Butão e a erva selvagem chamada maconha

Butão e a erva selvagem chamada maconha

O Butão é um país com florestas exuberantes, rios de águas cristalinas e paisagens espetaculares com uma população amigável, pacífica e amante da natureza. É uma nação que prioriza a Felicidade Nacional Bruta ao invés do Produto Interno Bruto.

Butão é um pequeno país asiático localizado na cordilheira do Himalaia, no nordeste da Índia e limitado ao norte da China. Apesar de não ser um país onde os cidadãos sejam muito consumidores de maconha que é proibida, a planta é uma parte da paisagem deste país exótico. Também como curiosidade, podemos dizer que neste país é proibido o consumo e porte de tabaco.

Na nação montanhosa, a planta cresce como uma erva daninha e pode ser encontrada em toda parte; nos campos, ao lado de estradas, em jardins, nas montanhas e qualquer espaço ao ar livre. A planta de maconha pode ser vista também crescendo nos telhados como uma coisa normal.

Enquanto os butaneses não são grandes usuários ​​de maconha para satisfação pessoal ou lúdica, aparentemente, os seus animais são grandes consumidores. Então, ao invés do consumo ser utilizado para os seus habitantes, os agricultores usam a planta para alimentar seus animais.

No Butão, também tem como tradição a hora do chá em determinadas áreas do pequeno país asiático, pode ser comum por parte de alguns locais especializados adicionarem a um copo de leite uma infusão da erva. Uma possível explicação de por que o governo do Butão mede a Felicidade Nacional Bruta, em vez do PIB.

Fonte: La Marihuana

Uso da maconha é eficaz no tratamento para a síndrome de Tourette

Uso da maconha é eficaz no tratamento para a síndrome de Tourette

O consumo da maconha é uma opção de tratamento eficaz para as pessoas com síndrome de Tourette, de acordo com um novo estudo publicado na revista Neuropsychiatry and Clinical Neuroscience.

Para o estudo, que foi publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, “os autores avaliaram retrospectivamente a eficácia e a tolerabilidade da maconha em 19 adultos com síndrome de Tourette”. Os pesquisadores descobriram que “as pontuações de tiques diminuíram em 60%, e 18 dos 19 participantes havia pelo menos melhorado muito”.

Os pesquisadores afirmam que; “Todos os participantes do estudo experimentaram alívio dos sintomas clinicamente significativos”; Isto inclui reduções na impulsividade, os sintomas obsessivo-compulsivo, irritabilidade, explosões de raiva e ansiedade.

Com base nesses resultados, os pesquisadores concluíram que; “A maconha foi geralmente bem tolerada… Em geral, esses participantes do estudo experimentaram melhorias substanciais em seus sintomas. Isto é especialmente surpreendente, considerando que quase todos os participantes tinham fracassado no teste de ao menos um medicamento anti-tique”.

Os investigadores concluem; “Em conclusão, a maconha parece ser uma opção de tratamento promissora para tiques e os sintomas associados”.

O estudo completo, realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, pode ser encontrado clicando aqui.

Fonte: The Joint Blog

Pesquisadores precisam de voluntários para fumar maconha

Pesquisadores precisam de voluntários para fumar maconha

Pesquisadores da Universidade do Estado de Washington precisam de voluntários para um estudo que busca desenvolver um bafômetro para detectar a quantidade de maconha consumida.

Sob a lei de Washington, os motoristas que contenham cinco nanogramas de tetrahidrocanabinol ativo em seu sangue podem ser processados por dirigir sob a influência. Nathan Weller, vereador de Pullman e assistente de pesquisa disse que a equipe de estudo sentia que havia uma tremenda necessidade de tecnologia de detecção de resposta rápida.

“Estamos tentando criar uma ferramenta para os motoristas e para empresas fazerem cumprir a aplicação da lei e detectar se alguém está embriagado ou sob a influência de maconha. Não há nada no mundo para isto”, disse Weller.

Os voluntários devem ser maiores de 21 anos para cumprir a idade legal para o consumo de maconha. Os participantes irão começar com testes preliminares, incluindo um exame de sangue e uma amostra bocal. Weller disse que os voluntários devem comprar maconha de seu gosto em uma loja licenciada pelo Estado e consumida em particular em sua casa.

Para impedir que alguém dirija sob a influência, Weller disse que os táxis vão pegar os voluntários em suas casas e levarão ao hospital para fazer os testes secundários. Os participantes também são incentivados a participar de um teste de sobriedade padrão conduzidos pela polícia local.

Se este estudo for bem sucedido, ele faria um grande progresso na indústria da maconha segundo Weller.

“A lei e as empresas estão lutando para fazer cumprir a lei nos estados que legalizaram. Muitas vezes, eles têm que esperar para os resultados do teste. Esta ferramenta irá ajudar as agências governamentais e as empresas a obter resultados rápidos para determinar quem está sob a influência”, diz Weller.

