da camomila ou escolha as sementes correspondentes. Iniciantes que procuram uma variedade floral podem experimentar a Candy Kush Express, enquanto a Diesel Automatic traz um sabor “químico” à mistura e o conforto de ser uma planta autoflorescente. Ambas as variedades, se cultivadas corretamente, devem oferecer um alto nível de bisabolol. A propósito, como a técnica de cultivo influencia o desenvolvimento de um rico perfil de terpenoide, não esqueça de ler nossas dicas para aumentar o conteúdo de terpeno de suas plantas de maconha.

Leia também:

Fonte: Royal Queen

7 variedades de maconha que favorecem a concentração

7 variedades de maconha que favorecem a concentração

Você está procurando uma variedade para aumentar sua criatividade? As variedades a seguir são adequadas para manter a concentração.

Há pessoas que ainda ficam surpresas que a maconha, geralmente associada ao relaxamento, também sirva para fazer a atividade mental fluir melhor. Abaixo segue a lista de sete variedades que ajudam a manter o foco e o cérebro funcionando melhor do que a fábrica de chocolate do Willy Wonka.

Banana Split: possui uma alta cerebral que afeta o seu bom humor sem deixar você querer dormir.

Lemon Meringue: a sua ingestão é experimentada como uma corrida enérgica, com atenção e bom humor. Se você quer se motivar, não será preciso ver uma palestra de autoajuda. É para isso que serve a Lemon Meringue.

Chernobyl: o sabor de frutas cítricas dessa variedade ajuda você a se sentir alto, mas tão alto, que é como se estivesse voando.

Super Jack: uma mistura das clássicas Super Silver Haze e Jack Herer. Para a criatividade ou o empurrãozinho que você precisa iniciar um novo projeto vital.

Strawberry Cough: eufórica e de atividade cerebral profunda. Ás vezes, a ansiedade é relatada em quem a usa. Se você não é uma daquelas pessoas que se dá mal com isso, é uma boa variedade para estimular a mente.

Dream Queen: com alto efeito cerebral, a Dream Queen te transporta para um lugar melhor, onde não se lembra do que te preocupa.

Cinderella 99: excelente para diversão e pensamento criativo. As amargas tarefas de rotina se tornam a dança da Cinderela com essa variedade.

Para acessar nossas dicas de cultivo clique aqui! Participe dos grupos REDE Canábica e Jardineiros Libertários. Gostou da publicação? Deixe um comentário!

Pesquisa: Cáñamo
Adaptação: DaBoa Brasil

A maconha como tratamento para náuseas e diabetes

A maconha como tratamento para náuseas e diabetes

Um dos efeitos da maconha é estimular o apetite. É também, sem dúvida, um dos efeitos terapêuticos mais conhecidos. E principalmente as variedades sativas e híbridos sativas que dão mais fome. As razões são encontradas no THC, o principal composto da cannabis e o canabinoide que dá a psicoatividade à planta. Segundo os estudos, o THC regula um grupo de neurônios que normalmente suprimem o apetite, mesmo se você estiver com fome.

Mas estudos também mostraram que, assim que os efeitos do THC desaparecem, a estimulação do apetite também. Essa também é uma das razões pelas quais os usuários comuns de cannabis têm um índice mais baixo de gordura corporal e, portanto, menos risco de desenvolver diabetes. Após a súbita fome depois de consumir maconha e ingerir alimentos, há uma tendência a passar mais tempo sem comer, o que mantém o controle do peso.

O Dr. Tamas Horvath, professor de neurobiologia e medicina comparada na Universidade de Yale, conduziu uma série de estudos sobre a cannabis ingerida em pacientes com câncer de pâncreas. Sua conclusão foi que não há associação entre o uso de cannabis e a obesidade. Evolutivamente, nossos cérebros desenvolveram o desejo de alimentos com alto valor calórico quando temos apetite. Esta poderia ser a explicação simples de que, sob os efeitos da cannabis, pensamos mais em um bolo do que em uma fruta.

Em um experimento com ratos, uma equipe de neurocientistas da Universidade de Bordeaux descobriu que o THC penetra nos receptores do cérebro e aumenta sua capacidade de sentir o cheiro da comida, além de estimular o apetite. Para o primeiro teste, expuseram vários alimentos a roedores que, em princípio, não faziam parte de sua dieta habitual. No segundo e depois de lhes dar uma dose controlada de THC, os mesmos alimentos atraíram sua atenção. E antes dos alimentos que faziam parte de sua dieta, mostraram mais apetite e ingeriram mais.

Em um estudo publicado no The American Journal of Medicine, intitulado “O impacto do consumo de cannabis na glicose, insulina e resistência à insulina entre adultos norte-americanos”, foi revelado que os usuários de maconha tinham níveis significativamente mais baixos de insulina em jejum. Também eram menos propensos a serem tolerantes à insulina. Para eles, foram estudados dados de 4.657 pacientes. Destes, 579 eram usuários atuais de maconha, 1.975 haviam usado cannabis e 2.103 deles nunca haviam experimentado.

Após medir os níveis de insulina e glicose em jejum, o nível de insulina foi reduzido nos usuários atuais de maconha. O mesmo não aconteceu com os outros dois grupos. Esses dados são encorajadores para um problema como a diabetes e seus distúrbios metabólicos relacionados, que se tornaram um grande problema de saúde em todo o mundo. Esta doença é caracterizada pela redução da capacidade do organismo de processar ou metabolizar a glicose produzida pelo consumo de açúcares e carboidratos.

O pâncreas produz insulina que metaboliza a glicose. Quando o diabetes se desenvolve, o pâncreas não é capaz de processá-la com eficiência. Pode ser devido à baixa produção de insulina ou porque o corpo desenvolveu tolerância a ela, causando superprodução. O excesso de glicose se acumula no corpo, causando ganho de peso e possíveis danos a vários órgãos, como olhos ou rins, o que piora a qualidade de vida e coloca em risco.

Fonte: La Marihuana

Pin It on Pinterest