por DaBoa Brasil | set 19, 2018 | Saúde
A administração de THC e CBD em combinação com o fármaco de quimioterapia temozolomida pode proporcionar uma opção potencial para tratamento de glioblastoma multiforme, de acordo com um estudo publicado na revista Biochemical Pharmacology.
“O glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais comum de tumor no cérebro e agressivo devido, pelo menos em parte, à sua fraca resposta aos tratamentos anticancerígenos atuais”, diz o resumo do estudo. “Essas características poderiam ser explicadas, pelo menos em parte pela presença no interior da massa do tumor de uma pequena população de células, chamadas de células iniciadoras de glioma (CIG) tem sido proposto como responsável das recaídas que ocorrem nesta doença”. Assim, “é necessário urgentemente o desenvolvimento de abordagens terapêuticas (e, especificamente, aqueles para a população CIV) para melhorar a sobrevida de pacientes que sofrem desta doença devastadora”.
Os pesquisadores dizem que “as observações anteriores de nosso grupo e outros mostraram que Δ-9-tetrahidrocanabinol (THC) e outros canabinoides , incluindo o canabidiol (CBD) exerce ações antitumorais em vários modelos animais de câncer, tais como gliomas. Também descobrimos que a administração de THC (THC + CBD ou em uma proporção de 1: 1) em combinação com temozolomida, o agente de referência para o tratamento de GBM, sinergicamente reduz o crescimento de xenoenxertos de glioma”.
Neste estudo, os pesquisadores “investigaram o efeito da combinação de misturas de TMZ e THC: combinações de CBD contendo diferentes proporções dos dois canabinoides em modelos de glioma pré-clínicos, incluindo derivados de CIV”.
Os resultados mostram “que as combinações de TMZ + THC: CBD contendo uma proporção mais elevada de CBD (mas não TMZ + CBD isoladamente) produziu uma administração semelhante de efeito antitumoral de TMZ junto com THC e CBD em uma relação 1: 1 em xenoenxertos gerados com linhas celulares de glioma. Em adição, também descobrimos que a administração de TMZ + THC: CBD em uma proporção de 1: 1 reduziu o crescimento do xenoenxerto ortotópico gerados com GIC derivados de pacientes com GBM e melhorou a sobrevivência dos animais portadores destes xenoenxertos intracranianos”.
O estudo observa que “surpreendentemente, o efeito antitumoral observado nos xenoenxertos derivados do GIC foi mais forte quando o foi administrado TMZ em conjunto com combinações de canabinoides que contêm uma proporção maior de CBD”.
Em conclusão; “Estes resultados suportam a noção de que a administração de TMZ com combinações de THC: CBD e, especificamente, os que contêm uma proporção mais elevada de CBD, podem ser explorados para tratar terapeuticamente população de GIC em GBM”.
Para encontrar mais informações sobre este estudo clique aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | set 17, 2018 | Saúde
A maconha pode ajudar a combater a obesidade, de acordo com um novo estudo publicado pelo International Journal of Molecular Science.
Observando que “a obesidade é um problema de saúde aumentando em todo o mundo” e suas “comorbidades relacionadas envolvem um alto custo para o Sistema Nacional de Saúde e diminui a qualidade de vida dos pacientes”, o resumo do estudo estabelece que “os receptores canabinoides (CB) regulam a termogênese, a ingestão de alimentos e a inflamação”.
Neste estudo, os investigadores descobriram que “a estimulação do CB2 limita a inflamação e promove os efeitos antiobesidade ao reduzir a ingestão de alimentos e o ganho de peso. A estimulação dos receptores CB2, é claro, pode ocorrer através do consumo cannabis e canabinoides”.
