por DaBoa Brasil | jan 12, 2017 | Entretenimento
Apresentador da TV Ponta Verde, afiliada do SBT em Alagoas, Sikêra Junior ficou famoso no Brasil inteiro, no final de 2016, com uma praga que rogou em seu programa policial: “Você, que fuma maconha, vai morrer antes do Natal”. Fumante (de cigarro comum), ele sofreu um infarto na semana passada e está aproveitando a recuperação em casa para rever seus conceitos. Enquanto tenta parar de fumar, o jornalista de 49 anos revela que, na verdade, não julga os usuários e é a favor da legalização da maconha.
“Tive a criação do meu pai de que maconha dá cadeia ou cemitério. Hoje não [penso mais assim], tenho colega que fuma maconha. Sei que tem muito maconheiro que não faz mal a ninguém. Acho que, enquanto a maconha não for legalizada, está alimentando o tráfico. Eu prefiro que legalize essa porra o quanto antes. Quer fumar, fuma, mas pelo menos não precisa subir o morro, levar um tiro. Aí a moçada não vai para a delegacia responder por um cigarro de maconha enquanto senadores pegam bilhões, fazem o que querem e não dá em nada”, crava.
O infarto de Sikêra Júnior gerou tanta repercussão nas redes sociais quanto o fatídico vídeo dedicado aos maconheiros tirado de seu programa, Plantão Alagoas. Apenas 11 dias após o Natal, foi ele, que “nunca usou a droga na vida”, quem achou que iria morrer.
O apresentador estava em casa e havia bebido um pouco de uísque quando sentiu uma dor no peito. “Achei que eram gases”, diz. De madrugada, ele foi levado com urgência ao hospital. “Falei para o meu motorista: ‘Tira o carro que eu estou morrendo’. Ouvi do enfermeiro que eu ia enfartar e pensei: ‘Morri'”, conta.
Após quatro dias internado, Sikêra teve alta na última segunda-feira (9), mas continua em recuperação. Apesar do trauma, o apresentador não considera que a praga para os maconheiros se voltou contra ele e não se arrepende do que disse (de brincadeira, ele ressalta).
“Eu já tinha recebido muita mensagem no Natal de gente que dizia: ‘Seu velho filha da mãe, eu estou vivo, quem vai morrer é você’. Eu dei altas risadas. Essa brincadeira é velha, faço há mais de dois, três anos. Agora que vazou para o Brasil inteiro. Mas não estou nem aí. Não me arrependo”, afirma.
“Se fosse [algo criado] agora, se eu fosse supersticioso, pensaria que deveria parar com esse negócio. Mas todo final de ano eu digo que quem fuma maconha não passa do Natal. Não vou pedir desculpas, não devo desculpas a ninguém. Não vou incentivar a maconha porque vai contra os meus princípios, mas quem sabe posso até dizer assim: ‘Vamos fazer o seguinte? Fuma sua maconha para lá que eu faço meu programa para cá. Vamos ficar em paz?”, sugere.
Fonte: NTV
por DaBoa Brasil | jan 9, 2017 | Culinária, Economia, Turismo
Algumas regiões dos Estados Unidos contam com leis mais brandas quando o assunto é o uso de maconha. A Califórnia é um desses estados. E foi lá que os donos de uma vinícola tiveram a ideia de misturar a bebida à base de uvas com a cannabis.
Chamado de Mary Jane, em alusão a marijuana, um dos nomes da maconha, o vinho é considerado uma “via alternativa de consumo da erva para fins medicinais ou de tratamento”, conforme descreve o site do produtor.
Entretanto, vale ressaltar que o vinho só é vendido no estado americano e sob indicação médica. Além disso, o preço é salgado, de US$ 120 a US$ 400.
Fonte: Metrópoles
por DaBoa Brasil | dez 28, 2016 | Política
O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu um publicitário de 30 anos da acusação de tráfico de drogas após ele ter sido preso com 21 pés de maconha em seu apartamento na Vila Madalena, bairro da zona oeste da capital.
