por DaBoa Brasil | ago 11, 2018 | Saúde
Um novo estudo sobre depressão descobriu que o canabidiol (CBD) possui um efeito semelhante no cérebro aos antidepressivos comuns, apenas difere deles em agir imediatamente.
O novo estudo examinou as mudanças no córtex pré-frontal e no hipocampo, áreas do cérebro associadas à depressão em humanos, após dar doses diferentes (7-30 mg) em camundongos.
O estudo, publicado recentemente na revista Journal of Molecular Neurobiology e conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e no Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriram que as mudanças observadas nestas regiões do cérebro foram semelhantes aos que aparecem em pacientes que tomam antidepressivos, só que neste caso estavam assim após 30 minutos de tratamento.
Uma alternativa aos medicamentos existentes
Antidepressivos ajudam muitos pacientes, mas quando se trata de casos difíceis de longo período os medicamentos requerem 1 a 3 meses para que comessem a afetar, podendo haver um obstáculo no caminho para a recuperação, e até mesmo ser potencialmente fatal quando os pacientes possuem tendências suicidas.
Mesmo quando os medicamentos já estão começando a afetar, muitos pacientes experimentam efeitos colaterais, tais como impotência, perda do desejo sexual, fadiga, náuseas, entre outros, o que pode agravar a depressão de maneira irônica.
“O desenvolvimento de novos antidepressivos para superar essas desvantagens é essencial para melhorar a saúde pública”, diz o estudo. “O CBD produz um efeito antidepressivo rápido e contínuo em animais e, portanto, tem o potencial para ser um tratamento rápido e promissor”, concluem os autores.
Outros estudos anteriores
Este estudo se junta a estudos anteriores que examinaram o potencial do CBD para tratar a depressão e a ansiedade, com resultados semelhantes.
O último, publicado no Journal of Neuropharmacology em 2016, encontrou alterações nos receptores de serotonina no cérebro de ratos depois de receber CBD, as mesmas mudanças são comuns em pacientes que tomam antidepressivos comuns.
Também neste estudo, as mudanças foram observadas imediatamente após a administração do CBD, sem esperar meses como com medicamentos comuns.
Fonte: Cannabis Israel
por DaBoa Brasil | ago 10, 2018 | Saúde
Um estudo israelense publicado recentemente na prestigiosa revista Neurology examinou o efeito da terapia médica com maconha em crianças autistas.
O estudo, conduzido pelo Dr. Adi Aran, diretor da unidade de neurologia pediátrica do Hospital Shaare Zedek em Jerusalém, descobriu que o tratamento com cannabis de concentração elevada de CBD melhorou a condição de 80% das crianças do estudo.
O estudo incluiu 60 crianças, com idade média de 12 anos, cuja condição não melhorou com a terapia farmacológica convencional.
As crianças foram tratadas com óleo de maconha com uma concentração de 20% de CBD e 1% de THC durante pelo menos sete meses. O THC é o principal ingrediente psicoativo da planta de maconha. O CBD, por outro lado, não tem esse efeito.
No final do período de tratamento, os pais das crianças preencheram questionários para avaliar a mudança na sua condição. Perguntou-se aos pais se eles haviam notado uma mudança no comportamento de seus filhos, o grau de ansiedade de seus filhos e se as habilidades de comunicação de seus filhos haviam mudado.
80% dos pais de crianças que participaram do estudo relataram uma diminuição no comportamento problemático, com 62% daqueles que relataram que o comportamento de seus filhos melhorou significativamente.
Nachshol Cohen, fundador da Cannabium, disse: “De acordo com o surpreendente relatório, oitenta por cento das crianças relataram melhor desempenho. Esperamos que esta pesquisa ajude a gerar uma mudança conceitual por parte dos reguladores e legisladores, o que levará a um impulso científico que demonstrará inequivocamente os efeitos positivos da cannabis em uma variedade de problemas de saúde”.
O estudo descobriu que metade das crianças que participaram também relatou uma melhora em seu nível de comunicação, e 40% disseram que seus sintomas de ansiedade melhoraram significativamente. Um terço dos participantes não apresentou sintomas de ansiedade antes do início do estudo.
Fonte: Israel National News
por DaBoa Brasil | ago 9, 2018 | Saúde
A administração de nabilona, um composto sintético projetado para imitar os efeitos do THC natural, reduz a agitação e outros sintomas comportamentais em pacientes com Alzheimer, de acordo com uma pesquisa recente.
“Os resultados de um estudo randomizado, duplo cego, sugerem que nabilona, um canabinóide sintético, pode ser eficaz no tratamento da agitação em pessoas com doença de Alzheimer”, diz um comunicado de imprensa do estudo, apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC) 2018.
“Agitação, incluindo explosões verbais ou físicas, estresse emocional geral, inquietude, ritmo, são algumas das mudanças comportamentais mais comuns associadas com a doença de Alzheimer à medida que progride, e pode ser uma das principais causas de estresse do cuidador”, disse o PhD Krista L. Lanctôt, cientista sênior no Sunnybrook Health Sciences Center e Professor de Psiquiatria e Farmacologia/Toxicologia na Universidade de Toronto.
