por DaBoa Brasil | jun 29, 2016 | Política
Empresa canadense poderá fabricar produtos derivados da maconha para exportação e mercado interno
O Ministério da Saúde da Colômbia confirmou na manhã desta terça-feira ter concedido a primeira licença para a produção de derivados da maconha com fins medicinais para a empresa canadense PharmaCielo. A autorização permite que a companhia, que tem sede no município de Rionegro, no leste da província de Antioquia, possa transformar plantações de cannabis em produtos para exportação, para o mercado interno e para a realização de pesquisas. “Nossa meta é nos tornarmos os maiores fornecedores de extratos de óleo de cannabis cultivado naturalmente, e não existe melhor lugar para fazer isso do que a Colômbia”, afirma, em comunicado, Jon Ruiz, presidente e diretor-geral da PharmaCielo.
Enquanto aguarda mais detalhes sobre quando começará a produção, Alejandro Gaviria, titular da pasta, explicou que o primeiro passo previsto na licença permite a fabricação de derivados como os extratos de óleo ou resinas, e não a plantação. Uma vez obtida essa permissão, a PharmaCielo deverá recorrer ao Conselho Nacional de Entorpecentes, o órgão responsável por outorgar a autorização final para a plantação. “O procedimento é este porque as empresas precisam detalhar ao Conselho qual será o uso que farão das plantas”, explicou o ministro. Neste caso, a companhia canadense conseguiu, até agora, autorização para a produção e para a importação das máquinas e tecnologias necessárias e a construção de laboratórios de pesquisa. Com essa decisão, pessoas que sofrem de epilepsia, câncer, dores crônicas, artrite ou esclerose múltipla, entre outras enfermidades, terão uma alternativa medicinal.
A PharmaCielo se torna, assim, pioneira na Colômbia, por ter sido a primeira empresa a pedir a autorização. “Esse foi o nosso critério”, afirmou Gaviria. A companhia começará a produzir em três hectares em Rionegro e “irá ampliando a área”, segundo o Ministério. “A localização equatorial do país e sua variedade de microclimas ideias não deixam margem para dúvidas quanto ao papel protagonista que aColômbia irá desempenhar no desenvolvimento dessa indústria internacional, que está crescendo rapidamente”, disse Federico Cock-Correa, também executivo da PharmaCielo.
Nos próximos dias, mais duas licenças serão outorgadas, de um total de sete solicitadas desde maio. “Duas serão para pequenos produtores, e as demais ainda estão sob avaliação”, especificou o ministro. Não haverá um número máximo de autorizações. “É um mercado aberto e emergente, em que o nosso país pode ocupar a dianteira”. Segundo as estimativas do Governo, essa produção poderia significar uma receita anual de pelo menos dois bilhões de dólares. As empresas locais e de tamanho menor serão particularmente beneficiadas, tendo de cumprir condições de segurança menos rígidas do que as maiores em relação à “custódia dos terrenos, acesso à informação e a auditoria da cannabis”. O objetivo é que esses agricultores encontrem “uma alternativa às plantações ilegais”.
Os primeiros produtos são esperados para 2017, segundo informou Gaviria, que lembrou, também, que, até agora, não é possível estabelecer um prazo de concessão por parte do Conselho Nacional de Entorpecentes para a “transição legal” do uso medicinal da maconha na Colômbia. No último mês de março, a PharmaCielo pediu formalmente a licença para o Ministério. Naquele momento, vigorava o decreto assinado apenas pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Em maio, o Congresso deu um novo empurrão no sentido de criar no país uma legislação que dê garantias jurídicas e trace diretrizes claras para o uso da planta.
A iniciativa requer apenas uma confluência entre a Câmara e o Senado (as duas casas do Parlamento) para que ela passe à sanção presidencial e se torne Lei. Com esse passo, a Colômbia se junta a países como Chile, Porto Rico, Uruguai, Estados Unidos, Holanda, República Tcheca e Israel, onde já foi aprovado o uso da cannabis para fins terapêuticos.
Fonte: El País
por DaBoa Brasil | jun 29, 2016 | Cultivo, Política
A Câmara dos Deputados da Itália começará a discutir no mês que vem um projeto de lei que legaliza o cultivo da maconha no país.
Após uma reunião hoje (29) entre os líderes de todos os partidos representados no Parlamento, ficou decidido que o texto será debatido em plenário no dia 25 de julho e a votação está prevista para começar no dia seguinte.
Atualmente, o cultivo da cannabis é proibido na Itália até mesmo para fins terapêuticos. Apenas o Instituto Químico, Farmacêutico e Militar de Florença, ligado ao Exército, e fabricantes de medicamentos autorizados pelo governo têm permissão para plantar a erva.
No entanto, o projeto de lei que será debatido na Câmara pode legalizar o cultivo inclusive para consumo próprio, desde que limitado a cinco plantas por residência e que o usuário comunique as autoridades locais. Além disso, o produto não poderá ser vendido.
Estima-se que 220 deputados, de um total de 630, apoiem a iniciativa. No entanto, o projeto deve enfrentar forte resistência em um parlamento conservador e sob a influência permanente da Igreja Católica.
Fonte: EBC
por DaBoa Brasil | jun 28, 2016 | Política
O Partido Verde da Zâmbia diz ter começado a traduzir para as diversas línguas locais a sua mensagem de incentivo as pessoas, a saber, o valor medicinal e econômico da maconha, especialmente para pessoas que vivem em áreas remotas do país.
Presidente do Partido, Peter Sinkamba disse que não havia nada de errado sobre o uso da maconha na geração de riqueza para as pessoas e o país em geral por causa de seu alto valor econômico.