A decisão, de segunda instância, foi publicada nesta semana e surpreendeu especialistas em direito criminal. O tribunal paulista é visto como conservador nesta área, pois normalmente condena réus detidos com quantidade razoável da droga plantada.
O caso ocorreu em 3 de janeiro de 2015. No dia, vizinhos do publicitário Maurício (nome fictício) chamaram a Polícia Militar após perceberem que o som da casa estava ligado havia três dias. Suspeitavam que algo poderia ter acontecido com o rapaz.
Os PMs entraram no apartamento com uma escada. Maurício estava desacordado na sala. Em outro cômodo, os PMs encontraram 21 pés de Cannabis sativa L, conhecida como skunk (espécie de maconha mais forte).
O publicitário foi preso em flagrante, acusado de tráfico. Os policiais disseram que ele confessou o crime informalmente ao ser preso –na delegacia e em juízo, Maurício negou e disse que cultivava maconha para consumo próprio.
Para a polícia, os 21 pés pesavam 583 gramas. Um botânico contratado pela defesa afirmou que a quantidade consumível da droga era de 80 gramas. Isso porque nem toda a planta é usada como entorpecente e, se for um exemplar macho, por exemplo, ele não floresce e não pode ser utilizado para este fim.
Momentos após a prisão, uma equipe da TV Record entrou na casa do publicitário. Na reportagem, disponível no site da emissora, ele foi tratado como “traficante de classe média-alta” que vendia drogas na Vila Madalena. A versão dele não foi contemplada.
Maurício ficou preso por três meses –três habeas corpus foram negados. Em março de 2015, ele foi condenado a 1 ano e 8 meses de prisão, mas a pena foi substituída por uma punição mais leve.
Seu defensor, Alexandre de Oliveira Ribeiro Filho, advogado do grupo Vilardi, recorreu da decisão. “Ele não é traficante, era usuário. Nunca o investigaram. Ele foi condenado com base na quantidade de plantas e na palavra de um policial”, diz o defensor.
Agora, desembargadores absolveram o publicitário. “Não há nos autos prova cabal, segura e induvidosa que venha a sugerir que se trata de um mercador de produto proibido”, escreveu o desembargador Marcelo Gordo, relator do caso, na decisão.
INVESTIGAÇÃO
Plantar maconha é crime. A lei não determina a quantidade de drogas que pode ser enquadrada como tráfico. O que vale é a intenção –um flagrante de venda, por exemplo. Para Felipe Gonçalves, mestre em direito pela FGV-SP, absolvição como a de Maurício é caso raro em SP.
Para sua dissertação de mestrado, Gonçalves analisou 135 decisões do TJ-SP que tratavam como traficantes pessoas que plantavam cannabis.
“A palavra do policial que fez a prisão é o maior instrumento de prova para condenação por tráfico. Não há investigação. O processo costuma ser encerrado após o flagrante, um absurdo”, diz.
A lei cita outros comportamentos que podem pesar, como “conduta social” e “personalidade”. “São conceitos vagos que não dizem nada”, diz.
Cristiano Maronna, vice-presidente Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, concorda. “Existe uma presunção de tráfico. O cultivador é quem precisa provar que não é traficante, e não o Estado provar que ele, sim, praticou o tráfico. Essa decisão surpreende dado o conservadorismo com que o tema é tratado em São Paulo”.
Na decisão, o TJ também pediu uma investigação sobre a conduta dos PMs. Um laudo da polícia apontou que o publicitário tinha lesões após a prisão. No processo, ele diz que, na abordagem, levou um soco e um pontapé dos PMs.
Fonte: folha.uol
por DaBoa Brasil | dez 22, 2016 | Política
A legalização da maconha medicinal está associada com uma redução no número de mortes de trânsito. De acordo com um novo estudo publicado pelo American Journal of Public Health.