Lanctôt e seus colegas investigaram os benefícios potenciais da nabilona em adultos com demência moderada a grave de Alzheimer com agitação clinicamente significativa. Para a duração do ensaio de 14 semanas, 39 participantes (77% homens, com idade média de 87) receberam nabilona em forma de cápsula (dose terapêutica média = 1,6 +/- 0,5mg), durante seis semanas, seguido por seis semanas de placebo, com uma semana entre cada período de tratamento. Além de medir a agitação, os pesquisadores avaliaram sintomas comportamentais gerais, a memória, as mudanças físicas e a segurança. Descobriram que:
– A agitação melhorou significativamente naqueles que tomaram nabilona, em comparação com o placebo, conforme medido pelo Inventário de agitação de Cohen-Mansfield (p = 0,003).
– A nabilona também melhorou significativamente os sintomas comportamentais gerais, em comparação com o placebo, conforme medido pelo Inventário Neuropsiquiátrico (p = 0,004).
Os pesquisadores também observaram pequenos benefícios na cognição e a nutrição durante o estudo. Mais pessoas no estudo experimentaram sedação na nabilona (45%) em comparação com placebo (16%).
“Atualmente, os tratamentos prescritos para a agitação na doença de Alzheimer não funcionam, e quando funciona, o efeito é pequeno e aumentam o risco de efeitos colaterais prejudiciais, incluindo um aumento do risco de morte. Como resultado, há uma necessidade urgente de opções de medicamentos mais seguros”, disse Lanctôt. “Estes resultados sugerem que a nabilona pode ser um tratamento eficaz para a agitação; no entanto, o risco de sedação deve ser cuidadosamente monitorado. Um ensaio clínico maior nos permitiria confirmar nossas descobertas sobre a eficácia e segurança da nabilona no tratamento da agitação para a doença de Alzheimer.”
Você pode encontrar mais informações sobre este estudo clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | ago 9, 2018 | Saúde
Há suspeita de que a deficiência de endocanabinoides pode ser a causa da condição crônica da fibromialgia.
A fibromialgia é reconhecida pela comunidade médica como um distúrbio físico e seu tratamento médico convencional tem consistido apenas em alguns poucos medicamentos e que dos quais, nenhum ajuda com os sintomas produzindo muitos efeitos colaterais.
Tem sido demonstrado que a maconha medicinal pode reduzir muitos dos sintomas da fibromialgia, tais como a dor, a fadiga, problemas de sono, problemas digestivos e névoa mental.
Muitos pacientes desesperados com a fibromialgia recorrem à maconha medicinal como último recurso e ficaram agradavelmente surpresos com os resultados. Pacientes que estavam incapacitados pela fibromialgia que não conseguiam nem sair da cama. Muito menos ir para o trabalho, poderiam retomar atividades que nunca esperavam voltar a realizar em suas vidas, como trabalhar e fazer exercícios. Literalmente tem sido um “salva-vidas” para muitos.
Por que a maconha parece funcionar tão bem? Segundo o Dr. Ethan Russo, diretor médico da PHYTECS, é que aqueles com fibromialgia têm uma Deficiência Clínica de Endocanabinoides (DCE). Quando é reabastecido o sistema endocanabinoide esgotado dos canabinoides necessários, os sintomas desaparecem. A principal função do sistema endocanabinoide (SEC) é ajudar o organismo a manter a homeostase. Quando o corpo está em homeostase, está livre de doenças.
O sistema endocanabinoide é composto de receptores canabinoides, C1 e C2, que são encontrados no cérebro, na medula espinhal, nos nervos, no estômago e outros órgãos. Também controla muitos dos nossos processos fisiológicos, como a dor, o humor, a memória e o apetite. Nossos corpos produzem endocanabinoides naturalmente e de maneira semelhante à maconha. Isso mantém nosso SEC funcionando corretamente. Quando os endocanabinoides se esgotam, experimentamos desordens e doenças.
Pessoas com fibromialgia grave conhecem bem os sintomas. Dor, enxaqueca, intestino irritável e fadiga incapacitante são geralmente os mais comuns. O Dr. Russo está convencido de que isso é uma indicação de uma deficiência do sistema endocanabinoide. Pesquisas recentes apoiam essa teoria com evidências de que o uso de cannabis diminui a dor, melhora o sono e alivia o desconforto gástrico.
A Deficiência Clínica de Endocanabinoides (DCE) baseia-se na teoria de que existe uma ligação entre os distúrbios cerebrais e as deficiências dos neurotransmissores. Pense na escassez de dopamina com a doença de Parkinson e a serotonina e a norepinefrina com a depressão. Uma evidência importante para a teoria de DEC é de um estudo de enxaqueca realizado na Itália. Os resultados mostraram níveis reduzidos de anandamida, um endocanabinoide, no líquido cefalorraquidiano de pacientes com enxaqueca crônica versus sujeitos de controles saudáveis. O SEC é conhecido por regular o transporte de alimentos no trato digestivo, bem como a liberação de sucos digestivos para quebrar a comida e a inflamação. O DEC representaria distúrbios digestivos como a SII, que quase sempre acompanha a fibromialgia.