Fonte: Krem2

Conto Canábico: sobre quando Carlota Joaquina ouviu a palavra de Gilberto Gil

Conto Canábico: sobre quando Carlota Joaquina ouviu a palavra de Gilberto Gil

Cá estava eu andando pelo centro de Curitiba fumando um baseado, quando ouço alguém falando “ei rapaz, venha a cá”. Me virei e vi uma mulher de roupa extravagante e uma peruca ridícula na cabeça tomando chá em um café à beira da rua.

“Estás a fumar um cigarro de índio?” me perguntou a senhora. Pela forma séria que ela chamou minha atenção, logo pensei que seria repreendido pelo cheiro do meu prensado. “É tabaco, minha senhora”, respondi a fim de despistá-la e voltar a seguir meu caminho. “Ora, não seja tolo! Só quero dar um tapa no cigarro”.

Achei muito estranho a forma como a senhora me abordou. Mas ignorei qualquer tipo de represália que eu poderia vir a sofrer e caminhei até a mulher. “Sente-se, me faça companhia”. Logo puxei uma cadeira e me sentei à mesa com a senhora. Dei mais uma bola e passei o baseado para a madame. Ela puxou, prendeu, e soltou a fumaça. “Meio fraquinho, não?”. Argumentei que era um prensado, cuja origem é obscura, portanto de baixa qualidade sim.

Achei um tanto quanto arrogante a forma como a mulher falou do meu baseado. Estamos no Brasil, século XXI, fumar coisa boa só plantando. Mas no fim ela agradeceu as bolas que eu passei para ela. “Estou com cólica menstrual, e a cannabis é o único remédio para aliviar as dores”.

Com a leseira no corpo e a boca seca, aproveitei que estava em um café e pedi uma água. “Qual o  seu nome, meu jovem?” ela perguntou. Foi aí que eu me liguei que não nos apresentamos. Eu disse meu nome, e ela em seguida falou o dela. “Me chamo Carlota Joaquina”. Nome estranho para uma senhora estranha com sotaque forte. “Prazer”, respondi.

Perguntei se ela era de Curitiba. Ela disse que não, e que na verdade era uma portuguesa que veio ao Brasil com o marido para fugir de um baixinho maníaco francês que estava tocando o terror na Europa. “Coisa louca”, falei. “Aqui no Brasil tá acontecendo a mesma coisa, o problema é que o cara era até então apoiado pela classe-média”.

Logo o assuntou voltou para a maconha. Disse que aqui no Brasil não se pode plantar um pé de maconha que já vem polícia encher o saco. A senhora então disse que em Portugal a maconha é usada para tudo, mas que o que fode com todo o esquema são os negros. “Que senhorinha filha da puta”, pensei.

Papo vai e papo vem, percebo que na verdade a tal Carlota Joaquina é uma dondoca preconceituosa que não sabe fumar maconha. “Você já ouviu a palavra de Gilberto Gil?” perguntei a ela. “Nunca ouvi falar”. Como sou dessas pessoas que acredita ser possível mudar os outros com gestos simples, convidei a madame para ir até meu apartamento para ouvir a palavra do ex-ministro da cultura e fumar mais um baseado.

Chegando em minha residência, coloco na vitrola o disco “Refazenda” e bolo um baseado. Não demora muito para a senhora entrar no clima do disco e da maconha. “O que é esse som que eu nunca ouvi antes?” me pergunta. “Isso é Gilberto Gil. Música negra da melhor qualidade”. “Isso é música de negro?” se surpreende a mulher. Em pouco tempo, Carlota entra num transe profundo com as palavras de Gil. “Nos meus retiros espirituais, descubro certas coisas tão banais/ Como ter problemas, ser o mesmo que não”.

O disco acaba, e do baseado, só resta a ponta. “Ó, que experiência divina!” fala para mim a senhora ainda tentando sair do transe. “Pois é, Gil ensina que não há motivos para odiar o próximo. Classe e cor são apenas detalhes superficiais. É preciso amar as pessoas por suas espiritualidades”. “Agora concordo plenamente” ela responde com um pouco mais de consciência.

Enfim nos despedimos. Permaneço em meu apartamento e Carlota segue seu rumo pelas ruas de Curitiba. Sempre me bate uma satisfação quando consigo ensinar as pessoas a ver as coisas de uma outra forma por meio da música e da maconha.

Semana passada eu estava andando pela Rua São Francisco quando alguém chama meu nome. “Ei Chico!”. Quando viro para trás, vejo Carlota sentada em um círculo com alguns hippies artesãos. Quase que não a reconheço, por ter trocado aquela peruca ridícula por dreadlocks.

“O Carlota, quase não te reconheci!” disse a ela. “Chico, eu tenho muito a te agradecer. Depois do Gil, percebi que nossa missão aqui na terra e alcançar um nível espiritual elevado”. “Fico feliz em ouvir isso. Mas se me dá licença, preciso seguir meu caminho”. “Não quer levar uma miçanga?” ela me pergunta. “Hoje não, muito obrigado”, respondo. Assim que me afasto consigo ouvir ela falando “burguês filho de uma puta”.

Por Francisco Mateus

 

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