por DaBoa Brasil | jun 27, 2016 | Curiosidades, Saúde
Normalmente muito generosos com os outros, a comunidade canábica vive em dúvida se o seu sangue será aceito ou não.
Há poucos exemplos de ações altruístas realizadas a partir do mundo da maconha. A solidariedade pode vir de várias formas: galas de caridade, corridas de caridade, doações de dinheiro… Outra, muito importante, é a doação de sangue, que alguns usuários de maconha não sabem se eles podem doar.
Transfusões que ajudam a salvar milhões de vidas a cada ano. Para mencionar apenas alguns casos, as doações são essenciais para as pessoas com trauma grave, os pacientes que se submetem à cirurgia complexa, pacientes com câncer ou mulheres com complicações obstétricas.
Usuários de maconha frequentemente perguntam se eles podem doar sangue. Enquanto a resposta curta é sim, eles podem, é necessário estabelecer uma série de esclarecimentos para dar uma declaração mais elaborada.
A primeira precisão é que o doador pode ter consumido maconha, mas não pode realizar a transfusão sob seus efeitos. Na verdade, não é permitida a doação de sangue de pessoas que se apresentam sob a influência de qualquer substância, seja o álcool, remédios ou outras drogas. Esta limitação é tomada devido à possível incapacidade de dar o seu consentimento confiável. Bancos de sangue indicam que os voluntários devem participar inquestionavelmente apresentando uma condição saudável: descansado, bem alimentado e em boas condições para a doação.
O Centro de Transfusões da Comunidade de Madrid aponta: “A cannabis não é um obstáculo para doar sangue. Você pode doar 24 horas após a última utilização e não apresentar sintomas de ter feito uso”.
Outra ação que levanta dúvidas entre os usuários de maconha é se o seu sangue é submetido à análise de THC. A resposta é não, porque este envolve uma análise de contagem de sangue, o que seria necessário para determinar a presença do THC. Testes feitos pelos bancos só determinam o grupo sanguíneo e analisam marcadores que determinam a presença de certas doenças transmissíveis pelo sangue, como HIV, hepatite B e C, sífilis, doença de Chagas e malária.
Assim, a maconha, deixando o momento certo para não apresentar os efeitos da erva, pode sim executar seu trabalho altruísta sem medo de rejeição. E se ainda tiver dúvidas, a Cruz Vermelha disponibiliza em seu site tudo sobre as doações e o processo de exclusão.
por DaBoa Brasil | jun 26, 2016 | Política
No Brasil, STF aprova pena menos dura para traficantes eventuais enquanto governo interino reforça repressão.
Uma pesquisa publicada recentemente pelo governo do Colorado, nos Estados Unidos, mediu o uso da maconha entre 17 mil estudantes do Ensino Fundamental. Pouco mais de dois anos depois de legalizar o uso da substância, dados mostram que o consumo dos adolescentes continua similar a antes da legalização. Cerca de 38% dos entrevistados disseram ter usado maconha pelo menos uma vez na vida e 21% afirmaram que usaram a substância nos últimos 30 dias, taxa que acompanha a média nacional. Quatro em cada cinco estudantes (78%) nunca utilizaram marijuana.
Isso derruba o argumento de que a legalização da maconha estimularia seu uso. “Essas estatísticas claramente desmascaram a teoria de que tornar a maconha legal entre adultos resultaria em mais uso por adolescentes”, disse, em comunicado, Mason Tvert, diretor de comunicação do Marijuana Policy Project, maior organização norte-americana contra a proibição da erva. Para Tvert, o Colorado está provando que “não é necessário prender centenas de adultos consumidores responsáveis com o argumento de prevenir o consumo por adolescentes”.
O governador do Colorado, John Hickenlooper, esteve no Brasil. Ele foi contra a legalização da maconha no plebiscito de 2012, mas admitiu ter mudado de opinião. Confirmou também que sem o tráfico é mais difícil que as crianças tenham acesso à planta.
De acordo com Maurício Fiore, coordenador científico da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, um dos principais motivos para os níveis de consumo de maconha por adolescentes se mantenham e não aumentem com a regulamentação é que a droga já estaria disponível ilegalmente para os jovens. “Vendê-la legalmente não alterou muito esse quadro. Pelo contrário, pode ter tornado um pouco mais difícil para um adolescente comprar maconha”, explica.