No momento, há muita evidência anedótica, mas pouca evidência de pesquisa que corrobora a teoria do Dr. Russo e, portanto, estudos nesta área já estão na mira dos pesquisadores.
Fonte: Midwest Compassion Center
por DaBoa Brasil | ago 7, 2018 | Redução de Danos, Saúde
Embora mais e mais estados estejam legalizando a maconha, e cada vez mais pessoas usem cannabis regularmente, a taxa de dependência está diminuindo, de acordo com um novo estudo.
Nos anos de 2002 a 2016, o número de “grandes consumidores de maconha” que atendem aos critérios de dependência diminuiu em mais de um terço, de 26,5% para 16,1%.
O resultado surpreendeu o pesquisador da RAND Corporation, Steven Davenport, que desenvolveu o estudo e esperava que as taxas de dependência refletissem a crescente prevalência de consumo de maconha. Mas a pesquisa mostrou uma diminuição nos vícios para cada grupo demográfico incluído no estudo, com exceção das pessoas de 50 anos ou mais.
Para atender a definição clínica de dependência de maconha, os consumidores tiveram que experimentar pelo menos três dos seis critérios a seguir:
1 – Passaram muito tempo ou conseguindo ou usando maconha.
2 – Não foram capazes de manter os limites estabelecidos na quantidade de uso ou utilizados com mais frequência do que pretendiam.
3 – Precisavam de mais maconha para obter os resultados desejados ou perceberam um efeito mais fraco usando a mesma quantidade.
4 – As tentativas de impedir o uso de maconha não tiveram sucesso.
5 – Continuaram usando mesmo que causassem problemas com emoções, nervos, saúde mental ou saúde física.
6 – Pararam de participar de atividades importantes devido ao consumo da erva.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, cerca de quatro milhões de estadunidenses são clinicamente dependentes de cannabis.
Mas esse número parece estar diminuindo constantemente. Significativamente menos pessoas que usam maconha durante pelo menos 20 dias por mês dizem ter abandonado atividades importantes por causa do abuso de substâncias, e o número de pessoas que dizem ter consumido cannabis, apesar de sua saúde física ou mental diminuiu em 7%.
A desestigmatização do uso de maconha pode ajudar as pessoas a se sentirem mais seguras no cumprimento de seus compromissos pessoais e profissionais. Um maior acesso legal também pode significar que os usuários não precisam perder mais tempo procurando por erva. Outra possibilidade refere-se às formas de consumo; Talvez as pessoas não sintam tantos efeitos indesejados na saúde porque não fumam maconha, mas consomem alimentos com THC ou vaporizam.
Fonte: Fakty Konopne
por DaBoa Brasil | ago 6, 2018 | Saúde
Muitos testemunhos falam do fato de que o extrato de cânhamo (óleo CBD) pode ser usado como medicina para animais doentes ou ansiosos.
Existem alegações da indústria amplamente repetidas de que o mercado de pet para o CBD dobrou entre 2008 e 2014, com novas projeções de um crescimento anual de 3-5% no mercado.
O CBD não é psicoativo, mas como o THC e outros compostos nas plantas de cannabis, o CBD interage com o sistema endocanabinoide nos mamíferos. Atualmente existem muitas investigações em andamento com o CBD e muitos estudos já confirmaram seu tratamento para epilepsia, dor crônica, ansiedade e outras doenças.
Além disso, uma seleção de descobertas recentes sugere sua utilidade para os humanos no tratamento de problemas como TEPT, dor crônica e os efeitos psicológicos do uso de cannabis em longo prazo.
Mas o que a ciência diz sobre o CBD e nossos animais de estimação? A escola de veterinária da Universidade Estadual do Colorado está conduzindo um estudo de longo prazo sobre os efeitos do CBD em animais de estimação e incluindo os benefícios terapêuticos. Até agora, os resultados são animadores.
Uma equipe liderada pela Dra. Stephanie McGrath descobriu uma redução de 89% nas crises epilépticas em cães tratados com CBD. Eles também estudam o CBD como tratamento para osteoartrite em cães.
Os comestíveis com CBD para animais de estimação não lhes causa danos, e há evidência emergente que poderia ser muito útil para determinadas condições.
O CBD tem sido usado há muito tempo na medicina para humanos. A legalização recreativa e medicinal na costa oeste dos EUA e do Canadá também a tornou uma substância essencial para a saúde, com uma indústria de grande crescimento internacional.
As cidades e os seus bairros ruidosos são lugares onde há muitas fontes produtoras de ansiedade para os nossos animais de estimação e se for demonstrado que o CBD é tão útil como dizem os defensores e os estudos, poderia ser a grande solução para o bem-estar dos nossos pequenos entes queridos.
Fonte: The Guardian
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