por DaBoa Brasil | mar 26, 2019 | Economia
A indústria legal de maconha na África poderia ter um valor de mais de US $ 7,1 bilhões até o ano de 2023, de acordo com a consultoria estratégica e de inteligência de mercado Prohibition Partners.
Em um comunicado de imprensa na semana passada, a empresa disse que sua pesquisa, publicada no The African Cannabis Report, indica que a indústria pode crescer para bilhões de dólares se várias leis reguladoras forem introduzidas em vários dos principais mercados do continente.
O relatório é o primeiro documento detalhado sobre a indústria legal da maconha na África, segundo a Prohibition Partners.
Inclui previsões detalhadas de valor de mercado, análise da cronologia regulatória, dados de consumo e análise de saúde de nove mercados chave, incluindo Lesoto, África do Sul e Zimbábue.
Os principais dados do relatório
A demanda internacional oferece uma grande oportunidade para desvendar o valor potencial da cannabis produzida legalmente na África. Isso poderia ter um valor de até US $ 7,1 bilhões até o ano de 2023.
As taxas anuais de prevalência do consumo de cannabis em África (13,2%) consolidam a região como uma das taxas de consumo mais elevadas do mundo.
África é o lar de cinco dos 30 países mais importantes do mundo pela sua prevalência de cannabis em populações adultas com mais de 76 milhões de usuários.
Longa história da maconha na África
O continente africano tem uma longa história de cultivo de maconha e muitos agricultores recorreram ao seu cultivo ilegal. E sendo o único meio de subsistência desde a diminuição da demanda por outros cultivos, como o tabaco.
A África do Sul e a Nigéria representam potencialmente os dois mercados de cannabis medicinal mais valiosos da região no futuro. Estes com um valor de US $ 667 milhões para a África do Sul e US $ 75 milhões para a Nigéria em 2023.
Apesar dos movimentos para legalizar nos principais mercados, a maconha continua ilegal em grandes regiões do continente. A maioria dos países africanos ainda precisa seguir a tendência de legalização na Europa, América do Norte e América Latina.
Estima-se atualmente que 38 mil toneladas de cannabis ilegal sejam produzidas todos os anos em toda a África.
Clique aqui para ver o relatório completo sobre a maconha na África.
Fonte: AlgoaFM
por DaBoa Brasil | mar 25, 2019 | Curiosidades, Saúde
A maconha e a visão noturna, ou acuidade visual, possuem uma conexão, segundo a ciência. Um canabinoide aumentaria a sensibilidade à luz das células nervosas da retina.
De acordo com um estudo publicado há alguns anos na Elife Sciences, foi sugerido que a maconha aumenta a sensibilidade à luz da retina. Isso acentuaria ou melhoraria a visão noturna.
Os pesquisadores do estudo já haviam observado esse fenômeno em girinos. Embora o efeito curioso também tenha atraído a atenção de outros pesquisadores vinte e cinco anos antes. Nesse caso, foi na Jamaica que um pesquisador da Universidade das Antilhas observou como um pescador jamaicano e usuário de cannabis tinha uma visão noturna muito normal.
Mais tarde e conhecendo casos semelhantes, cientistas espanhóis e estadunidenses fizeram um estudo deste fenômeno visual em 2002. No estudo, usaram dois grupos de pessoas que receberam placebo e cannabis. Aqueles que usaram a planta tiveram uma visão melhorada de acordo com o resultado do estudo publicado no Journal of EthnoPharmacology.
Os cientistas sabiam da existência de mais receptores CB1 aos quais os canabinoides canábicos se ligam. Por exemplo, no olho, decifraram que a chave para esse fenômeno deveria estar na retina. Embora, por enquanto, todo o mecanismo biológico subjacente não seja conhecido.
Essa é uma das razões pelas quais os cientistas canadenses do Instituto Neurológico de Montreal decidiram estudar a “visão melhorada” em girinos do sapo africano, ou Xenopus Laevis.
Nesta ocasião, canabinoides sintéticos foram aplicados nos olhos desses sapos africanos. Verificou-se que as respostas do nervo óptico aumentaram quando expostas à luz. Mais tarde, os anfíbios viram melhor no escuro, afastando-se mais de seus predadores do que seus pares. Os canabinoides diminuíram a concentração de íons de cloro dentro das células nervosas da retina. Estes se tornaram mais excitáveis e sensíveis à luz.
Embora não tenha sido estudado em seres humanos, nem é conhecida a duração ou a intensidade, pode ser futuramente parte do tratamento de doenças degenerativas da vista. Mais pesquisas serão necessárias sobre este assunto, embora a semente já esteja plantada.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | mar 24, 2019 | Saúde
De acordo com um novo estudo da Universidade de Harvard, o crescimento de um tumor cancerígeno foi reduzido pela metade em apenas três semanas.
Esta redução foi graças ao THC, ingrediente ativo da maconha. Segundo os pesquisadores, reduziu metade do crescimento de tumores no câncer de pulmão comum. Também reduziu significativamente a capacidade do câncer de se espalhar. A substância química da cannabis foi testada em laboratório e em camundongos.