Abaixo segue o resumo completo do estudo:
A obesidade é um problema de saúde crescente em todo o mundo. Suas comorbidades relacionadas implicam um alto custo para o Sistema Nacional de Saúde e diminuem a qualidade de vida de um paciente. O tecido adiposo é composto por três tipos de células. Os adipócitos brancos estão envolvidos no armazenamento de gordura e na secreção de hormônios. Os adipócitos marrons estão envolvidos na termogênese e no gasto calórico. Os adipócitos bege são adipócitos de transição que, em resposta a vários estímulos, podem mudar de branco para marrom e podem proteger contra a obesidade, melhorando o gasto de energia. A conversão de branco em tecido adiposo bege é um novo alvo terapêutico potencial para a obesidade. Os receptores canabinoides (CB) regulam a termogênese, a ingestão de alimentos e a inflamação. A ablação ou inibição do CB1 ajuda a reduzir o peso corporal e a ingestão de alimentos. A estimulação do CB2 limita a inflamação e promove os efeitos da antiobesidade, reduzindo a ingestão de alimentos e o ganho de peso. Sua ablação genética resulta no desenvolvimento da adiposidade. Os receptores CB também são responsáveis por transformar o tecido adiposo branco em adipócitos beges ou marrons, de modo que sua modulação pode ser considerada um alvo potencial contra a obesidade. A localização principal do CB1 no sistema nervoso central representa um limite importante. A estimulação do CB2, localizada principalmente em células periféricas, deve facilitar os efeitos antiobesidade sem exercer uma atividade psicotrópica notável.
O texto completo do estudo pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | set 16, 2018 | Saúde
A Universidade do Alabama em Birminghan conduziu um estudo com o CBD para ver se é um tratamento eficaz para distúrbios convulsivos que não poderiam ser tratados com outros métodos existentes.
O Centro de Epilepsia UAB e Infantil do Alabama iniciou em 2015 o estudo com canabidiol no tratamento de distúrbios epilépticos intratáveis. Os resultados deste estudo, publicado no Journal of Epilepsy and Behavior, mostraram que o CBD foi capaz de reduzir as convulsões e sua gravidade, além dos efeitos adversos.
“Esta redução tem sido altamente significativa no número de ataques que experimentaram a maioria dos pacientes, quase uma redução de dois terços em toda a população do estudo. Alguns pacientes experimentaram uma redução ainda maior na frequência de convulsões”, disse Martina Begin, professora do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina e principal investigadora do estudo.
No mês de junho, a venda do Epidiolex nos EUA foi autorizada, um medicamento que usa canabidiol e é especialmente projetada para tratar epilepsias graves.
A CBS 4 Miami informou recentemente sobre a menina Maya Adache, de onze anos, que sofre de um distúrbio convulsivo intratável e que teve uma redução imediata em suas crises após tomar Epidiolex.
“Deixamos de notar as convulsões quase imediatamente”, disse o pai de Maya à CBS 4 Miami. “Do ponto de vista de que seu humor realmente mudou, ela é uma pessoa muito mais feliz.”
O médico de Maya, o Dr. Ian Miller, disse que “respondeu incrivelmente bem, a coisa mais próxima de uma resposta milagrosa, como pode ser com um medicamento para a epilepsia”.
Fonte: Ganjapreneur
por DaBoa Brasil | set 15, 2018 | Saúde
Cientistas britânicos descobrem como um canabinoide da maconha atua em áreas chave do cérebro para reduzir a atividade anormal em pacientes com risco de psicose, sugerindo que o ingrediente poderia se tornar um novo medicamento antipsicótico.
Embora o uso regular de variedades potentes de cannabis possa aumentar as chances de desenvolver psicose em algumas pessoas, o canabidiol, ou CBD, parece ter o efeito oposto.
O CBD é o mesmo composto da maconha que também demonstrou benefícios na epilepsia.
Pesquisas anteriores no King’s College London mostraram que o CBD parecia contrabalançar os efeitos do tetrahidrocanabinol, ou THC, a substância psicoativa da maconha. Embora seu mecanismo para isso ainda não tenha sido decifrado.
Ao examinar os cérebros de 33 jovens experimentaram sintomas psicóticos angustiantes e não tinham sido diagnosticados com uma psicose completa, o Dr. Sagnik Bhattacharyya e seus colegas demostraram que administrar as cápsulas de CBD reduziu a atividade anormal no corpo estriado, no córtex temporal médio e no mesencéfalo.
As anormalidades em todas as três regiões do cérebro foram relacionadas ao aparecimento de distúrbios psicóticos, como a esquizofrenia.