O Instituto Nacional de Abuso de Drogas, instituição dos Estados Unidos que tem como missão o avanço científico sobre as causas e consequências da dependência de drogas, alerta que a maconha pode causar vício. As pesquisas apontam que 9% dos usuários se tornam dependentes e que esse potencial aumenta para quem faz uso de maconha na adolescência, chegando a 17%.
O fracasso da “guerra às drogas”
Os primeiros dados da polícia de fronteira dos Estados Unidos pós-legalização mostram que houve uma forte diminuição na apreensão de maconha na fronteira com o México. Caíram de um pico de 2 mil toneladas em 2009 para 750 toneladas no ano passado, o menor nível na última década. Pode ser cedo para relacionar com a nova política de drogas, mas junto com o fato de o consumo não ter aumentado, essa passa a ser uma importante tendência.
Essa reversão seria também uma prova de que os 45 anos de política de guerra às drogas não funcionaram para diminuir o consumo de entorpecentes. Pior ainda: a repressão militar ao tráfico de drogas ajudou a criminalizar consumidores, promoveu o encarceramento em massa e recrudesceu penas para qualquer traficante, o que ajudou a superlotar presídios. Além de tudo isso, não diminuiu o consumo. Segundo as Nações Unidas, em 10 anos, o consumo de opiáceos, cocaína e cannabis aumentou entre 1998 e 2008, auge da política proibicionista.
por DaBoa Brasil | jun 23, 2016 | Política
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que acusados de tráfico privilegiado de drogas não cometem crime hediondo. De acordo com a decisão dos ministros, presos por tráfico que são primários e com bons antecedentes podem ter redução maior de pena e progressão de regime, conforme a Lei de Drogas (Lei 11.343/2006).
Antes da definição do Supremo, a Justiça entendia que o crime de tráfico de drogas era hediondo em todos os casos.
A questão foi decidida no julgamento de um habeas corpus de um homem condenado a sete anos de prisão em regime fechado pelo transporte de aproximadamente 700 kg da maconha. Apesar de a sentença ter reconhecido que o acusado cometeu tráfico privilegiado, ele não conseguiu liberdade condicional pelo fato de a tipificação também ser considerada como crime hediondo.
A legislação prevê que crimes hediondos são inafiançáveis e insuscetíveis de anistia, graça ou indulto. Além disso, as penas são cumpridas em regime inicial fechado e a progressão de regime só ocorre depois de cumpridos dois quintos da pena, caso o réu seja primário e três quintos, no caso de reincidente.
Segundo o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, o entendimento pretende dar tratamento diferenciado a acusados primários e que não integram organizações criminosas.
Lewandowski acrescentou que cerca de 80 mil presos no país, a maioria mulheres, foram condenadas por tráfico privilegiado. Para o ministro, são pessoas que não têm perfil delinquente e são usadas pelos cartéis de drogas para disseminar entorpecentes na sociedade.
“Reconhecer que essas pessoas podem representar tratamento mais condizente com sua situação especial e diferenciada que os levou ao crime configura não apenas medida de Justiça, a qual, seguramente, trará decisivo impacto ao já saturado sistema prisional brasileiro, mas revela também a solução que melhor amolda ao princípio constitucional da individualização da pena”, destacou o presidente do STF.
Para a ministra Cármen Lúcia, considerar a hediondez do tráfico privilegiado fez com que a população de mulheres presas aumentasse. Segundo a ministra, 70% das mulheres presas no pais têm envolvimento com tráfico. “Esse é um julgamento com importância social de enorme gravidade, porque nós temos mulheres com filhos aprisionadas porque o crime é hediondo.”
O processo começou a ser julgado em junho do ano passado. A votação terminou com oito votos a três contra a hediondez do crime de tráfico privilegiado. Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio e Dias Toffoli votaram a favor da manutenção do entendimento de que o tráfico é hediondo em todos os casos.
Fonte: Agência Brasil
por DaBoa Brasil | jun 23, 2016 | Esporte
Segundo estudo feito por pesquisadores da Alemanha e da Áustria o consumo de maconha não traz riscos adicionais quanto a coordenação motora e ao sentido de alerta para quem pedala. Mas atenção: o estudo deixa claro, isso só rola para quem já é usuário regular da cannabis.
Em um artigo recentemente publicado pela revista International Jornal of Legal Medicine, médicos da Alemanha e Áustria chegaram a conclusão que pedalar após fumar um cigarro de maconha não é perigoso “Para avaliar os efeitos da cannabis sobre a capacidade necessária para andar de bicicleta, testes práticos de repetição e exames médicos foram realizados antes e após o consumo por inalação de cannabis”, afirma o resumo do estudo.