Mr. Sinkamba falou que a maconha poderia transformar a riqueza da nação, uma vez que foi legalizado em base comercial, porque era um grande negócio.
Disse também que o processo de transposição de informações sobre a maconha nos principais idiomas locais do país estava progredindo bem porque as pessoas estavam recebendo bem o movimento e que era lamentável que pessoas no país eram ignorantes sobre os benefícios econômicos da maconha e que poderia mudar suas vidas, se legalizada.
O líder do Partido disse que vai continuar a campanha a favor da maconha porque a planta foi chamada de ouro verde e tinha a capacidade de criar milhares de empregos em diferentes campos no país.
Enquanto isso a campanha eleitoral para o Partido Verde tinha alcançado um estágio avançado e estava otimista com as pesquisas gerais e afirmou que as eleições deste ano serão únicas porque não há nenhum partido político com um melhor manifesto e não havia fãs que participam nas pesquisas.
Ele pediu aos eleitores compareçam em grande número no dia da votação e votar no Partido Verde, que visa mudar a forma como as pessoas olham para a maconha e como ela poderia fornecer um agronegócio de bilhões de dólares.
por DaBoa Brasil | jun 28, 2016 | Economia
Uma start-up do ramo farmacêutico decidiu produzir o primeiro medicamento brasileiro à base de maconha. A ideia é fazer um extrato fitoterápico que trate casos de epilepsia nos quais outros remédios não funcionam.
A start-up Entourage Phytolab busca desenvolver um medicamento fitoterápico à base de maconha desde que foi fundada, em 2015. A previsão dela é que a droga seja lançada em 2018.
A vantagem de um medicamento brasileiro, desenvolvido e testado no país, seria a segurança e a garantia de fornecimento para quem necessita da droga que não precisaria mais depender, como ocorre hoje, de autorizações para importá-la.
Os principais componentes do extrato da erva são o tetra-hidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O primeiro é psicotrópico; o segundo, não.
Tanto o THC quanto o CBD têm propriedades farmacológicas que os fazem ser de interesse medicinal. O problema é o grande potencial de abuso, principalmente do THC isso dificulta o licenciamento de medicamentos baseados no composto.
A iniciativa da Entourage, no entanto, está direcionada para a produção de um extrato que seja rico em CBD e com pouquíssimo THC. Para isso, serão utilizadas flores de uma variedade de cannabis fornecida pela Bedrocan, multinacional especializada em produção para uso medicinal.
Cultivo de maconha
Os demais componentes da erva não serão eliminados, de acordo com Caio Santos Abreu, diretor-executivo da start-up. O motivo é que a pequena fração de outras moléculas pode ajudar no efeito do CBD, reduzindo os efeitos colaterais e balizando os efeitos farmacológicos desejados.
Esse efeito de várias moléculas ajudando a ação de outra é conhecido como “efeito entourage” e têm ganhado entusiastas no meio acadêmico, particularmente entre os que estudam o sistema de receptores canabinóides, presentes em vários tecidos do corpo humano.
Isso transformaria, em tese, a desvantagem de ter um remédio “sujo”, não puro, em uma vantagem já que seria praticamente impossível repor artificialmente as inúmeras moléculas presentes no extrato da cannabis.
Não se sabe exatamente qual é o mecanismo de ação do CBD para tratar a epilepsia, mas isso não inviabiliza o estudo de uma nova possibilidade de tratamento, diz Fabrício Pamplona, diretor-científico da Entourage.
“Sabe-se que há um controle especialmente eficaz quando há excesso de excitabilidade neuronal característico de uma crise epiléptica”, afirma o farmacêutico.
Depois da padronização da obtenção do extrato candidato a medicamento, haverá testes em ratos para garantir a segurança do processo.
É aí que entra em cena a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que deve supervisionar e chancelar todas as etapas de testes clínicos em pessoas e animais.
Por se tratar de tecnologia desenvolvida no Brasil, em uma questão de saúde importante para a qual não há tratamento (epilepsias refratárias, como a síndrome de Dravet), Abreu espera que o projeto transite com celeridade.
Da parte científica, não são esperadas dificuldades para se cumprir as etapas necessárias, dados que diversos estudos anteriores apontam na mesma direção para a qual a start-up está mirando.
Um medicamento à base de CBD da farmacêutica GW chamado Epidiolex obteve bons resultados em estudos 54% de redução no número de crises. Em breve pode haver o registro nos EUA.
Fonte: Folha.uol
por DaBoa Brasil | jun 28, 2016 | Esporte
Floyd Landis já foi privado de seu título de vencedor do Tour de France 2006, depois de teste positivo de sua prova de doping.
A “Floyd de Leadville” foi criada no estado de Colorado nos EUA, onde a partir de 2014 o cultivo, a posse e uso de maconha é legal para os cidadãos maiores de 21 anos.
A empresa já tem seu site oficial e contas em redes sociais, onde você pode ver uma pequena apresentação dos produtos que serão comercializados em breve, tais como cigarros eletrônicos ou um creme feito de maconha.
Em seu Twitter, o atleta agradeceu o apoio que tem recebido na criação de sua empresa e disse que está feliz em participar de uma “indústria legítima”.
Em 2006, Landis se tornou o campeão da competição mais prestigiada do ciclismo mundial, o Tour de France. No entanto, o atleta foi privado de seu título depois de ter falhado um teste de doping, no qual foi encontrado um alto índice de testosterona sintética.
Por muitos anos, Landis andou dizendo que era inocente, até que em 2011 confessou que havia utilizado substâncias proibidas.
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