A maioria dos antipsicóticos atuais tem como alvo o sistema de sinalização química da dopamina no cérebro, enquanto o CBD atua de maneira diferente.
Significativamente, o composto é muito bem tolerado, evitando efeitos colaterais adversos como o ganho de peso e outros problemas metabólicos associados aos medicamentos existentes.
Necessidade de tratamentos seguros
“Uma das razões pelas quais o CBD é excitante é porque ele é muito bem tolerado em comparação com os outros antipsicóticos que temos disponíveis”, disse Bhattacharyya, do King’s College.
“Há uma necessidade urgente de tratamento seguro para jovens em risco de psicose”.
O Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College está planejando um grande estudo clínico de 300 pacientes para avaliar o verdadeiro potencial do CBD como tratamento. O recrutamento deve começar no início de 2019.
As descobertas mais recentes ressaltam a complexidade do coquetel de produtos químicos encontrados na planta de maconha, em um momento em que as leis de cannabis estão mudando em muitos países.
Fonte: Japan Today
por DaBoa Brasil | set 14, 2018 | Saúde
O canabinoide tetrahidrocanabinol (THC) e seu efeito entourage, séquito ou comitiva, na maconha.
Embora o THC seja mais comumente consumido na sua forma natural, ou seja, na maconha, a maioria dos estudos científicos foram realizados com THC isolado. Essa disparidade provoca uma tremenda falta de informações conclusivas sobre seus efeitos. Enquanto a maconha é amplamente disponível, legal ou ilegalmente, por todo o mundo – é também uma das substâncias mais comumente usadas por usuários de drogas (apenas superada pelo álcool) – formas isoladas ou artificiais do THC, como dronabinol, são raramente usadas.
Isso ocorre porque o THC só causa efeitos psicoativos mais fortes do que em sua forma natural, devido ao efeito entourage. É sobre a interação entre o THC e outras substâncias e canabinoides que estão na maconha e que interagem com ela, como o CBD, que também se encontram na maconha. O CBD, por exemplo, reduz os efeitos psicoativos do THC, suavizando seus efeitos colaterais. Além disso, o CBD também pode melhorar os efeitos medicinais do THC, como é o caso da dor crônica. Estudos mostram que, embora o CBD isolado não funcione como analgésico, o CBD juntamente com o THC tem um efeito superior ao THC usado separadamente. Este tipo de interação também ocorre com várias outras substâncias presentes na cannabis.
Clique aqui para mais informações sobre este efeito entre os diferentes produtos químicos e canabinoides da maconha.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | set 12, 2018 | Saúde, Sexo
Se fumar maconha em alguma ocasião, é normal dizer que, sob seus efeitos, a comida é mais gostosa, a música soa melhor e o sexo, também de acordo com a ciência, parece melhor.
Agora, pesquisadores da Universidade de Stanford fizeram um estudo para confirmar que a maconha melhora o sexo.
O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine analisou os dados de um grande grupo, 28.176 mulheres e 22.943 homens “para determinar a existência de uma relação entre o consumo de maconha e a frequência sexual utilizando uma amostra representativa a nível nacional de homens e mulheres em idade reprodutiva”.
Este estudo descobriu que as pessoas que o usam diariamente têm 20% mais sexo do que aquelas que não o fazem. “O consumo de maconha está associado de forma independente com uma maior frequência sexual e não parece afetar a função sexual”.
Em outro estudo publicado pela Forbes e publicado pelo JSM, a relação entre o consumo de maconha antes do sexo e função sexual em mulheres, realizado na Universidade de Saint Louis em Missouri, descobriu que a cannabis também melhora o sexo.
Desta vez, foram avaliadas 133 mulheres sexualmente ativas com um questionário detalhado que revelou que 29% delas usaram maconha antes da relação sexual, resultando em 68% que tinham relatado um sexo melhor e 16% destas foi o oposto. Posteriormente, houve um estudo com outra pesquisa com 289 mulheres adultas com resultado semelhante em que 65% das mulheres disseram ter melhorado a experiência com a maconha e 3% disseram que a erva piorou a sua experiência.
Também no final do ano passado, outro estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine, que descobriu a ligação química entre o orgasmo humano e a maconha.
Fonte: Maxim
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