Para o teste foram convocadas 14 pessoas (12 homens e 2 mulheres) que deveriam ser declaradamente habituais consumidores de maconha que deveriam pedalar por um percurso pré-determinado . As primeiras voltas “caretas” e depois pedalaram após fumar um, dois e até três cigarrinhos. A todos participantes do ensaio foram dadas instruções especificas dos especialistas: os participantes no experimento deveriam dar um tapinha inalando a fumaça durante 4 segundos, segurar a fumaça por 10 segundos e expirar durante 15 segundos, e depois dá-lhe pedal. A maconha do teste foi cultivada por um produtor holandês, autorizado para fins de investigação pela governo alemão. Na tabulação da pesquisa os erros como pedalar fora da pista, derrubar obstáculos, passar o semáforo vermelho recebiam uma determinada pontuação.
Após analisar os resultados os pesquisadores chegaram à seguinte conclusão: “Quase nenhum distúrbio da coordenação pôde ser detectado sob a influencia de concentrações elevadas ou muito elevadas de THC… em média, por conseguinte, não há aumento do número de erros após o consumo de cannabis”. Embora seja verdade que a maioria dos erros “graves” ocorreu quando eles estavam sob os efeitos da marijuana, não foi detectada perturbação para a coordenação quando os voluntários do teste estavam sob a influência de níveis elevados ou muito elevados de THC, observa o estudo publicado no International Journal of Legal Medicine, mas também deixam claro que o experimento não foi concebido para ser interpretado como evidência de que a condução sob a influência da maconha seja seguro ( e deixam claro que – ainda – é ilegal fazê-lo, e não é recomendado).
Os pesquisadores não conseguiram chegar a um valor que determinasse a incapacidade de pedalar uma bicicleta, apesar de que algumas características de “estado mais elevado” podem ser registradas facilmente pelas autoridades com os exames médicos de rotina feitos em pessoas suspeitas de dirigir sob a influência de álcool ou drogas.
Especificamente, eles descobriram que fazem o esporte sobre duas rodas depois de consumir cannabis não parece ter uma influência negativa sobre a capacidade do indivíduo de dirigir com segurança.
Porém para quem se empolga com do estudo, é bom tomar alguns cuidados, pois os pesquisadores deixam claro que os indivíduos que fizeram o teste eram usuários regulares de maconha, e os resultados dos testes parecem confirmar que esses indivíduos respondem de forma diferente aos estímulos do THC, o principal componente psicoativo da maconha, do que os que não usam. Quanto mais frequentemente uma pessoa fumar, maior será sua tolerância. Cada cigarrinho do teste era personalizado contendo 300 microgramas de THC por quilograma de peso corporal do ciclista. Tudo isso mais ou menos quer dizer que “pedalar e fumar um” é coisa apenas para iniciados.
Os especialistas alertam também que este teste não pode ser aplicado aos condutores de veículos motorizados; isso dependeria de um outro tipo de estudo. No entanto, os resultados são um alívio para todos os fãs de maconha que gostam de desfrutar de belas paisagens em duas rodas e este é um passo em frente para a investigação científica no mundo da cannabis e ainda será tema de muito debate e polêmicas…
Fonte: mundobici.com.br
por DaBoa Brasil | jun 21, 2016 | Cultivo, Curiosidades, Saúde
O uso como descontaminante da cannabis foi descoberto após o desastre nuclear de Chernobyl.
Os agricultores de Taranto, no sul da Itália, estão cultivando maconha para tentar a reduzir a quantidade de poluição nas terras agrícolas. É uma região muito poluída por resíduos gerados na maior fábrica de aço da Europa. Eles estão cultivando a erva com níveis de THC muito baixo, que absorvem as toxinas e é legal por sua baixa psicoatividade.
CanaPuglia é a associação que está defendendo o cultivo de maconha como via para descontaminar os solos das áreas afetadas. Desde 2011 a CanaPuglia defende que as raízes da planta absorvem uma grande quantidade de compostos tóxicos e são muito úteis para limpar os solos. A utilidade da maconha como descontaminante de solos se descobriu nos anos 90 depois do desastre nuclear de Chernobyl.
A siderúrgica Ilva, que foi fundada em 1905, tem causado um grande impacto ambiental na área de Taranto. Os níveis de contaminação foram tão altos que em 2008 o governo forçou os agricultores a sacrificar suas ovelhas pelos altos níveis de toxinas que os animais haviam ingerido.
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