Usando dados desde 1985 até 2014 da Fatality Analysis Reporting System (FARS), os pesquisadores “examinaram a associação entre a aprovação de leis de maconha medicinal (LMM) e as mortes no trânsito em diferentes modelos, com e sem dispensários.” Eles examinaram essa associação “separadamente para cada LMM estaduais”, e também avaliaram a associação em estados onde há dispensários de maconha e mortes de trânsito.
O estudo constatou que; “Em média, os estados com leis de maconha medicinal (LMM) tinham taxas de mortalidade no trânsito mais baixas do que os estados sem LMM. As leis sobre a maconha medicinal foram associadas a uma redução imediata do número de mortes de trânsito com idade entre 15 a 24 e 25 a 44 anos, e reduções graduais adicionais anuais em pessoas de 25 a 44 anos.”
Os pesquisadores observam que “os resultados específicos de cada estado mostraram que apenas 7 estados experimentaram reduções com LMM” e que em estados com “dispensários também foi associado com reduções de mortes no trânsito entre maiores de 25 a 44 anos.”
O estudo conclui que; “Ambos os modelos, LMMs e onde existem dispensários, foram associados com reduções em mortes no trânsito, especialmente entre as idades de 25 a 44 anos. A análise especificou por Estado e mostrou uma heterogeneidade da associação de vítimas mortais de trânsito por leis de maconha medicinal, o que sugere moderação por outros fatores locais. Estes resultados poderiam influenciar as decisões políticas sobre a aprovação ou rejeição das leis de maconha medicinais e como serão implementadas”.
De acordo com Silvia Martins, uma professora que foi a principal autora do estudo, o declínio é provavelmente associada a uma diminuição do consumo de álcool.
“Nós encontramos evidências de que os estados com leis sobre a maconha, em comparação com aqueles que não têm, relatou, em média, taxas mais baixas de motoristas que dirigem alcoolizados demais”, disse Martins em um comunicado de imprensa.
O estudo foi realizado na Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia e pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | dez 21, 2016 | Política, Saúde
Medicamento pode ser o único capaz de controlar as crises convulsivas e epiléticas do garoto Brayan Ribeiro Fernandes.
A direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a compra do medicamento Canabidiol (CBD), que tem substâncias derivadas da maconha, para o tratamento de uma criança de Imbituba, Brayan Ribeiro Fernandes, de 4 anos, diagnosticado com Síndrome de Doose (ausência de sentidos por segundos).
Em algumas ocasiões, ele cai e bate a cabeça no chão e desmaia. E quando retorna do rápido sono, não se recorda de nada que ocorreu. A mãe de Brayan, Neuzimar Ribeiro Fernandes, conta que o garoto passou por uma avaliação médica em Curitiba, com a profissional Ana Cristina Crippa, uma das poucas no país que pode receitar o uso do Canabidiol derivado do canabis. A expectativa é que com o uso desta medicação o número de crises de convulsão e epilepsia reduza.
“O primeiro passo foi dado, porém, como o meu filho precisa utilizar oito frascos por mês desta medicação, o valor em dólares sai por U$ 399. Convertendo na moeda brasileira são necessários mais de R$ 5 mil a cada 30 dias. Vou entrar com uma ação judicial pedindo a colaboração do governo do Estado para contribuir com a medicação, não tenho condições, infelizmente”, lamenta a mãe.
O Canabidiol é uma substância química encontrada na maconha que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças neurológicas. Medicamentos comercializados no exterior já utilizam a substância derivada da Cannabis sativa. “No próximo dia 4, vamos passar por um geneticista. Depois disso ele fará um exame de sono, onde será monitorado por 24 horas. Temos alguns custos, estou desempregada, mas vou continuar lutando sempre pela vida do meu filho”, assegura Neuzimar.
Comercialização é proibida no Brasil
Mesmo com relatos de sucesso, os medicamentos à base de substâncias da maconha (Canabidiol e THC) enfrentam resistência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), que alegam não haver comprovação científica dos benefícios. Na prática, os remédios à base da erva têm melhorado a qualidade de vida de portadores de doenças raras, porque reduzem a quantidade e a duração das convulsões.
Fonte: Jornal Cidade Notícias
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