Os pesquisadores disseram que esta foi a primeira vez que o conjunto de experimentos com o THC inibiu o crescimento e a migração induzida por EGF no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR). Isto expressa as linhas celulares do câncer do pulmão de células não pequenas.
O THC que atua nos receptores CB1 e CB2 possui uma função semelhante aos endocanabinoides. Estes são os produzidos pelo corpo humano. Pesquisadores da Universidade de Harvard dizem que o THC pode ser usado especificamente para tratar esse tipo de câncer.
Novo caminho para o tratamento do câncer de pulmão?
“A beleza deste estudo é que ele mostra que uma substância de abuso, se usada com sabedoria, pode oferecer um novo caminho para o tratamento do câncer de pulmão”, disse o Dr. Anju Preet, pesquisador da Divisão de Medicina Experimental.
O THC atua nesses dois receptores do corpo humano, como os endocanabinóides, desempenham um papel em várias funções biológicas, como dor e controle de ansiedade e inflamação.
Neste novo estudo da Universidade de Harvard, os pesquisadores demonstraram que duas linhas celulares de diferentes amostras de câncer de pulmão, assim como amostras de tumores de pulmão do paciente expressaram que doses de THC inibiram o crescimento e a propagação em linhas celulares. “Quando as células são tratadas previamente com THC, tem menos invasão estimulada por EGFR, tal como medido por vários ensaios in vitro”, disse Preet.
Dose padrão de THC
Além disso, os investigadores administraram durante três semanas, duas doses padrão de THC em ratos com células do câncer de pulmão humano implantado e descobriram que havia reduzido em 50% no tamanho e peso em comparação com um grupo de controle. Além disso, houve uma redução de 60% nas lesões de câncer nos pulmões dos camundongos. Também tiveram uma redução significativa nos marcadores de proteínas associados à progressão do câncer, de acordo com o pesquisador.
Os pesquisadores não sabem exatamente porque o THC inibe o crescimento do tumor. Acreditam que poderia ser a ativação de moléculas que interrompem o ciclo celular. Especula que o THC também interferiria na angiogênese e vascularização, o que promove o crescimento do câncer.
“O THC oferece alguma promessa, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de conhecer seu potencial”, disse Preet.
Fonte: Global Health Times
por DaBoa Brasil | mar 23, 2019 | Saúde
Cientistas israelenses começaram a conduzir pesquisas clínicas sobre o uso de concentrados de cannabis com um inalador.
Esta forma de administração da substância dará maior acessibilidade a doentes oncológicos medicados com cannabis medicinal sob a forma de comprimidos sublinguais. Também para aqueles que sofrem de dor aguda por este motivo e querem evitar fumar maconha.
Segundo o Dr. Itay Gur-Aryeh, diretor da Unidade de Dor do Hospital Sheba. “Toda pesquisa clínica que ajuda a administrar o tratamento medicamentoso com cannabis é importante. O tratamento por inalação é caracterizado por um tempo de resposta mais rápido que os comprimidos orais ou sublinguais”.
Com este sistema de inalação usando um vaporizador anexado, a mesma dose exata de extrato e ingredientes ativos é sempre entregue. O maior potencial para a maconha administrada através de um inalador de dose calibrada é em pacientes que sofrem de sintomas de dores do câncer. Estes são elegíveis para tratamento com cannabis medicinal.
Pesquisa realizada com produtos avançados
As empresas israelenses Rafa Pharmaceuticals e Panaxia seriam as responsáveis pela investigação.
Os produtos avançados da Panaxia, comercializados pela Rafa Pharmaceuticals, serão testados como parte do ensaio clínico. Os produtos serão distribuídos em farmácias israelenses sob a marca de cannabis medicinal Rafa ainda em 2019.
“Através do acesso aos inaladores de cannabis, e com a recomendação de um médico especialista, nos esforçamos para ajudar mais pacientes que sofrem de dor aguda. O inalador proporcionará aos pacientes que não podem ou não querem fumar, poder receber um tratamento constante e preciso”.
Fonte: Good News Network
por DaBoa Brasil | mar 22, 2019 | Ativismo, Eventos
A próxima edição do festival de música eletrônica, Anacã, contará com a presença do Dr. Paulo Fleury Teixeira, com o objetivo de promover e conscientizar o público sobre os usos terapêuticos da cannabis. Além disso, o mesmo estará prestando consultas e esclarecendo dúvidas relacionadas ao assunto, haverá uma roda de bate papo na área de cura e palestras em geral, inclusive uma conversa sobre cultivo medicinal.
Todos estão convidados, em especial pessoas com interesse ou portadoras de dependência química, autismo, ansiedade, depressão, dependência química (drogas, remédios psiquiátricos), bipolaridade, esquizofrenia, fibromialgia, dores crônicas em geral, especialmente no câncer e neuropatias, doença de Parkinson, doenças inflamatórias crônicas e autoimunes (retocolite, doença de Crohn, artite, esclerose múltipla, ELA, lúpus, dermatite atópica, psoríase), epilepsia, entre outros problemas de saúde que podem obter ganhos, melhora ou controle com o uso terapêutico da cannabis medicinal.
Para mais informações sobre o Anacã Festival, que acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de março em Altinópolis (SP), clique aqui.
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